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7.3.24

Notícias ruins para quem fez o "L"

Hoje a mídia não apresenta boas notícias para quem, como eu, fez o L nas últimas eleições.

Claro que a situação melhorou como um todo, nossa democracia tem se fortalecido e p Brasil retomou o ligar que lhe cabe no cenário internacional, em que pese Israel nos qualificar como um “anão diplomático”.

Mas voltemos à mídia.

O governo, de maneira surpreendente, não está fazendo nenhum esforço para a cassação das concessões públicas da Jovem Pan, chamada carinhosamente de Jovem Klan, dados os pendores fascistas desta emissora.

Claro que a cassação é função do poder judiciário, em última instância, mas a Secretária de Comunicação e a Advocacia Geral da União têm papel importante nessa questão.

A citada emissora mentiu descaradamente, distribuiu fake news a torto e a direito, tem muitos dos seus “jornalistas” processados e foragidos.

A retirada das concessões das emissoras da Jovem Pan teria importante papel pedagógico para a mídia comercial nativa. Difícil entender a razão de não o fazer.

Outra notícia preocupante, apontado pelo ICL Notícias na reportagem de Igor Mello e Karla Gamba (clique aqui para ler a matéria completa), dá conta que o Ministério das Mulheres executou apenas 18,5% do orçamento destinado para a pasta em 2023. O ministério tinha disponível um total de R$ 149 milhões, mas gastou efetivamente apenas R$ 27,5 milhões.

Mas a coisa não para por aí. Um programa essencial para a proteção das mulheres é a Casa da Mulher Brasileira, centro de acolhimento e apoio às mulheres vítimas da violência, não gastou um real dos R$ 18 milhões destinados no Orçamento para implementação de novas unidades.

Dados consultados pelos repórteres no Portal da Transparência, com a palavra o Ministério das Mulheres, a Secretaria da Comunicação e o governo federal.

Por fim, mas não menos importante, as análises da pesquisa que avaliou o governo Lula nos dias 25, 26 e 27/02 , indicando um avanço nas opiniões sobre o governo.

O jornalista Leandro Demori chamou a atenção para a data da pesquisa, coincidindo com a manifestação do Bolsonaro na Av. Paulista, que repercutiu intensamente na mídia e juntou uma multidão na avenida. Estimativas feitas pela USP dão conta de aproximadamente 185.000 pessoas.

Outros analistas chamaram a atenção para a participação dos evangélicos nessa avaliação negativa.

Também a pesquisa apontou uma percepção de piora da economia e da inflação, embora a realidade não confirme isso, mas, me parece, que muitas igrejas e pastores evangélicos disseram isso nos cultos do último mês, sem contar o papel das redes sociais, particularmente o WhatsApp e Telegram.

Espero que as notícias ruins sobre as ações do governo parem por aí e que tenhamos um 8 de março marcante, com medidas importantes para a proteção das mulheres e avanços significativos no papel da mulher do nosso país.

20.5.23

Governo Lula 3

Desde 1 de janeiro de 2023 vivemos momentos de esperança e desejos de mudanças na sociedade brasileira.


O caminho será longo, uma vez que foi interrompido pelo golpismo de 2016, e teve um grande estrago nos quatro anos de governo do inominável.

Esse governo Lula é fruto de um grande acordo, envolvendo um leque enorme de forças políticas e sociais. Vai do MST, o maior movimento social de luta pela terra nesse país, até acenos ao agronegócio, na figura de Simone Tebet ocupando um ministério.

É preciso entender esse contexto para elaborar uma crítica assertiva, que contribua para o entendimento desse momento histórico.

São inúmeras frentes de atuação. Podemos destacar, no âmbito social, o combate às fake News, que tanto mal tem nos causado, ao preconceito – racial, homofobia, transfobia etc. –, à violência contra a mulher, enfim, inúmeros desafios de reconstrução de padrões civilizatórios para o Brasil.

Precisamos ainda de especial atenção às questões ambientais, sejam elas referentes à preservação e conservação de recursos e buscar o “desmatamento zero” a todo custo, além de especial atenção às energias renováveis.

No campo econômico temos que enfrentar as desigualdades sociais, construídas ao longo de pouco mais de 500 anos de história. A recuperação do salário-mínimo é urgente, além de mudanças no sistema tributário, cobrando impostos sobre a propriedade e os rendimentos elevados e aliviando a carga tributária para os mais pobres, principalmente nos impostos indiretos.

Mas como fazer isso com um Congresso da qualidade que foi eleito? Com tantos políticos desonestos e de péssima índole, conseguiremos chegar numa sociedade justa, tolerante e menos desigual?

Alguns amigos da esquerda precisam compreender que não se trata de um processo revolucionário, nos moldes da URSS ou Cuba. Não temos o controle das armas e nem a hegemonia da sociedade para fazer valer a “justiça revolucionária”.

Para alcançarmos um país melhor precisamos do Congresso, Judiciário e do Executivo, mas, antes de qualquer outra coisa, precisamos de consciência de classe, de entender o que é melhor para a maioria das pessoas.

Nesse contexto se conseguirmos melhorar substancialmente a saúde e educação pública, construir uma política de melhoria habitacional e do ambiente e recuperar a renda dos mais pobres, diminuindo a desigualdade salarial, já poderemos nos considerar razoavelmente felizes.

No entanto o governo Lula poderia ser mais austero com relação às despesas nas viagens internacionais. Embora em nada pareçam com as viagens do governo anterior, uma vez que tem se traduzido em investimentos e importantes acordos de cooperação com os países visitados, ainda assim os gastos parecem um tanto extravagantes. Uma boa dose de parcimônia nesses gastos teria um efeito positivo.