12.1.17

Mais uma crise?



  






     A expressão "crise" faz parte do meu vocabulária desde a infância.
     Foram tantas, às vezes umas emendadas as outras, mas sempre quem mais sofreu, em todas elas, foram os pobres e mais humildes.

     Temos um Estado que não acolhe os desafortunados e privilegia os mais bem aquinhoados pelo capital.
     A elite é perversa e entreguista, a classe média é ignorante – e se orgulha disso – e os pobres são prisioneiros de uma mídia manipuladora e hipócrita.
     O país está se dissolvendo, as empresas mais competitivas, com exceção do sistema financeiro, vão sendo, vagarosamente, transferidas para o capital estrangeiro.
     Essa orquestração, que visa nos devolver o status de quintal dos EUA – mas não aquele quintal onde plantamos árvores frutíferas e nos divertimos, mas sim naquele onde se lançam os dejetos –, começou com a ascensão dos BRICS.
     No campo social os direitos dos trabalhadores e o tímido avanço das últimas décadas são solapados cotidianamente.
     A mídia vai tolhendo a boiada rumo ao matadouro de forma cínica e cretina.
     Assim somos levados a acreditar que somos os culpados pela crise atual. Diminuem o orçamento na saúde, na educação, na assistência social… Mas, ao mesmo tempo perdoam os sonegadores, sejam do agronegócio ou das grandes empresas.
     O (des)governo golpista lança balões de ensaio a todo momento, mas vai atuando de maneira concentrada nos setores escolhidos pelo capital financeiro.
     A primeira ação se dá contra o sistema previdenciário.    Mentem descaradamente e as opiniões contrárias não encontram expressão na mídia hegemônica.
     Leiam o texto que se segue e divulguem em todas as suas redes sociais.
Em tese de doutorado, pesquisadora denuncia a farsa da crise da Previdência Social no Brasil forjada pelo governo com apoio da imprensa

5.11.15

Ciro Gomes pra presidente! (podem bater à vontade!)

           Amigos e amigas, segue um pequeno desabafo/reflexão via Facebook.
Semana particularmente cansativa muitas provas, para elaborar e corrigir, muito trânsito, muito barulho insuportável nessa cidade que me atemoriza a cada minuto.
O pior de tudo é aguentar as inúmeras sandices, quer sejam as reais, quer sejam as virtuais. São tantos néscios se manifestando como se intelectuais fossem que faz transbordar a paciência, mesmo de um capadócio.
Preconceitos no varejo e no atacado! Haja...
Machistas, sexistas, racistas e outros tantos imbecis perderam a modéstia, se expõem como se isso fosse bacana. Sem contar os "humoristas", que só fazem rir os idiotas.
Na política a coisa tá feia!
Às vezes fico em dúvida se os erros cometidos por Dilma e sua trupe são fruto de incompetência política/administrativa ou se é isso mesmo, ou seja, se fazem essas coisas escrotas de forma pensada e acabada.
Claro que esses erros não destroem os inúmeros acertos.
Hoje ouvi, com alegria, algumas alunas de terceiro ano afoitas para partirem para uma universidade federal fora de São Paulo, não por imaginarem que seria mais fácil obter uma vaga, mas por desejo de encontrar-se com esse outro Brasil, interiorano, sertanejo e latino-americano.
Minha intuição diz que meu candidato hoje seria o Ciro Gomes.
Estou esperando as bordoadas dos amigos e amigas. Sei que vou apanhar tanto de petistas quanto dos amigos e amigas da EE (extrema esquerda).
Mas penso que Ciro reuniria forças para enfrentar essa manada conservadora. Faria de tudo para não apagar o legado construído pelos governos petistas no NE, além de trazer alguns elementos desenvolvimentistas, principalmente se sua ideia de atacar os privilégios do sistema financeiro for pra valer!
O discurso de Ciro me lembra um pouco do Brizola, que tanta falta faz nesse cenário de omissos e covardes, que se calam ante a mídia de esgoto e só fazem querer figurar nas páginas amarelas da Veja (que mentira!)!
Boa noite gente bacana e querida (excluídos os racistas, machistas, homofóbicos e outros boçais de categoria assemelhada)!

14.10.15

“Assédio ideológico”, mais uma canalhice dos conservadores

Dentre as inúmeras novidades com as quais os conservadores nos brindam diariamente – no pior Congresso eleito após a redemocratização – uma passa de todos os limites: o patrulhamento da ação dos professores, com a figura do assédio ideológico.
Leiam o excelente artigo do Walter Takamoto pubicado na revista Caros Amigos em 13/10/15.

O grande irmão e a escola pública
Aos poucos o Grande Irmão projeta seus olhos e garras sobre as escolas públicas, seus professores, alunos e pais.
Não mais bastam ter o controle sobre as cartilhas, livros, avaliações, sucatear as escolas públicas, impor ao magistério salário indigno e jornada extenuante.
É preciso controlar o que se ensina e como se ensina. É preciso garantir que todos lá estejam para serem controlados e punidos caso não cumpram com o que deseja o Grande Irmão.
Não, não se trata de enredo de filme ou texto ficcional. É o que tramam os parlamentares no Congresso.
O deputado do PSDB do Rio Grande do Norte, Rogério Marinho, apresentou o projeto lei 1411/2015 que prevê a prisão de 4 a 16 meses, além de multa, para o professor que praticar “assédio ideológico” em sala de aula. E a punição ao professor poderá ser ampliada em 50% se em decorrência do assédio o aluno for reprovado, receber nota baixa ou apresentar prejuízo em sua vida acadêmica. Alguns poderão considerar que esse projeto é um caso isolado, uma iniciativa de um parlamentar irresponsável, como tantos outros que se elegeram por força de igrejas, clientelismo ou recursos financeiros abundantes.
Só que não.

Leia o artigo na íntegra clicando aqui.

18.9.15

Terremoto no Chile - infográfico da Folha de São Paulo

Sobre o terremoto no Chile

Encontre o erro sobre o terremoto no Chile.#geografia #Globo #Chile

Posted by Geografia Depressão on Quinta, 17 de setembro de 2015

18.6.15

Retratos de Fé



A TV Brasil apresenta muitos programas muito interessantes, dentre gostaria de destacar e indicar o programa Retratos de Fé.
Sempre às quintas-feiras, 20 horas, com reprise nos sábados, mesmo horário.
Programa sério, sem ser enfadonho, que dá voz a todas as religiões e também aos ateus.
Compensa separar um tempinho para vê-lo!
Quem nunca viu basta clicar aqui para ter acesso a todos os episódios.

2.6.15

Que mal faz o comercial de O Boticário?



Estou aqui cismando...
O que leva seres humanos, dotados de alguma inteligência (supostamente) a gastar tanta energia contra um comercial de 30 segundos?
Esta campanha, movida pela turma do Malafaia (e assemelhados), contra o comercial de O Boticário, que mostra casais gays trocando presentes no dia dos namorados, me deixa macambúzio e deveras sorumbático.
São 30 segundos de imagens bonitas, sensíveis, que não ofendem e nem agridem ninguém!
Não seria mais bacana se esses vadios se ocupassem em amar?
Por que não procurar o júbilo da vida, o prazer dos encontros e os encantos do gozo?
Ou, deixando a erudição e a delicadeza de lado, por outro lado, que tal cuidar do próprio rabo?
Para quem não viu o vídeo do "demônio", que ameaça destruir os lares desse Brasil varonil e puro, que abala a macheza de tantos iludidos é só clicar aqui.

29.5.15

O homem que mete medo na máfia esportiva

Programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, com o jornalista Andrew Jennings.
É um crítico contumaz do COI, FIFA, CBF e outras instituições que se locupletam com a corrupção.
Nesse momento é recomendável assistir:

27.5.15

Guia didático sobre a Reforma Política



A EBC preparou um guia bastante didático sobre a Reforma Política em curso.
“O Portal EBC apresenta alguns pontos que poderão ser discutidos na Reforma Política, com base em um levantamento que considerou três elementos: propostas apresentadas pelo Executivo, projetos em tramitação no Legislativo e posições oficiais de partidos políticos e parlamentares.”
            Clique aqui para acessá-lo.

30.4.15

Será que dá pra recomeçar o nosso país?

          As cenas dos últimos dias em São Paulo e no Paraná fazem-me perder a fé nos seres humanos.
Como policiais podem espancar os professores dos próprios filhos?
Em São Paulo, bandidos de farda negam-se a prestar socorro a um professor ferido e atropela outros!
Esses indivíduos e seus comandantes não podem ser incluídos na categoria de seres humanos, podem sê-lo biologicamente apenas.
Vontade enorme de ir embora...
E as pessoas que elegeram esses crápulas em 1º turno? E a galera que bate panelas e pede intervenção militar? Será que a ignorância triunfou?
O neoliberalismo parece predominar na economia, mesmo nos países com um respiro de centro-esquerda, mas parece ter triunfado nos corações e mentes.
Falta solidariedade, bondade, respeito, ética...
Tínhamos que recomeçar o país, mas acho que ninguém sabe por onde...
Mas não é só São Paulo. O Congresso vota matéria que desobriga a rotulagem dos transgênicos, ou seja, adeus informação e direito de escolha das pessoas.
Tentam aprovar um esdrúxulo estatuto da família, no qual o Estado determina o que é e como deve ser o amor.
Aceitam a tramitação de algo flagrantemente inconstitucional: a terceirização ampla, geral e irrestrita.
Assim caminhamos a passos largos para o século XIX!
Resta-nos lamentar e lembrar sempre: os nobres deputados e senadores, o governador Beto Richa (apelidado carinhosamente de Beto Ritler) e o governador Geraldo Alckmim(tiroso) foram eleitos pelo povo.
Governam para o povo?

22.3.15

Impeachment não é a resposta à atual crise

Ao sugerir que a solução para a corrupção endêmica seja a saída de Dilma, manifestantes evidenciam seu raso entendimento do regime democrático no país, opina editor-executivo da DW Brasil
por Deutsche Welle — publicado 16/03/2015 10:27
*Por Rodrigo Rimon Abdelmalack, editor-executivo da DW Brasil

Centenas de milhares de pessoas foram às ruas participar das manifestações convocadas para este domingo 15 por organizações diversas em dezenas de cidades do Brasil e do exterior. O objetivo da maioria: cobrar o impedimento da presidente, acusando-a de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.
E não pode ter sido coincidência a escolha desta data para exercer este precioso direito garantido pela Constituição, já que neste dia nossa jovem democracia completou seus 30 anos, após a posse de José Sarney na Presidência, em 1985.
Juntos, os três maiores grupos organizadores dos protestos têm apenas pouco mais de um milhão de seguidores no Facebook. Mas, nos dias que precederam os protestos, estes foram ganhando atenção, justamente por se tratar de um produto das redes sociais, oriundo de diversos setores da sociedade, diferentes entre si e, a princípio, independentes também de partidos políticos.
Em tempo, políticos de oposição correram a se pronunciar contra um impeachment. Por provocar um "aprofundamento do caos", como disse Marina Silva. Ou por ser comparável a uma bomba atômica, como polemizou FHC: "É para dissuadir, não para usar".
Fato é que a principal exigência formulada pelos manifestantes deixa um gosto amargo justamente nessa data simbólica. Ao concentrar as críticas apenas em Dilma Rousseff, mostram que pouco ou nada entendem do sistema político. E, ao sugerir que a solução para a corrupção endêmica seja um impeachment, evidenciam seu raso entendimento do regime democrático no país.
Não que não haja motivos para protestar. Os brasileiros têm toda razão ao achar que o enorme potencial do país está sendo desperdiçado. O Brasil é um dos maiores exportadores de alimentos, mas não consegue eliminar a fome. Conta com um território de dimensões invejáveis, mas é incapaz de realizar uma reforma agrária. Possui grandes reservas de petróleo, mas a reputação da Petrobras está arruinada. Tem algumas das maiores bacias hidrográficas do mundo, mas falta água nos centros urbanos. Minorias, entre elas indígenas e homossexuais, lutam por garantias elementares. Obras urgentes para garantir a infraestrutura nacional são interrompidas ou nem saem do papel.
Sobre esse cenário espalha-se ainda, como uma sombra, o novo moralismo, que carrega o debate político com discursos de ódio, potencializados, entre outros, pelo avanço da fração religiosa intolerante e pela falência do sistema educacional. E a corrupção, sempre a corrupção.
Agora, protestar contra a corrupção generalizada de olho apenas no Executivo e na figura da presidente ou é muita ingenuidade política ou faz parte de um jogo sujo condenável e nocivo ao desenvolvimento da democracia brasileira. Pois é no Legislativo que estão os principais acusados de tirar proveito dos esquemas de corrupção. Por que eles não são, também, alvos dos protestos?
Diante disso, só há uma resposta: Dilma Rousseff venceu eleições livres e diretas. E não há nenhuma prova de que tenha cometido irregularidades ou enriquecido ilicitamente.
Isso não significa que o eleitor deva baixar a cabeça e acatar seu distanciamento de muitas das promessas que a presidente fez durante a campanha para seu segundo mandato. É mais que justificado o ímpeto de tomar as ruas para cobrar o que foi vendido como programa de governo.
No entanto, o que me parece ser o objetivo oculto desses protestos é reverter o resultado recente das urnas. Não é para isso que existe o recurso do impeachment. Esse respeito Dilma merece, como presidente eleita.
Não esqueçamos que, se hoje todos podem ir às ruas protestar pacificamente, é porque muitos corajosos, como a própria Dilma Rousseff, lutaram pelo fim da ditadura militar. Lançar mão de um recurso tão drástico, que desestabiliza as estruturas democráticas e em última instância pode até expor o país novamente aos riscos de um golpe de Estado, é um gesto irresponsável, seja por convicção, seja por mera inocência política. 

Texto disponível no site da CartaCapital: http://www.cartacapital.com.br/politica/impeachment-nao-e-a-resposta-a-atual-crise-1191.html

 

16.3.15

54 milhões de votos não podem ser desprezados

Conforme já me manifestei aqui inúmeras vezes, tenho muitas críticas ao governo Dilma, assim como tinha ao governo Lula, mas eles são incomparavelmente melhores do que os anteriores.
Lula não ter investido pesado na Reforma Agrária e Política, logo em 2003 quando tinha amplo apoio popular e restava ao PT algum enraizamento nos movimentos populares, foi um grande erro.
Não ter revolucionado a educação foi um erro colossal, e a tal pátria educadora é outra patacoada. O segredo é transformar as políticas educacionais em políticas de Estado (e não de governo), investir em infraestrutura (prédios, laboratórios, tecnologia etc.) e pessoal qualificado, com melhores salários e condições de trabalho.
Outro equívoco monumental foi não atentar para uma política de comunicação mais eficiente. Isso passa por estratégia de comunicação mais competente - por parte do aparato de governo - e pela regulamentação da mídia. É inadmissível que a República seja refém de meia dúzia de famílias que controlam a comunicação de massa no país.
Tais medidas poderiam ser tomadas dentro dos marcos legais vigentes e com forte pressão popular sobre o Congresso, principalmente no primeiro mandato de Lula. Não são medidas revolucionárias, pois países europeus e mesmo a Meca dos liberais, os EUA, já fizeram tais coisas, alguns ainda no século XIX, outros no século XX.
            Reparem que são críticas fortes, mas diferentes daquelas dos revoltados online que ficam por aí pedindo a volta da ditadura ou a anexação aos EUA.
            Tenho certeza de que alguns que me conhecem pouco estarão perguntando: com todas essas críticas ainda apoia esse governo?
            Sim, apoio.
Para clarear os motivos copiei esse decálogo alinhavado pelo Pablo Villaça, de quem me tornei leitor assíduo, para além de suas críticas de cinema.

“1) Defendo este governo pelo fato de o salário mínimo ter o maior poder de compra dos últimos 50 anos (fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/salario-minimo-tem-maior-poder-de-compra-em-quase-50-anos).

2) Defendo este governo por ter tirado 42 milhões de pessoas da miséria.

3) Defendo este governo por ter tirado o Brasil do mapa da fome da ONU (fonte: http://www.mds.gov.br/saladeimprensa/noticias/2014/setembro/brasil-sai-do-mapa-da-fome-das-nacoes-unidas-segundo-fao).

4) Defendo este governo porque a inflação anual no governo Dilma ainda é MUITO menor, na média, do que a inflação nos períodos FHC e mesmo Lula (6,14 x 9,71 e 6,43).

5) Defendo este governo porque, apesar da imprensa pintar a Petrobrás como um desastre, ela acabou de se tornar a maior empresa petrolífera de capital aberto DO MUNDO (fonte: http://br.reuters.com/article/topNews/idBRKBN0KH23L20150108).

6) Defendo este governo porque, apesar de a imprensa pintar a Petrobrás como um desastre, ela acaba de bater recordes de produção (fonte: http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0L72FH20150203).

7) Defendo este governo porque, apesar de a imprensa pintar a Petrobrás como um desastre, a produção de petróleo cresceu 20,3% em janeiro em comparação ao ano anterior (fonte: http://oglobo.globo.com/economia/petroleo-e-energia/producao-de-petroleo-no-brasil-cresce-203-em-janeiro-ante-um-ano-antes-15488558).

8) Defendo este governo porque pela primeira vez a corrupção está sendo investigada em vez de varrida para debaixo do tapete - tanto que o país MELHOROU de posição no ranking internacional da corrupção (fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/12/141202_ranking_transparencia_internacional_brasil_df_lgb).

9) Defendo este governo porque o acesso de estudantes pobres à universidade pública cresceu 400% entre 2004 e 2013 (fonte IBGE: http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2014/12/acesso-de-estudantes-pobres-a-universidade-publica-cresce-400-entre-2004-e-2013-diz-ibge).


10) E defendo este governo, enfim, porque foi eleito democraticamente com 54 milhões de votos e não cresci numa família que carrega no corpo as marcas da tortura na ditadura apenas para ver, em 2015, um movimento direitista tentando derrubá-lo por interesses econômicos.”