24.1.12

Pinheirinho: revolta e impotência

Fonte: G1

Fazia tempo que um episódio não despertava tantos sentimentos confusos como este do Pinheirinho.
Falta-me clareza para refletir, mas sobra dor para um desabafo.
É como se a tal desocupação coroasse a tragédia social na qual se transformou o governo do estado de São Paulo, um verdadeiro Tucanistão, como escreveu alguém no tuiter outro dia.
Outros estados de federação experimentaram alternância dos partidos na condução dos seus governos, menos São Paulo. É o mesmo grupo desde 1982, com algumas dissidências.
E não se trata de pragmatismo, mas sim de uma violência gratuita, de um desprezo pelos pobres e pelos indefesos que nos faz lembrar a ditadura militar.
É pura ideologia: defesa intransigente da propriedade privada, mesmo quando o proprietário é um notório salafrário, apoio a especulação imobiliária, enfim, NEOLIBERLISMO a toda prova!
São vários episódios, que marcam essa estratégia de castração da palavra e do pensamento.
Na USP começou pelo processo de escolha do Adolf Rodas e culminou com a ocupação policial do campus.
A limpeza da cracolândia mistura o desastre estadual com o municipal. Temendo uma ação do governo federal, adiantaram-se num show de violência, incompetência e desumanidade sem par.
Agora o Pinheirinho, em São José dos Campos.
O executivo, tanto o estadual como o municipal, aliado ao judiciário fez de um bairro pobre um lugar de terror e medo.
Não vou aqui contar a história, parte da imprensa o fez com competência.
Clique aqui para sentir um pouco do que foi o domingo de sangue de São José dos Campos. Aqui um brilhante texto do Rodrigo Martins, mostrando que o despacho do judiciário paulista orientava para o enfrentamento com a Polícia Federal. Aqui você pode ler um pouco da “justificativa” para a reintegração do Pinheirinho. Mais um pouco da história pode ser lida aqui.
Protegida pelos acordos entre executivo e judiciário a PM mostrou toda a sua selvageria. Bateu à vontade. Censurou a imprensa. Segregou e marcou com fitas azuis os moradores, talvez lição aprendida com os nazistas nos guetos da 2ª Guerra Mundial.
Abaixo links para alguns vídeos sobre o episódio:
Não sei como posso contribuir para que tais coisas não aconteçam. 
Não sei o que fazer neste instante. Isso me entristece e exaspera.

2 comentários:

Douglas Bonafe disse...

Discordo em ponto de seu argumento. Não sou fã do PSDB, mas não suportaria ver o PT dominar ainda mais estados.
Aliás, não vejo sequer futuro num estado federativo aos moldes do que se tem no Brasil. É preciso estudar uma nova forma de governo. Mas uma coisa está certa: votar livremente e candidatar qualquer um não é algo que dá certo para o Brasil.
O problema é tirar isso, pois não tem nada melhor pra substituir esse sistema. Não sei o que é pior: a ditadura velada da esquerda unânime (já que não temos direita, mas esquerda extremista [PT,PV,PSB...] e as centro-esquerda [PMDB, PSDB, ...]) ou uma ditadura declarada dessa esquerda unânime. No Brasil são as únicas opções atualmente. Não se forma outro tipo de pensamento nesse país. É absurdo.
Quanto ao caso de Pinheirinho, gostaria de encontrar fontes mais seguras que os jornais marxistas... queria compreender o que está ocorrendo e os motivos. o que levou a desocupação realmente e a forma como foi feita.

Os registros do processo de desocupação são de domínio público?

veja:

http://veritatis.x10.mx/filosofia

Prof Toni disse...

Serve o jornal Estadão, ou ele também é marxista?
http://tv.estadao.com.br/videos,MORADORES-DE-PINHEIRINHO-ACUSAM-PM-DE-DESTRUIR-BENS,158733,250,0.htm