13.10.22
12.10.22
Casos de família: a luta contra o fascismo num momento crucial
O segundo turno se aproxima e dos votos dos eleitores teremos o resultado que vai determinar o projeto de nação que seremos.
De um lado a democracia e o
respeito aos indivíduos e a proteção aos mais fracos e do outro os defensores
da ditadura, tortura, do preconceito e da morte.
Carregamos quase 700.000
mortos pela pandemia.
Nesse período vimos pessoas
morrendo por falta de oxigênio e muitos por falta de vacinas, enquanto o (des)presidente
da república (assim mesmo, com letras pequenas) e seus asseclas riam e se
divertiam com a morte.
O país se dividiu e minha
família – numerosa família de nordestinos que há muito tempo residem no Sudeste
– também.
Somos todos trabalhadores.
Professores e professoras, funcionários de universidades, policiais,
engenheiros, pequenos proprietários, bancários, profissionais de TI etc. Mas
todos são trabalhadores, uns com um bom padrão de renda e outros lutando com
mais dificuldades.
Pois bem, também nos dividimos.
Divisão marcada pela fake News
e pelo fanatismo religioso.
Como é normal numa família tão
numerosa não tenho contato próximo com todos os parentes, até porque muitos
moram em outras cidades, principalmente no interior de São Paulo e outros moram
em bairros distantes na capital mesmo.
Então a pregação fascista
desses me entristeceu, mas o mecanismo foi simples: bloque nas redes sociais!
Mas outras pessoas eram muito
próximas e, nesse caso, o sentimento é de luto. Primos com os quais
compartilhamos ótimos momentos de vida, festas de final de ano, aniversários e encontros
diversos me trouxeram um sentimento de luto.
É como se tivesse perdido uma
pessoa amada para sempre.
Não posso conviver com quem
defende a tortura. Com quem acha que uma pessoa preta vale menos do que uma
pessoa branca ou que uma mulher é fruto de uma fraquejada e que merece ganhar
menos do um homem porque engravida. Que tem em professores e cientistas seus
inimigos pessoais. Que discrimina pessoas trans.
Dentre estes que me enlutaram
existem pessoas com bom nível de instrução formal, pessoas por quem eu nutria profundo
respeito e muito carinho.
Divergência de opinião é
normal e bacana, mas não posso aceitar o fascismo como opinião.
Aqui jaz uma pessoa ferida
pela política, que sempre foi minha paixão.
Mas tem suas compensações.
Tenho um grupo no WhatsApp com o nome de “Florianos com Lula 2022”; meus pais,
ele com 80 e ela com 78 anos, estão firmes no 13; minhas irmãs e sobrinhos
também e, aqui em casa, eu e minha companheira de vida temos nos apoiados
mutuamente nos momentos de tristeza.
Minha felicidade maior está na
convicção política do meu filho, jovem estudante de engenharia no interior de São
Paulo.
18.6.22
Vou votar no Lula
O quadro eleitoral que se avizinha é muito preocupante.
Necessitamos derrotar as hostes bolsonaristas e, para isso, necessitamos de
carregar nos votos em candidatos progressistas.
A minha primeira
escolha é óbvia: Lula para presidente! Ao mesmo tempo muito preocupado com os
cargos proporcionais, que, a meu ver, sempre é negligenciado pelas forças
políticas, uma vez que temos a cultura do “salvador da pátria”.
A tendência é
escolher candidatos do PT, PC do B e PSOL, mas, ao contrário de todas as
eleições anteriores, não tenho muitas ideias para as candidaturas
proporcionais. Tenho algumas simpatias.
Para candidatos a
Câmara dos Deputados penso com carinho no Carlos Zarattini do PT, para Assembleia
Legislativa vejo com simpatia o Djalma Nery do PSOL, sem esquecer do Guilherme Boulos do PSOL para Deputado
Federal, também tem a Leci Brandão do PC do B e a professora
Juliana, vereadora em Americana, uma promissora liderança do PT.
O afastamento da
militância partidária cobra o seu preço, no meu caso é a falta de um projeto
bacana.
Quem quiser
apresentar candidaturas do campo progressista sinta-se à vontade para usar esse
espaço!