Novamente o Enem – Exame Nacional do Ensino Médio – está no meio da confusão!
Ano passado foi o roubo e vazamento da prova, aliás, as investigações sobre o episódio seguem em passo de tartaruga manca.
Desta vez uma série de erros trouxe o exame para as manchetes dos jornais.
Para alguns se trata do 3º turno da campanha presidencial! Mostrar que o governo Lula – usando o Ministério da Educação e o ministro Haddad como exemplo.
Então, vamos por partes.
Os erros são impensáveis para um empreendimento deste tipo. O INEP deveria ser mais zeloso na elaboração do Enem. Os responsáveis pelos erros devem ser exemplarmente punidos e, caso seja a empresa contratada, que pague por isso.
A troca dos cabeçalhos nas provas do primeiro dia é um erro primário e seria facilmente evitado. Pergunta-se: isso inviabilizou a realização da prova? Claro que não! No máximo um pequeno dissabor para os alunos e alunas.
Também apareceram erros na montagem do caderno amarelo. Aproximadamente 30.000 exemplares dos mesmos estavam comprometidos, destes 21.000 foram distribuídos. Isso num total de 10 milhões de provas impressas representa 0,3% de problemas.
Esse erro foi impedimento para que o candidato ou candidata fizesse a prova? Não! Foi dada a eles a possibilidade de trocar o caderno.
Aqui temos um problema maior do que o anterior, pois em razão do tempo pode não ter dado tempo de se fazer a troca. O MEC propõe que estes alunos façam uma nova prova.
A OAB alega que isso fere a universalidade do exame. Claro que ela desconhece o método de construção da prova do Enem. Ele permite que se estabeleça igual parâmetro de dificuldade para provas diferentes.
Foi esse método – desenvolvido a partir da Teoria de Resposta ao Item – que permitiu ao MEC aplicar o Enem 2009 a 160 candidatos que não puderam participar da prova em razão das enchentes no Espírito Santo.
Interessante que naquela ocasião não houve essa grita a respeito da “universalidade” da prova!
Os outros erros encontrados não comprometem ou invalidam o Enem, devemos observá-los com atenção.
Os professores devem ser consultados a respeito das próximas edições e também discutir a metodologia do exame para assim compreendê-lo melhor.
Algumas críticas que surgiram foram tão pesadas e desproporcionais que mais parecem oportunismo, eleitoral, pedagógico ou de “mercado”.