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14.5.24

Rio Grande do Sul: quem é responsável? (Parte I)

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d0/Bacias-hidrograficas.jpg/950px-Bacias-hidrograficas.jpg?20180910014339

Neste momento o mais importante é a solidariedade e o socorro às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

No entanto, não podemos e não devemos partidarizar as discussões, mas isso não significa não politizar tais questões. A discussão política e, particularmente, de políticas públicas envolvendo as questões ambientais e de prevenção aos desastres é fundamental.

É muito difícil hierarquizar os problemas envolvidos, por isso escolhi, em primeiro lugar, os responsáveis diretos pelo socorro em primeira mão: os prefeitos e prefeitas.

Atuam na ponta, em contato direto com a comunidade e respondem por elementos fundamentais, como podemos observar pelo caso de Porto Alegre, com as comportas de contenção do Guaíba enferrujadas e sem manutenção adequada.

Some-se a isso a incapacidade de lidar com o fenômeno apresentado, até por não ser esse primeiro episódio de enchentes monumentais, não faz um ano que aconteceu algo muito semelhante.

Ficando ainda com o caso de Porto Alegre vimos um show de incapacidade técnica, liderança e despreparo do prefeito.

Isso se repetiu, em maior ou menor grau, em todos os municípios afetados pelas enchentes.

Depois temos o governo estadual, que cuidou de mutilar as leis ambientais do Estado, advogando em prol do agronegócio e da especulação imobiliária, que, sedentos de lucros, ignoraram a ciência completamente.

Outra característica desse governo foi o total desprezo aos movimentos sociais, dentre eles os ambientalistas.

Nesse campo temos que responsabilizar também o legislativo estadual, que, com as honrosas exceções dos partidos de esquerda, cuidaram de apoiar o governador e buscar apoio aos grandes latifundiários das suas bases eleitorais, financiadores de suas campanhas.

Falta ainda a fatia que cabe ao Congresso Nacional, com destaque para a direita e extrema-direita, que sempre coloca à frente os interesses da economia em detrimento dos seres humanos.

Nesse sentido temos assistido a deputados e senadores mais preocupados em lacrar na Internet do que em aprovar leis que beneficiem a população.

Na ponta disso tudo temos os eleitores, que se deixaram levar pelas fakenews e caíram na conversa do estado mínimo, criando no seu imaginário que tudo que é público é ruim e o setor privado tudo resolve.