29.11.11
20.11.09
Israel alimenta o ódio dia após dia
Tenho certeza de que virão vários comentários, anônimos como sempre, ofendendo-me e também ao povo palestino. As acusações são muito variadas, vão de anti-semita a referências sobre minha querida mãe.
Mas não é possível calar-me sobre o crime mais recente do estado de Israel: a expansão dos assentamentos judaicos na parte oriental de Jerusalém. É um crime e uma provocação contra o já sofrido povo palestino. Mais adubo para o ódio reinante.
Vejam a matéria da BBCBrasil sobre o caso clicando aqui e aqui uma outra matéria, mostrando como os israelenses privam o povo palestino do acesso a água.
Deparo-me agora com uma notícia no mínimo estúpida: Israel quer que os palestinos destruam o estádio construído em Ramala, alegando que o estádio repousa um tantinho em terras israelenses! Soa como ofensa a inteligência mediana. Clique aqui e confira a notícia na íntegra.
Não é possível tamanha passividade da comunidade internacional diante dos crimes do estado israelense. Esperava um pouco mais do senhor Obama neste caso.
14.1.09
Sobre a invasão do exército israelense
Não discuto quem atirou a primeira pedra, nem estou envolvido por paixões nacionais ou pretextos religiosos.
Como humanista penso ser inaceitável o massacre ao qual são submetidos os palestinos, da mesma forma que foi inaceitável o Holocausto.
Compreendo o que escreve o amigo-virtual Roy em seu comentário na minha postagem de regresso. Para facilitar nossa leitura e compreensão reproduzo abaixo o comentário na íntegra:
“Roy Frenkiel disse...
Como pessoas inteligentes como você e outros dessa net vasta conseguem dormir à noite vestindo o pijaminha confortável do unilateralismo, como se os palestinos tolerassem a versão esquerdista de justiça aos direitos humanos. Repito aqui minha maior verdade: Estou cansado de defender palestinos de israelenses unilaterais, mas cansado na mesma medida de defender Israel do mundo unilateral.
abrax,
RF”
Na verdade caro Roy o atual episódio desencadeado pelo exército israelense não pode ter outro nome senão MASSACRE!
A opinião não é somente minha, mas de respeitados analistas internacionais, inclusive israelenses, que percebem a truculência e a desproporção do que o exército israelense faz em Gaza.
Não dá para esconder, para aqueles que são bons leitores, que a ação é meramente eleitoreira e que se trava uma disputa feroz entre a extrema direita e a direita israelense, entre o Likud e o Kadima.
Em nome de uma disputa eleitoral admite-se então o sacrifício de crianças? A destruição completa da infra-estrutura de Gaza? O que querem os sionistas? Um novo holocausto?
Na minha humilde concepção de professor de Geografia da educação básica, creio que a ação do exército israelense apenas reforça o fundamentalismo do Hamas. É uma ação fundamentalista (a israelense) reforçando outra (a do Hamas).
Roy e as resoluções da ONU? Tornam-se letra morta para o exército de Israel e dos EUA?
Se o sistema internacional permite o surgimento de uma força bélica como a de Israel no Oriente Médio somente outra força, com a mesma intensidade, poderá equilibrar o poder na região.
Voltamos então a idiotice do MAD (destruição mútua assegurada, da sigla em inglês) dos tempos da Guerra Fria.
A produção de artefatos nucleares pelo Irã é condição para estabelecer o equilíbrio na região, caso contrário Israel continuará com a sua ação de extermínio contra o povo palestino.
A retirada de Israel dos territórios ocupados, como determinou a Resolução 242 da ONU (para ler sobre essa resolução clique aqui e aqui), seria um bom caminho para a solução dos problemas.
Veja que tal resolução data de 1967 e Israel nunca a cumpriu!
Por isso, amigo Roy, defendo a causa palestina no tocante a construção do seu Estado Nacional, livre e soberano. Isso não quer dizer concordar com as ações do Hamas.
