A mídia golpista nem tenta disfarçar mais a sua opção partidária.
A Polícia Federal apontou recentemente o DNA das operações do publicitário Marcos Valério: a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas Gerais.
Estão lá as agências publicitárias, os bancos "emprestadores", as operações com diversas triangulações, notas fiscais, patrocínios de empresas estatais mineiras e dinheiro do próprio tesouro estadual, enfim, os mesmos mecanismos encontrados naquele esquema batizado de “Mensalão do PT”.
Para manter a coerência a imprensa deveria chamar essa operação de “Mensalão do PSDB”.
Mas não é assim.
A capa da Istoé da semana passada lançou um nome: “mensalão mineiro”. A Folha de S. Paulo de hoje e a revista Época trazem um nome mais suave: caixa 2 de Azeredo.
Observem a sutileza das chamadas da Folha de S.Paulo:
Walfrido anotou caixa dois de Azeredo na eleição de 98
Valerioduto financiou aliado de Azeredo uma semana após registro do hoje ministro
Polícia Federal identificou transferência de R$ 200 mil do caixa dois do governador tucano para a candidata ao Senado Júnia Marise (PDT)
Vejam: Walfrido “hoje ministro”; Júnia Marise é do PDT, mas e o Azeredo? Tem partido? Exerce algum cargo hoje? O governador tucano seria Aécio Neves?
A Revista Época menciona Azeredo e o PSDB, mas a manchete sobre o tema é para o ministro Walfrido.
No panfleto tucano, editado pela Abril, a chamada no sumário da edição semanal é “O caixa dois de Azeredo e Walfrido”.
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