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22.10.08

Dicas para a UNICAMP

Esta postagem é especial para os meus alunos da 3ª Série do Ensino Médio.
O UOL publicou excelentes dicas para o vestibular da UNICAMP, uma das melhores instituições de ensino e pesquisa do Brasil.

Clique na figura abaixo:

11.9.08

Quando o terrorismo interessa, nossa mídia se cala

Homem queimando pneus - Foto do Clarín de hoje
Nossa mídia beira o ridículo quando briga com a notícia.
Quando lhes interessa noticia, julga e condena. Assim age quando o tema é o governo de Hugo Chávez, por exemplo.
Quando não, briga com a própria notícia. Vejam a chamada no portal do Estadão:
BRASÍLIA - O ministro das Finanças da Bolívia, Luiz Alberto Arce, e o embaixador boliviano no Brasil, Maurício Dofler, disseram nesta quinta-feira, 11, que as Forças Armadas vigiarão os dutos de petróleo e gás em território boliviano após opositores ao governo de Evo Morales explodirem um gasoduto que abastece o Brasil. Durante entrevista coletiva em Brasília, Arce evitou falar que o país está em guerra civil, mas afirmou que vê as ações da oposição como terrorismo e uma tentativa de golpe de Estado.

No G1 (Globo.com), nenhuma notícia na capa das 10H30.
Já o UOL noticiou com grande destaque, com uma chamada interessante: Crise na Bolívia.

Vejam um exemplo de notícia do UOL:
Confrontos entre grupos civis de apoio ao governo de Evo Morales e de apoio ao autonomista Conalde (Conselho Nacional Democrático) deixaram ao menos 70 feridos na cidade de Tarija, nesta quarta-feira, informou a imprensa local.
Leia a íntegra da matéria clicando aqui.

O Terra também oferece destaque à crise, mas menor do que o do UOL. É o único a abrir notícia dando voz ao governo boliviano, pois reproduz noticiário da BBC Brasil:
A primeira explosão num gasoduto que abastece o mercado brasileiro foi provocada, nesta quarta-feira, por um incêndio intencional, segundo comunicado do Ministério boliviano de Hidrocarbonetos. Para ler o restante do texto, basta clicar aqui. Para conferir a matéria na BBC Brasil é só clicar aqui.

A Veja segue a sua lógica: os culpados de tudo são os camponeses, os cocaleiros e o próprio Evo Morales, às favas eleições, democracia etc. Vejam o primor do descaramento:
Líderes pró-governo cercam Santa Cruz
11 de Setembro de 2008
A crise na Bolívia se agravou nesta quarta-feira após sindicatos agrários que apóiam o governo do presidente Evo Morales cercarem o departamento oposicionista de Santa Cruz. O objetivo do bloqueio é provocar o desabastecimento de alimentos e combustíveis na região. De outro lado, os protestos contra Morales também se intensificaram em diversas regiões do país, com ataques contra as estruturas energéticas e prédios públicos, além de confrontos entre manifestantes e a polícia.
Leia mais.

Já o Clarín, da Argentina, parece que soube de outra coisa, bem diferente da Veja:
Opositores a Morales tomaron y saquearon ministerios, organismos y aeropuertos en Santa Cruz, Tarija, Beni y Pando. El presidente ordenó abandonar de inmediato el país a Philip Goldberg, al que acusa de incentivar las protestas regionales.
Quer conferir o original? Clique aqui.

E a mídia boliviana? Julguem vocês mesmos:



La Razón (clique no título para ler)
Día violento en Tarija. Casi 50 personas resultaron heridas tras una jornada de violencia de 10 horas.
Fiebre verbal. Cívicos y oficialistas sueltan frases para dar la sensación de que el país va a la guerra civil.
Caos y toma en Santa Cruz. Unionistas ocupan más instituciones. Vándalos cometen más saqueos.
Y la autoridad. Autonomistas no devolverán las oficinas tomadas. Las FFAA controlan los campos de gas.
El conflicto político entre el Gobierno y el opositor Conalde dio otro giro, esta vez en la ciudad de Tarija, donde grupos de civiles, unos seguidores del presidente Evo Morales, y otros del movimiento autonomista, se enfrentaron con palos y petardos

No site Bolivia.com:
Municipios demandan pacificación y diálogo a prefecturas y gobierno
(Enlared Municipal) Pese a las diferencias regionales que pudieran tener, alcaldes y directivos de asociaciones municipales departamentales demandan la urgencia de pacificar al país e inmediatamente establecer un proceso de diálogo frente a la actual escalada de violencia. En medio del enfrentamiento entre las prefecturas opositoras y el gobierno, las autoridades municipales consultadas por Enlared-Onda Local, señalan que en esta hora los municipios pueden ser mediadores en el conflicto.

25.5.08

Eu não conseguiria mais viver sem essas notícias

Minha paciência tem caminhado em direção ao infinito.
Não, não aderi ao budismo ou algo semelhante, mas estou tomando um medicamento que me deixa muito suave, quase um panaca.
Mas tudo tem o seu limite. Leiam as pérolas recolhidas nos portais noticiosos nesta manhã de domingo:

Rio: Dolabella e Luana Piovani se beijam (com foto)
Danielle Winits janta com Carolina Dieckmann no Rio
Carolina Dieckmann faz aulas de surfe com famosos
'Duas Caras': atores assumem caso
"Duas Caras": Jojô é flagrado com Eunice
Homem afirma ter relações sexuais com carro
“Duas Caras”: Dalton Vigh tenta beijar Marjorie Estiano de língua
Glória Maria curte Búzios (com fotos)


Isso só de bater o olho na “capa” do Terra, UOL e IG, sem nenhuma pesquisa mais "profunda"!
É de doer!

15.3.08

Frei Betto entrevistado pelo UOL

Frei Betto concedeu entrevista ao UOL. Lúcido como sempre, vai ao ponto na crítica aos programas sociais do governo.
Penso que merece ser copiada na íntegra e mais, merece muita reflexão de todos as sábias palavras do velho combatente.


Frei Betto critica assistencialismo e pede reformas por "democracia econômica"
Vicente Toledo Jr.
Em São Paulo

O frade dominicano Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, foi um dos líderes do Fome Zero, principal programa social do primeiro mandato do presidente Lula. Durante dois anos, foi assessor especial da presidência e coordenador de mobilização social para o Fome Zero.
Teólogo e escritor ligado à esquerda - foi preso durante a ditadura militar e acusado de apoiar guerrilheiros como Carlos Marighella -, Frei Betto deixou o governo no final de 2004 incomodado com os rumos da política econômica e criticando a burocracia que emperrava o andamento dos programa sociais.
De longe, viu o Fome Zero perder o posto de "carro-chefe" para o Bolsa-Família, que completou quatro anos nesta semana com direito a comemoração em Brasília. Em entrevista ao UOL, Frei Betto lamenta a substituição de um programa "emancipatório" por um "assistencialista" e pede reformas estruturais para que o Brasil alcance a "democracia econômica".
UOL - O governo federal tem motivos para comemorar esse aniversário de quatro anos do Bolsa-Família?
Frei Betto - Por que o governo federal não comemora cinco anos do Fome Zero e sim quatro do Bolsa Família? É uma pena que um programa muito mais amplo, e de perfil emancipatório, formatado pelo próprio governo Lula, e tido como prioritário, tenha sido substituído pelo Bolsa Família, que tem caráter mais assistencialista. É claro que o governo tem motivos para comemorar, afinal, depois da Previdência Social, o Bolsa Família é o maior programa de distribuição de renda existente no Brasil. E também a maior usina de votos favoráveis ao governo. Espero, entretanto, que o resgate de uma importante medida do Fome Zero - estabelecer prazo para as famílias se emanciparem do programa - venha a imprimir ao Bolsa Família um caráter mais educativo, de promoção cidadã. É preciso que os beneficiários produzam sua própria renda, sem depender do poder público nem correr o risco de retornar à miséria.
UOL - Quando o senhor deixou o governo, fez críticas à burocracia, que atrapalhava o andamento do Fome Zero. De lá para cá, mudou alguma coisa? Houve melhoras na execução dos programas sociais?
FB - Quanto ao Bolsa Família, houve evidente melhora, sem dúvida, graças ao empenho do ministro Patrus Ananias. Porém, me pergunto pelos outros programas que faziam parte da cesta emancipatória do Fome Zero: onde estão os cursos profissionalizantes? A formação de cooperativas? Os restaurantes populares? Os bancos de alimentos? Os comitês gestores? Por que conceder facilidades de acesso ao crédito se já existia, no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal, iniciativas, como o Banco Popular (que fim levou?) nesse sentido?
UOL - Que balanço o senhor faz hoje dos programas de combate à fome e do Bolsa-Família?
FB - Em geral, positivos, mas provisórios enquanto as medidas assistencialistas não forem respaldadas por reformas de estrutura. De que adianta distribuir renda a quem aspira que se distribua terra? Como é possível ter êxito no combate à fome sem reforma agrária? Como se explica as famílias pobres terem mais acesso à renda e ao consumo e, ao mesmo tempo, sofrerem a ameaça de dengue e febre amarela? O governo combate, de fato, a miséria, mas não a desigualdade social, pois teme mexer nas estruturas arcaicas do país e desagradar os que se enriquecem graças à injustiça estrutural.
UOL - Que avaliação o senhor faz das medidas anunciadas nesta semana? Qual impacto elas terão sobre a vida dos beneficiários?
FB - É muito cedo para avaliá-las. Quanto ao impacto, é claro: o governo já iniciou sua campanha pelas eleições municipais.
UOL - O senhor vê uso eleitoral do Bolsa-Família? Acha isso inevitável em ano de eleição?
FB - Em política tudo tem uso eleitoral, do contrário o poder não seria motivo de tanta cobiça. Ainda que haja motivação eleitoreira, importa-me saber se os mais pobres são beneficiados. E isso tem ocorrido, embora sem o caráter emancipatório a que me referi.
UOL - O senhor acredita que o pagamento de renda pelo governo a essas famílias possa causar algum tipo de dependência?
FB - A dependência é clara, pois onde há dinheiro, há dependência. O próprio governo é consciente disso, tanto que agora retomou um critério do Fome Zero: estabelecer prazo de permanência no programa. A questão é saber se, após os dois anos como beneficiária, a família encontrará de fato sua porta de saída, conquistando autonomia para produzir sua própria renda.
UOL - Esse tipo de programa vira um caminho sem volta? Como fazer com que essas pessoas "caminhem com as próprias pernas"?
FB - Só se pode "caminhar com as próprias pernas" quando se vive num país cujas estruturas sócio-econômicas não produzem tanta desigualdade e, portanto, oferecem à maioria acesso razoavelmente igualitário aos direitos de cidadania. O povo brasileiro, em sua maioria, jamais "caminhará com as próprias pernas", sem ter que apelar ao poder público, às instituições filantrópicas, ao trabalho informal, à contravenção como o narcotráfico, enquanto não houver aqui reforma agrária e leis que, de um lado, impeçam que se criem as condições de miséria e, de outro, o enriquecimento abusivo. Não temos ainda democracia econômica.
UOL - Por fim, o senhor considera o programa vulnerável a fraudes?
FB - Lamento que o programa seja monitorado pelas prefeituras, onde há freqüentes indícios de corrupção, e não pelos comitês gestores, formados por representantes da sociedade civil, como se propôs na fase inicial do Fome Zero. Sem a sociedade civil fiscalizar, pressionar e cobrar, o poder público costuma cair em tentação.

Fonte: UOL – Últimas Notícias – 15/3/08.

6.2.08

Eleições na sede do Império

O UOL apresenta um placar das primárias nos EUA. Clique aqui e acompanhe os resultados de democratas e republicanos estado por estado.