Mostrando postagens com marcador Estadão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estadão. Mostrar todas as postagens

26.3.11

Viagem ao centro da Terra

O Estadão apresentou uma matéria muito bacana no caderno de Ciências sobre a viabilidade de explorar o centro da Terra. Clique aqui para lê-la.
Veja abaixo o infográfico sobre o tema (clique sobre a imagem para ampliá-la):

26.9.10

A liberdade de expressão está ameaçada no país

Isso é fato! Mas, ao contrário do que dizem Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Rede Globo, Revista Veja e toda a turma da grande mídia, as ameaças não tem origem no governo Lula ou nos blogs sujos.
Quem ameaça a liberdade de livre expressão no Brasil é a mídia, por meio de seus grandes conglomerados e do pensamento único conservador, reacionário e preconceituoso.
Embora o atual governo, ao longo de seus dois mandatos, pouco tenha incomodado as estruturas desses poderosos grupos, eles não conseguem perdoar um nordestino, mestiço e operário no palácio que estava reservado somente aos privilegiados, que comandam esse país desde antes de sua existência como tal.
O governo Lula merece críticas, como tudo aquilo que é obra humana. Para aqueles que, como eu, militaram durante muito tempo na construção de um partido popular – o PT –, que venderam muitas estrelas para alimentar núcleos, diretórios e campanhas, tais críticas beiraram o desencanto ao final do primeiro mandato.
No entanto, não podemos negar os avanços significativos para a maioria da população, resultantes das políticas levadas a cabo por este governo.
No combate a miséria, por exemplo, os programas de transferência de renda teem sido bem sucedidos.
A política externa tem se firmado de maneira autônoma com relação às grandes potências, distanciando-se de maneira inequívoca da órbita estadunidense e assumindo um protagonismo mundial jamais visto em nossa história.
Por outro lado as iniciativas quanto à Reforma Agrária foram muito tímidas, da mesma forma que considero a questão educacional um nó que o governo federal apenas arranhou.
Mas jamais a mídia gozou de tanta liberdade.
Em parte pela sua irresponsabilidade, em parte pela conivência dos aparatos que deveriam conter os exageros cometidos pela mesma.
Os órgãos da grande mídia manipulam, mentem, inventam, injuriam e difamam de forma tranqüila e sossegada. Parecem confiar nas falhas do sistema judiciário para agirem impunemente.
Quando são punidos por seus destemperos, tais punições sequer fazem cócegas em seus bolsos. Por isso compensa continuar com as irresponsáveis matérias de cunho político eleitoral ou que servem a interesses de grupos específicos.
Brigam com os fatos dia após dia, sem se importar com as conseqüências. A máquina de denúncia consiste – neste momento de intensa disputa eleitoral – oferecer argumentos, melhor seria dizes munição, a determinados candidatos.
Estes, de caráter duvidoso, escudam-se nas publicações. Aparecem então no horário eleitoral as marretadas: “conforme noticiou a revista tal...”, ou, “deu no jornal tal...”.
Não quero censura prévia, mas sim uma justiça rápida, que ofereça o direito de resposta ao ofendido na mesma proporção da ofensa e que faça pesa no bolso desses grandes grupos a sua irresponsabilidade.
Precisamos, como fazem Reino Unido e EUA, só para simplificar, de pesadas indenizações contra esses imbecis. Suas mentiras e invencionices devem custar muito caro, assim pensarão duas vezes antes de atirar contra a honra de pessoas e instituições, agirão com mais responsabilidade ao informar e tratar a notícia.
Também urge uma grande depuração ética e mudanças profundas nos hábitos desses safados.
Louvo o Estado de S. Paulo, que seguindo o exemplo de CartaCapital, declarou em editorial qual o candidato que apóia. Pena que, ao contrário do que faz a revista dirigida por Mino Carta, continua misturando opinião com notícia, fatos com torcida eleitoral.
E assim caminha a nossa mídia, mais uma vez tenta um golpe contra o processo eleitoral na sua reta final. Em 2006 conseguiu evitar a reeleição de Lula no primeiro turno. Tenta o mesmo recurso agora.
Desta vez, porém temos a blogosfera! Os temidos blogs sujos, dentre os quais humildemente gostaria de ver este incluído, reagem contra a manipulação midiática.
Luiz Carlos Azenha, Luis Nassif, Paulo Henrique Amorim, Maria Frô, Eduardo Guimarães, Cloaca News, NaMaria News, DoLaDoDeLá, O Biscoito Fino e a Massa e mais um grande número de combatentes da liberdade de expressão, colocam sua energia, tempo e inteligência contra as tentativas de manipulação e contra a mentira.
Por isso temos o dever de denunciar esses canalhas!

30.8.09

O ex-ladrão que virou professor

Ainda nos resta esperança. Reproduzo abaixo notícia do Estadão de hoje (clique aqui para ler no original).

O ex-ladrão que virou professor
Fora da escola, achou a literatura
Até os 8 anos de idade, Marcos Lopes cresceu sob os cuidados do irmão dez anos mais velho, que cuidava dele enquanto os pais trabalhavam para sustentar a casa em que morava, no Parque Santo Antônio, bairro pobre da zona sul de São Paulo.
Na 2ª série, com problemas na escola, a professora chamou a mãe de Marcos para dizer que o filho era "burro" e "não tinha jeito", pecha que o marcou "como uma tatuagem". Na sala de aula, ouviu ainda a professora cantar para ele uma música que não sairia das lembranças. "Não sabe, não sabe, vai ter de aprender, orelha de burro foi feita pra você."
Marcos assumiu o papel de aluno relapso e voltou a repetir na 5ª série.
Para chamar a atenção e mostrar que merecia respeito, pegou um revólver de brinquedo e assaltou a cantina da escola em que estudava.
Acabou expulso.
Com tempo de sobra, fora da escola e nas ruas da zona sul, aos 14 anos passou a se envolver com outros moleques que não estudavam. Roubar carros e pedestres, fumar maconha, cheirar cocaína e curtir as noitadas com o dinheiro dos roubos passou a ser rotina.
Nos anos 2000, prestes a completar 18 anos, entrou para o tráfico. A situação começou a apertar quando alguns amigos da biqueira em que trabalhava passaram a ser mortos.
Em questão de semanas, foram quatro. E ele percebeu que era a bola da vez. Foi quando procurou a educadora Dagmar Garroux, fundadora da Casa do Zezinho, no Capão Redondo, que ensina a jovens da região uma série de atividades, incluindo inglês, espanhol, música e artes.
Conversando sobre as mortes que o rondavam e sobre a vida que havia abraçado, Tia Dag sugeriu que ele desse um tempo e emprestou o livro Capão Pecado, do escritor Ferrez, que relata o cotidiano do bairro.
A empatia com o livro o levou a novas obras e o estimulou a tentar contar a vida que havia levado e testemunhado. "Foi o primeiro livro que li na vida", conta.
Incentivado por outros zezinhos, que ingressavam no vestibular ao deixar a Casa, passou a levar apostilas para estudar nos intervalos dos empregos que conseguia.
Fez supletivo e aos 21 anos ingressou no curso de Português e Inglês da Universidade de São Paulo (USP).
No ano seguinte, voltou à escola em que estudava - e de onde foi expulso - para lecionar português.
Também escreveu um livro, Zona de Guerra, que será relançado dia 20 de setembro, com tarde de autógrafos na Casa do Zezinho.
Trabalhando em uma entidade não governamental e fazendo pós-graduação em Educação Social, Marcos passou a intermediar conflitos na região.
"Eu roubava para ter status. Hoje busco o respeito daqueles que não se sentem respeitados, o que busco conseguir compreendendo e ouvindo o que eles passam. Minha trajetória serve como um fio de esperança e mostra que é possível mudar."

14.2.09

Imprensa oba oba!

Boa parte da grande imprensa brasileira passou da conta de novo!
A falta de massa crítica e a onda do tipo “Galvão Bueno” no episódio da brasileira que alega ter sido agredida na Suíça, levou o governo brasileiro ao exagero.
Antes dos fatos apurados e antes de ouvir as autoridades locais, já havia por aqui certezas, convicções e condenações.
No Jornal da Band de quinta-feira o âncora Ricardo Boechat ficou indignado com a falta de firmeza do governo brasileiro no episódio.
E agora? Vai falar o quê?
O site da BBCBrasil oferece uma visão mais equilibrada, clique aqui.
O Estadão de hoje recobra o equilíbrio, depois de começar chutando o pau da barraca, embora, reconheçamos, o episódio, se verdadeiro, justificará esse sentimento de repulsa e horror. Clique aqui para acompanhar a cobertura do Estadão.
A Folha Online - clique aqui para ler - reproduz a BBC e acrescenta algumas matérias novas, também equilibradas, mas na edição impressa a Folha capricha, até com um enviado especial a Zurique. Na primeira matéria de 12/2, a Folha dizia que:
“Uma advogada brasileira de 26 anos foi espancada e teve boa parte do corpo retalhado por estilete na Suíça por três homens brancos e carecas que pareciam skinheads, na noite de segunda-feira.
Grávida de três meses de gêmeas, Paula Oliveira sofreu aborto na mesma noite, quando foi socorrida e internada em hospital universitário de Zurique. Ela continua em repouso, mas já não corre mais risco de morte.
De acordo com informações do Itamaraty, Paula é funcionária do grupo controlador dinamarquês A. P. Moller - Maersk. O ataque aconteceu quando ela estava na estação de trem de Dubendorf, pequena cidade a cerca de cinco quilômetros de Zurique, onde trabalha.
A brasileira foi arrastada pelo grupo até uma área cercada por árvores e atacada pelos homens por cerca de 10 minutos.
Quando foi abordada, a advogada, que é branca, falava ao celular em português com a mãe, que mora no Brasil, o que faz aumentar a suspeita de que o grupo que a atacou é composto por simpatizantes nazistas. Um dos agressores tinha uma suástica na cabeça.”

Somente a partir do dia 14, com a presença do enviado especial, a cobertura recebeu um tom mais crítico.
Não se trata de condenar a advogada brasileira, mesmo por que não tenho elementos para tal, mas sim de desejar que a imprensa tenha compromisso com os fatos e com a apuração dos mesmos. Nossa mídia está mal acostumada, apenas reproduz as declarações que recebe, claro, as que lhes são convenientes.

3.2.09

A mídia transforma em verdade a versão de um dos lados do conflito

Ontem fui surpreendido pelo Record News com a cobertura sobre os conflitos na favela de Paraisópolis.
Cenas que lembravam a asquerosa invasão que Israel promoveu em Gaza recentemente.
Bombas explodindo, tiros, barricadas, muita fumaça e notícias de mortos e feridos.
UOL, Terra, G1 e demais portais soltaram a informação de que a reação da população era por conta do assassinato, em confronto com os policiais, de um morador fugitivo do sistema prisional.
A Folha de S. Paulo de hoje apresenta uma matéria equilibrada, redigida por três bons jornalistas, mas que não apresenta nenhuma novidade e muito menos um “outro lado”.
Já no Estado de S. Paulo o “outro lado” é apresentado, também de forma equilibrada (clique aqui para ler).
Segundo informações que circulam na favela o confronto foi uma reação a EXECUÇÃO de três pessoas, uma delas o indivíduo apontado pela polícia, que estavam ao lado de um carro roubado.
Os executores eram policiais.
É muito comum entre a população pobre e/ou negra da periferia de São Paulo o sentimento de ódio despertado pelas forças policiais. Ou medo. O que dá no mesmo, pois o primeiro sentimento é fruto do segundo.
Basta verificar o grau de violência das forças policiais e contra quem, preferencialmente, essa violência é praticada, de forma indiscriminada.
Falta a nossa imprensa esse saudável hábito, como fez o Estadão no caso, de ouvir e publicar o outro lado.
Falta ainda mais investigação e também jornalistas competentes para escrever textos claros e corajosos, que não se limitem a replicar o que dizem as autoridades ou vender proteção para criminosos da patota.

14.12.08

AI - 5: quando a ditadura transformou em lei o que já praticava

Ontem o Ato Institucional nº 5 fez 40 anos.
Em 13 de dezembro de 1968 os bandidos que derrubaram o governo legítimo de João Goulart, puseram no papel aquilo que já praticavam desde o fatídico 1º de abril de 1964: terror de estado, tortura, censura e tudo o mais que os fardados e os civis boquirrotos ousaram fazer, com apoio de uma parcela da classe média insossa e ignorante e de uma mídia alinhada com os EUA.
Nossa elite de merda temia perder uns poucos anéis com as Reformas de Base propostas pelo governo de João Goulart.
A mídia nativa, tão cretina quanto hoje, com Carlos Lacerda e os Mesquita à frente, compunham editoriais alertando para o perigo “vermelho”, brandindo contra o presidente “comunista” – como se um latifundiário, da estirpe de Jango, pudesse ser comunista!
O Estado de S. Paulo produziu caderno especial sobre o AI-5. Clique aqui para ouvir, ver e ler. O material é excelente do ponto vista técnico, pena omitir o papel do próprio jornal no golpe de 64 e, ainda por cima, nos dá a impressão, em muitos momentos, que tudo eram flores entre 64 e 68. Faz parecer que somente depois do AI-5 a liberdade foi cerceada. Não foi assim. Veja, por exemplo, o texto do AI nº 1 clicando aqui, ele data de 9/4/64.
Clique aqui e leia especial na Agência Brasil. Preste atenção aos links indicados, particularmente neste, que comenta sobre o papel da OAB neste episódio de tão amarga lembrança para os brasileiros.
O melhor texto, que nos dá a exata dimensão desse crime hediondo cometido pelos bandidos, de farda e também pelos sem farda, é o editorial de CartaCapital desta semana assinado por Mino Carta.
Lá pelas tantas Mino diz o seguinte:
“Diz o Estadão no seu suplemento que a sociedade brasileira apoiou o golpe. Que sociedade, caras-pálidas? Agrada-me, entre parênteses, usar o lugar-comum, tão apropriado, no entanto, para acentuar a palidez dos rostos privilegiados. Sim, a sociedade dos clubes faustosos, dos bairros elegantes, das redações abastadas, e do seu time aspirante, sequioso de ascensão. Enfim, dos democratas da democracia sem povo.”
Clique aqui para ler na íntegra, texto imperdível.
O Rodrigo Vianna fez ótima matéria na TV Record sobre o tema, clique aqui para vê-la.
O que mais me deixa triste é notar que tais episódios, essenciais para compreendermos nosso país, estão banidos dos programas de História da escola básica. Parece que não existiram. Costumo brincar com os amigos professores que a História do Brasil termina em Getúlio Vargas. Espero que a ousadia de algumas instituições universitárias, que têm cobrado o período mais recente da nossa história nos seus exames de ingresso, contribua para uma melhor reflexão sobre esses temas.


Para entender um pouco mais sobre o tema ou personalidade, basta clicar no título:
Atos Institucionais
Reformas de Base
Ditadura Militar no Brasil
Carlos Lacerda
João Goulart

No Youtube
Comício da Central do Brasil
Ditadura Militar no Brasil
Discurso de Márcio Moreira Alves

11.9.08

Quando o terrorismo interessa, nossa mídia se cala

Homem queimando pneus - Foto do Clarín de hoje
Nossa mídia beira o ridículo quando briga com a notícia.
Quando lhes interessa noticia, julga e condena. Assim age quando o tema é o governo de Hugo Chávez, por exemplo.
Quando não, briga com a própria notícia. Vejam a chamada no portal do Estadão:
BRASÍLIA - O ministro das Finanças da Bolívia, Luiz Alberto Arce, e o embaixador boliviano no Brasil, Maurício Dofler, disseram nesta quinta-feira, 11, que as Forças Armadas vigiarão os dutos de petróleo e gás em território boliviano após opositores ao governo de Evo Morales explodirem um gasoduto que abastece o Brasil. Durante entrevista coletiva em Brasília, Arce evitou falar que o país está em guerra civil, mas afirmou que vê as ações da oposição como terrorismo e uma tentativa de golpe de Estado.

No G1 (Globo.com), nenhuma notícia na capa das 10H30.
Já o UOL noticiou com grande destaque, com uma chamada interessante: Crise na Bolívia.

Vejam um exemplo de notícia do UOL:
Confrontos entre grupos civis de apoio ao governo de Evo Morales e de apoio ao autonomista Conalde (Conselho Nacional Democrático) deixaram ao menos 70 feridos na cidade de Tarija, nesta quarta-feira, informou a imprensa local.
Leia a íntegra da matéria clicando aqui.

O Terra também oferece destaque à crise, mas menor do que o do UOL. É o único a abrir notícia dando voz ao governo boliviano, pois reproduz noticiário da BBC Brasil:
A primeira explosão num gasoduto que abastece o mercado brasileiro foi provocada, nesta quarta-feira, por um incêndio intencional, segundo comunicado do Ministério boliviano de Hidrocarbonetos. Para ler o restante do texto, basta clicar aqui. Para conferir a matéria na BBC Brasil é só clicar aqui.

A Veja segue a sua lógica: os culpados de tudo são os camponeses, os cocaleiros e o próprio Evo Morales, às favas eleições, democracia etc. Vejam o primor do descaramento:
Líderes pró-governo cercam Santa Cruz
11 de Setembro de 2008
A crise na Bolívia se agravou nesta quarta-feira após sindicatos agrários que apóiam o governo do presidente Evo Morales cercarem o departamento oposicionista de Santa Cruz. O objetivo do bloqueio é provocar o desabastecimento de alimentos e combustíveis na região. De outro lado, os protestos contra Morales também se intensificaram em diversas regiões do país, com ataques contra as estruturas energéticas e prédios públicos, além de confrontos entre manifestantes e a polícia.
Leia mais.

Já o Clarín, da Argentina, parece que soube de outra coisa, bem diferente da Veja:
Opositores a Morales tomaron y saquearon ministerios, organismos y aeropuertos en Santa Cruz, Tarija, Beni y Pando. El presidente ordenó abandonar de inmediato el país a Philip Goldberg, al que acusa de incentivar las protestas regionales.
Quer conferir o original? Clique aqui.

E a mídia boliviana? Julguem vocês mesmos:



La Razón (clique no título para ler)
Día violento en Tarija. Casi 50 personas resultaron heridas tras una jornada de violencia de 10 horas.
Fiebre verbal. Cívicos y oficialistas sueltan frases para dar la sensación de que el país va a la guerra civil.
Caos y toma en Santa Cruz. Unionistas ocupan más instituciones. Vándalos cometen más saqueos.
Y la autoridad. Autonomistas no devolverán las oficinas tomadas. Las FFAA controlan los campos de gas.
El conflicto político entre el Gobierno y el opositor Conalde dio otro giro, esta vez en la ciudad de Tarija, donde grupos de civiles, unos seguidores del presidente Evo Morales, y otros del movimiento autonomista, se enfrentaron con palos y petardos

No site Bolivia.com:
Municipios demandan pacificación y diálogo a prefecturas y gobierno
(Enlared Municipal) Pese a las diferencias regionales que pudieran tener, alcaldes y directivos de asociaciones municipales departamentales demandan la urgencia de pacificar al país e inmediatamente establecer un proceso de diálogo frente a la actual escalada de violencia. En medio del enfrentamiento entre las prefecturas opositoras y el gobierno, las autoridades municipales consultadas por Enlared-Onda Local, señalan que en esta hora los municipios pueden ser mediadores en el conflicto.