14.7.14

O desabafo de Paulo André



Segue abaixo a carta-desabafo do Paulo André – ex-atleta do SC Corinthians Paulista – tratando do vexame diante da Alemanha, quando a seleção brasileira (da CBF e da TV Globo na verdade) perdeu de 7 X 1 para a Alemanha.
Tenho esperança de que esses rapazes do Bom Senso trarão novos ventos para o futebol nacional!

"Desabafo

Não dá para acordar em plena segunda feira e ler em todos os sites que o Marin e o Marco Polo querem um treinador que represente a “reformulação”. Qual é? Só eu que fico indignado? Sempre o mesmo papinho. Querem enganar quem? Eu também quero uma reformulação. A começar por eles. E outra, será que dá pra me explicar por que esses senhores (na lista abaixo) estão no poder das federações estaduais há 20, 30, 40 anos?

José Gama Xaud, 40 anos no poder da Federação de Roraima;
Carlos Orione, 33 anos no poder da Federação de Mato Grosso;
Delfim P. Peixoto Filho, 29 anos no poder da Federação de SC;
Antonio Aquino, 26 anos no poder da Federação do Acre;
Francisco C. Oliveira, 25 anos no poder da Federação do MS;
Rosilene A. Gomes, 25 anos no poder da Federação da Paraíba;
Heitor da Costa Jr., 25 anos no poder da Federação de Rondonia;
Antonio C. Nunes da Silva, 24 anos no poder da federação do Pará;
José C. de Souza, 24 anos no poder da Federação do Sergipe;
Dissica V. Tomaz, mais de 20 anos no poder da Federação do Amazonas;
Leonar Quintalha, 19 anos no poder da Federação do Tocantins.

Esses são onze dos 47 caras que comandam o futebol nacional (27 presidentes das Federações e os 20 presidentes dos clubes da Série A). São eles que escolhem o presidente da CBF e que definem os regulamentos das competições da entidade. Só eles, mais ninguém. E alguém acha que um novo treinador vai conseguir reformular alguma coisa?
Parem com isso!
Que cada um assuma a sua parcela de culpa (jogadores, comissão, eu, você, todos temos um pouco. Mas a desses caras é gigante, só não é maior do que a cara de pau). Esses presidentes (da Confederação e das Federações), que jamais deram as caras nas derrotas, que jamais foram vaiados nos estádios e que jamais deixaram de receber seus vencimentos no final do mês (porque a Confederação e as Federações pagam em dia), são os maiores responsáveis pelo caos em que se encontra o futebol brasileiro.
Olhem para seus umbigos e tenham vergonha do que construíram! Clubes grandes endividados, clubes pequenos sem calendário, estádios vazios, atletas sem salários, etc... E a solução é o novo treinador? #Cansei.
Há pelo menos duas décadas, simplesmente para permanecerem no poder, esses senhores tem sido coniventes com tudo de ruim que a CBF representa para o nosso país. Medrosos, nada fizeram para mudar. Saibam que para se fazer a reformulação que agora descobriram ser necessária é preciso coragem, visão, paixão, conhecimento, planejamento, fugir do óbvio. Mas a prioridade (no discurso) dada a mudança da comissão técnica mostra que nada mudará, a não ser o tal do treinador.
Aproveito o desabafo para agradecer a cada um dos presidentes citados acima. Desculpe-me destacá-los em meio a tantos outros mas os senhores dedicaram suas vidas prestando serviços ao futebol nacional. Não teríamos chegado aonde chegamos sem vocês. Tenham certeza de que nenhum de nós, brasileiros, se esquecerá do que os senhores, por falta de visão e por falta de amor ao esporte, nos fizeram sentir no dia 8 de julho de 2014.
Peço, se houver um pingo de consciência e dignidade nesse mundo paralelo em que vivem, que os senhores convoquem uma assembleia geral, democratizem o estatuto da CBF e, em seguida, reformulem..., reformulem a vida de vocês bem longe do futebol.

“E você, torcedor brasileiro, que tem perguntado como ajudar, como participar da construção do nosso próprio legado da Copa, vá ao estádio nesta quarta feira – quando recomeça o Brasileirão – e leve um cartaz ou uma faixa pedindo: DEMOCRACIA NA CBF, JÁ!” (Bom Senso F.C)

Um abraço do extremo oriente,
P.A"

3.6.14

Os limites das avaliações educacionais externas



Os limites das avaliações educacionais externas
O movimento Todos Pela Educação, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e a Associação Brasileira de Avaliação Educacional (Abave) promoveram em março o Seminário Internacional Devolutivas das Avaliações de Larga Escala.
Nesse seminário, o objetivo central foi discutir o aproveitamento das avaliações escolares em suas mais diversas modalidades. Estiveram presentes especialistas do Brasil, Canadá, EUA, Espanha, dentre outros.
Houve uma profusão de avaliações escolares desde a década de 1990 no Brasil, como Enem, Enade, Prova Brasil, no âmbito nacional, e Saresp, no estado de São Paulo, para citar exemplos de todos os níveis de ensino.
Inicialmente um enorme alvoroço tomou conta dos educadores: afinal, qual é o objetivo dessas avaliações? Para que elas sejam bem-sucedidas, obter tal resposta é condição essencial, inclusive para que os professores sejam convencidos de sua necessidade.
Dentre as avaliações citadas, a de maior abrangência é a Prova Brasil, denominada Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc). Essa avaliação tem por objetivo mensurar a qualidade do ensino ministrado nas escolas públicas. Ela atinge as redes municipal, estadual e federal, sendo aplicada em escolas que possuam ao menos 20 alunos matriculados nas séries avaliadas.
Já o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) tem por objetivo avaliar o sistema de ensino paulista para monitorar as políticas públicas de educação.
A pergunta essencial é: realizadas as avaliações, tabulados os resultados, o que é feito com eles?
Na verdade, eles deveriam servir de base para reorientar os sistemas de ensino e as unidades escolares, suprindo eventuais deficiências. No entanto, está aí o calcanhar de Aquiles dos sistemas avaliativos. O processo parece estacionar nos gestores das secretarias de educação, pouco atingindo os professores na unidade escolar.
Aparentemente eles não são absorvidos pelos professores nas salas de aulas, então, de um lado, se tornam apenas mais uma tarefa burocrática e, de outro, desvios importantes distorcem os objetivos iniciais.
Um exemplo claro desse desvio é a utilização de resultados e índices obtidos nas avaliações para premiar os professores desta ou daquela escola com bônus de produtividade.
Outro exemplo é o estabelecimento de ranking de escolas, utilizando-se os indicadores para classificá-las e assim atribuir maior ou menor mérito a esta ou àquela equipe.
Está claro que esses não são os objetivos almejados por esses sistemas de avaliação, portanto eles tendem a ser insuficientes para tais metas, ao mesmo tempo em que os distancia dos objetivos iniciais e essenciais.
Os professores precisam ser envolvidos em cada um desses processos, desde sua elaboração, aplicação das provas e, principalmente, o trabalho com os resultados obtidos.
Já temos notícias de gestores escolares que organizam cursos preparatórios específicos para a Prova Brasil, por exemplo. Outros que estimulam os alunos com maior dificuldade de aprendizagem a não fazer a prova, evitando assim uma queda acentuada no Ideb, indicador que, no caso do estado de São Paulo, determina o pagamento de bônus salarial aos professores das escolas com melhor desempenho.
Desvios como esses têm que ser evitados, caso contrário os objetivos das avaliações serão escamoteados.
O Ministério da Educação e as secretarias de educação municipais e estaduais devem acentuar esforços, numa ampla campanha de publicidade, para esclarecer pais e alunos sobre os objetivos e a necessidade dessas avaliações.
Talvez assim aplaque o anseio da mídia por noticiar os resultados delas como se houvesse apenas competição entre os estados ou as unidades escolares.
Por outro lado, é necessário compreender que os resultados obtidos não são apenas reflexo do trabalho do professor ou da capacidade do aluno. É preciso considerar o contexto no qual a escola está inserida, bem como o aluno e sua família.
Assim, fatores como problemas familiares, violência, dificuldades de moradia, mobilidade, alimentação e outras carências podem ter um peso significativo no resultado final da avaliação.
É urgente envolver toda a comunidade escolar nos processos de avaliação externa, cada segmento cumprindo seu papel, sob pena de perdermos uma ótima oportunidade de realizar importantes correções de rumo nos sistemas de ensino e nas unidades escolares.
Também é necessário aperfeiçoá-los para que não haja sobreposição de recursos e perda de tempo, para avançar a educação no Brasil.

 
Texto publicado no portal da Edições SM, canal Somos Mestres no setor de Notícias da Educação.

29.5.14

Brasil: ame-o, fique, lute e transforme-o!



Amar o Brasil não é ser ufanista ou exageradamente otimista. Não! Amar o país traduz-se na nossa capacidade de lutar por um país melhor, mais justo e igualitário.
Também significa construir estruturas de acordo com nossa cultura e tradição. É reconhecer o poder e a beleza da miscigenação do nosso povo, para isso precisamos combater com todas as nossas forças o racismo e o preconceito.
Não precisamos negar ou ignorar os processos bem sucedidos em outros países, mas não podemos e nem devemos copiá-los, sejam eles originários em Cuba, EUA, Japão, França ou Alemanha.
Devemos estudar e pesquisar, devemos prestar atenção às experiências internacionais, sejam elas asiáticas, africanas ou americanas. Também as europeias é claro. Mas, repito, nunca copiar.
Temos qualidades imensas. Produzimos cultura, ciência, tecnologia e entretenimento de muita qualidade. Nosso povo é criativo, trabalhador e alegre.
Na economia estamos entre as maiores do mundo, mas o nosso índice de desenvolvimento humano é muito ruim, se comparado ao desempenho econômico.
Então o que está errado?
Respondo sem pestanejar: a elite. Essa elite que tem o país nas mãos desde 1500! Produziu uma desigualdade imensa, uma concentração da renda e das riquezas sem igual. Herdou da economia escravagista o senso de superioridade que muito nos atrapalha.
Os dissabores produzidos por essa elite tacanha e medíocre fez com que ela se voltasse para a Europa como modelo e padrão. A partir daí disseminou-se a ideia de que tudo que é feito aqui não presta, para ser bom tem que ser europeu ou estadunidense, dependendo do contexto histórico que se examina.
Nos dias que correm a facilidade das comunicações, promovida pelos modernos meios de comunicação, nos aproximaram ainda mais desses modelos. Assim as TVs mostram os modelos de organização esportiva da Europa, mas não dão destaque às formas como esses modelos foram criados. Custou a exploração e expropriação de nossas riquezas e, ainda que sejam belos espetáculos, como os campeonatos de futebol, também tem corrupção, lavagem de dinheiro, manipulação de resultados e muito racismo.
Digo isso em razão do sentimento exageradamente pessimista que toma conta de parte do país as vésperas da realização da Copa do Mundo.
Quando o Brasil candidatou-se e foi escolhido para sediar, poucas vozes foram contrárias. Era um momento de grande popularidade do Lula – apesar do “mensalão” – e muitos queriam seus 15 minutos de fama.
A grande mídia viu a possibilidade melhorar seu faturamento, principalmente as TVs (abertas e a cabo).
Alguns críticos fizeram ponderações corretas, a meu juízo, como afirmar que o país tinha outras prioridades para se dedicar como melhorar a saúde, educação, moradia, infraestrutura de comunicação e transporte, por exemplo, mas alguns recorreram ao velho lema da elite, dizendo que “nós não seríamos capazes de realizar um evento de tal envergadura”.
É desse segundo grupo que eu gostaria de falar agora, que estamos a 14 dias do início das competições. Essa visão de incapacidade geral foi absorvida e reverberada pelo que temos de pior na nossa mídia, que, estranhamente, aliou-se aos grupos de extrema esquerda e tentam, de qualquer maneira, inviabilizar o governo socialdemocrata encabeçado pelo PT.
Essa onda de pessimismo, que esconde os progressos realizados pelo Brasil nos últimos anos, tais como maior acesso dos pobres e pretos ao sistema educacional, avanços significativos no campo da saúde pública, redução do desemprego, acesso a moradia para o povo mais pobre, melhoria no desempenho econômico de forma geral, preocupou-se apenas em ressaltas os dados negativos ou, pior ainda, potencialmente negativos.
A mídia contribuiu sobremaneira para a desinformação, alimentando o que Nelson Rodrigues – grande intelectual e cronista brasileiro, de matiz conservadora – chamou um dia de complexo de vira-latas.
Não vou entrar no mérito dos dados, mas existem inúmeros sites que contemplam os gastos governamentais e privados com a Copa, assim como eventuais expectativas de retorno com incremento da economia em razão do evento.
Recorre-se então ao lugar comum: todos roubam, tudo é superfaturado, tudo é mal feito...
Com base em experiências recentes é de se esperar muitos problemas na construção dos estádios para a Copa, mas a maioria deles é privado. Então é caso de se perguntar: todos quem cara-pálida? Eu, você que me lê? Claro que não. Todos os políticos... Então dê os nomes, os fatos, chame a polícia, conte o que você sabe sobre a roubalheira, pois caso contrário o seu silêncio será cúmplice dos desmandos.
Eu fui contra a realização da Copa no Brasil. Era daqueles que pensava que outras prioridades deveriam ser atendidas antes disso. Agora o fato está consumado, os estádios estão prontos, ou quase, parte das obras de mobilidade será entregue, outras só serão concluídas após a Copa, mas VAI TER COPA. Para que não tenhamos prejuízo é importante que ela transcorra da melhor maneira possível.
Quando acabarem os festejos vamos as investigações e denúncias! Quem roubou, quanto roubou, onde está o dinheiro?
Mais ainda, vamos continuar a luta por educação decente, com professores valorizados socialmente e bem pagos. Melhorar a estrutura de saúde, ampliar o “Minha casa, minha vida”,  etc. e tal.
Mas eu não quero educação e saúde padrão FIFA. A FIFA não nos serve como modelo. É uma estrutura corrupta, antidemocrática e, que acima de qualquer outra coisa, busca o lucro desenfreado. Quero saúde e educação padrão Brasil, o Brasil da gente honesta e trabalhadora que dá um duro danado para sobreviver, gente que faz valer a dignidade acima de qualquer outro valor!
Clicando aqui veja o documentário "O Complexo de Vira-latas", muito bom para ajudar a entender o momento pelo qual passamos.
Para obter dados oficiais sobre os gastos com a Copa do Mundo clique aqui para ter acesso ao portal Copa Transparente do Senado Federal. 
Aqui você acessa o Portal da Transparência da Controladoria Geral da União.
Vários problemas ocorreram nesse período, dentre eles reputo como o mais chocante a remoção da população que estava "atrapalhando as obras". Clique aqui para ler um texto sobre o que ocorreu com a "Aldeia Maracanã".
E aqui, para finalizar, você acessa o Portal Popular da Copa, um site bastante crítico quanto a realização da Copa do Mundo no Brasil.

20.5.14

Que escola é essa?

           Ontem um ex-aluno publicou no seu Facebook um texto, na verdade um desabafo sobre as angústias que a escola lhe apresenta.
O texto é provocativo e desafiador, apesar de singeleza de um desabafo. É muito verdadeiro, pois se trata de um estudante de verdade, muito curioso, que vai além dos manuais, que sabe fazer perguntas.
O pior é que não sei como respondê-lo. Quer dizer, acho que até sei, pois os professores respondem às exigências das empresas para as quais trabalham que, por sua vez, devem responder ao “mercado”, ou seja, garantir bons índices de aprovação nos melhores vestibulares e excelente pontuação no ENEM.
Mas é só isso? Infelizmente é. Alguns professores conseguem fazem desses limões limonadas digeríveis, outros nem isso, pois tem uma programação a cumprir e, além disse, devem correr de uma escola para outra visando garantir o “leitinho das crianças”.

Leiam o texto do Gui Cechet.
“A escola está matando minha vontade de aprender.
É o cansaço, acumulado da obrigação de acordar antes do sol nascer sem dormir o necessário para assistir a aulas de professores metódicos, sistemáticos, arrogantes e egocêntricos, que também estão de saco cheio de acordar cedo e repetir seis vezes por manhã os mesmos exercícios em que o "x" dá o mesmo resultado há 30 anos.
É a obrigação de ler livros descritivos demais que tomam o tempo em que poderia ler livros de minha preferência.
É a obrigação de fazer redações engessadas, acabando com minha vontade de escrever. É a obrigação decorar fórmulas, tabelas e nomes, ocupando tempo e memória que poderiam ser utilizadas em tantas outras tarefas.
É a imposição de que você tem de fazer seus 200 (número sem exagero) exercícios diários, ir a todas as aulas à tarde, à noite e aos sábados, fazer todos os simulados senão você não terá chances de passar numa prova que justamente o libertará a longo prazo desse sistema que mais se parece com uma prisão.
Talvez tudo isso só valha a pena para quando eu realizar meu sonho de ser educador, eu possa tentar fazer diferente, como vemos tantos professores e pedagogos tentando, incentivando o senso crítico, adequando-se aos alunos e não os tratando como números e/ou robôs feitos para passar no vestibular que propiciam lucros.
Enquanto isso, minha vontade de entrar naquele prédio quadrado, de janelas opacas, sem verde algum mingua cada vez mais. A escola está matando minha vontade de aprender.”

16.4.14

A incompetência não tem ideologia



Fico constrangido com a afirmação contida no título, mas não há outra possibilidade quando observamos o dia a dia do cidadão.
Em Guarulhos, cidade onde moro, é governada pelo PT há quatro ciclos (o prefeito Almeida está cumprindo seu segundo mandato) e o descuido com as pessoas é gritante. Precisamos reconhecer que as áreas mais carentes receberam mais atenção, principalmente nos dois primeiros mandatos petistas, comandados pelo Elói Pietá. Isso significou uma melhora substancial de regiões mais remotas da cidade, como o bairro dos Pimentas, por exemplo.
Por outro lado, são notáveis os problemas que se acumulam no dia a dia do cidadão. Praças e ruas mal cuidadas, calçadas intransitáveis, hospitais públicos lotados, uniformes e material escolar em falta... Ou seja, coisas básicas para garantir boas condições de vida para as pessoas.
A mídia apresenta notícias diárias sobre a ausência de material escolar e a péssima qualidade do mesmo em diversos municípios da região metropolitana. Também é lugar comum a falta dos uniformes para os estudantes. Chama a atenção o fato de que os preços e atrasos são muito semelhantes nos mais diversos municípios, administradas por partidos diferentes.
Hoje, vendo o jornal matinal da TV, apareceu uma notícia de que a prefeitura de São Paulo se superou. Designou um fiscal para cuidar de dois cones que sinalizam a existência de um buraco numa importante via da Zona Leste. O buraco está lá faz mais de 15 dias. Não seria mais barato consertar o buraco? A inovação é enorme: fiscal de buraco, isso é inédito.