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23.2.12

Paulo Henrique Amorim racista? Claro que não...

Paulo Henrique Amorim fez um acordo na justiça para encerrar um processo que o Heraldo Pereira, jornalista da Globo, lhe movia em razão de ter sido chamado de "negro de alma branca" por PHA.
Quem domínio básico da língua portuguesa sabe o significado da expressão. Quer dizer que o "negro" em tela não se reconhece como tal, preferindo alinhar-se aos brancos, inclusive com posturas subservientes.
Sobre o ocorrido o jornalista Leandro Fortes, um dos melhores textos da imprensa brasileira, fez o texto que reproduzo abaixo:


Racista é a PQP, não PHA!


Paulo Henrique Amorim, assim como eu e muitos blogueiros e jornalistas brasileiros, nos empenhamos há muito tempo numa guerra sem trégua a combater o racismo, a homofobia e a injustiça social no Brasil. Fazemos isso com as poderosas armas que nos couberam, a internet, a blogosfera, as redes sociais. Foi por meio de pessoas como PHA, lá no início desse processo de abertura da internet, que o brasileiro descobriu que poderia, finalmente, quebrar o monopólio da informação mantido, por décadas a fio, pelos poderosos grupos de comunicação que ainda tanto fazem políticos e autoridades do governo se urinar nas calças. PHA consolidou o termo PIG (Partido da Imprensa Golpista) e muitos outros com humor, inteligência e sarcasmo, características cada vez mais raras entre os jornalistas brasileiros. Tem sido ele que, diuturnamente, denuncia essa farsa que é a democracia racial no Brasil, farsa burlesca exposta em obras como o livro “Não somos racistas”, do jornalista Ali Kamel, da TV Globo.

Por isso, classificar Paulo Henrique Amorim de racista vai além de qualquer piada de mau gosto. É, por assim dizer, a inversão absoluta de valores e opiniões que tem como base a interpretação rasa de um acordo judicial, e não uma condenação. Como se fosse possível condenar PHA por racismo a partir de outra acusação, esta, feita por ele, e coberta de fel: a de que Heraldo Pereira, repórter da TV Globo, é um “negro de alma branca”.

O termo é pejorativo, disso não há dúvida. Mas nada tem a ver com racismo. A expressão “negro de alma branca”, por mais cruel que possa ser, é a expressão, justamente, do anti-racismo, é a expressão angustiada de muitos que militam nos movimentos negros contra aqueles pares que, ao longo dos séculos, têm abaixado a cabeça aos desmandos das elites brancas que os espancaram, violentaram e humilharam. O “negro de alma branca” é o negro que renega sua cor, sua raça, em nome dessa falsa democracia racial tão cara a quem dela usufrui. É o negro que se finge de branco para branco ser, mas que nunca será, não neste Brasil de agora, não nesta nação ainda dominada por essa elite abominável, iletrada e predatória – e branca. O “negro de alma branca” é o negro que foge de si mesmo na esperança de ser aceito onde jamais será. Quem finge não saber disso, finge também que não há racismo no Brasil.

Recentemente, fui chamado de racista por um idiota do PCdoB, partido do qual sou, eventualmente, eleitor, e onde tenho muitos amigos. Meu crime foi lembrar ao mundo que o vereador Netinho de Paula, pagodeiro recentemente convertido ao marxismo, havia espancado a esposa, em tempos recentes. E que havia dado um soco na cara do repórter Vesgo, do Pânico na TV. Assim como PHA agora, fui vítima de uma tentativa primária de psicologia reversa cujo objetivo era o de anular a questão essencial da discussão: a de que Netinho de Paula era um espancador, não um negro, informação esta que sequer citei no meu texto, por absolutamente irrelevante. Da mesma forma, Paulo Henrique Amorim se referiu a Heraldo Pereira como negro não para desmerecer-lhe a cor e a raça, mas para opinar sobre aquilo que lhe pareceu um defeito: o de que o repórter da TV Globo tinha “a alma branca”, ou seja, vivia alheio às necessidades e lutas dos demais negros do país, como se da elite branca fosse.

Não concordo com a expressão usada por PHA. Mas não posso deixar de me posicionar nesse momento em que um jornalista militante contra o racismo é acusado, levianamente, de ser racista, apenas porque se viu na obrigação de fazer um acordo judicial ruim. Não houve crime, sequer insinuação, de racismo nessa pendenga. Porque se pode falar muita coisa sobre Paulo Henrique Amorim, menos, definitivamente, que ele é racista. Qualquer outra interpretação é falsa ou movida por ma fé e vingança pessoal de quem passou a ser obrigado, desde o surgimento do blog “Conversa Afiada”, a conviver com a crítica e os textos adoravelmente sacanas desse grande jornalista brasileiro.

13.7.08

A mídia e Daniel Dantas

De repente todos os órgãos da chamada grande imprensa descobriram que Daniel Dantas não é flor que se cheire. Será?
As revistas Veja e Istoé Dinheiro esmeravam-se, não faz muito tempo, em dar páginas e capas, inclusive a primeira foi porta-voz de um dos seus dossiês, aquele no qual denunciava que figuras de proa do governo atual, incluído o próprio presidente Lula, detinham contas “secretas” no exterior.
A grande exceção nessa trama sempre foi a revista CartaCapital. A revista comandada por Mino Carta não economizou tinta para denunciar e mostrar as falcatruas que o banqueiro de ACM aparecia. De 1998 para cá conta-se, pelo menos, 20 notícias de capa sobre as artimanhas de Daniel Dantas e seus bons companheiros.
A revista eletrônica Teletime também. Assim como alguns jornalistas como Luis Nassif, Paulo Henrique Amorim e Bob Fernandes.
Destaca-se na semana a cobertura da revista eletrônica Terra Magazine para as peripécias do Daniel Dantas. Prende-solta-prende-solta. Vejam alguns textos que merecem ser lidos:
Exclusivo: PF prende Dantas e organização criminosa
Inferno de Dantas - Um Raio X do Opportunity Fund
Dantas-Nahas: Para entender a organização
PF viveu guerra e espionagem para prender Dantas
Com prisão preventiva, um xeque-mate em Dantas
Dantas: "Vou contar tudo! Detonar!"
Maierovitch: Gilmar Mendes está "extrapolando"
Para quem desejar compreender esse episódio em profundidade, recomendo algumas leituras do blog Luiz NassifOnline, especialmente as listadas a seguir:
O caso Veja (série de matérias denunciando o péssimo jornalismo de Veja, suas maquinações e estripulias, dentre elas as ligações de alguns jornalistas com Daniel Dantas)
Fogo de encontro
A luta contra os paraísos fiscais
O xadrez de Dantas
Considero estas leituras, bem como o acompanhamento do Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim e do Vi o Mundo do Luiz Carlos Azenha, indispensáveis àqueles que querem compreender o imbróglio Daniel Dantas.

25.3.08

PHA coloca Daniel Dantas no centro do mensalão

Paulo Henrique Amorim de endereço novo da rede (clique aqui para acessar) resolveu chutar o pau da barraca.
Sobra pra todo mundo, Citibank incluso, mas principalmente sobra para Daniel Dantas.
Parece que agora os podres virão à flor da terra, é esperar para ver.
Segue amostra do texto, recomendo a leitura da obra na íntegra, é só clicar aqui para ter acesso:


FALTA ALGUÉM NO MENSALÃO: DANTAS
Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 1035

. O Procurador Geral da República, Dr. Antônio Fernando de Souza, tem o hábito de procurar o que quer achar.

. Ele enviou ao Supremo Tribunal Federal a denúncia contra os 40 ladrões do mensalão e se esqueceu do Ali Baba.

. O Ministro do Supremo, Ministro Joaquim Barbosa, que enobrece a campanha publicitária da Veja (um órgão de imprensa – a última flor do Fascio – que, segundo Luis Nassif, adota práticas de corrupção ao “noticiar”), acolheu a denúncia.

. E o Ministro Barbosa, ao se tornar herói do PiG, também não perguntou pelo Ali Babá.

. Documentos obtidos de uma auditoria que os Fundos (Previ, Petros e Funcef) e o Citibank fizeram na Brasil Telecom, logo após a saída de Daniel Dantas da administração da empresa, mostram luminosamente como Dantas financiou Marcos Valério e sua empresa de publicidade SMP&B.

19.3.08

Todo meu respeito ao Mino Carta

Por estas e outras que admiro tanto esse jornalista de nome Mino Carta. Embora reconheça nele às vezes uma teimosia chata, beirando a ranhetice, vejo-o como símbolo do bom jornalista, do tipo que eu sonhava ser antes de me tomar de paixão pela Geografia e pelo ensino.
Vejam o último post dele no blog que mantinha hospedado no Portal IG:
O último post
Meu blog no iG acaba com este post. Solidarizo-me com Paulo Henrique Amorim por razões que transcendem a nossa amizade de 41 anos. O abrupto rompimento do contrato que ligava o jornalista ao portal ecoa situações inaceitáveis que tanto Paulo Henrique quanto eu conhecemos de sobejo, de sorte a lhes entender os motivos em um piscar de olhos. Não me permitirei conjecturas em relação ao poder mais alto que se alevanta e exige o afastamento. O leque das possibilidades não é, porém, muito amplo. Basta averiguar quais foram os alvos das críticas negativas de Paulo Henrique neste tempo de Conversa Afiada.
Parabéns ao Mino Carta!
Ah, e o blog do PHA já está de endereço novo, devidamente linkado aí nos favoritos, no menu ao lado.

18.3.08

IG tira o Conversa Afiada do ar

O portal IG rompeu unilateralmente o contrato com o jornalista Paulo Henrique Amorim do site Conversa Afiada.
Crítico contumaz da grande mídia, PHA formava coluna com outros jornalistas do porte de Mino Carta e Luis Nassif no questionamento ao papel da mídia grande - revista Veja e Rede Globo à frente - no momento que atravessa nosso país, em especial no tocante às críticas preconceituosas e infundadas contra o governo Lula.
PHA também vinha atuando, assim como a CartaCapital e o blog do Luis Nassif, na questão da fusão das empresas de telefonia no sentido de desvendar para o público os negócios e negociatas do tema, inclusive com petardos contra Daniel Dantas, essa figura soturna que nasceu para o mundo dos negócios milionários embalado pelas privatizações tucanas.
O pior é a falta de transparência para com os leitores do PHA e do próprio IG, pois o portal não faz nenhuma referência ao fato.
A notícia está sendo veiculada no site Vi o Mundo, clique aqui para lê-la.
Muito em breve os leitores do Paulo Henrique Amorim, como este que vos escreve, poderão acessá-lo no endereço www.paulohenriqueamorim.com.br.