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2.8.13

Ladrões que mídia adora e protege

Bob Fernandes dá nome aos bois, nomes que a CBN e a Folha de S.Paulo esconde, quanto à Globo ela esconde a própria notícia:

18.7.13

Espionagem dos EUA no Brasil

Outro dia escrevi no Facebook que essa história de espionagem dos EUA no Brasil só era novidade para os leitores de Veja e congêneres. Os leitores da CartaCapital já sabiam disso desde os anos de 1990, ou seja, desde o século passado.
Uma série de matérias de autoria do jornalista Bob Fernandes tratou das estripulias do tio sam por aqui por longo espaço de tempo, além de contar com ótima documentação e registros fotográficos.
Hoje o jornalista - o melhor texto do país na minha modesta e insignificante opinião - publicou no seu blog, matéria tratando do tema e, mais importante, com a capa das edições e links para as matérias.
Sensacional! Tanto para quem leu à época e quer recordar, quanto para aqueles que teimam em navegar nas trevas da grande mídia comercial brasileira.
Deleitem-se:
Como os EUA espionaram o Brasil

21.8.12

Mais um show de bola do Bob Fernandes

Bob Fernandes é um dos melhores jornalistas do Brasil. Já pensava assim quando ele comandava a redação da CartaCapital. Continuo com a mesma opinião hoje, quando ele está a frente do Terra Magazine e faz comentários sobre política no Jornal da Gazeta.
Neste dia 20/08 ele mandou muito bem, mais uma vez! Assistam, vale a pena:

9.4.12

Serra só tem espaço em São Paulo

O José Serra perde espaço a cada dia que passa, pasmem, dentro do seu próprio partido. Parece que sua sobrevivência política está condicionada à prefeitura de São Paulo, única concessão que lhe parece acenar o governador Geraldo Alckmin.
Na últimas presidenciais, quando perdeu mais uma vez para o PT e seus aliados, Serra deixou muitas arestas por aparar, fez inimigos dentro e fora do seu partido e abraçou a direita sem nenhum pudor. Hoje é um dos seus principais porta-vozes.
No plano nacional o livro A Privataria Tucana (clique aqui se você quer o pdf do livro) cuidou de bater o último prego no seu caixão político. Só mesmo o povo paulistano para lhe dar crédito e força eleitoral.
Vejam aqui o comentário de hoje do Bob Fernandes no Jornal da Gazeta, apontando a estratégia do Aécio Neves, grande opositor do Serra dentro do PSDB:

26.8.09

Dilma x Lina: mais uma crise fabricada

No Terra Magazine entrevista com Everardo Maciel, secretário da Receita durante o governo FHC, portanto longe de ser petista, coloca lenha na fogueira sobre a crise da hora.
Bob Fernandes, aquele jornalista que toda vez que leio convence-me de que como foi acertada a minha decisão de não fazer jornalismo - perto dele seria muito medíocre - oferece lição de correção na entrevista.
(...) Dito isso, vamos ao que, sem meias palavras, afirma Everardo Maciel sobre os rumorosíssimos casos da dita "manobra contábil" da Petrobras - que desaguou numa CPI -, da suposta conversa entre a Ministra Dilma Rousseff e a ex-Secretaria da Receita Lina Vieira e da alardeada "pressão de grandes contribuintes", fator que explicaria a queda na arrecadação:
- Não passam de factóides. Não passam de uma farsa.
Sobre a suposta manobra contábil que ganhou asas e virou fato quase inquestionável, diz o ex-Secretário da Receita Federal de FHC:
-É farsa, factóide... a Petrobras tem ABSOLUTO DIREITO (NR: Destaque a pedido do entrevistado) de escolher o regime de caixa ou de competência para variações cambiais, por sua própria natureza imprevisível, em qualquer época do ano. É bom lembrar que a opção pelo regime de caixa ou de competência não repercute sobre o valor do imposto a pagar, mas, sim, a data do pagamento. Essas coisas todas são demasiado elementares.
Clique aqui para ler a matéria na íntegra.
Melhor ainda, o Terra Magazine dá voz ao outro lado. Ouviu também o arquiteto das denuncias, o senador do DEM/RN, Agripino Maia:
O líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), rebate a entrevista dada a Terra Magazine pelo ex-secretário da Receita, Everardo Maciel, que permaneceu no cargo durante o governo FHC. O parlamentar admite que Maciel é próximo a seu partido e estranha as declarações do ex-secretário, que chamou de "farsa e factóide" as acusações feitas contra a Petrobras e a ministra Dilma Rousseff.
Sobre o suposto encontro entre a também ex-secretária da Receita, Lina Vieira, e a ministra Dilma, o líder do DEM ataca avaliação de Maciel:
- É a opinião dele, que é técnica. A opinião dele é técnica e não abrange a conotação política que o Brasil todo está interessado em esclarecer. (...) Não se trata de uma avaliação técnica, mas política que deve ser feita no campo político e por políticos.
Clique aqui para ler toda a entrevista.

13.7.08

A mídia e Daniel Dantas

De repente todos os órgãos da chamada grande imprensa descobriram que Daniel Dantas não é flor que se cheire. Será?
As revistas Veja e Istoé Dinheiro esmeravam-se, não faz muito tempo, em dar páginas e capas, inclusive a primeira foi porta-voz de um dos seus dossiês, aquele no qual denunciava que figuras de proa do governo atual, incluído o próprio presidente Lula, detinham contas “secretas” no exterior.
A grande exceção nessa trama sempre foi a revista CartaCapital. A revista comandada por Mino Carta não economizou tinta para denunciar e mostrar as falcatruas que o banqueiro de ACM aparecia. De 1998 para cá conta-se, pelo menos, 20 notícias de capa sobre as artimanhas de Daniel Dantas e seus bons companheiros.
A revista eletrônica Teletime também. Assim como alguns jornalistas como Luis Nassif, Paulo Henrique Amorim e Bob Fernandes.
Destaca-se na semana a cobertura da revista eletrônica Terra Magazine para as peripécias do Daniel Dantas. Prende-solta-prende-solta. Vejam alguns textos que merecem ser lidos:
Exclusivo: PF prende Dantas e organização criminosa
Inferno de Dantas - Um Raio X do Opportunity Fund
Dantas-Nahas: Para entender a organização
PF viveu guerra e espionagem para prender Dantas
Com prisão preventiva, um xeque-mate em Dantas
Dantas: "Vou contar tudo! Detonar!"
Maierovitch: Gilmar Mendes está "extrapolando"
Para quem desejar compreender esse episódio em profundidade, recomendo algumas leituras do blog Luiz NassifOnline, especialmente as listadas a seguir:
O caso Veja (série de matérias denunciando o péssimo jornalismo de Veja, suas maquinações e estripulias, dentre elas as ligações de alguns jornalistas com Daniel Dantas)
Fogo de encontro
A luta contra os paraísos fiscais
O xadrez de Dantas
Considero estas leituras, bem como o acompanhamento do Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim e do Vi o Mundo do Luiz Carlos Azenha, indispensáveis àqueles que querem compreender o imbróglio Daniel Dantas.

8.7.08

CartaCapital tinha razão

Alguns alunos me perguntam, às vezes, por que insisto tanto na indicação de leitura da CartaCapital. A prisão de Daniel Dantas explica boa parte das minhas razões.
Abaixo reproduzo matéria do site da revista. Nela são relembradas as matérias e as capas que CartaCapital dedicou ao banqueiro das privatizações.
A revista do portal Terra, Terra Magazine, dá ampla cobertura ao episódio, por intermédio de seu editor, Bob Fernandes, autor de várias matérias sobre o dono do Opportunity para a respeitada publicação semanal.
Para quem não tem o hábito de ler a CartaCapital e foi apanhado de surpresa pelas prisões de hoje, recomendo a leitura dos links relacionados na matéria abaixo.
Dantas atrás das grades

Daniel Dantas e a cúpula de seu banco Opportunity foram presos em uma operação da Polícia Federal, denominada Satiagraha.
Além de Dantas, a ação da PF também prendeu o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.
A operação é o ponto final de investigações que começaram há quatro anos e remontam ao esquema de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro que seria comandado pelo publicitário Marcos Valério.
Segundo informações da assessoria de imprensa da Polícia Federal, cerca de 300 agentes cumprem 24 mandados de prisão e 56 de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador.
O mesmo comunicado da PF faz referência à “existência de uma grande organização criminosa, comandada por um banqueiro, envolvida com a prática de diversos crimes”. A julgar pelas prisões efetuadas, o banqueiro em questão é Daniel Dantas.
A Polícia Federal ainda explica que, para cometer os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha o grupo de acusados “possuía várias empresas de fachada”.
Todos os acusados presos pela operação Satiagraha permanecerão na carceragem da Superintendência Regional da PF em São Paulo, no bairro da Lapa, zona oeste da capital.
Confira algumas das matérias de capa que CartaCapital fez sobre Daniel Dantas:
Relatório parcial da Polícia Federal aponta o banqueiro como mentor e líder de uma “quadrilha” de espionagem internacional (reportagem originalmente publicada na edição 330, de 23 de fevereiro de 2005)
Os segredos da esfinge A Justiça autoriza a quebra do sigilo do computador do Opportunity (reportagem originalmente publicada na edição 424, de 20 de dezembro de 2006)
Para ler a matéria na fonte: Dantas atrás das grades

A prisão de Daniel Dantas e Celso Pitta

Acabo de ler no Terra Magazine a notícia que compartilho abaixo.
Estou paralisado!
Jamais, em tempo algum, imaginei que tal fosse acontecer neste nosso Brasil, país do futuro.
Se não for feita a justiça no presente, podemos adiar o futuro para sempre.
Resta agora torcer para que o Judiciário não empane o brilho do trabalho da PF e que este tenha sido realizado com cautela e de forma zelosa, para que não restem dúvidas sobre a lisura desta ação.
Apreciem o texto, o melhor do jornalismo brasileiro em minha opinião, de Bob Fernandes e o belo trabalho que Terra Magazine realizou.


PF prende Dantas e organização criminosa

Bob Fernandes
Daniel Dantas está preso.

Comandados pelo delegado Protógenes Queiroz, quase 300 agentes da Polícia Federal iniciaram, às 6 da manhã desta terça-feira 8 de julho, a Operação Satiagraha. A PF cumpre 24 mandados de prisão - além de 56 ordens de busca e apreensão. Na ação deflagrada nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e em Brasília, foram presos, além do banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, sua irmã Verônica e seu ex-cunhado e dirigente do OPP, Carlos Rodenburg, o também diretor Arthur de Carvalho, o presidente do grupo, Dório Ferman, o especulador Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.

Clique aqui para ler a notícia na íntegra.

3.12.07

Porque Chávez perdeu e Baduel ganhou

Um dos melhores textos sobre o referendo de ontem na Venezuela está logo abaixo. De autoria de Bob Fernandes, um dos maiores conhecedores da Venezuela e um dos melhores textos da imprensa brasileira da atualidade. Foi publicado no Terra Magazine.
Porque Chávez perdeu e Baduel ganhou

Bob Fernandes

Hugo Chávez perdeu o referendo porque, cada vez mais, se isola e isola seu governo. Perdeu porque acreditou ser possível afastar ou afastar-se de antigos e sólidos aliados sem que jamais isso lhe custe, ou viesse a custar, nacos de poder. Hugo Chávez perdeu porque, pelas razões conhecidas e pelas ainda desconhecidas, perdeu o amigo e compadre Raúl Isaías Baduel, o homem que o salvara do exílio, cadeia ou morte em abril de 2002.
Entre dezembro passado e este, Hugo Chávez perdeu - a oposição não ganhou, mas ele perdeu via abstenção - três milhões de votos. Não se trata de uma transferência bancária nem se dirá que o general agora reformado Raúl Baduel é detentor de 3 milhões de votos, mas é seguro dizer que, ao perder o amigo de quase quatro décadas e compadre, Chávez perdeu um símbolo. Deixou ir-se mais um pedaço da sua própria história.
Em 1982, Chávez e outros três capitães, ao lado de um frondoso Samán de Güere - segundo a lenda a mesma árvore sob a qual um dia Simon Bolívar fizera um juramento - prometeram libertar a Venezuela.
Raúl Baduel era um dos jovens capitães. Um outro está hoje na oposição e o terceiro foi assassinado no Caracaso em 1989 (revolta popular contra o plano econômico de Carlos Andrés Perez). Restaram juntos, até há pouco, Chávez e Baduel. Baduel, a partir de agora, é o grande nome da oposição venezuelana, é o homem a ser batido.
Sabe-se que a história não é feita apenas pelos homens, mas também pelas circunstâncias; econômicas, políticas, sociais..., mas os homens, muitas vezes, são a representação, o receptáculo, a cristalização de um momento, destas circunstâncias. Raúl Isaías Baduel é, desde já, um nome para o presente e para o futuro na Venezuela.
Praticante do Ai-Ki-Do desde os 15 anos, Baduel, 52, valeu-se dos ensinamentos de Sun Tzu em A arte da guerra para salvar Chávez em 2002. Este é um capítulo da história que será sempre condensado na frase dita por Baduel aos golpistas - via celular - na manhã do sábado 13 de abril de 2002, pouco antes do cobiçado Palácio Miraflores ser retomado:
- Se vocês não devolverem o presidente constitucionalmente eleito, Hugo Rafael Chávez Frías, faltarão postes na Venezuela para pendurá-los!
Baduel, paraquedista como Chávez, era então um comandante da Força Aérea em Maracay. Tinha à sua disposição os aviões que poderiam bombardear e decidir a guerra.
Leitor de Confúcio, Borges, Cortázar, o general valeu-se de Sun Tzu; não atacou, aquartelou-se, tornou-se um ímã da resistência e salvou o pescoço e o governo do amigo e compadre.
Diz-se que Baduel queria a presidência da poderosa petroleira PDVSA e que uma recusa de Chávez a tanto teria sido o fator decisivo para a dissidência. Diz-se, e a história terminará por iluminar mais este capítulo.
Com fama de incorruptível, Baduel era e é detentor de tamanho prestígio que foi o único dos personagens do golpe e contragolpe a não ser ouvido pela Assembléia Nacional – o próprio Chávez o foi. Meses depois o plenário do parlamento o receberia de pé, com aplausos da situação e oposição.
Depois feito ministro do Exército por Chávez e em seguida ministro da Defesa, de onde saiu em julho deste ano, Baduel tem pela frente uma rota quase inevitável.
Em 2008 a Venezuela viverá eleições de governadores e uma candidatura aguarda o general em seu Estado, Aragua. Da mesma forma que um dos homens fortes do chavismo, o ex-vice-presidente Diosdado Cabello será candidato à reeleição no Estado Miranda, um dos que abriga a capital Caracas.
É a eterna luta pelo poder. Três homens se movem em direção ao futuro.
Chávez, como sempre diz seu amigo e mestre em história na Academia Militar, o velho general Pérez Arcay, é um jogador de xadrez. Mas, ao contrário do que supõe e/ou alardeiam seus adversários mais ingênuos, não enxerga e não se move pelo tabuleiro de maneira habitual, corriqueira.
Para Chávez, o tabuleiro não é quadrado. Ele o enxerga de uma outra forma, sem contenções laterais como diz Perez Arcay, e por isso costuma surpreender os adversários.
Chávez perdeu, está frágil. Ele é um homem dos llanos, as vastíssimas planícies venezuelanas, desde sempre um convite à reflexão. Chávez certamente irá agora valer-se de uma porção de si mesmo conhecida por poucos; se recolherá para refletir sobre a derrota, mesmo que na aparência e na a mídia siga a exibir a sua mais conhecida faceta e porção, a que faz barulho. Muito barulho.
O barulho, tantas vezes útil, foi um dos responsáveis pela perda de aliados e pela derrota. Com seus silêncios de orientalista, salpicados pela contundência de ataques precisos e cirúrgicos, Raúl Baduel colocou-se no caminho do amigo e da história.
Chávez irá lamber as feridas e pensar no contra-ataque. As histórias pessoais e as das circunstâncias empurraram para caminhos distintos velhos amigos, aqueles que um dia, em nome da lenda chamada Bolívar, juraram libertar a Venezuela.
Fonte: Terra Magazine