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20.11.09
7.11.09
7.10.09
Universidades remarcam os vestibulares, USP não usará o ENEM
Existem pessoas que confundem politização com partidarização. A USP optou por esta última forma ao cancelar o uso da nota do ENEM, assim o governo do Serrágio reforça a ideia do fracasso do exame.
Enquanto isso, outras entidades sensatas, inclusive irmãs menores de SP, como a UNESP e a FATEC, resolvem acompanhar o bom senso e remarcam suas provas.
Surpreendeu-me o anúncio da FGV/SP em fazê-lo.
Vejam abaixo a lista das Universidades que já declararam que alterarão a data dos seus vestibulares:
Quatro universidades federais e 12 estaduais remarcam vestibulares por causa do Enem Amanda Cieglinski Repórter da Agência Brasil
Brasília - Pelo menos 23 instituições, inclusive particulares, decidiram adiar ou adiantar seus vestibulares para que eles não coincidam com a nova data escolhida pelo Ministério da Educação (MEC) para realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas foram remarcadas para os dias 5 e 6 dezembro porque o exame previsto para os dias 3 e 4 de outubro vazou e teve que ser cancelado.De acordo com balanço divulgado pelo MEC, a Universidade Estadual de Londrina (UEL), que tinha vestibular marcado para o mesmo dia, pretende fazer sua prova em horário diferente ao do Enem. Já nas Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde os vestibulares também coincidem com o Enem, os reitores se manifestaram a favor de um adiamento de seus processos seletivos, mas levarão a decisão para os seus conselhos universitários. A Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) não decidiu se adiará seus exames.
Os institutos federais que também tinham provas marcadas para a mesma data do Enem já alteraram seus calendários. Cerca de 4,1 milhões de estudantes estão inscritos para participar do Enem.
Confira as instituições que já mudaram o calendário e as novas datas de seus vestibulares:
Federais
Universidade de Brasília (UnB): 12 e 13 de dezembro (provas do Programa de Avaliação Seriada)
Universidade Federal do Ceará (UFC): 13 e 14 de dezembro
Universidade Federal de Sergipe (UFS): ainda não definiu a nova data
Universidade Federal de Uberlândia (UFU): ainda não definiu a nova data
Estaduais
Universidade Estadual do Amazonas (UEA): 7 e 8 de dezembro
Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG): 20 de dezembro
Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS): 13 de dezembro
Universidade Estadual da Bahia (Uneb): 20 e 21 de dezembro
Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj): 13 de dezembro
Universidade Estadual do Maranhão (Uema): 20 de dezembro
Universidade Estadual do Amapá (UEAP): 13 de dezembro
Universidade Estadual do Pará (UEPA): 13 de dezembro
Universidade Estadual de Goiás (UEG): 13 de dezembro
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste): 13 de dezembro
Faculdade Tecnológica de São Paulo (Fatec): 13 de dezembro
Universidade Estadual Paulista (Unesp): sem data definida
Institutos Federais
Instituto Federal Sul-Rio-Grandense: 22 de novembro
Instituto Federal do Sul de Minas Gerais: 12 e 13 de dezembro
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais: 20 de dezembro
Instituto Federal de Pernambuco: 13 de dezembro
Instituto Federal do Sertão Pernambucano: 13 e 14 de dezembro
Militares:
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EAGS): sem data definida
Particulares:
Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP): sem data definida
Fonte: Agência Brasil
17.8.09
7.8.09
Educação, ainda falta muito em toda a América Latina
31.7.09
29.7.09
Simulado do ENEM
Deu na Agência Brasil:
Estudantes podem acessar simulado do novo Enem a partir da meia-noite
Estudantes podem acessar simulado do novo Enem a partir da meia-noite
Luana Lourenço Repórter da Agência Brasil
Brasília - Os 4,5 milhões de estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão conhecer amanhã (30) como será a prova do novo modelo de seleção para a maioria das universidades federais. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) vai divulgar à meia-noite um simulado com 40 questões-modelo em sua página na internet. Pelo menos 48 das 55 universidades federais utilizarão a nota do Enem em alguma etapa de seleção.
O simulado tem dez questões para cada uma das quatro áreas avaliadas: ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e códigos e matemática. “O objetivo é que os alunos tenham uma ideia do tipo de questões que encontrarão no Enem e possam se preparar melhor para as mudanças”, disse o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes.
Brasília - Os 4,5 milhões de estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão conhecer amanhã (30) como será a prova do novo modelo de seleção para a maioria das universidades federais. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) vai divulgar à meia-noite um simulado com 40 questões-modelo em sua página na internet. Pelo menos 48 das 55 universidades federais utilizarão a nota do Enem em alguma etapa de seleção.
O simulado tem dez questões para cada uma das quatro áreas avaliadas: ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e códigos e matemática. “O objetivo é que os alunos tenham uma ideia do tipo de questões que encontrarão no Enem e possam se preparar melhor para as mudanças”, disse o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes.
30.6.09
Mudanças no ensino médio
Deu na Agência Brasil: o Conselho Nacional de Educação aprovou mudanças no Ensino Médio!
Quais mudanças? Temo que nem eles, os sábios, saibam.
Estou irritado com a notícia. Tratam a educação com recursos de palanque.
Como sempre o acerto é feito “por cima”. Os agentes maiores das mudanças, os professores como este que vos escreve, são os últimos a saber.
Haverá um “boom” de consultores, aqueles que conhecem todos os caminhos, prontos a vender seus dons e adivinhações.
Que precisamos mudar os rumos da escola, isso é fato! Que as famílias precisam retomar alguns valores basilares da sociedade, como ética, cidadania e solidariedade também é fato! Que precisamos educar nossos jovens para a participação política também é verdade! Como fazer? Quem tem as respostas? Não deveríamos construí-las em sociedade?
Por fim cada Secretaria Estadual, ou Conselho, deverá dizer o que nós, os professores, deveremos fazer.
Bem, abaixo o texto da Agência Brasil, intercalado com meus comentários, em vermelho, é claro!
Conselho Nacional de Educação aprova reforma curricular do ensino médio
Amanda Cieglinski - Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou hoje (30) a proposta de reforma curricular e organizacional do ensino médio que foi apresentada pelo Ministério da Educação (MEC) em maio. O projeto chamado “ensino médio inovador” irá apoiar iniciativas das secretarias estaduais de educação para melhorar a qualidade do ensino oferecido e tornar a etapa mais atraente.
Como assim mais atraente? Quem determinará o que é “mais atraente”?
Segundo o conselheiro Mozart Neves Ramos, o CNE recebeu várias sugestões de entidades da sociedade civil que foram incorporadas ao projeto. O texto final deve ser divulgado até o fim da semana.
Que bom! Pelo menos eles dizem que não sabem o que dizer. Tem que mudar, como mudar, bem isso a gente resolve depois.
Os principais pontos da proposta apresentada pelo MEC não foram alterados. Entre eles está o aumento da carga horária de 2,4 mil para 3 mil horas/ano e uma reforma organizacional do currículo. O atual modelo da grade curricular, dividido em 12 disciplinas tradicionais, será dividido em quatro eixos mais amplos (trabalho, ciência, tecnologia e cultura) para incentivar a interdisciplinaridade.
Como se alterações na nomenclatura fizesse a mágica acontecer! E a formação dos professores? As condições de trabalho?
“É importante agora implementar corretamente a proposta e trabalhar principalmente a formação do professor. É preciso que a universidade compreenda qual é a proposta e formar os professores para esse modelo”, apontou Neves.
Ou seja, a proposta está aí, agora nós formaremos os professores para executá-las! Diga-se que é uma proposta que nem sequer foi publicada! Será que essa galera conhece o país do qual falam? De qual universidade estão falando?
Hoje durante a tarde o CNE se reuniu com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) justamente para discutir a questão da formação.
Entendi! Haverá cursos de pós-graduação para todos os professores do ensino médio! Agora vai!
Outra mudança proposta pelo ministério é que os alunos tenham no mínimo 20% de disciplinas optativas dentro do currículo. Todas essas mudanças têm por objetivo tornar a escola mais atraente para o jovem. Pesquisas apontam que o atual modelo é considerado desinteressante, o que aumenta a evasão e diminui o tempo do brasileiro nos bancos escolares.
Mas e os brasileiros que não chegam ao ensino médio? E esta anomalia, esse crime contra a juventude, chamado ensino noturno? E a galera que abandona a escola para trabalhar? Engordar a renda da família?
Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, cabe à escola corresponder às expectativas do aluno e não o contrário. Segundo ele, o orçamento de 2010 destinará de R$ 50 milhões a R$ 100 milhões para a proposta. “A partir do momento que nós superamos o gargalo do vestibular tradicional [com a criação do novo Enem], destravamos um processo de diversificação do ensino médio que já ocorre em vários estados”, avaliou.
Quais expectativas dos alunos? De todos? De qualquer aluno? É o típico discurso genérico! Quem garante que o novo ENEM não será o novo gargalo?
As secretarias de educação deverão responder a um edital que será divulgado pelo MEC para inscrever propostas inovadoras que “serão potencializadas com apoio federal”, disse o ministro. A ideia, segundo Haddad, é que essas experiências sejam disseminadas na rede. Inicialmente, o MEC vai financiar a implantação de projetos em 100 escolas.
Quais mudanças? Temo que nem eles, os sábios, saibam.
Estou irritado com a notícia. Tratam a educação com recursos de palanque.
Como sempre o acerto é feito “por cima”. Os agentes maiores das mudanças, os professores como este que vos escreve, são os últimos a saber.
Haverá um “boom” de consultores, aqueles que conhecem todos os caminhos, prontos a vender seus dons e adivinhações.
Que precisamos mudar os rumos da escola, isso é fato! Que as famílias precisam retomar alguns valores basilares da sociedade, como ética, cidadania e solidariedade também é fato! Que precisamos educar nossos jovens para a participação política também é verdade! Como fazer? Quem tem as respostas? Não deveríamos construí-las em sociedade?
Por fim cada Secretaria Estadual, ou Conselho, deverá dizer o que nós, os professores, deveremos fazer.
Bem, abaixo o texto da Agência Brasil, intercalado com meus comentários, em vermelho, é claro!
Conselho Nacional de Educação aprova reforma curricular do ensino médio
Amanda Cieglinski - Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou hoje (30) a proposta de reforma curricular e organizacional do ensino médio que foi apresentada pelo Ministério da Educação (MEC) em maio. O projeto chamado “ensino médio inovador” irá apoiar iniciativas das secretarias estaduais de educação para melhorar a qualidade do ensino oferecido e tornar a etapa mais atraente.
Como assim mais atraente? Quem determinará o que é “mais atraente”?
Segundo o conselheiro Mozart Neves Ramos, o CNE recebeu várias sugestões de entidades da sociedade civil que foram incorporadas ao projeto. O texto final deve ser divulgado até o fim da semana.
Que bom! Pelo menos eles dizem que não sabem o que dizer. Tem que mudar, como mudar, bem isso a gente resolve depois.
Os principais pontos da proposta apresentada pelo MEC não foram alterados. Entre eles está o aumento da carga horária de 2,4 mil para 3 mil horas/ano e uma reforma organizacional do currículo. O atual modelo da grade curricular, dividido em 12 disciplinas tradicionais, será dividido em quatro eixos mais amplos (trabalho, ciência, tecnologia e cultura) para incentivar a interdisciplinaridade.
Como se alterações na nomenclatura fizesse a mágica acontecer! E a formação dos professores? As condições de trabalho?
“É importante agora implementar corretamente a proposta e trabalhar principalmente a formação do professor. É preciso que a universidade compreenda qual é a proposta e formar os professores para esse modelo”, apontou Neves.
Ou seja, a proposta está aí, agora nós formaremos os professores para executá-las! Diga-se que é uma proposta que nem sequer foi publicada! Será que essa galera conhece o país do qual falam? De qual universidade estão falando?
Hoje durante a tarde o CNE se reuniu com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) justamente para discutir a questão da formação.
Entendi! Haverá cursos de pós-graduação para todos os professores do ensino médio! Agora vai!
Outra mudança proposta pelo ministério é que os alunos tenham no mínimo 20% de disciplinas optativas dentro do currículo. Todas essas mudanças têm por objetivo tornar a escola mais atraente para o jovem. Pesquisas apontam que o atual modelo é considerado desinteressante, o que aumenta a evasão e diminui o tempo do brasileiro nos bancos escolares.
Mas e os brasileiros que não chegam ao ensino médio? E esta anomalia, esse crime contra a juventude, chamado ensino noturno? E a galera que abandona a escola para trabalhar? Engordar a renda da família?
Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, cabe à escola corresponder às expectativas do aluno e não o contrário. Segundo ele, o orçamento de 2010 destinará de R$ 50 milhões a R$ 100 milhões para a proposta. “A partir do momento que nós superamos o gargalo do vestibular tradicional [com a criação do novo Enem], destravamos um processo de diversificação do ensino médio que já ocorre em vários estados”, avaliou.
Quais expectativas dos alunos? De todos? De qualquer aluno? É o típico discurso genérico! Quem garante que o novo ENEM não será o novo gargalo?
As secretarias de educação deverão responder a um edital que será divulgado pelo MEC para inscrever propostas inovadoras que “serão potencializadas com apoio federal”, disse o ministro. A ideia, segundo Haddad, é que essas experiências sejam disseminadas na rede. Inicialmente, o MEC vai financiar a implantação de projetos em 100 escolas.
29.6.09
Golpe em Honduras, os fantasmas ameaçam voltar?
Creio que não, trata-se de um caso isolado. Devemos acompanhar com atenção as reações dos vizinhos, principalmente do Grande Irmão do Norte.
Vejam o que saiu na Agência Brasil:
Governo determina que embaixador brasileiro em Honduras fique no Brasil
Mylena Fiori Repórter da Agência Brasil
Brasília - O governo brasileiro determinou que o embaixador do Brasil em Honduras, Brian Michael Fraser Neele, não retorne àquele país ao final de suas férias em razão da crise política que culminou com a expulsão, ontem (28), do presidente José Manuel Zelaya, exilado na Costa Rica. O embaixador está agora no Brasil, sem prazo para voltar a Honduras.
Brasília - O governo brasileiro determinou que o embaixador do Brasil em Honduras, Brian Michael Fraser Neele, não retorne àquele país ao final de suas férias em razão da crise política que culminou com a expulsão, ontem (28), do presidente José Manuel Zelaya, exilado na Costa Rica. O embaixador está agora no Brasil, sem prazo para voltar a Honduras.
Para ler o restante da matéria clique aqui (não deixe de visitar os hiperlinks).
7.6.09
Mães da Sé - em busca da esperança
30.5.09
20.5.09
12.5.09
9.5.09
17.4.09
Eldorado dos Carajás: ainda a impunidade
O assassinato dos trabalhadores do campo e de suas lideranças continua ato de rotina Brasil adentro.
Claro que o Presidente Supremo, Gilmar Mendes, assim como outras autoridades da República, e a grande mídia não demonstram o mesmo assombro e a mesma pressa de justiça como quando se trata de um rico, ou a vítima é do lado dos latifundiários.
O Brasil segue sendo destaque no noticiário internacional por conta desses episódios e eles se repetem indefinidamente.
Ainda vivemos numa terra de pistolagem e, se a serviço dos poderosos, eles, os pistoleiros, podem dormir todos os dias com a certeza da impunidade. Sejam pistoleiros que fazem uso do "38" e das automáticas, seja pistoleiros sediados em confortaveis escritórios de lavagem de dinheiro, a turma do "colarinho branco".
A seguir transcrevo parte da matéria da Agência Brasil sobre o "aniversário" do massacre de Eldorado dos Carajás. Compensa uma visita ao artigo, com especial atenção ao menu lateral, com uma série de bons links sobre o tema.
Movimentos ainda cobram punição de agentes públicos pelo Massacre de Carajás
Marco Antonio Soalheiro Repórter da Agência Brasil
Brasília - Passados 13 anos, uma das ações policiais mais violentas registradas no meio rural ainda deixa seqüelas e sentimentos contrastantes para quem a vivenciou. Em 17 de abril de 1996, a Polícia Militar do Pará entrou em confronto com um grupo de 1.500 trabalhadores sem terra acampados no sul do estado. O objetivo era tirá-los do local e desobstruir a Rodovia PA-150, ocupada em um protesto do movimento contra a demora na desapropriação de terras para reforma agrária . Até hoje, ninguém foi efetivamente responsabilizado pela ação que resultou na morte de 19 militantes, centenas de feridos e que ficou conhecida como Massacre de Eldorado dos Carajás.
Dos 144 policiais que responderam a processos, 142 foram absolvidos e apenas dois condenados. Estes ainda estão em liberdade. São eles o coronel Mário Collares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira, condenados a mais de 100 anos de prisão. Um recurso está há alguns anos sob avaliação da ministra Laurita Vaz , do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Cerca de 90 policiais que participaram da ação foram, em setembro do ano passado, promovidos a cabo. O governador do estado à época, Almir Gabriel, o secretário de Segurança Pública, Paulo Sette Câmara, e o comandante-geral da Polícia Militar, Fabiano Lopes, não responderam judicialmente pela atuação policial. A ausência de responsabilização mais ampla gera o inconformismo dos movimentos sociais.
“Infelizmente, a impunidade tem sido a marca principal da atuação da Justiça em relação aos crimes no campo no estado do Pará. O Massacre de Carajás é um exemplo típico. Desde que foi instaurado o processo criminal, houve dificuldades impostas pelo Estado no sentido de fazer uma investigação como deveria, para individualizar responsabilidades e levar aos autos as provas necessárias para a condenação de todos aqueles que participaram do massacre”, criticou, em entrevista à Agência Brasil, o advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Pará, José Batista Afonso, que acompanhou a tramitação do caso na Justiça.
Brasília - Passados 13 anos, uma das ações policiais mais violentas registradas no meio rural ainda deixa seqüelas e sentimentos contrastantes para quem a vivenciou. Em 17 de abril de 1996, a Polícia Militar do Pará entrou em confronto com um grupo de 1.500 trabalhadores sem terra acampados no sul do estado. O objetivo era tirá-los do local e desobstruir a Rodovia PA-150, ocupada em um protesto do movimento contra a demora na desapropriação de terras para reforma agrária . Até hoje, ninguém foi efetivamente responsabilizado pela ação que resultou na morte de 19 militantes, centenas de feridos e que ficou conhecida como Massacre de Eldorado dos Carajás.
Dos 144 policiais que responderam a processos, 142 foram absolvidos e apenas dois condenados. Estes ainda estão em liberdade. São eles o coronel Mário Collares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira, condenados a mais de 100 anos de prisão. Um recurso está há alguns anos sob avaliação da ministra Laurita Vaz , do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Cerca de 90 policiais que participaram da ação foram, em setembro do ano passado, promovidos a cabo. O governador do estado à época, Almir Gabriel, o secretário de Segurança Pública, Paulo Sette Câmara, e o comandante-geral da Polícia Militar, Fabiano Lopes, não responderam judicialmente pela atuação policial. A ausência de responsabilização mais ampla gera o inconformismo dos movimentos sociais.
“Infelizmente, a impunidade tem sido a marca principal da atuação da Justiça em relação aos crimes no campo no estado do Pará. O Massacre de Carajás é um exemplo típico. Desde que foi instaurado o processo criminal, houve dificuldades impostas pelo Estado no sentido de fazer uma investigação como deveria, para individualizar responsabilidades e levar aos autos as provas necessárias para a condenação de todos aqueles que participaram do massacre”, criticou, em entrevista à Agência Brasil, o advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Pará, José Batista Afonso, que acompanhou a tramitação do caso na Justiça.
Clique aqui para ler o restante da matéria.
10.4.09
Parece que o novo ENEM virá...
A notícia abaixo foi publicada ontem na Agência Brasil.
Num primeiro olhar parece-me positiva, a unificação torna a vida do estudante mais fácil, ao mesmo tempo em que aproveita melhor as vagas das federais.
Tomara que a boa intenção se transforme em boa prática e diminua a tortura do vestibular, pelo menos para aqueles que almejam uma universidade federal.
Prova que vai substituir vestibular das universidade federais será aplicada em outubro
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que deverá fazer o papel de vestibular unificado para as universidades federais, já tem data marcada: 3 e 4 de outubro. O cronograma apresentado ontem (8) aos reitores das instituições prevê a divulgação dos resultados da prova objetiva em 2 de dezembro e da redação em 8 de janeiro de 2010. Pelos cálculos do Ministério da Educação (MEC), o novo exame deverá ter a participação de 4 a 5 milhões de estudantes, em vez dos atuais 3 milhões.
A partir da divulgação dos resultados, o aluno irá se inscrever em um sistema online a partir do número do CPF. O sistema que será semelhante ao usado na seleção de bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni). O estudante deverá escolher cinco opções de cursos, que podem ser em uma mesma universidade ou em instituições federais diferentes. A partir dessa inscrição, o candidato poderá monitorar diariamente como está a concorrência para os cursos escolhidos. Ele poderá alterar, a qualquer momento, a opção que pretende disputar.
“Na prática, o estudante concorre a todas as vagas das universidades federais. A partir do momento que ele percebe que suas chances são menores em um curso específico, ele pode migrar”, explicou o ministro da Educação, Fernando Haddad. Caso o estudante não seja selecionado para o curso que marcou como prioridade, ele pode ser aprovado para a sua segunda opção, de acordo com a sobra de vagas.
Segundo o ministro, esse sistema só poderá ser utilizado pelas universidades que adotarem o Enem como prova única de seleção. Ou seja, aquelas que quiserem aplicar uma segunda fase além do exame nacional não incluirão as suas vagas nesse sistema. “Se a primeira opção do aluno é um curso em que é exigida mais uma fase, ele poderá ser prejudicado, porque, se ele não passar na segunda fase, aquela vaga que ele marcou na segunda opção já terá sido preenchida”, disse.
Haddad ressaltou que os modelos de avaliação seriada adotados por algumas instituição, como a Universidade de Brasília (UnB), não ficam impedidos de existir com o sistema unificado. A universidade poderá reservar parte das vagas para essas formas de seleção, bem como para as políticas afirmativas de cotas. O sistema permitirá ainda que a instituição atribua pesos distintos às notas do aluno nas diferentes provas do Enem. O mecanismo já é usado por algumas seleções que dão maior peso ao resultado das provas da área de exatas, por exemplo, ao selecionar um aluno para o curso de engenharia.
O novo Enem será formado por quatro provas e uma redação que devem ser aplicadas em dois dias. A idéia é que sejam realizados testes de linguagens e códigos, matemática, ciências naturais e ciências humanas, cada um com 50 itens.
Um termo de referência com todos detalhes técnicos foi entregue ontem aos reitores que irão discutir nas universidades se vão aderir ao novo Enem como forma de seleção em substituição ao vestibular. De acordo com Haddad, o ministério ainda não contabilizou quantas instituições manifestaram esse interesse. Mas ele voltou a afirmar que a proposta tem sido bem aceita.
“As instituições têm toda a liberdade para não aderir, aderir como unificado ou aderir parcialmente. Acho que o debate amadureceu nos últimos anos ”, avaliou. Também já foi criado um comitê de governança que será responsável pela criação desse novo modelo de vestibular. Fazem parte do grupo as universidades federais, os secretários estaduais de Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem.
Ontem o ministro se reuniu com a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Maria Auxiliadora Seabra, para apresentar o novo modelo. Segundo ele, a proposta foi recebida com “satisfação” porque as mudanças pensadas para o ensino médio não podiam sair do papel, uma vez que a etapa era muito voltada ao atual modelo de vestibular. “Finalmente será possível fazer a reestruturação do ensino médio, que hoje é completamente subordinado a um processo [os vestibulares] de que eles [secretários de Educação] não participam”, afirmou.
Na próxima semana, Haddad se reunirá mais uma vez com os reitores das universidades federais para acompanhar a aceitação da proposta.
É esperar para ver, parece ser boa notícia para os estudantes do Ensino Médio.
11.3.09
7.3.09
Gravidez na adolescência: problema de saúde pública e de educação
A falta de educação pública de boa qualidade prejudica o país em diversos setores.
Perdemos o capital humano potencial aos caminhões, para pensarmos dentro dos marcos econômicos vigentes. Isso no atacado.
No varejo nossa estrutura educacional deixa milhares de jovens expostos ao risco da criminalidade e dos caminhos desajustados.
Por vezes a hipocrisia reinante deixa “buracos” espantosos.
Convivemos com uma verdadeira epidemia de gravidez na adolescência.
Crianças já emancipadas sexualmente, mas sem a maturidade suficiente para cuidar de outra criança.
A gravidez nestas jovens acarreta uma série de prejuízos, o maior deles é afastá-las da escolarização, embora de qualidade duvidosa, ainda representa saída e esperança dos muito pobres para alcançar coisa melhor na vida.
Não sei dizer com certeza de quem é a culpa. Podemos arriscar palpites: erotização precoce, ausência da família e falta de educação sexual.
A educação sexual e reprodutiva deveria ser uma disciplina à parte, com privilégios na grade curricular.
Não se trata de importar aqueles programas odiosos do Bush, o júnior, do tipo “mantenha-se virgem até o casamento”. Não estou falando de idiotices e nem da ilha da fantasia.
Devemos encarar esse problema e buscar soluções.
Se o problema é social ele deve pertencer a toda sociedade.
Só distribuir camisinha e contraceptivos é pouco, não resolveu o problema.
Precisamos de intervenção urgente, afinal é problema educacional e de saúde pública!
Vejam a matéria abaixo, do portal da Agência Brasil:
Gravidez na adolescência afasta jovens das salas de aula
Amanda Cieglinski - Repórter da Agência Brasil
Brasília - Nem a metade dos adolescentes de 15 a 17 anos está matriculada no ensino médio, etapa escolar indicada para essa faixa etária, e 18% estão fora da escola. O quadro pode ser ainda mais pessimista para as jovens. Quando cadernos e livros dão lugar às fraldas e mamadeira, boa parte das mães adolescentes acaba desistindo da escola.
Segundo informações do Ministério da Educação, um terço das jovens nessa faixa etária que estão fora da escola já é mãe.
Aos 19 anos, Juliana Rocha da Silva, é mãe de duas crianças. Ela parou de estudar aos 15 anos, quando ficou grávida pela primeira vez. Casou-se, mas acabou perdendo o bebê. Aos 16 anos, engravidou novamente, e nasceu Hugo. Logo depois, veio Danielle, hoje com um ano. De lá para cá, Juliana tentou voltar a estudar quatro vezes, mas acabou desistindo.
“Quando engravidei, eu enjoava. Depois, a barriga começou a aumentar e a ficar pesada e, para mim, era muito difícil ir à escola. Hoje quando eu penso em voltar, vêm outras dificuldades, porque não tem quem fique com as crianças”, conta Juliana.
Desde 1999, um projeto do Hospital Universitário de Brasília (HUB) oferece acompanhamento especial às adolescentes que já são mães. A coordenadora do programa, professora Marilúcia Picanço, que já atendeu mais de 800 meninas, destaca a vergonha e o cansaço como principais motivos apontados pelas jovens para abandonar a escola. Segundo a professora, 30% das adolescentes já estavam fora da escola antes de engravidar.
“Das que ainda estudavam, um percentual de 30% a 50% abandona os estudos. Elas dizem que sentem vergonha e cansaço. Algumas continuam a estudar, mas, quando chega mais perto do nascimento do bebê, param de ir à escola”, afirma a pesquisadora. E, quando já são mães, os cuidados com o bebê dificultam seu retorno à sala de aula.
De acordo com Marilúcia, as mães que conseguem retomar os estudos são aquelas que recebem apoio da família. Mas um colégio que seja adequado às necessidades da aluna também é importante para garantir o sucesso escolar.
“Eu já sinto que as escolas estão mudando, apoiando mais e discriminando menos, mas a família é essencial. Se a menina mora perto da escola, a mãe ou a sogra leva o bebê para ela amamentar. Mas, se estuda longe de casa, não tem como ficar com a criança dentro da sala de aula por quatro ou seis horas”, compara.
Juliana espera um dia conseguir terminar o ensino médio. Ela pretende voltar este ano para a escola. Como ela, 40% das jovens atendidas pelo projeto do HUB engravidam pela segunda vez nos dois anos seguinte após o parto.
“Sem estudo não dá para fazer nada na vida. Eu penso em chegar à faculdade, mas, se conseguir concluir pelo menos o ensino médio, para mim já é uma vitória”, afirma.
Fonte: Agência Brasil – disponível em http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/03/06/materia.2009-03-06.1966497764/view
Perdemos o capital humano potencial aos caminhões, para pensarmos dentro dos marcos econômicos vigentes. Isso no atacado.
No varejo nossa estrutura educacional deixa milhares de jovens expostos ao risco da criminalidade e dos caminhos desajustados.
Por vezes a hipocrisia reinante deixa “buracos” espantosos.
Convivemos com uma verdadeira epidemia de gravidez na adolescência.
Crianças já emancipadas sexualmente, mas sem a maturidade suficiente para cuidar de outra criança.
A gravidez nestas jovens acarreta uma série de prejuízos, o maior deles é afastá-las da escolarização, embora de qualidade duvidosa, ainda representa saída e esperança dos muito pobres para alcançar coisa melhor na vida.
Não sei dizer com certeza de quem é a culpa. Podemos arriscar palpites: erotização precoce, ausência da família e falta de educação sexual.
A educação sexual e reprodutiva deveria ser uma disciplina à parte, com privilégios na grade curricular.
Não se trata de importar aqueles programas odiosos do Bush, o júnior, do tipo “mantenha-se virgem até o casamento”. Não estou falando de idiotices e nem da ilha da fantasia.
Devemos encarar esse problema e buscar soluções.
Se o problema é social ele deve pertencer a toda sociedade.
Só distribuir camisinha e contraceptivos é pouco, não resolveu o problema.
Precisamos de intervenção urgente, afinal é problema educacional e de saúde pública!
Vejam a matéria abaixo, do portal da Agência Brasil:
Gravidez na adolescência afasta jovens das salas de aula
Amanda Cieglinski - Repórter da Agência Brasil
Brasília - Nem a metade dos adolescentes de 15 a 17 anos está matriculada no ensino médio, etapa escolar indicada para essa faixa etária, e 18% estão fora da escola. O quadro pode ser ainda mais pessimista para as jovens. Quando cadernos e livros dão lugar às fraldas e mamadeira, boa parte das mães adolescentes acaba desistindo da escola.
Segundo informações do Ministério da Educação, um terço das jovens nessa faixa etária que estão fora da escola já é mãe.
Aos 19 anos, Juliana Rocha da Silva, é mãe de duas crianças. Ela parou de estudar aos 15 anos, quando ficou grávida pela primeira vez. Casou-se, mas acabou perdendo o bebê. Aos 16 anos, engravidou novamente, e nasceu Hugo. Logo depois, veio Danielle, hoje com um ano. De lá para cá, Juliana tentou voltar a estudar quatro vezes, mas acabou desistindo.
“Quando engravidei, eu enjoava. Depois, a barriga começou a aumentar e a ficar pesada e, para mim, era muito difícil ir à escola. Hoje quando eu penso em voltar, vêm outras dificuldades, porque não tem quem fique com as crianças”, conta Juliana.
Desde 1999, um projeto do Hospital Universitário de Brasília (HUB) oferece acompanhamento especial às adolescentes que já são mães. A coordenadora do programa, professora Marilúcia Picanço, que já atendeu mais de 800 meninas, destaca a vergonha e o cansaço como principais motivos apontados pelas jovens para abandonar a escola. Segundo a professora, 30% das adolescentes já estavam fora da escola antes de engravidar.
“Das que ainda estudavam, um percentual de 30% a 50% abandona os estudos. Elas dizem que sentem vergonha e cansaço. Algumas continuam a estudar, mas, quando chega mais perto do nascimento do bebê, param de ir à escola”, afirma a pesquisadora. E, quando já são mães, os cuidados com o bebê dificultam seu retorno à sala de aula.
De acordo com Marilúcia, as mães que conseguem retomar os estudos são aquelas que recebem apoio da família. Mas um colégio que seja adequado às necessidades da aluna também é importante para garantir o sucesso escolar.
“Eu já sinto que as escolas estão mudando, apoiando mais e discriminando menos, mas a família é essencial. Se a menina mora perto da escola, a mãe ou a sogra leva o bebê para ela amamentar. Mas, se estuda longe de casa, não tem como ficar com a criança dentro da sala de aula por quatro ou seis horas”, compara.
Juliana espera um dia conseguir terminar o ensino médio. Ela pretende voltar este ano para a escola. Como ela, 40% das jovens atendidas pelo projeto do HUB engravidam pela segunda vez nos dois anos seguinte após o parto.
“Sem estudo não dá para fazer nada na vida. Eu penso em chegar à faculdade, mas, se conseguir concluir pelo menos o ensino médio, para mim já é uma vitória”, afirma.
Fonte: Agência Brasil – disponível em http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/03/06/materia.2009-03-06.1966497764/view
11.2.09
Nação Palmares
O documentário Nação Palmares é uma obra interativa. Está disponível no portal de "Grandes Reportagens" da Agência Brasil.
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