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14.12.23

Dilma: de presidenta injustiçada à presidência do banco dos BRICS

Parabéns, Dilma

Dilma foi muito injustiçada, inclusive por setores da esquerda.
Mulher brilhante, com uma história de lutas irretocável.

Hoje preside o banco dos BRICS e foi escolhida como a melhor economista do ano!
Que tenha forças pra lutar por muito tempo ainda!

Viva Dilma!

Vejam o vídeo no link, no qual ela dá uma resposta bem bacana pra uma "lacradora" de redes sociais


27.7.22

Dilma é uma pessoa decente

Nesta semana Dilma tem sido bombardeada pela mídia a respeito de falta de habilidade política no trato com Michel Temer, o grande articulador do golpe do impeachment que a tirou da Presidência da República.


Foto de Valter Campanato/Agência Brasil

Algumas pessoas, que eu respeito, mas divirjo, alegam que lhe faltou “inteligência” para contornar a crise instada pelo Aécio Neves e patrocinada pelo presidente do Congresso deputado Eduardo Cunha.

Vamos por partes:

1 – Ela cometeu alguns erros, a meu ver, na condução da política econômica. Isso aconteceu por muitas concessões feitas ao “Centrão” em nome da governabilidade, essa praga existente no nosso sistema que permite um “presidencialismo de coalizão”.

2 – Chegou a uma situação que fazer concessões desfiguraria completamente o seu governo, no caso o apoio ao Eduardo Cunha. Ela resolver não pagar esse preço.

3 – O Congresso apostou nas “pautas bombas” (caso não lembre é só clicar aqui), o que inviabilizaria o governo.

4 – Faltou uma articulação política mais atuante, como o Lula por exemplo, mas quando se optou por esse recurso o destino da Presidenta já estava traçado.

5 – Michel Temer, vice-presidente na chapa de Dilma, atuou firmemente na traição ao programa de governo que ele havia assinado.

6 – O antipetismo militante da mídia empresarial atuou firme, sem dar um minuto de descanso para Dilma e o PT.

Penso que a descrição acima seja um breve resumo do caminho do impeachment de Dilma Rousseff.

Agora fica aqui um desafio: em que parte da nossa Constituição está previsto a destituição de uma autoridade por falta de habilidade?

Não seria o caso de se esperar o fim do mandato e na eleição mandá-la para casa cuidar do neto?

Outros presidentes cometeram o mesmo alegado crime: “pedaladas fiscais” – clique aqui para refrescar a memória – e nada aconteceu. Terá sido então reflexo do machismo estrutural presente na nossa sociedade.

O resultado do golpe jurídico-parlamentar está aí, é só abrir a janela e a consciência e observar o que está acontecendo a sua volta.

O golpe de 2016, sacramentado pela eleição de 2018, nos levou de volta ao mapa da fome, recordes de desemprego, falta de vacina e medicamentos etc.

As tais acusações da mídia e de parte dos companheiros progressistas são infundadas. Dilma apenas reagiu a um notório traidor, um indivíduo que terá como destino a lata de lixo da história.

29.9.14

PORQUE APOIAMOS DILMA ROUSSEFF


Professores com Dilma

Os professores que subscrevemos esta carta viemos a público com o propósito de declarar nosso apoio à campanha pela reeleição de Dilma Rousseff à Presidência da República. Para além desse motivo mais imediato, subscrevemos esta carta também em defesa da liberdade de informação, da liberdade de opinião e, por consequência, em defesa do acesso a uma educação crítica, madura e, evidentemente, politizada.

Se é verdade que o governo Dilma, dando continuidade ao governo Lula, não enfrentou o grande capital com a voracidade sonhada por outros grupos de esquerda, também não é honesto negar que, de modo inédito na História do Brasil, as gestões do PT conseguiram implementar avanços sociais inquestionáveis.

Nesse sentido, a própria resposta raivosa dos setores mais tacanhos de nosso pensamento conservador já é por si um indicador irrefutável do abalo nas estruturas de privilégio, tão arraigadas em nossa sociedade.

A visão mesquinha e repugnante daqueles que defendem vivermos hoje uma “Ditadura das Minorias”, avessos ao contato com “gente diferenciada”, demonstra de modo incontestável que o ódio irracional dos setores mais à vontade com a tradicional exclusão e o atraso resulta do aumento da igualdade e das conquistas sociais promovidas pelo governo. Num país desigual como o nosso, os que se consideram parte da elite, em sua maioria, não foram suficientemente educados para viver em um Brasil onde o outro também deve ter direitos.

Para quem quer o Brasil da desigualdade, é inadmissível que o aumento do poder de compra do salário mínimo tenha amenizado as distâncias no acesso a bens, serviços e espaços sociais – e os tão falados aeroportos tenham se transformado em ambientes muito mais democráticos e representativos de nossa população.

Para quem quer o Brasil do atraso, é inaceitável que o Poder Executivo esteja nas mãos de um grupo que busca reverter os efeitos do racismo institucional. Os abastados deste país, que muitas vezes fingem reconhecer a igualdade genética entre os povos, não se sentem representados por um grupo político que assume os séculos de omissão do Estado como única explicação para que pretos e pardos sejam maioria entre as vítimas da violência, mas minoria nas festas de formatura – compreensão que foi fundamental para o implemento da política de cotas em concursos públicos.

Para quem quer o Brasil da intolerância, é inconcebível que a Presidenta da República defenda abertamente a criminalização da homofobia. Em seu egoísmo, esse grupo não aceita que o poder público insista na retomada de projetos educacionais voltados para a formação de cidadãos e cidadãs com mais preparo para conviver com as diferenças, caso do projeto “Escola sem homofobia”. Os chamados “defensores da família”, que tratam os sentimentos de amor e fraternidade como inferiores aos dogmas cegamente defendidos por grupos fundamentalistas, chegam a levantar-se contra a candidatura de Dilma Rousseff justamente porque seu governo apresentou manifestações de respeito a outras crenças, a outros modos de viver, a outros modos de amar.

Nesta conjuntura de enfrentamento, devemos lembrar ainda que a frequente postura de recusa ao diálogo por parte dos grupos mais reacionários, bem como as manifestações de ódio a tudo que lembre a cor vermelha e seu significado político, não nasceu naturalmente em cada eleitor. Não bastasse nossa longa ditadura militar ter construído meticulosamente o estigma de “subversivo” e “desordeiro” a qualquer pensamento alinhado à democracia, temos hoje um forte aparato midiático voltado para reforçar o estereótipo negativo que se pretende atribuir aos que clamam por mais igualdade de condições e de direitos.

Em favor de seus interesses, a chamada “grande mídia” mostra-se assustadoramente distante do desempenho de seu papel republicano, que seria esclarecer a população sobre a importância do avanço no acesso a direitos. Além disso, escondidos sob uma aparente neutralidade, esses grandes grupos midiáticos não hesitam em divulgar apressadamente toda e qualquer notícia ou boato que possa ter impacto negativo sobre o atual governo federal e, ao mesmo tempo, mantêm-se estranhamente evasivos ou nulos na apuração de episódios que envolvem o Governo do Estado de São Paulo, ocupado há mais de 20 anos por um grupo que defende os interesses neoliberais da classe dominante.

Para a educação do povo brasileiro, o efeito dessa parcialidade é, obviamente, desastroso. Ou alguém duvida de que o resultado das eleições em São Paulo seria outro se houvesse um efetivo esforço para o esclarecimento sobre quem são os responsáveis pelo esquema de corrupção no metrô, pela crise de abastecimento de água ou pelo sucateamento da educação pública paulista?

Fica evidente que, submetidos aos apelos da grande mídia, mesmo entre aqueles que se beneficiam de políticas implementadas pelos governos Lula e Dilma, há os que vêm optando, muitas vezes sem perceber, por candidaturas que representam um retrocesso político e social no Brasil. Como explicar que vários beneficiários de programas como o PROUNI ou o PRONATEC prefiram os arautos da política que conduziu o país, na década de 90, ao desemprego? Como explicar que muitos dos pequenos e médios empresários, beneficiados pela política de fortalecimento do mercado interno, levantem-se com unhas e dentes contra o atual governo? Via de regra, esses eleitores ecoam o discurso das seis famílias que, no Brasil, comandam as grandes mídias jornalísticas e defendem os interesses do dito “mercado”, para quem o bem-estar social jamais será mais importante que o lucro das grandes corporações.

Por fim, não podemos nos esquecer de que, neste cenário de luta e transformação, um dos contragolpes desferidos pelo conservadorismo tem justamente os professores progressistas como alvo. Sob o lema “escola sem partido”, toma-se partido em favor da velha política, para a qual as veleidades do mercado financeiro estão acima do respeito à vida, do combate à miséria e de qualquer valor humanitário. Como se não bastasse a hegemonia que esse discurso encontra nos grandes meios de comunicação, tenta-se calar os pequenos focos que possam levantar a dúvida e a reflexão, condições necessárias para, independentemente da direção adotada, tomar-se uma posição madura e consciente. Dessa maneira, declarar nosso voto em

Dilma é ainda um modo de combater a despolitização da docência, o cerceamento da reflexão, a censura ao questionamento. Mas não só isso: declarar nosso voto e os motivos que nos levam a ele é ainda nossa pequena contribuição na luta por um Brasil mais justo, mais igualitário, mais democrático e com mais acesso à educação. A caminhada é longa, mas estamos trilhando os primeiros passos.

É por isso que votamos Dilma.

Fonte: Professores com Dilma 2014

26.1.12

Presidenta Dilma se solidariza com vítimas do Rio de Janeiro

Hoje no Blog do Planalto foi publicada a seguinte nota:

Presidenta Dilma manifesta solidariedade às vítimas de desabamento no Rio

A presidenta Dilma Rousseff manifestou solidariedade à população do Rio de Janeiro e aos familiares das vítimas do desabamento de três prédios do centro da capital fluminense. Em Porto Alegre, a presidenta afirmou que está em contato com o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes.
“Eu tenho certeza que a população gaúcha se une a mim para se solidarizar com a população carioca. Eu acompanhei no dia de hoje com o prefeito Eduardo Paes e o governador Sérgio Cabral todo o esforço que o município e o estado estão fazendo e transmiti a eles meus sentimentos e a esperança de que as pessoas sejam encontradas com vida.”
Seria muito pedir à presidenta que ele fizesse algo semelhante com relação a desocupação do Pinheirinho em SJC? 
Uma ação ilegítima dos jagunços PMs, autorizada por juízes mentecaptos e comandados pelo fascista que governa o Estado, não foi condenada como deveria! 
Isso significa apoio? É concordância ou omissão?
Pobres perderam suas moradias e seus pertences, foram agredidos e humilhados por homens armados.
Nenhuma palavra da presidenta Dilma! Isso me decepciona muito!

30.10.10

Dilma 13!

Vou repetir o voto do 1º turno: Dilma!
Como escreveram no twitter outro dia: Dilma não é a candidata dos meus sonhos, mas Serra é o maior dos meus pesadelos!
A edição da revista Istoé que está nas bancas nos apresenta um comparação entre os governos do FHC e do Lula.
Embora reconheça enormes deficiências no atual governo, a comparação é uma goleada de Lula sobre FHC. Então, na minha forma de ver, votar em Dilma é sepultar definitivamente o discurso neoliberal que conduziu o governo FHC e a presença do PSDB e do DEM no cenário político Nacional.
Ao mesmo tempo significa derrotar a direita raivosa, presente nas igrejas, tanto católica quanto evangélica, e em "coisas" como a TFP, Monarquistas e outras anomalias anacrônicas que vimos colocar as manguinhas de fora durante a campanha.
Além dessas forças, votar em Dilma significa derrotar também o PIG - Partido da Imprensa Golpista - ativo como nunca na manipulação e invenções de crises nesta campanha.
Por isso meu voto vai para Dilma! O da minha esposa também.  Meu filho Jaime, com 10 anos, disse que também votaria em Dilma, por que ela é "idealista" e de esquerda e o Serra é um capitalista que só pensa em privatização e lucro.
Bom Dilma para todos!
Abaixo, alguns inforgráficos que copiei da Istoé, edição nº 2138 (clique sobre eles para ampliá-los):

5.10.10

Qual o problema com a candidatura do Tiririca?

Levei essa questão outro dia ao twitter. Muitas pessoas estavam revoltadas com a candidatura do palhaço.
Do ponto de vista legal e do jogo democrático ele tem todo o direito de se candidatar. Eu não votaria nele nunca, assim como não votaria em José Serra, Alckmin, Ana Paula Junqueira ou Maguila.
A razão é simples: não me sinto representado por nenhum deles!
O problema é que mais de 1.300.000 paulistas sentem-se representados pelo Tiririca, assim como 11.500.000 desejam que Alckmin governe São Paulo, dentre os quais eu não me incluo. Então vamos combinar: ou aceitamos e participamos do jogo ou ficamos fora dele. Não vale elogiar a democracia só quando o resultado nos agrada.
Ou será que alguns querem o retorno do voto censitário, quando só os “bons” opinavam?
O grande problema que vivemos neste processo é a despolitização do processo. A mídia não abriu espaço para discussão dos projetos, apenas lançou denuncias ao léu!
Por outro lado o PT e os seus aliados não responderam politicamente aos ataques, ancorados na vantagem que as pesquisas demonstravam. Erraram!
Também não se mobilizaram para responder adequadamente e politicamente aos ataques dos setores reacionários das igrejas, tanto a católica quanto a evangélica. Na minha modesta e inútil opinião nesse item ela perdeu mais do que 3% dos votos.
Aqui em São Paulo Mercadante seguiu o mesmo caminho. Agarrou-se a alguns slogans de gosto popular, como a tal “aprovação automática” e deixou o debate político de lado.
Espero que a campanha de Dilma não repita os mesmos erros no 2º turno. Poderá custar-lhe caro e também ao país, não escaparemos da bancarrota com mais 4 anos de tucanos na condução do Brasil.
Terá que ser ágil em responder às questões indigestas, como o aborto por exemplo. Mas fazê-lo do ponto de vista política e não dizer que o Serra também é. Não! É um direito da mulher, a sua criminalização é responsável por inúmeras mortes por ano além de enorme prejuízo aos cofres públicos.
As igrejas teem todo o direito de expressar sua opinião sobre este e outros fatos, mas o Estado e as políticas públicas não podem ser reféns desta ou daquela religião e muito menos o PT e sua candidata podem aceitar as ofensas e mentiras que padres, bispos, pastores e outros idiotas do mesmo porte tem publicado. Que paguem pelas suas mentiras de acordo com a lei!
Também não dá para assistir a truculência da mídia e não tomar nenhuma medida, dentro do jogo legal, contra os latifundiários da informação. Querem se apoderar das mentes das pessoas, vendendo a ideia de que a opinião publicada é a mesma que opinião pública. Não é!
Para isso a coordenação da campanha tem que atuar de maneira bem afinada com a blogosfera, lançando mão dos blogs sujos para difundir informações e também desmentir, com agilidade, as mentiras lançadas pela mídia ou pelos meliantes, que infestam a rede a soldo de determinados sujeitos políticos.
Sem essa prontidão a candidatura de Dilma corre o risco de ser derrotada e aí pobre do nosso país e pobres de nós!

14.8.10

Meu voto para presidente está decidido: Dilma Roussef!


Mais uma vez a mídia apela! Não entendo! Lula não os incomodou em nada! As concessões continuam sendo renovadas automaticamente, não tocou em nenhum dos seus privilégios e nem sequer  fez cumprir a Constituição, que exige das TVs abertas ações educativas e entretenimento saudável.

Ainda assim lá está a Rede Globo capitaneando as baixarias. Desta vez usou a Revista Época, com uma capa extremamente mesquinha.

Mentirosa? Claro que não, a própria Dilma, toda vez que é perguntada, não cansa de reafirmar o orgulho de ter tido a coragem de pegar em armas para lutar contra a ditadura que, diga-se de passagem, era apoiada e apoiou a Rede Globo.

A matéria não traz novidades. Pelo menos o que está no site da revista, aparenta não apresentar mentiras, mas – e sempre que tratamos do PIG* tem o “mas” – apresenta questões capciosas, como um Box com o título “Dúvidas sobre o passado”.(clique aqui e veja o que está liberado na Internet)

A própria capa da revista é de uma torpeza sem tamanho. A não ser que eu seja uma autêntica besta quadrada, sempre entendi que Dilma não foge deste assunto e nem apresenta arrependimento pelo que fez. Ao contrário, demonstra orgulho de suas ações, das de seus companheiros de luta, inclusive daqueles que tombaram, enquanto os “Marinho”  e suas Organizações Globo lustravam as botas dos generais!

Claro que ela exige que se coloque a questão no contexto. Dilma e todos os demais que participaram da luta armada no Brasil – concordemos ou não com suas ações – merecem nosso mais profundo respeito, pois tiveram a coragem de oferecer a sua vida por uma causa.

A capa da Revista Época ajudou a me decidir nestas eleições. Meu voto para presidente será de Dilma Roussef, a guerrilheira!

26.8.09

Dilma x Lina: mais uma crise fabricada

No Terra Magazine entrevista com Everardo Maciel, secretário da Receita durante o governo FHC, portanto longe de ser petista, coloca lenha na fogueira sobre a crise da hora.
Bob Fernandes, aquele jornalista que toda vez que leio convence-me de que como foi acertada a minha decisão de não fazer jornalismo - perto dele seria muito medíocre - oferece lição de correção na entrevista.
(...) Dito isso, vamos ao que, sem meias palavras, afirma Everardo Maciel sobre os rumorosíssimos casos da dita "manobra contábil" da Petrobras - que desaguou numa CPI -, da suposta conversa entre a Ministra Dilma Rousseff e a ex-Secretaria da Receita Lina Vieira e da alardeada "pressão de grandes contribuintes", fator que explicaria a queda na arrecadação:
- Não passam de factóides. Não passam de uma farsa.
Sobre a suposta manobra contábil que ganhou asas e virou fato quase inquestionável, diz o ex-Secretário da Receita Federal de FHC:
-É farsa, factóide... a Petrobras tem ABSOLUTO DIREITO (NR: Destaque a pedido do entrevistado) de escolher o regime de caixa ou de competência para variações cambiais, por sua própria natureza imprevisível, em qualquer época do ano. É bom lembrar que a opção pelo regime de caixa ou de competência não repercute sobre o valor do imposto a pagar, mas, sim, a data do pagamento. Essas coisas todas são demasiado elementares.
Clique aqui para ler a matéria na íntegra.
Melhor ainda, o Terra Magazine dá voz ao outro lado. Ouviu também o arquiteto das denuncias, o senador do DEM/RN, Agripino Maia:
O líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), rebate a entrevista dada a Terra Magazine pelo ex-secretário da Receita, Everardo Maciel, que permaneceu no cargo durante o governo FHC. O parlamentar admite que Maciel é próximo a seu partido e estranha as declarações do ex-secretário, que chamou de "farsa e factóide" as acusações feitas contra a Petrobras e a ministra Dilma Rousseff.
Sobre o suposto encontro entre a também ex-secretária da Receita, Lina Vieira, e a ministra Dilma, o líder do DEM ataca avaliação de Maciel:
- É a opinião dele, que é técnica. A opinião dele é técnica e não abrange a conotação política que o Brasil todo está interessado em esclarecer. (...) Não se trata de uma avaliação técnica, mas política que deve ser feita no campo político e por políticos.
Clique aqui para ler toda a entrevista.

25.4.09

A Folha de S. Paulo aderiu ao padrão Veja de contar a sua "verdade"

Recentemente a Folha de S.Paulo reproduziu uma ficha da ministra Dilma como se fosse um documento do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) - temido órgão da repressão que muito atuou na Ditadura Militar.
Soube-se depois que o documento não era verdadeiro.
O jornal teve uma atitude sensata, mas, como no epsiódio da "ditabranda", não reconheceu o erro por completo. Leiam o trecho de matéria da Folha de hoje sobre o acontecido:

"Autenticidade de ficha de Dilma não é provada
Folha tratou como autêntico documento, recebido por e-mail, com lista de ações armadas atribuídas à ministra da Casa Civil

Reportagem reconstituiu participação de Dilma em atos do grupo terrorista VAR-Palmares, que lutou contra a ditadura militar

DA SUCURSAL DO RIO

A Folha cometeu dois erros na edição do dia 5 de abril, ao publicar a reprodução de uma ficha criminal relatando a participação da hoje ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no planejamento ou na execução de ações armadas contra a ditadura militar (1964-85).
O primeiro erro foi afirmar na Primeira Página que a origem da ficha era o "arquivo [do] Dops". Na verdade, o jornal recebeu a imagem por e-mail. O segundo erro foi tratar como autêntica uma ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada -bem como não pode ser descartada.
A ficha datilografada em papel em tom amarelo foi publicada na íntegra na página A10 e em parte na Primeira Página, acompanhada de texto intitulado "Grupo de Dilma planejou sequestro de Delfim Netto". "
Quer dizer: não temos prova de que seja verdadeira, mas também não temos prova de que seja falsa.
Então publique-se assim mesmo e danem-se os fatos e os leitores!
O descaramento não tem limite!