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18.9.10

Repórter de Veja denunciado à Polícia Federal

Essa notícia foi publicada em primeira mão no Blog do Len, alguma coisa aconteceu e ele saiu do ar, corri para copiar do Blog do Saraiva:

Bomba! Onésimo denuncia Policarpo da VEJA em depoimento à Polícia Federal

Notícia quente de fonte mais quente ainda. A coisa está prestes a feder para um jornalista da Veja.
Segundo a fonte, o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza, deu depoimento à Polícia Federal que desdiz a alegação que teria sido convidado a participar de um grupo de inteligência da campanha de Dilma Rousseff. Quando perguntado sobre afirmações anteriores respondeu que “ouviu errado”.
Segundo Onésimo, quem inventou toda a história de grupo de espionagem da campanha de Dilma foi o jornalista Policarpo Junior, da revista Veja. Onésimo acusa o jornalista ainda de estar de posse de documentos que foram roubados no comitê de Dilma, o tornando responsável no mínimo de receptação de produto de furto. Policarpo poderá ser processado segundo o agente da Polícia Federal que informou a nossa fonte.
Onésimo, que depois de aposentado se tornou da membro equipe de espionagem chefiada pelo Marcelo Itagiba que José Serra montou no Ministério da Saúde, revelou que depois brigou com o grupo, porém ainda possui as gravações ilegais que fez a mando do grupo de espionagem montado por Serra. Segundo Onésimo, o grupo investigou a vida de todo mundo, desde adversários até aliados.
O depoimento de Onésimo à Polícia Federal corre em segredo de justiça, portanto não temos link para apontar para o depoimento, mas podemos afirmar que a fonte é quente e depois que vazar essa informação, a PF não vai mais conseguir segurar a informação.
Em breve, muito em breve, essa bomba vai estourar no colo do Serra e do jornalismo criminoso da revista Veja. O jantar entre Policarpo e Onésimo noticiado pelo Conversa Afiada na semana passada era um acerto de contas entre os dois. Policarpo está tremendo na base e querendo saber do teor do depoimento de Onésimo.
Se nós conseguirmos a cópia do documento nós publicamos aqui.

Do Blog do LEN (Coeditor do Terra Brasilis)

25.5.08

Capas das semanais

As capas das revistas semanais:



A CartaCapital coloca o temido dragão da inflação na capa, mas pasmem, o dragão ataca o mundo e não apenas nossas terras.
Destaque para a matéria "Caserna reformada", tratando do plano de reforma das Forças Armadas.

A Revista Época continua melhorando, embora pertença à Globo. A edição de aniversário parece interessante. Pena que apresenta o Bill Gates falando de educação.


Se essa capa fosse um trabalho de algum aluno meu já receberia zero só por chamar a Amazônia de pulmão do planeta! Tirando essa bobagem a matéria merece ser lida. A vantagem desta revista é a de oferecer seu conteúdo online.

Do ponto de vista da manipulação a capa de Veja causa estranheza: nenhuma denúncia contra o Governo federal e nenhuma grosseria. Serão novos ventos que sopram a partir da editora?

25.4.08

O caso Veja – mais um capítulo

Luis Nassif continua sua saga. Artigo após artigo desmonta a forma da revista Veja e dos seus articulistas de aluguel operar.
Abaixo uma pequena amostra do novo texto, intitulado “As relações incestuosas na mídia”:

O que interessa, neste capítulo, é a explicitação das relações de Mainardi com Janaína, e de ambos com Daniel Dantas.
Vamos entender melhor quem é a parceira de Mainardi nesse jogo.
No seu blog, Janaína Leite se apresenta como “consultora”. Não há nenhuma indicação sobre quem são seus clientes. No seu período na "Folha" atuou em uma série de matérias francamente suspeitas, conforme se demonstrará a seguir. Todas elas seguiam a mesma linha de denúncias utilizada por Mainardi quando trata do tema telefonia.
Vamos à análise de quatro casos.

Para ler o texto na íntegra basta clicar aqui.

4.3.08

Luis Nassif x Veja

A série de matérias do Luis Nassif sobre o péssimo jornalismo (?) praticado por Veja continua. Para ter acesso a todos os texto é só clicar no link abaixo:
http://luis.nassif.googlepages.com/home

13.2.08

Luis Nassif desvenda o fenômeno Veja – III

Nassif continua sua saga, pronto a demonstrar de forma clara, sem deixar dúvida alguma, o tipo de jornalismo asqueroso praticado pela revista Veja.

No décimo capítulo da série sobre a Veja, relato a segunda tentativa de "assassinato de reputação" perpetrada pela revista, depois do advento da era Dantas. Desta vez o alvo foi o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Edson Vidigal (clique aqui). Repare como a reportagem anunciou que Vidigal seria julgado pelo Conselho Nacional de Justiça. E, dias depois, de fato houve uma denúncia mas... tomando por base a própria reportagem - uma armação óbvia.

Para ter acesso aos “capítulos” é só clicar aqui.

8.2.08

Luis Nassif desvenda o fenômeno Veja – II

O jornalista Luis Nassif continua sistematizando as denúncias contra o jornalismo praticado pela Revista Veja.
Clique aqui e tenha acesso aos primeiros capítulos desta saga, vale a pena ler com muita atenção!
Neste arquivo você encontrará:

Os momentos de catarse e a mídia
A mudança de comando
A guerra das cervejas
O caso André Esteves
O caso COC
Primeiros ataques a Dantas
Assassinatos de reputação

Caso queira acessar o blog Luis Nassif Online é só clicar aqui.

30.1.08

Luis Nassif desvenda o fenômeno Veja

Todos os leitores deste humilde blog conhecem a admiração e o respeito que tenho por Luis Nassif. Ele nos brinda agora com uma série de análise decifrando para nós, leigos e não iniciados na arte da manipulação, como a revista Veja chegou ao atual estágio de degradação jornalística. Ela só consegue manter-se entre as maiores publicações do país em razão da baixa qualificação intelectual da nossa classe média, suspeito eu que é a mesma turma que garante audiência para os tais BBB.
Leiam o texto que reproduzo abaixo e não deixem de clicar no link final, com paciência para fazer a leitura completa.


O fenômeno Veja
http://www.projetobr.com.br/blog/5.html

Recentemente, estimulei uma competição com um blogueiro da revista – contratado especificamente para atacar os adversários de Veja. Havia duas razões relevantes para tanto.
Primeiro, para demonstrar que, com a Internet, cessou o predomínio das grandes publicações. É possível, mesmo sem ter um grande órgão da imprensa tradicional por trás, mobilizar pessoas para esse trabalho cooperativo, de disseminar informações. É o verdadeiro trabalho em rede, no qual – graças à Internet – cada pessoa dá sua colaboração, pegando as informações e levando para seus círculos de conhecidos.
Segundo, para que essa rede, formada nesse período, ajude a dar visibilidade a essas reportagens que passo a publicar.
Não será um desafio fácil. Estaremos enfrentando o esquema mais barra-pesada que apareceu na imprensa brasileira nas últimas décadas. E montado em cima de um tanque de guerra: uma publicação com mais de um milhão de exemplares.
Tenho convicção de que a força do jornalismo e do trabalho em rede permitirão decifrar o enigma Veja. Para tanto, conto com a mobilização de todos vocês. Não se trata mais de um mero exercício esportivo de aquecer uma eleição de Blog. Trata-se, agora, de uma questão nacional que, tenho certeza, ajudará a reabilitar o exercício do jornalismo, mesmo na grande imprensa.

O macartismo e o jornalismo de negócios
O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico.
Para entender o que se passou com a revista nesse período, é necessário juntar um conjunto de peças.
O primeiro, são as mudanças estruturais que a mídia vem atravessando em todo mundo.
O segundo, a maneira como esses processos se refletiram na crise política brasileira e nas grandes disputas empresariais, a partir do advento dos banqueiros de negócio que sobem à cena política e econômica na última década.
O terceiro, as características específicas da revista Veja, e as mudanças pelas quais passou nos últimos anos.
A partir de agora, e nos próximos dias, publicarei, em capítulos, a história que tenta explicar esse fenômeno de anti-jornalismo.
No capítulo 1 – "Os Momentos de Catarse e a Mídia" – analisam-se as pré-condições que abriram espaço para o estilo que tomou conta da revista nos últimos anos.
No capítulo 2 – "A Mudança de Comando", o que significou a ascensão de Eurípides Alcântara e Mário Sabino ao comando da revista de maior circulação do país. Clique aqui.
O endereço para acessar as matérias é
http://luis.nassif.googlepages.com/home. Ou clicando
aqui.
A partir dessa página se terá acesso aos capítulos que serão publicados.

20.1.08

As capas das semanais

A maior parte da grande mídia brasileira parece satisfeita com os rumos da economia, só não suporta o sapo-barbudo.
A julgar pelas capas das semanais, exceção feita à CartaCapital, todas as outras parecem felizes e satisfeitas com nosso capitalismo e suas particularidades, como por exemplo o fato de não precisar gastar do próprio para ter uma grande empresa. Ou ainda, como em diversos casos desde outros governos, sem risco, pois quando o gestor quebra a empresa o governo, com o dinheiro dos contribuintos socorro o inepto.
Vamos às capas:








29.11.07

Por que não leio Veja

Reproduzo abaixo a íntegra de um texto do Mino Carta publicado no seu blog hoje:

Respondo ao companheiro de navegação Henrique Vianna. Nada sei a respeito de entrevista de Saulo Ramos à Veja, publicação que não leio. Aliás, cuido de não ler, em benefício da zona miasmática situada entre o fígado e a alma. Aproveito a oportunidade que você me oferece, para esclarecer minhas razões: a Veja, que se apresenta como uma das maiores do mundo por causa de sua tiragem, de fato alentada, é uma da provas da indigência mental da chamada classe média nativa. Sem falar dos abastados. Estão aí os leitores de cabresto, incapazes de perceber o péssimo jornalismo praticado pela revista da Abril, de um reacionarismo ignóbil, facciosa além da conta e extraordinariamente mal escrita. Somos uma nação desimportante, a despeito das incríveis potencialidades da terra, exatamente por causa desta pretensa elite, que repete o besteirol da Veja, da Globo e dos jornalões. Não perco as esperanças, por que ainda confio na cultura dos desvalidos. Mais cedo, ou mais tarde, vingará. Provavelmente, mais tarde. Sinto, apenas, que então já não estarei por aqui.

Clique aqui para conferir o texto original.

2.11.07

A questão dos livros didáticos

Alguns órgãos de imprensa têm desenvolvido verdadeiro cavalo de batalha com relação aos livros didáticos, principalmente os de História e Geografia.
Infelizmente, como normalmente acontece na nossa mídia-espetáculo, a discussão é pouco séria e serve mais para questões ideológicas do que pedagógicas. São diversos os problemas dessas análises.
Um primeiro problema, grave, é a maneira como a crítica é construída pelos jornalistas. Sem querer aqui questionar a enorme sapiência desses “especialistas em generalidades”, falta-lhes conhecimento no campo da pedagogia e também das ciências, mas, acima de tudo, falta-lhes humildade. Quase sempre arrogantes e com as receitas prontas, questionam a posição ideológica dos autores e, ao mesmo tempo, expõem outra, como se só a deles fosse correta e aceitável.
O segundo problema é a fixação contrária à determinada linha de pensamento, ignorando que ela encontra respaldo e legitimidade nas instituições universitárias sérias, quer sejam no Brasil ou em outros países. Todo texto que questiona o capitalismo e o liberalismo como valores absolutos é detonado.
Um terceiro, muito grave, é a falta de transparência na publicação dos artigos. Os órgãos que o fazem, como as revistas Veja e Época ou o jornal O Globo, não dizem ao leitor que são partes interessadas comercialmente nesta discussão.
A Editora Abril possui duas “grifes” para edição de livros didáticos: Ática e Scipione , além da Veja Na Sala de Aula (clique aqui para acessar o site da publicação), que publica sugestões de aulas e manuais para os professores.
Já a Editora Globo possui diversas publicações destinadas a alunos e professores, destacando-se as revistas Época e Galileu.
A Época na Educação (é só clicar aqui para ler) se apresenta assim: “Desde 2001, as revistas ÉPOCA e GALILEU vão para escolas de segundo grau - selecionadas anualmente - com o objetivo de formar leitores críticos e participativos. Os professores utilizam as sugestões dos fascículos produzidos todos os meses para desenvolver atividades com seus alunos.”. Observem que, para a Época, o Ensino Médio AINDA é chamado de segundo grau.
Nesta mesma linha temos a Carta na Escola (clique aqui para ter acesso ao site da revista), publicação da Editora Confiança proprietária da revista Carta capital.
Nós, professores, sabemos que o melhor material didático é aquele que preparamos, todos os outros contém equívocos, imprecisões ou lacunas, pois são feitos para o “atacado” e na sala de aula temos nossas particularidades. Por outro lado todos sabem, não só os professores, que não temos tempo de preparar nosso próprio material, assim somos levados a escolher aquele que melhor nos atende.
Já trabalhei com vários materiais didáticos, tanto com livros como com sistemas de ensino e nenhum me atendeu plenamente, mas nenhum deles inviabilizou minhas aulas ou me impediu de um trabalho conseqüente com o grupo de alunos.
Essa postura macartista da imprensa em nada ajuda o debate, o melhor seria ouvir a voz dos especialistas, tanto aqueles que estão nas Universidades, como aqueles que estão nas salas de aula. Principalmente estes últimos.

22.10.07

Veja e a estrela vermelha do Che

Vejam com seus próprios olhos!

Aqui tem uma estrela vermelha! (Veja - 2007)


A estrela aqui é bem diferente! (Veja - 1997)

Esta é a foto oficial.

4.10.07

Che Guevara e os mimos da família Civita

Aquela revista que vive da farsa da notícia, nego-me a reproduzir o nome da dita cuja aqui, passou da conta na última semana! Desceu a lenha no Che Guevara. Pensei em escrever sobre o tema, mas, confesso, me senti muito desconfortável, pois Che é um exemplo de revolucionário e estadista para mim, portanto escreveria apenas com ódio daquela turma, ou seja, ficaria do mesmo tamanho que eles.
Mas eis que encontro na Agência Carta Maior um texto primoroso do Gilberto Maringoni, que reproduzo a seguir:

Che Guevara e os mimos da família Civita

Dar a patinha, rolar no chão e falar mal de tudo que cheire a povo são as eternas gracinhas da pet shop chamada Veja. Os Civita adoram mascotes. Têm vários.

Gilberto Maringoni

A humanidade sempre gostou de animais de estimação, mas agora o costume virou moda. Pet shops tomam conta das cidades brasileiras e roupas, brinquedos e alimentos especiais para bichinhos disputam um mercado crescente. Escolas especiais pipocam por toda parte, sofisticando a pedagogia caseira de ensinar mascotes a sentar, dar a patinha ou buscar objetos atirados ao longe. Todos gostam dessas companhias domésticas. Fazem a alegria das crianças.
Há uma família em São Paulo que parece adorar mascotes. É um clã de origem italiana, aqui radicado há décadas. Não se sabe bem o porquê, mas alguns de seus membros exibem socialmente um inconfundível acento novaiorquino. Manias, quem sabe. Trata-se da turma dos Civita, gente boa, com negócios para os lados da marginal Pinheiros.
Os Civita adoram mascotes. Têm vários. Um dos orgulhos de sua casa de negócios atende pelo nome de Diogo. Aliás, são dois os Diogos amestrados daquele – chamemos assim – lar da marginal. Vamos falar de um deles, o Diogo Schelp (tem o Mainardi, mas este fica para outra hora). O Schelp é um espécime reluzente. Dá a patinha, busca o que o dono mandar e não gosta do que os Civita não gostam. Coisa bonita de se ver. Diogo Schelp deve andar aí pela casa dos trinta anos. Tem futuro.

Cuba, Venezuela, MST etc.
Os Civita detestam tudo que cheire a povo. Externam especial repulsa por coisas como Cuba, Venezuela, MST e quejandos. Quando precisam propalar aos quatro ventos seus desapreços, chamam um dos Diogos. “Vem, Diogo, vem”. E Diogo – qualquer um deles – faz a alegria da família. “Vem, Diogo, vem, desce o chanfralho no Chávez, vem!”. E lá vai Diogo, correndo, mostrar o serviço.
Como toda boa família, os Civita têm sua sala de visitas, onde exibem tudo do bom e do melhor. A sala de visitas tem até nome. Chama-se Veja. Toda semana apresenta uma decoração nova, todas diferentes, mas iguais às anteriores, se é que dá para entender.
Diogo é um fenômeno, dizíamos. É bom também não confundi-lo com Dioguinho, apelido de Diogo da Rocha Vieira, famoso bandido e salteador que aterrorizou os sertões da Mogiana, entre o final do século XIX e inícios do XX. Dioguinho era bandido de aluguel, que agia em troca de bom soldo. Diogo, o Schelp não aterroriza ninguém.
Pois não é que depois de fazer das suas por várias vezes, exibindo língua solta contra a Venezuela e Cuba o Diogo resolveu voltar-se contra Che Guevara. Certamente fez isso depois de dar a patinha, rolar no tapete e pedir papinha, pois a vida não anda fácil.

Pérolas e olfatos
Diogo é uma graça. Ganhou uma capa – é capa da tal sala de visitas, a Veja – e mais um monte de espaço. Sua pérola chama-se “Che. Há quarenta anos morria o homem, nascia a farsa”. A obra é hercúlea. Diogo contou com a ajuda de outro civitete de estimação, um serzinho chamado Duda Teixeira. Para fazer das suas, foram falar com vários cubanos que, segundo ambos, conviveram com Che Guevara. Não foram a Cuba, mas entrevistaram quatro que moram na mais reluzente cidade latino-americana, chamada Miami. Tem uma comunidade cubana lá que é do balacobaco. Ajudaram a eleger George e seu irmão Jeb Bush. Gente fina.
Entre citações dos tais cubanos e sacadas próprias, a dupla DD (Diogo e Duda) saiu-se com estas:
“Che foi um ser desprezível”.
“Che tem seu lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história já arremessou há tempos outros teóricos e práticos do comunismo, como Lenin, Stalin, Trotsky, Mao e Fidel Castro”.
"Sua vida foi uma seqüência de fracassos".
Como a vida da dupla DD é uma seqüência de sucessos, eles podem dizer esta última frase de boca cheia. Certamente ambos vão revelar proximamente terem feito algo mais grandioso do que uma revolução nas barbas do império (desculpem o uso da expressão antiquada) ou de terem dado a vida defendendo o que pensam.
O mais legal é a especialidade olfativa dos DD. Sabem de cada uma. Vejam esta:
“Che (...) não gostava de banho e tinha cheiro de rim fervido".
Cheiro de rim fervido! Alguém sabe como é? Os DD, pelo visto, cultivam o salutar hábito de experimentar odores em busca de comparações espirituosas a pedido dos Civita.
E tem mais. Como estão fazendo graça, dando a patinha e tal, os DD não se preocupam nem mesmo em dizer uma coisa no início da matéria e desdizer a mesma coisa linhas abaixo. Pois vejam só:
“Desde o início, Che representou a linha dura pró-soviética, ao lado do irmão de Fidel, Raul Castro”.
Lá adiante, a dupla do barulho fala assim:
“Che também se tornou crítico feroz da União Soviética”.
Os Civita devem adorar. Os Civita gostam de dinheiro, poder e publicidade oficial, da qual suas revistas andam cheias. O governo deve gostar muito dos Civita e de seus mascotes, para dar esse ajutório todo.
Mas deve haver uma hora que os DD cansam um pouco a família lá da marginal. Mesmo vivendo toda hora na sala e se exibindo para as visitas, há sempre um perigo maior.
O de fazer xixi no tapete.
Foi o que aconteceu agora. Graça demais não tem muita graça não.
Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista da Carta Maior, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).
Clique aqui para ler o artigo original.