Os acontecimentos dos últimos dias deixaram-me perplexo!
A forma como a mídia trata os diferentes eventos impressionam. Claramente o terreno está sendo preparado para a pizza.
Nas semanais, como era de se esperar, a Época e a Veja mantêm silêncio na capa sobre Daniel Dantas e os desdobramentos da Operação Satiagraha. A CartaCapital colocou o juiz Fausto de Sanctis e o delegado Protógenes Queiroz na capa. Já a Istoé deu destaque aos desencontros entre Tarso Genro e Gilmar Mendes. Nas páginas internas apresenta a hipótese de Fábio “Lula” – o filho do presidente – ter adquirido fazendas no norte do país em sociedade com o Daniel Dantas e o seu cunhado, mas não mencionou, salvo engano, a sociedade de Verônica Dantas com Verônica Serra - filha do José Serra.
Estes crimes, do chamado colarinho branco, são mais danosos ao país e ao povo do que aqueles cometidos pelos bandidos pés-de-chinelo. O roubo do dinheiro público mata! Muito!
Mas aqui é assim. Teve até autoridade federal dizendo que algemas se aplicam aos pretos, pobres e putas. Teve senador indignado com as cenas da prisão dos mafiosos à brasileira.
A celeridade dos Habeas Corpus foi impressionante, ainda dizem que a justiça é lenta.
Só para comparar: meu pai foi “roubado” por uma empresa, que deu um senhor golpe na praça – aliás, estava ela listada entre a turma do piano, aquele escândalo malufista de velhos tempos –, ganhou o processo em todas as instâncias da justiça (?) trabalhista, depois de 10 anos de luta, mas os Oficiais de Justiça (?) não conseguem achar os antigos donos para que paguem o que meu pai tem direito de receber.
Claro, meu pai era um reles motorista, que transportou por anos os dirigentes daquela empresa, inclusive um citado no escândalo da Alstom com o governo paulista.
Consola-me a boa índole e a esperança do Eduardo Guimarães, do Cidadania.com, as notas agressivas e corajosas do Paulo Henrique Amorim, as ponderações do Luiz Nassif, os textos brilhantes do Luiz Carlos Azenha (Vi o Mundo) e do Bob Fernandes (Terra Magazine), além dos meus blogs prediletos, linkados aí ao lado.
Não sei se perceberam, mas não houve nenhum pedido de CPI, seja no Senado ou na Câmara. Nem mesmo o PSOL, nossa UDN pós-moderna, se manifestou sobre os acontecimentos, assim como o povo dos holofotes: Arthur Virgílio, Demóstenes Torres, Agripino Maia...
A forma como a mídia trata os diferentes eventos impressionam. Claramente o terreno está sendo preparado para a pizza.
Nas semanais, como era de se esperar, a Época e a Veja mantêm silêncio na capa sobre Daniel Dantas e os desdobramentos da Operação Satiagraha. A CartaCapital colocou o juiz Fausto de Sanctis e o delegado Protógenes Queiroz na capa. Já a Istoé deu destaque aos desencontros entre Tarso Genro e Gilmar Mendes. Nas páginas internas apresenta a hipótese de Fábio “Lula” – o filho do presidente – ter adquirido fazendas no norte do país em sociedade com o Daniel Dantas e o seu cunhado, mas não mencionou, salvo engano, a sociedade de Verônica Dantas com Verônica Serra - filha do José Serra.
Estes crimes, do chamado colarinho branco, são mais danosos ao país e ao povo do que aqueles cometidos pelos bandidos pés-de-chinelo. O roubo do dinheiro público mata! Muito!
Mas aqui é assim. Teve até autoridade federal dizendo que algemas se aplicam aos pretos, pobres e putas. Teve senador indignado com as cenas da prisão dos mafiosos à brasileira.
A celeridade dos Habeas Corpus foi impressionante, ainda dizem que a justiça é lenta.
Só para comparar: meu pai foi “roubado” por uma empresa, que deu um senhor golpe na praça – aliás, estava ela listada entre a turma do piano, aquele escândalo malufista de velhos tempos –, ganhou o processo em todas as instâncias da justiça (?) trabalhista, depois de 10 anos de luta, mas os Oficiais de Justiça (?) não conseguem achar os antigos donos para que paguem o que meu pai tem direito de receber.
Claro, meu pai era um reles motorista, que transportou por anos os dirigentes daquela empresa, inclusive um citado no escândalo da Alstom com o governo paulista.
Consola-me a boa índole e a esperança do Eduardo Guimarães, do Cidadania.com, as notas agressivas e corajosas do Paulo Henrique Amorim, as ponderações do Luiz Nassif, os textos brilhantes do Luiz Carlos Azenha (Vi o Mundo) e do Bob Fernandes (Terra Magazine), além dos meus blogs prediletos, linkados aí ao lado.
Não sei se perceberam, mas não houve nenhum pedido de CPI, seja no Senado ou na Câmara. Nem mesmo o PSOL, nossa UDN pós-moderna, se manifestou sobre os acontecimentos, assim como o povo dos holofotes: Arthur Virgílio, Demóstenes Torres, Agripino Maia...







