8.4.11
Rose Nogueira
Emocionante e de causar muita revolta.
Sobre Rose Nogueira recomendo também a leitura de um excelente artigo no Blog Escrevinhador, de autoria do Rodrigo Vianna, contando a história dela na Folha da Tarde - que ela cita no início do depoimento que foi ao ar ontem.
Clique aqui para ler o artigo.
6.11.09
Caetano é tão parecido com FHC
"Toda essa gente se engana/ Ou então finge que não vê que eu nasci/ Pra ser o superbacana/
Eu nasci pra ser o superbacana/ Superbacana Superbacana / Superbacana Super-homem/ Superflit, Supervinc,Superist, Superbacana."
Toda vez que alguém me conta uma história, tenho mania de sair cantarolando. Algo se move em meu incosnciente, e traz à tona canções às vezes esquecidas há muitos anos.
Foi o que aconteceu, hoje, quando uma amiga me enviou o link, com a entrevista do Caetano Veloso ao "Estadão". A manchete na primeira página é: "Marina Silva não é analfabeta como Lula". Então, vocês imaginam o resto - http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091105/not_imp461314,0.php
O mais engraçado é a foto interna, na capa do "Caderno 2". Uma amiga matou na hora, sem saber nem do conteúdo da entrevista: "mas, gente, Caetano tá a cara do FHC".
Aqui o link para a matéria completa.
26.2.09
Para entender o jogo da Folha de S.Paulo
Por que a Folha não publica as cartas de Ivan Seixas? - por Rodrigo Vianna
O golpe de 64, por Otávio Frias Filho - no site Vi o Mundo
De rabo preso com quem? Artigo de Alípio Freire para o jornal Brasil de Fato
A Folha saúda a ditadura - Celso Marcondes para CartaCapital
Protesto contra a "ditabranda" - do Eduardo Guimarães no Cidadania.com, convocando ato público em frente à sede da Folha de S.Paulo
"Ditabranda na Folha" - Direita volver! - por Luiz Antônio Magalhães no Observatório da Imprensa
17.2.09
Sobre a Venezuela
14.12.08
AI - 5: quando a ditadura transformou em lei o que já praticava
Em 13 de dezembro de 1968 os bandidos que derrubaram o governo legítimo de João Goulart, puseram no papel aquilo que já praticavam desde o fatídico 1º de abril de 1964: terror de estado, tortura, censura e tudo o mais que os fardados e os civis boquirrotos ousaram fazer, com apoio de uma parcela da classe média insossa e ignorante e de uma mídia alinhada com os EUA.
Nossa elite de merda temia perder uns poucos anéis com as Reformas de Base propostas pelo governo de João Goulart.
A mídia nativa, tão cretina quanto hoje, com Carlos Lacerda e os Mesquita à frente, compunham editoriais alertando para o perigo “vermelho”, brandindo contra o presidente “comunista” – como se um latifundiário, da estirpe de Jango, pudesse ser comunista!
O Estado de S. Paulo produziu caderno especial sobre o AI-5. Clique aqui para ouvir, ver e ler. O material é excelente do ponto vista técnico, pena omitir o papel do próprio jornal no golpe de 64 e, ainda por cima, nos dá a impressão, em muitos momentos, que tudo eram flores entre 64 e 68. Faz parecer que somente depois do AI-5 a liberdade foi cerceada. Não foi assim. Veja, por exemplo, o texto do AI nº 1 clicando aqui, ele data de 9/4/64.
Clique aqui e leia especial na Agência Brasil. Preste atenção aos links indicados, particularmente neste, que comenta sobre o papel da OAB neste episódio de tão amarga lembrança para os brasileiros.
O melhor texto, que nos dá a exata dimensão desse crime hediondo cometido pelos bandidos, de farda e também pelos sem farda, é o editorial de CartaCapital desta semana assinado por Mino Carta.
Lá pelas tantas Mino diz o seguinte:
“Diz o Estadão no seu suplemento que a sociedade brasileira apoiou o golpe. Que sociedade, caras-pálidas? Agrada-me, entre parênteses, usar o lugar-comum, tão apropriado, no entanto, para acentuar a palidez dos rostos privilegiados. Sim, a sociedade dos clubes faustosos, dos bairros elegantes, das redações abastadas, e do seu time aspirante, sequioso de ascensão. Enfim, dos democratas da democracia sem povo.”
Clique aqui para ler na íntegra, texto imperdível.
O Rodrigo Vianna fez ótima matéria na TV Record sobre o tema, clique aqui para vê-la.
O que mais me deixa triste é notar que tais episódios, essenciais para compreendermos nosso país, estão banidos dos programas de História da escola básica. Parece que não existiram. Costumo brincar com os amigos professores que a História do Brasil termina em Getúlio Vargas. Espero que a ousadia de algumas instituições universitárias, que têm cobrado o período mais recente da nossa história nos seus exames de ingresso, contribua para uma melhor reflexão sobre esses temas.
Para entender um pouco mais sobre o tema ou personalidade, basta clicar no título:
Atos Institucionais
Reformas de Base
Ditadura Militar no Brasil
Carlos Lacerda
João Goulart
No Youtube
Comício da Central do Brasil
Ditadura Militar no Brasil
Discurso de Márcio Moreira Alves
4.12.08
Algumas leituras recomendadas
Agência Carta Maior
A tragédia geológica que, a propósito de chuvas intensíssimas, abateu-se sobre a população de várias cidades de Santa Catarina atinge a sociedade brasileira pela dor das mortes e tanto sofrimento humano, mas também como pungente peça acusatória pela histórica e acomodada omissão dos agentes sociais públicos e privados que a poderiam ter evitado.
Impossível não nos ficar a impressão que autoridades e mídia, e talvez uma boa parte da sociedade, já assimilaram como fatos naturais do destino brasileiro as horríveis mortes por soterramento e enchentes que anualmente fazem dezenas de vítimas nessas épocas de chuvas mais intensas. Diluem-se assim comodamente nesse cenário de pretenso destino compulsório as responsabilidades públicas e privadas na verdade responsáveis por tantas vidas violentamente ceifadas.
Leia a íntegra da matéria clicando aqui.
CartaCapital
O banqueiro Daniel Dantas foi condenado a 10 anos de prisão por corrupção ativa, em razão do suborno que Humberto Braz e Hugo Chicaroni fizeram em seu nome ao delegado da polícia federal Victor Hugo Rodrigues Alves Ferreira quando da deflagração da Operação Satiagraha.
O autor da sentença foi o juiz Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que considerou Dantas, Braz e Chicaroni culpados da acusação de praticarem corrupção ativa. A informação foi divulgada pela TV Globo.
Clique aqui e leia o artigo inteiro.
Escrinhador (Rodrigo Vianna)
Chavez tem que mudar o discurso, pra lidar com um novo tipo de oposição nos próximos anos. Já não bastará colar nos adversários o rótulo de “golpistas”. Além disso, o presidente venezuelano precisa se adaptar a uma nova conjuntura mundial, em que Bush deixa de ser o inimigo e o Petróleo perde valor.
Essa é a leitura que Gilberto Maringoni faz do futuro da Venezuela, depois da eleição do último domingo.
Jornalista, professor da Faculdade Cásper Líbero e pesquisador do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Gilberto Maringoni é o autor de um livro fundamental para se entender o que se passa no país vizinho: “A Venezuela que se inventa” (editora Fundação Perseu Abramo).
Ontem, ele foi um dos entrevistados do “Entrevista Record - Mundo”, programa que eu apresento todas as segundas-feiras, às 22horas, na Record News.
A tese de Maringoni é de que Chavez agora não pode mais ficar repetindo (como fez nos últimos anos): “comigo está o povo, na oposição estão os golpistas”. Para ganhar, não basta mais colar esse rótulo nos adversários.
Para ler a matéria completa é só clicar aqui.
18.10.08
Polícia x Polícia
Outro dia falei da volta do Blog do Mino, na sequência li o Balaio do Kotscho.
Hoje destaco um texto que retirei do Blog do Rodrigo Vianna, leiam:
"CAOS NA POLÍCIA"! "ESTADO SEM LEI"!IMAGINE AS MANCHETES SE O GOVERNADOR FOSSEBRIZOLA OU ALGUÉM DO PT?
Tenho 20 anos de Jornalismo. Quase todos na rua, como repórter. E nunca vi algo parecido com o que se passou ontem, a poucos metros do Palácio dos Bandeirantes.
Estava na redação da TV Record quando as primeiras imagens apareceram na TV. Chefes de Reportagem (alguns com ainda mais experiência que eu no Jornalismo) pareciam catatônicos: o que é isso? No Estado mais rico (?) do país, a barbárie fardada!
Que nome você, leitor, daria para um confronto armado entre Polícia Civil e Polícia Militar?
"Caos na segurança" seria o mínimo, não?
Ou, ao menos, "crise na polícia".
Os jornalistas dão o nome de "chapéu" àqueles títulos colocados no alto da página, e que em coberturas especiais se repetem, pra marcar o noticiário. Você já deve ter visto nos jornais... Dois anos atrás, durante meses, fomos bombardeados com páginas e mais páginas na imprensa sobre o "caos aéreo". O "chapéu" estava ali, a marcar e editorializar a cobertura sobre as falhas no sistema aéreo brasileiro
Pergunto: o que é mais grave: atraso em vôos ou polícia em greve?
Mas, abro a "Folha" hoje e não encontro o "chapéu" para o noticiário sobre o "caos na segurança".
As informações estão ali - com mapas, fotos, declarações.
Mas, é evidente o tratamento vip dado ao governo tucano por nossa imprensa.
Imagine se algo parecido tivesse acontecido num governo do PT, PCdoB, ou nos bons tempos de Brizola/PDT no Rio?
Qual seria a manchete? Quais seriam os "chapéus" estampados no alto das páginas?
"Estado sem lei", "Barbárie armada"...
(eu poderia inventar vários, porque durante um ano esse foi meu serviço, como redator do caderno "Cotidiano" da "Folha", o início dos anos 90)!
Essa falta de "combatividade" (!) da imprensa escrita com o governo tucano talvez explique porque o tom político na cobertura tenha partido de onde menos se esperava: ontem, era Datena, na "Band", quem cobrava uma palavra do governador!
Cobrava daquele jeito dele, mas cobrava. É o que se espera dos jornalistas numa hora dessas.
Por que Datena pode cobrar e a "Folha" não pode?
O maior jornal do país trata José Serra como se ele anda fosse o editorialista levado para trabalhar na Barão de Limeira pelo seu Frias, nos anos 80.
Serra é da casa, né?
Serra não pode ser cobrado.
Ninguém bota "chapéu" no Serra!
8.10.07
Record Entrevista - Mundo
O tema, não podia ser melhor: a esquerda na América Latina.
Com dois antagonistas de peso o programa tratou de Hugo Chávez e da Venezuela, da Bolívia e do Equador de forma mais demorada, mas também se falou de Chile, Peru, Colômbia e Argentina, tudo isso ligado à política externa do governo Lula.
Defendendo posições conservadoras, o professor Christian Lohbauer (clique aqui para acessar o seu site), atacou Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa, bem como a política externa do governo Lula sem dó nem piedade. Rasgou elogios a Colômbia do presidente Uribe, inclusive salientando o principal diferencial da elite colombiana quando comparada às outras da América Latina: “ela é espanhola, formada em Harvard...”.
Gilberto Maringoni (clique aqui para ler sobre ele) por sua vez assumiu a defesa da onda “anti-neoliberal” que varreu a América Latina, defendendo a legitimidade do governo Chávez na Venezuela, de Morales na Bolívia e Correa no Equador. Elogiou a política externa do governo Lula e criticou duramente o governo Uribe na Colômbia, inclusive citando o grande número de sindicalistas mortos no ano passado, a perseguição aos jornalistas e órgãos de imprensa independente. Em contraposição mostrou que na Venezuela não existe censura, ao contrário do que querem fazer crer os conservadores e mesmo a RCTV, que não teve a sua concessão renovada pelo governo, continua transmitindo por cabo e pela Internet.
Pena que o programa durou só meia hora.
Para ficar melhor ele poderia alonga-se um pouco mais, pelo menos uma hora e construir um mecanismo de participação do telespectador, como no Roda Viva da TV Cultura.