16.9.12
A questão das mudanças climáticas - um olhar diferente
Entrevista com o cientista Luiz Carlos Molion sobre o aquecimento global. Compensa ver as outras 6 partes!
9.9.12
23.8.12
Elis Regina: magistral interpretação
Quando ouço essa música, na voz dessa mulher maravilhosa, sinto como se o tempo pudesse voltar.
21.8.12
Mais um show de bola do Bob Fernandes
Bob Fernandes é um dos melhores jornalistas do Brasil. Já pensava assim quando ele comandava a redação da CartaCapital. Continuo com a mesma opinião hoje, quando ele está a frente do Terra Magazine e faz comentários sobre política no Jornal da Gazeta.
Neste dia 20/08 ele mandou muito bem, mais uma vez! Assistam, vale a pena:
20.8.12
Campanha eleitoral na Internet
Leis
eleitorais garantem liberdade de expressão na internet durante as eleições;
veja regras
Com a
popularização da internet, e também das redes sociais, foi necessário adaptar
as leis eleitorais para tratar de questões diferentes daquelas existentes no
mundo off-line. As mudanças realizadas em 2009 no código eleitoral passaram a
contemplar situações antes inexistentes, como propagandas em blogs. Abaixo,
você confere o que é permitido e o que é proibido na internet durante a
campanha eleitoral – as restrições são muito maiores para os candidatos do que
para os internautas.
Os usuários
não têm de se preocupar com a censura, pois tanto as mensagens contra e a favor
dos candidatos estão liberadas. No entanto, não é permitido que as
manifestações sejam feitas de forma anônima. Neste caso, os autores e possíveis
beneficiados pelas postagens estão sujeitos a multas entre R$ 5.000 e R$ 30
mil.
Já os
políticos que desejam ingressar nos cargos públicos precisam se atentar há uma
série de regras, que seriam suficientes para fazer uma cartilha (isso sem falar
das regras fora da internet). Veja a seguir o que os internautas e candidatos
podem ou não fazer.
INTERNAUTAS
O que é
permitido:
Os usuários
são livres para postar opiniões positivas ou negativas em relação aos
candidatos.
O que é
proibido:
Manifestações
ofensivas feitas de forma anônima. Neste caso, os autores das postagens estão
sujeitos a multas de até R$ 30 mil.
Comentários
ofensivos ou caluniosos. Quando isso acontece, o candidato tem o poder de
solicitar direito de resposta à justiça.
POLÍTICOS
O que é
permitido:
Campanha
eleitoral nos sites dos candidatos, partidos e coligações, desde que os
endereços eletrônicos estejam cadastrados na Justiça Eleitoral.
Utilização de
redes sociais como forma de divulgação durante a campanha eleitoral.
Envio de
e-mails aos usuários, desde que o político ofereça um modo para que os
internautas retirem o endereço da lista de destinatários eletrônicos.
O que é
proibido:
Hospedagem de
informações divulgadas na internet fora do Brasil.
Campanha
eleitoral nas redes antes do dia determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
As propagandas partidárias são permitidas no máximo em até 90 dias antes da
votação.
Propaganda
eleitoral paga de qualquer espécie na internet.
Veiculação de
conteúdo de campanha em sites governamentais.
Publicação de
campanha em sites de instituições privadas, mesmo que a empresa não possua fins
lucrativos.
Receber
doação de endereço eletrônico das empresas de serviço de internet.
Punições
Caso algum
serviço online descumpra as determinações da lei eleitoral, os candidatos,
partidos ou o Ministério Público podem entrar com um pedido no Tribunal
Superior Eleitoral para que a página fique fora do ar durante 24 horas.
Fonte: UOL - Eleições 2012
16.8.12
Cotas para os alunos da escola pública: questão de solidariedade e justiça
Interessante
a capacidade das pessoas mudarem suas opiniões ao sabor dos ventos! Outro dia
mesmo – quando da discussão sobre as cotas étnico-raciais –, muitos
argumentavam que tal medida prejudicaria os brancos pobres.
Agora, quando
o Congresso aprova o projeto que estabelece cotas para egressos da escola
pública, portanto os pobres, nas Universidades e Institutos Federais muitos se
rebelam também contra essa medida.
Na verdade
falta coragem para estas pessoas gritarem bem alto: quero manter meus
privilégios!
Esbravejam em
favor do mérito acadêmico como se isso fosse possível num país tão desigual – com
diferenças abissais nos sistemas educacionais.
Insistem em
dizer que o estabelecimento de cotas vai diminuir a qualidade acadêmica nas
Instituições. Já temos resultados suficientes, tanto na UnB quanto na UERJ para
desmentir tal fanfarronice.
Precisamos
corrigir as distorções existentes e garantir cotas de entrada no ensino
superior é o meio mais rápido e eficiente. Não podemos esperar pela melhoria no
ensino público, isso demanda tempo, portanto seria pedir aos excluídos de hoje
que permanecessem nessa condição por mais algumas décadas.
Claro está
que precisamos aprofundar o debate político sobre o sistema educacional, isso é
uma responsabilidade de toda a sociedade, isso não é impeditivo para garantir
vagas nas boas instituições públicas para os egressos da escola pública.
Todo apoio ao
projeto e tomara que seja rapidamente sancionado pela Presidenta Dilma.
É uma questão
de justiça e solidariedade!
Leia também:
10.8.12
A casa do sol nascente
Essa música embalou parte da minha infância/adolescência. Sempre me emocionou, mesmo sem entender nada do que eles cantavam. A melodia carrega um ar de dramaticidade incrível.
3.8.12
Momento olímpico
Como
de hábito estamos num momento de mobilização desportiva. A mídia oferece
generosos espaços para todos os esportes, as pessoas comentam nas ruas,
escolas, bares, redes sociais etc. e tal sobre todas as modalidades em disputa
na distante Londres.
A
torcida, ensandecida, clama por medalhas, como aquele personagem do desenho
animado que só sabia falar: medalhas, medalhas...
Somos
acostumados aos talentos que brotam, ora numa modalidade, ora noutra. Invejamos
o desempenho de países como EUA, China, Coréia do Sul, dentre outros e não nos
damos conta de como é o processo para que alcancem tal sucesso.
Não
gosto do jeitão dos chineses, lembra-me um pouco o jeito estalinista de criar
campeões. Partilho da visão do Dr. Sócrates, que infelizmente não está mais entre
nós, que afirmava que o esporte deve ser parte integrante da política
educacional e de saúde. Deve ser massificado com campeonatos escolares nos
municípios e estados da federação, culminando com grandes torneios nacionais.
Assim,
dessa enorme quantidade, conseguiríamos apurar os talentos e ganhar em
qualidade. Os centros de treinamento deveriam ser nas escolas e, talvez por
região ou estados, deveriam ser construídos centros de excelência, com
equipamentos, médicos, fisiologistas, laboratórios e tudo o mais que fosse
necessário.
É
necessário reconhecer que o trabalho tem sido mais efetivo e o Brasil tem
realizado alguns avanços. O “bolsa atleta” é um deles, mas é uma gota d’água no
oceano.
O
emaranhado de federações, comandados por cartolas de honestidade duvidosa, suga
boa parte das verbas, sem que elas alcancem de fato os verdadeiros merecedores:
atletas, técnicos e equipe de apoio.
Os
resultados não aparecerão do dia para a noite, preparar um atleta de alto
rendimento demanda tempo e paciência, mas o trabalho deve ser permanente,
inclusive para se garantir a renovação.
O
caso do futebol feminino é emblemático. A falta de apoio dentro do país impede
a renovação. A seleção nacional que acaba de ser eliminada foi a última para
grande parte das jogadoras. E o trabalho de base?
O
judô parece viver um ciclo de excelência. Novos e promissores atletas surgem a
cada ciclo olímpico, talvez fosse um modelo a ser estudado.
O
atletismo também tem presenciado o surgimento de novos atletas, muito
promissores.
Na
ginástica a aposentadoria de uma equipe feminina muito talentosa não aparenta
ter substitutas a altura. Ao contrário da equipe masculina que vê surgir jovens
ranqueados entre os melhores do mundo, embora não tenham conquistado medalhas.
A
natação brasileira também tem evoluído, com nadadores competitivos em todos os torneios
olímpicos, mais o time masculino do que o feminino.
O
atletismo, que começou hoje, parece ter também se renovado, além de alguns
veteranos em boas condições de competir.
Nos
esportes coletivos o basquete masculino ressurgiu das cinzas, embora com os
jogadores, quase todos, atuando nos EUA ou na Europa, fato que pode colocar em
risco a renovação. Infelizmente o feminino não teve a mesma sorte.
O
vôlei paga o preço de uma hegemonia duradoura. Parece que o time masculino se
cansou de ganhar ou chegou ao limite de sua evolução. O feminino oscila muito
emocionalmente, mas parece garantir certo padrão de renovação, com exceção de
substitutas para Fernanda Venturini e Fofão, nossas levantadoras durante
décadas.
O
futebol masculino aparece com chances reais de buscar a medalha de ouro,
inédita, só torcer para que nenhuma zebra aparecer.
O
público precisa ser educado para apreciar e torcer pelos esportes que não sejam
o futebol, basquete e vôlei.
Para
um nadador ficar entre os 10 melhores do mundo numa competição olímpica é um
feito incrível. Conquistar uma medalha de bronze então é um grande honraria. E
o que dizer daquele que fica em quarto lugar por diferença de décimos de
segundo? É um fracassado? Não, principalmente se considerarmos nossa realidade,
tal atleta tem que ser tratado como herói!
Isso
se aplica a todos os demais esportes. Infelizmente a mídia não colabora muito
com esse movimento de educação do telespectador/torcedor. Em dado momento um
ufanismo exagerado, talvez para amealhar maior assistência e agradar mais os
patrocinadores, soa muito distante da realidade do nosso esporte. A esse
ufanismo, sucede um desapontamento com os insucessos daqueles prognósticos
antes realizados. Sem contar a desinformação e os equívocos, principalmente da
TV aberta.
É
uma pena que a totalidade da população não tenha acesso às transmissões da
ESPN. Não que ela seja isenta de erro ou bobagens, mas a qualidade dela é
infinitamente superior às outras emissoras, quer sejam a cabo ou abertas.
Não
sou otimista nem pessimista com relação ao desempenho dos nossos atletas. Creio
que ficaremos no mesmo patamar dos Jogos de Pequim, talvez um pouco abaixo ou
um pouco acima.
O
surgimento de jovens talentos aponta para uma participação melhor nos Jogos do
Rio em 2016.
Mas
precisamos mudar a política de esportes no Brasil. O dinheiro do Estado deve
ser mais bem empregado. Os atletas, técnicos e equipes de apoio devem ser os
grandes protagonistas e não os dirigentes.
4.7.12
É como se fosse 1977 novamente
Era quase final do ano, para ser mais preciso Outubro de
1977. O campeonato paulista era longo, turno, returno, 3ª fase e final em
melhor de três partidas.
O Corinthians deve ter disputado quase 50 jogos.
Desde 1954 não era campeão. Eu nasci em 1962, tinha,
portanto 15 anos e não tinha visto meu time campeão ainda.
Morava no sul de Minas Gerais, na aprazível Varginha.
Naturalmente as maiores torcidas eram do Cruzeiro e do Atlético, mas todos
tinham um segundo ou terceiro time, influencia do futebol nacional. E, claro,
os corintianos existiam em grande quantidade também.
O Timão ganhou a primeira partida e perdeu a segunda. Fomos
para o desempate. No ar aquela esperança religiosa. No time, assim como no que
hoje a noite disputará a última partida da Taça Libertadores, não havia um
craque de destaque absoluto.
Era um grupo de bons jogadores, alguns esforçados, mas todos
com a alma do Corinthians. Garra e muita vibração, num tempo no qual o futebol
não movimentava tantas somas e vestir uma camisa como a alvinegra era uma honra
inenarrável.
Preferi não me juntar ao grupo de amigos. Em casa permaneci
na sala, sozinho e em silêncio.
Meus pais e minhas irmãs dormindo e eu ali, olhos fixos na
TV, numa ansiedade sem tamanho.
Os minutos passavam e o empate parecia ser o resultado mais
óbvio.
Até que aos 37 minutos do segundo tempo, Basílio, o pé de
anjo, acertou um chute indefensável, após um bate e rebate infernal na área da
ponte.
A única reação que me coube no momento foi chorar. Chorava
de maneira convulsiva, sem conseguir parar e, com medo de acordar meus pais,
enfiei-me embaixo do sofá e lá fiquei até o apito final.
Quando o jogo acabou gritei feito louco, acordando os poucos
vizinhos que teimavam em dormir e saí correndo pelas ruas. Em cada rua
encontrava mais loucos gritando, correndo e chorando.
Já na Praça da Fonte encontramos centenas de outros
corintianos, vários carros e passamos a desfilar pela cidade.
Tinha 15 anos! Parei de festejar com o amanhecer e trabalhei
no outro dia com um sentimento de felicidade que nunca tinha experimentado.
Que hoje seja 1977 novamente! Que a garra e a emoção dos
deuses do futebol estejam de bem com a nação alvinegra! Que São Jorge nos
proteja!
E aqui, na voz de Osmar Santos, a tradução da emoção daquele gol!
26.6.12
A foto que doeu na alma
A Ditadura Cívico-Militar que vigorou no nosso país nas décadas de 1960 a 1980 deixou inúmeras marcas.
A primeira:
destruiu a educação pública! Sim e fez com esmero, de maneira a dificultar ao
extremo sua recuperação. Contribuiu ainda para que as pessoas deixassem de ler.
Temos como resultado um exército de analfabetos funcionais.
Só por isso
deveriam ser condenados para sempre e lembrados como vendilhões da pátria!
Mas eles
assassinaram também! E torturaram! Costumo dizer aos meus alunos que este é o
pior dos crimes. Entendo a coisa da seguinte maneira: se eu me armar e resolver
combater o governo de plantão, sei que posso matar e também morrer. Digamos que
há certa legitimidade morrer na ação, no confronto com o inimigo. Mas quando a
pessoa está presa, dominada e encarcerada não pode haver assassinato – é esse
nome – ou mesmo violência física.
O crime é considerado
imprescritível perante os tribunais da ONU. Para ele não cabe perdão, apenas
julgamento, com amplo direito de defesa, e punição quando for o caso. Só isso!
E a Ditadura
matou e torturou. Pessoas desapareceram, temos mães que não tem os corpos dos
filhos e filhas para pranteá-los. Filhos e filhas que mal conheceram seus pais
e mães por que foram assassinados por dementes de farda, a serviço do Estado.
Não podemos
esquecer que os militares tiveram grande contribuição de civis: políticos,
empresários, jornalistas e até empresas, isso mesmo, pessoas jurídicas – Grupo Folha,
Rede Globo, Grupo Estado, isso para mencionar apenas os grupos midiáticos.
Dentre os
políticos alguns nasceram, cresceram e se fizeram na Ditadura. Um dos maiores
símbolos desses canalhas é o Sr. Paulo Salim Maluf.
Quando no
poder aqui em São Paulo, Maluf foi um dos articuladores da Operação
Bandeirantes – OBAN – que matou, torturou, financiou grupos de extermínio, que
premiava os agentes da repressão pelas prisões e mortes efetuadas.
Inúmeros
foram os desmandos nos vários cargos que ele ocupou, sempre protegido pelos
militares de plantão.
Por isso ele
encarnou como poucos a Ditadura Militar, até por não ser militar.
Quando da redemocratização
do país continuou sua caminhada política. Desmandos, acusações de roubo, superfaturamento,
cenas de autoritarismo explícito foram sempre sua marca.
Virou verbo:
malufar, no sentido de aderir a roubalheira. Manteve sempre um eleitorado
cativo na capital e no estado de São Paulo, tal qual o PSDB dos dias de hoje.
Voltei para
São Paulo em 1981. Comecei minha militância política no Partidão, então atuando
no MDB. No início de 1982 me filiei ao PT, permanecendo filiado até 1995.
Participei de todas as campanhas subsequentes, sempre apoiando a coligação
liderada pelo Partido dos Trabalhadores.
Convivi com
pessoas que reputo íntegras, como Florestan Fernandes e Luiza Erundina e
conheci outros que não ouso aproximar minha mão da mais tênue chama. Neste
segundo grupo existem os desonestos, que buscam auferir vantagens para si e
seus apaniguados e existem aqueles que buscam vantagem para o Partido, o chamado
“caixa 2”, praga maior do nosso sistema político.
Há outra turma
que pensa que os fins justificam os meios, quaisquer que sejam esses meios.
Algumas
coligações do governo Lula, feitas em nome da governabilidade, foram engolidas
de maneira muito amarga. O pragmatismo político e a necessidade do apoio do
Congresso justificaram tais coligações. Eram feitas no plano institucional,
partido com partido, com compromissos formais entre eles e – podemos intuir – outros
compromissos inconfessáveis, como acontece com todos na política.
Lula
conseguiu conduzir dois mandatos, com algumas atribulações sérias causadas por
alguns dos aliados e conseguiu – talvez sua maior façanha – eleger sua
sucessora a presidenta Dilma.
No plano
federal os acordos continuam da mesma maneira, apenas a presidenta parece ser
menos tolerante com desgastes e acusações públicas.
Estamos às
portas de uma eleição municipal. São Paulo sempre foi o calcanhar de Aquiles do
PT. Desta vez o presidente Lula ungiu – assim mesmo, como se fosse o sumo
sacerdote – Fernando Haddad, aparentemente o melhor nome do Partido para
concorrer ao cargo de prefeito da maior cidade do país.
As coisas
caminhavam até bem, com exceção da deserção da Marta Suplicy da campanha do
Haddad. Aprovado na convenção do Partido começam as articulações das alianças
políticas. Mais do que plano de governo e afinidade de projeto – se é que algum
Partido o possui – valem os preciosos minutos televisivos. Neste segmento duas
coisas importam: somar tempo ao seu candidato e subtrair do principal opositor.
Nesta
operação o PT tentou reproduzir parte da aliança que se tem no plano nacional.
Com algumas defecções como o PMDB que tem candidato próprio na capital
paulista.
Ao buscar
somar os partidos que apoiam o governo da presidenta Dilma o PP é somado. Na
base de sustentação política da presidenta ele é tido como um dos que dá menos
trabalho e não cria dificuldades para ela, como fazem o PMDB, PDT e outros.
O problema
está na sua principal liderança, praticamente o dono do partido, em São Paulo:
Paulo Salim Maluf. O mesmo que virou verbo, sinônimo de roubalheira, pouco caso
com a população, político que só se preocupa em sair-se bem e o povo, ora o
povo que se exploda, como diria o personagem do humorístico da TV.
Tal
dificuldade poderia ser razoavelmente contornada se tal aliança fosse
institucional, se os partidos se reunissem e selassem tal anomalia lá entre
eles, trocando um ou outro cargo pelos preciosos 1 minuto e 40 segundos do
tempo de TV. Seria de embrulhar o estômago, de dar nojo, causar repugnância,
mas, se essa é a regra do jogo e o objetivo maior é derrotar os tucanos na
capital...
O problema
não parou por aí. O Maluf, aquele que virou verbo, exigiu a presença de Lula e
Haddad em sua casa para um autêntico beija mão à moda antiga.
Fotos nas
primeiras páginas de sites, jornais e revistas!
Discussão
entre a militância petista, escárnio dos antipetistas.
A imagem é
muito forte e carregada de significados. O homem procurado pela Interpol, premiado
com uma citação no hall da corrupção recentemente anunciado pelo Banco Mundial,
apertando a mão do operário-presidente, do líder das greves do ABC no final dos
anos de 1970. Um aperto de mão entre desafetos políticos que nunca imaginaríamos
partilhando um encontro político.
O líder dos
operários do ABC, o operário-presidente, odiado pelas elites nativas, repudiado
pela mídia comercial apertando a mão do articulador da OBAN, do serviçal da
ditadura, do representante maior de todos os males causados por um grupo de
assassinos fardados e financiados por empresários inescrupulosos.
De um lado o
líder que inspirou sonhos de um Brasil mais justo e igualitário, do outro um
procurado pela polícia, acusado de corrupção!
O aperto de
mão foi ruim, mas a foto doeu na alma!
11.6.12
Caminhos para a participação
Caminhos para a participação
Beatriz Reimberg dos Santos Vieira
Todo e qualquer governo
democrático tem o caráter de representação de seu povo e, portanto, deve
prestar contas a este, de modo a tornarem conscientes os cidadãos das ações,
rumos e gastos de seus representantes. É uma lógica um tanto simples, porém
nova. A Lei de Responsabilidade Fiscal é de 2000 e, portanto bastante recente.
É a partir dela que se determina a exigência de equilíbrio das contas do Estado
(Receita e Despesa), assim como a possibilidade de averiguação dos gastos do
Governo por parte da população. Até então não havia meios diretos para uma
transparência governamental ativa.
Contudo, ainda é preciso
entender o que se pode mudar a partir de uma fiscalização direta do Governo, ou
seja, o quanto nós como cidadãos brasileiros podemos entender e modificar a
realidade do nosso país através de um maior interesse e participação, que não
virá de outra forma, se não da própria população – nós. Esses novos meios de
fiscalização e acompanhamento trazidos pela LRF propiciam uma nova forma de nos
relacionarmos com o Estado e suas ações, podendo nos inserir na atuação da
política. Entretanto, não há ainda no Brasil essa cultura de transparência e
fiscalização, e nem mesmo um contato real do cidadão com a sua própria
legislação. O artigo 48º da LRF, parágrafo único, inciso I propõe justamente
que seja incentivada a participação popular e a realização de audiências
públicas com esse fim.
O Brasil é um país que muito
se caracterizou pela irresponsabilidade governamental acerca da gestão fiscal.
E, a fim de mudar essa realidade a criação da Lei Complementar nº 101 (LRF) tenta
objetivar os gastos do governo, além de assumir o compromisso de
responsabilidade fiscal dos governantes, exigindo o uso de instrumentos de transparência
para a população. A lei é quem trás esse conceito de gestão fiscal responsável e
“pressupõe a ação planejada e
transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o
equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados
entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições (...)[i] ”
(§ 1o do art.
1º da Lcp101).
Sendo a Democracia “um
governo do povo”, a população é parte integrante do Governo e deve mover ações
no sentido de Controle e Fiscalização do mesmo, participando de forma ativa
para que haja controle dos gastos de seus próprios tributos e da administração
de seu ambiente. A responsabilidade destes deve ser traçada através de uma
gestão participativa e uma fiscalização orçamentária.
A expansão tecnológica e da
rede digital, junto com o crescente acesso à internet e aos meios de
comunicação, possibilitou e facilitou ainda mais essa fiscalização social, visto
os instrumentos e meios apresentados pela LRF, como (1) os planejamentos
orçamentários – PPA, LDO, LOA[ii] -, (2) os relatórios de
execução (Relatório da Gestão Fiscal e Relatório Resumido da Execução
Orçamentária) e (3) a prestação de contas aos Tribunais de Conta.
O já citado artigo 48º da
LRF prevê justamente essa divulgação eletrônica. E, inclusive, esta liberação
de informações pormenores sobre a execução orçamentária e financeira, quanto à
receita e à despesa (incisos II e III, art. 48º-A) para conhecimento e
acompanhamento da sociedade através de meios eletrônicos de acesso público
devem acontecer em tempo real (inciso II, art. 48º). Ademais, a informação deve
ser de fácil acesso e entendimento, para não haver restrições quanto às pessoas
de diferentes formações e classes sociais. Para isso, são divulgadas também
versões simplificadas dos Relatórios de Execução.
A transparência é fórmula
fundamental a uma gestão responsável e eficaz e, por ser tão recente na
sociedade civil brasileira, esta não possui uma cultura ou mesmo uma educação
política de acompanhamento de sua própria realidade financeira. Talvez, por
ainda não haver sido disponíveis e possíveis tal acesso antes da publicação da
LRF, a população brasileira ainda não se deparou com a significância que o controle
social pode exercer.
A fiscalização dos gastos do
Governo por meios eletrônicos, juntamente com o entendimento
dessa estrutura financeira é fundamental para a geração de uma democracia para
além do voto. A transparência se faz assim, uma via de duas mãos, onde é necessário
que a população esteja participativa e atenta aos seus representantes, e onde é
preciso um empenho por parte do Governo no cumprimento da legislação fiscal e para
a crescente e constante expansão da divulgação de seus atos à população. Um
governo que trabalha por e para seu povo deve ter isso como o mínimo em sua administração.
[i]
A saber: “(...) no que tange a
renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e
outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por
antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar.”
(§ 1o do
art. 1º da Lcp101).
[ii]
PPA (Plano Plurianual) é a síntese de planejamento que um Governo deve
apresentar no seu segundo ano de mandato, com duração de quatro anos. De uma
forma geral e bastante simplificada, apresenta o olhar e os objetivos do Estado
para o período determinado, a partir de programas de governo.
LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) é a síntese das
metas anuais a serem traduzidas em gastos do governo. Virá acompanhado de Anexo
de Metas Fiscais e Anexo de Riscos Fiscais.
LOA (Lei Orçamentária Anual) é síntese orçamentária
anual. Apresenta os gastos a ocorrem em determinado ano.
Todos estão previstos na Constituição Federal de 1988 e
estabelecem o planejamento de um Governo e, assim, o que e como deverá ser
executado em relação às propostas, planos e programas que o Estado faz para
dado período de tempo e isto se relaciona diretamente com os gastos a serem
realizados.
Sites relacionados, a quem se interessar:
Portal da Transparência do Governo Federal: http://www.portaltransparencia.gov.br/
Portal da Transparência do Estado de São Paulo: http://www.transparencia.sp.gov.br/
Portal da Transparência da Prefeitura de São Paulo: http://www.capital.sp.gov.br/portalpmsp/homec.jsp
Lei de Acesso à Informação: http://www.acessoainformacao.gov.br/acessoainformacaogov/
Portal da LRF: http://www.lrf.com.br/
5.6.12
Os arranjos e desarranjos da política
A presidenta Dilma parece ter renovado o seu governo e,
vagarosamente, vai se desprendendo de algumas figuras para lá de nefastas.
O PR, com os seus líderes Alfredo Nascimento e Valdemar da
Costa Neto, já se foi. E foi para onde? Para o colo do PSDB, justo o PSDB que
acusava o PR de ser a figura do pior dos mundos na política.
A aliança PSDB-PR isola um pouco mais a candidatura do
Fernando Haddad a prefeito de São Paulo pelo PT. Isso é bom ou ruim?
Pensando somente do ponto de vista pragmático, é ruim para o
PT. Perde tempo de TV enquanto o PSDB ganha mais tempo. Já do ponto de vista
político é bom para o candidato petista, poderá assim compor uma chapa de
centro-esquerda sem o reacionarismo do PR.
O voto do cidadão de São Paulo – a capital e o Estado – é um
mistério. Embora já tenhamos escolhido Luiza Erundina e Marta Suplicy como
prefeitas, a tendência é sempre a de escolher o que temos de pior na política:
Jânio Quadros, Paulo Maluf, Celso Pitta, Quércia... Não há sociólogo que
consiga explicações lógicas.
Temos o mesmo grupo político no comando do estado desde 1982
– quando Franco Montoro ainda pertencia ao PMDB. As gestões são uma sucessão de
fracassos, mas a maioria continua dando o seu voto ao mesmo ninho.
José Serra, que se transformou num “coiso” político não conclui um mandato há 17 anos! E continua
recebendo o voto do cidadão paulistano. Prepara-se agora para mais um pleito
municipal, uma vez que ficou reduzido a este papel: um cacique provinciano.
Nestes primeiros dias de junho vamos observar a definição do
quadro de candidatos às eleições municipais próximas.
Por enquanto tudo confuso e nebuloso.
22.5.12
Assim caminha nossa desumanidade
Está na marca do pênalti a votação da PEC 438 que trata do trabalho escravo. Vejam o caminho extenso percorrido por ela até o momento:
19.5.12
A revista Veja e a insustentabilidade das suas verdades fabricadas
Já faz algum tempo que tento mostrar aos meus interlocutores
as maracutaias da revista Veja, porta estandarte das publicações da Editora
Abril.
A TV Record e a revista CartaCapital têm demonstrado de
forma inequívoca que, além de praticar um jornalismo de péssima qualidade, a
publicação com sede na Marginal do Tietê tem enveredado pelo mundo do crime,
seja guiada pelo Carlinhos Cachoeira – hoje chamado de bicheiro e criminoso
pela mídia, mas até ontem qualificado como empresário do ramo de jogos pela mesma
– ou abrindo espaço para o seu sócio, senador Demóstenes Torres.
O impávido senador ocupou as páginas amarelas da porcalhona
para detonar o Congresso e seus pares.
A revista articula notas, notícias, reportagens
investigativas e outras artimanhas sempre de acordo com os seus interesses mais
sórdidos.
Isso a parte da mídia não comprometida com os interesses
corporativos do PIG (Partido da Imprensa Golpista, segundo Paulo Henrique
Amorim) tem mostrado com sobras.
Hoje tive acesso, por indicação dos amigos virtuais do Twitter,
a um artigo demolidor sobre as fraudes e interesses nebulosos da revistinha
mais lida do país, mas que é chamada de revista de fofocas pela imprensa
internacional.
Trata-se da análise de uma matéria de capa lidando com a delicada
questão dos agrotóxicos. O texto é assinado por Elenita Malta Pereira,
doutoranda em História na UFRGS. Primeiro li no blog Outras
Palavras e depois no Observatório
da Imprensa.
Leiam os trechos que selecionei (para ler a matéria na
íntegra basta clicar no nome das publicações apontadas acima):
A matéria “A verdade sobre os
agrotóxicos”, publicada na Veja (edição de 4/1/2012), revisita um tema que é
alvo de polêmicas, oposições apaixonadas e amplas discussões no Brasil desde os
anos 1970. No entanto, apesar de décadas de controvérsia, já no título, a
revista demonstra que pretende revelar a verdade sobre o assunto. A Associação
Brasileira de Agroecologia (ABA), em carta-resposta à Veja, considerou o
tratamento dado a um tema tão controverso como “parcial e tendencioso”,
apontando uma série de equívocos na reportagem.
(...)
Motivada pela divulgação, em
dezembro de 2011, de um estudo sobre contaminação de alimentos por pesticidas
promovido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) referente ao
ano de 2010, a reportagem da Veja começa questionando o uso da palavra
“agrotóxico”: o “nome certo é defensivo agrícola”. Segundo a matéria,
“agrotóxico” é um termo impreciso e carregado de julgamento valor; já
“defensivos” seria correto, porque esses produtos não servem para intoxicar o
ambiente ou o consumidor, mas para “defender” a plantação de pragas, insetos e
parasitas. Esse debate é antigo, construído ao longo de uma verdadeira
contenda, que foi protagonizada por ecologistas, políticos e representantes das
indústrias agroquímicas, desde os anos 1970. A própria nominação dos
agroquímicos determinava de que “lado” estava quem nomeava: de um lado
executivos das indústrias fabricantes que, obviamente, queriam vender seus
produtos, pesquisadores que recebiam financiamento dessas empresas para suas
pesquisas e funcionários públicos, todos trabalhando para “defender” seus
interesses. Do outro lado, entidades ambientalistas de vários estados,
professores universitários e pesquisadores preocupados com o efeito desses
produtos na saúde das pessoas e da natureza.
O termo agrotóxico, mais do que
portar um juízo de valor, está consolidado na legislação brasileira sobre o
tema, a Lei 7.802/89. A palavra já estava presente na primeira legislação
estadual, a Lei 7.747, publicada no Rio Grande do Sul, em dezembro de 1982,
fruto de um amplo debate liderado por políticos, pesquisadores e ecologistas. O
ecologista José Lutzenberger considerou a publicação dessa lei uma “vitória sem
precedentes”, uma conquista da sociedade civil, inédita em diversos países. Por
outro lado, o termo “defensivos agrícolas” também não é isento de valor:
expressa que essas substâncias são boas, defendem a lavoura de pragas. No
entanto, o próprio conceito do que pode ser considerado praga é questionável,
depende do ponto de vista de quem está observando uma plantação. O que é praga
na agricultura que usa produtos químicos pode ser um aliado no controle natural
de insetos realmente prejudiciais, e até mesmo um indicador da saúde das
plantas para quem pratica agricultura ecológica.
(...)
A matéria da Veja faz afirmações
de forma leviana e irresponsável para a população leiga no assunto, passando a
impressão que os agrotóxicos não são tão perigosos assim. Ela diz que os
alimentos que lideram o ranking da ANVISA de forma alguma representariam risco
à saúde, que os resíduos estão dentro dos níveis seguros e que o uso de
agrotóxicos não autorizados não é prejudicial à saúde. Neste último caso, a
justificativa seria o alto custo para os fabricantes alterarem os rótulos,
indicando outros cultivos onde os pesticidas poderiam ser utilizados. Aqui,
podemos perceber mais uma vez que os interesses das empresas sempre são
relevantes e merecem ser preservados.
(...)
Consultando os arquivos dos
jornais de maior circulação do país, é possível constatar uma quantidade
impressionante de notícias sobre envenenamento e morte de agricultores, cuja
causa envolveu a aplicação de produtos químicos na lavoura. Há períodos em que
as ocorrências são diárias, envolvendo famílias inteiras, em cidades do
interior do Brasil. Casos de jovens que dormiram durante meses, sem perspectiva
de acordar, depois do contato com agrotóxicos; bebês que ficaram doentes por
causa do leite, já que a vaca que o fornecia comeu pasto contaminado com
pesticidas; crianças que morreram pela ingestão de água contaminada; agricultores
fulminados durante pulverizações aéreas sem aviso prévio, entre outros, são
exemplos nefastos de que o equipamento não é garantia de segurança total.
Artigo da Gazeta Mercantil (Porto
Alegre, 28/05/1975) relata que o consumo de pesticidas no Brasil aumentou dez
vezes entre 1964 e 1974 e questiona: “em que medida esse consumo teria sido
fortemente incentivado, provocando o uso indiscriminado e exagerado de
defensivos?” Se por volta de 1974 o consumo somava cerca de 74 mil toneladas
anuais, o que dizer das cerca de 1 milhão toneladas em 2010 (de acordo com
dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola)? O
estímulo ao uso intensivo desses produtos interessa aos fabricantes, pelos
altíssimos ganhos, mas, ao mesmo tempo, provoca prejuízos não totalmente
contabilizados ao ambiente e à vida humana.
(...)
Outra informação da matéria da
Veja é que “o Brasil é um dos países mais rigorosos no registro de
agrotóxicos”. No entanto, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), nosso
país é o principal destino de agrotóxicos proibidos no exterior. Diversos
produtos vedados nos Estados Unidos e na Europa são comercializados livremente
aqui. Se o controle fosse mesmo rigoroso, o Brasil seria o maior consumidor
mundial de agrotóxicos?
A matéria merece ser lida na sua totalidade. Podemos
concluir que a Veja não pratica somente um péssimo jornalismo, destituído de
ética e valores humanísticos, mas também e principalmente faz uso da canalhice
pura e simples.
15.5.12
Mapa Social
O site Repórter Brasil preparou um material de excelente qualidade chamado de Mapa Social. Leiam abaixo a apresentação do trabalho:
Mapa Social:
uma outra referência sobre a realidade
Mapas
são úteis não apenas diante do desconhecido, mas também revelam novas e
distintas facetas mesmo em contextos aparentemente familiares. Como ferramentas
de orientação, não precisam, no nosso entender, se limitar à descrição das
características físicas e materiais de uma área determinada. Podem, portanto,
assumir um significado muito mais amplo, abarcando componentes sociais
relacionados aos seres humanos que fazem parte das cartografias.
Abundam
os exemplos de “guias” feitos a partir do ponto de vista dos “vencedores”, os
quais encontram facilidade para disseminar a sua versão sobre os fatos. As
reportagens que se seguem – e o conjunto de dados, estatísticas e infográficos
que as acompanham – procuram levar em conta aquelas e aqueles que enfrentam um
cotidiano de restrições e permanecem às margens dos processos do sistema
desigual e excludente. São pessoas e grupos desfavorecidos, tidos como
“empecilhos” ou como “efeitos colaterais” do “progresso” da gigante nação
adormecida.
Esta
edição inaugural, que está sendo apresentada em maio de 2012, pretende ser a
primeira de muitas. Enquanto outros panoramas e balanços sobre o cenário
nacional se esmeram em enfatizar as benesses do capital por meio do louvor a
empreendimentos econômico-financeiro-empresariais –, este Mapa Social assume
modestamente o intento de ampliar a perspectiva da sociedade acerca dos
impactos do badalado “crescimento” na vida dos “perdedores”.
Segue-se
aqui a linhagem de jornalismo e pesquisa que já se tornou marca dos trabalhos
da Repórter Brasil, apresentando grandes reportagens – uma por cada região –
baseadas em incursões e apurações de campo, complementadas e repercutidas junto
às instituições, companhias e personagens envolvidos.
Ancorada
na presença in loco da nossa equipe em todas as regiões brasileiras, o conteúdo
é composto de textos, vídeos e fotos, em depoimentos e registros obtidos a
partir das vivências e das trocas com as pessoas que encontramos nas
respectivas localidades.
São
enfocadas as temáticas trabalhista, agrária, socioambiental e dos direitos
humanos – com especial destaque para as abordagens relacionadas ao trabalho
escravo e a outras formas ilegais de exploração da mão de obra – sempre tendo
como referência a problematização do modelo de desenvolvimento dominante no
Brasil.
O
projeto traz ainda infográficos produzidos a partir da colaboração de parceiros
e apoiadores. São instituições que desenvolvem trabalhos de excelência em suas
respectivas áreas de atuação e que acreditaram e colaboraram com a iniciativa
do início ao fim.
As
parcerias são uma prova da relevância de iniciativas de caráter compartilhado,
mas também consistem em um reconhecimento de que o Brasil não deve ser “medido”
apenas pelo tamanho e crescimento da sua economia, mas também pelo investimento
na produção de conhecimento livre e crítico e, principalmente, na valorização
de sua gente.
Clique aqui para ter acesso ao trabalho completo.
1.5.12
Uma longa viagem
Filme com pré-estréia no Memorial da Resistência de São Paulo, veja notícias clicando aqui.
Em virtude da limitação de vagas, os interessados deverão retirar a senha com 30 minutos de antecedência.
PROGRAMA
05/05 - Sábado
14h: Exibição do filme Uma Longa Viagem
15h30: Debate com a diretora do filme Lúcia Murat e o ator Caio Blat
Mediação: Kátia Felipini Neves (Coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo)
O filme - sinopse
A história de três irmãos, com a linha dramática dada pela história do caçula, que vai para Londres em 1969, enviado pela família para não entrar na luta armada contra a ditadura no Brasil, seguindo os passos da irmã. Durante os nove anos em que viaja pelo mundo, ele escreve cartas. Contrapondo-se à entrevista e às cartas, os comentários em off da irmã, presa política que virou cineasta e viaja pelo mundo, num processo inverso ao do irmão que, de viajante livre, foi obrigado a enfrentar diversos problemas. Um documentário que trabalha sobre a memória, não só pela forma como é feita a investigação, mas também sobre o motivo do filme: a morte do terceiro irmão.
Fonte: Taiga Filmes
21.4.12
Nova revista de humor na praça
A revista Veja conseguiu se superar! Só pode ser brincadeira essa capa! Resolveram nivelar-se com o CQC e Casseta e Planeta; agora não jogam mais no time das semanais, logo terão programa na Globo, com direito a piadas racistas, sexistas e imbecilidades correlatas.
A credibilidade da revista há muito foi para o brejo, pelo menos para as pessoas que conseguem pensar com certa autonomia.
Descrédito, envolvimento com o banditismo, manipulação eleitoral...
Como ela ainda consegue tantos e incautos leitores?
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