Reproduzo abaixo a mensagem que mandei aos amigos e as amigas pelo Facebook e email, caso alguém não tenha recebido a culpa foi de uma dessas tecnologias:
6.1.13
5.1.13
Mais uma chacina em SP - a 1ª de 2013.
Começa 2013 e o faroeste do
asfalto continua. Uma chacina sucede a outra. O partido do bico grande e da
plumagem colorida continua com sua política de segurança pública equivocada.
Para escarnecer da população o
tal partido paulista indicou para a Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Municipal
o Coronel Telhada. O mesmo que foi responsável por jogar a tigrada que baba
contra um repórter da Folha de S.Paulo, repórter este obrigado a fugir do país
para preservar a si e a sua família. (Leia aqui
sobre isso)
Agora foram 7 atingidos, só para
começar o ano. Dentre eles o homem que filmou o assassinato de um servente de pedreiro
por policiais (leia aqui
sobre isso, caso já tenha esquecido). (Aqui
a polícia nega que um dos mortos seja a testemunha e aqui
afirma)
A guerra parece ser total. De um
lado a polícia e de outro os pobres e, principalmente, os pretos e mestiços.
Vez por outra citam o PCC para embaralhar as cartas. Uns, para que possam
defender a barbárie, dirão que muitos policiais morreram ano passado. É
verdade! Assassinados covardemente, sem que suas famílias fossem devidamente
amparadas pelo Estado.
Mas quem os matou? Não estou
perguntando o nome de quem apertou o gatilho, mas dos responsáveis pelo que
acontece nos gabinetes e nos quartéis, mas naqueles setores onde soldado só faz
ficar plantado à porta.
Os policiais corruptos,
interessados em estabelecer e controlar os bandos armados, as tais milícias? A
estrutura militar e arcaica que comanda parte disso? A omissão da Corregedoria
ante os desmandos dos policiais desonestos? Os baixos salários da “tropa”, que
os obriga aos bicos? A leniência dos comandantes? A cegueira política do senhor
governador?
Para bater em operário essa
polícia é muito eficiente. Lembram-se do Pinheirinho em São José dos Campos?
(Refresque sua memória clicando aqui)
Mas para combater o crime organizado e a bandidagem a competência desaparece.
Quantas chacinas mais serão
necessárias para por fim à polícia militar? A polícia tem que ser um aparato
civil, subordinada aos governos eleitos legitimamente.
Martela na minha cabeça a música
do Criolo: não existe amor em SP:
“Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas
tão vazias
A ganância vibra, a vaidade
excita
Devolva minha vida e morra
afogada em seu próprio mar de fel
Aqui ninguém vai pro céu”
6.11.12
Há algo de podre no ar de Guarulhos
É verdade gente, não é
sentido figurado! Guarulhos apodreceu! Ontem e hoje um futum insuportável tomou
conta de parte da cidade.
Informações que circulam
por aqui dão conta de que a Pfizer, grande transnacional farmacêutica é a causadora
do odor que empesteia o ar.
Hoje na escola forma
inúmeras queixas de dores de cabeça e enjoo. Acordei por volta das 4 horas da
manhã e não consegui dormir mais, tal o cheiro que impregnava o ar.
Numa rápida busca no Google
só encontrei uma referência no Reclame
Aqui.
29.10.12
Algumas constatações pós-eleitorais
A estratégia do PSDB e dos demais
conservadores, mídia inclusive, de arrastar todos os nomes do PT para a mesma
lama, deu com os burros n’água!
Por quê? Não sei responder. Tenho
algumas pistas, e a mais consistente dela faz-me pensar que os mais pobres associaram a
sua inclusão no “mercado consumidor” com o Lula e aqueles a quem ele defende.
Penso que essa vitória não é do
PT – ou dos partidos da base aliada que conquistaram muitas
prefeituras – mas é uma vitória do personalismo, beirando a mitificação, do
ex-presidente Lula. Óbvio que os menos favorecidos de sempre têm razões
concretas para essa mitificação, ela não é obra midiática ou construída apenas
em cima de sonhos e utopias.
No caso de São Paulo o mais
significativo do resultado da eleição majoritária é o enterro do funesto José
Serra. Sua biografia de socialdemocrata foi sepultada com a guinada a direita
durante as presidenciais de 2010. Nela associou-se aos grupos
ultraconservadores cristãos, que lutam para manter a criminalização do aborto e
sonegam direitos às minorias, particularmente aos homossexuais.
Fez uma campanha desnorteada,
baseada apenas em denúncias e desqualificação do opositor, sem apresentar
propostas concretas para a cidade. Isso para um homem que já foi meio prefeito
e meio governador não caiu bem perante o povo.
Martelou o mensalão dia e noite, quando mensalão não houve, permitam-me discordar dos homens de preto que fazem a justiça desse país. O crime ali cometido chama-se "caixa 2", com sobras de campanhas eleitorais e contribuições clandestinas. É um crime menor? Para nós, cidadãos decentes, não! Para a justiça sempre foi, até semana passada.
Eu não sou defensor do caixa 2 de
campanha eleitoral, seja ele do PT ou do PSDB, mas não sou a favor da
condenação de um e o completo silêncio cúmplice – da mídia, da direita
conservadora e dos chamados partidos de extrema esquerda – e abonador para o
outro.
Devemos caminhar rapidamente para
o financiamento público de campanha, assim poderemos colocar algum cabresto no
poder econômico, caso contrário adeus representatividade.
Aliás, no meu entendimento a tal
democracia representativa está com os dias contados. Ela precisa se reinventar.
Talvez aperfeiçoarmos os instrumentos da democracia direta, ou reconhecermos
outras formas de representação, como fizeram recentemente os equatorianos e
bolivianos.
24.10.12
Boatos na Internet
Ontem fui surpreendido por uma onda de postagens no Facebook de pessoas muito preocupadas com a sua privacidade.
Tudo teve origem numa suposta matéria do Fantástico sobre o tema.
Hoje recebi uma mensagem com a verdade dos fatos, vejam:
Não! O boato que
circula pelo Facebook citando a reportagem do vidente do Fantástico para falar sobre a falta de
proteção do Facebook é falso.
Não é verdade que,
se um dos seus contatos curtir um post, isso será publicado no Google ou que
qualquer pessoa fora da sua rede poderá vê-lo. Tudo isso trata-se de mais
um hoax (trote, em inglês) que virou corrente de internet.
Veja qual é a história por trás deste rumor e confira como definir quem pode ler o que é publicado no teu muro:
Bom gente, quem assistiu o Fantástico ontem sabe da falta de proteção no Facebook.
Com as mudanças do Face, agora todos ficam sabendo de coisas de gente que nem estão nos nossos contatos, só porque um contato faz um comentário ou "curte" algo de alguém.
Então peço a gentileza de: (1) Aqui mesmo, logo acima, posicione o mouse sobre a minha foto (sem clicar). (2) Espere até aparecer uma janela e posicione o mouse sobre o ícone "Amigos..." (também sem clicar), depois (3) Desça até "Configurações" e aí sim clique. Vai aparecer uma lista: (4) Clique em "Comentários e opções Curtir" desmarcar esta opção. Assim minhas atividades ficarão restritas aos meus amigos e familiares, não se tornarão domínio público. MUITO GRATO! Se quiser copiar e colar no seu mural para assegurar a sua privacidade, esteja à vontade. Como fiz copiando de um amigo. Obrigada a todos!!!
TODOS MEUS AMIGOS QUE ME FIZEREM ESSA GENTILEZA, POR FAVOR ME AVISEM, POIS ESTAREI TMB FAZENDO O MESMO EM SUA PÁGINA. AGRADEÇO DE CORAÇÃO A TODOS!!!!!!!!!!! ;)
Na verdade, a matéria do Fantástico não tem nada a ver com isso. Ela apenas fala do cuidado que temos que ter ao publicar coisas no nosso muro. Esta é uma versão mais antiga da mesma história:
Pessoal, o Facebook mudou: todos os comentários, os cliques sobre “curtir” serão a partir de agora públicos no Google. Gostaria que fizessem um favorzinho: – passem o cursor por cima do meu nome, esperem que a pequena janela se abra, cliquem sobre “assinado” e retirem a subscrição de “comentários e opções curtir”. Se me pedirem, farei o mesmo, e desta maneira os nossos comentários sobre amigos e família não serão tão divulgados! Obrigada e gostaria que me informassem se o fizerem! Copie esta nota em seu status se quiser que o mínimo de suas informações sejam de domínio público.
É verdade que, se um amigo comenta em uma foto sua, os amigos dele poderão ver essa ação na barra lateral. Mas isso só acontece se essas pessoas tiverem permissão para ver: ou porque você postou algo como "público" (aberto a todos), ou porque você permitiu que os “amigos de amigos” vejam as atividades do seu muro.
Por exemplo, imagine que você cria um álbum novo de fotos e marca todo o álbum para que apenas os seus amigos possam ver as fotos. Deste modo, mesmo que seus amigos comentem ou apertem o "curtir", ninguém que não é seu amigo poderá vê-las. Fácil assim.
Para configurar melhor sua privacidade, confira nosso post de como bloquear o mural do Facebook.
Tudo teve origem numa suposta matéria do Fantástico sobre o tema.
Hoje recebi uma mensagem com a verdade dos fatos, vejam:
Por Caue Llop em 23 outubro, 2012
Veja qual é a história por trás deste rumor e confira como definir quem pode ler o que é publicado no teu muro:
O boato
Como é comum neste
tipo de aviso-envie-a-todos-os-contatos-para-salvar-o-mundo,
existem várias versões do mesmo texto circulando pela rede. Esta é a versão
mais recente do boato, que tenta usar a matéria do Fantásticopara
justificar o hoax:Bom gente, quem assistiu o Fantástico ontem sabe da falta de proteção no Facebook.
Com as mudanças do Face, agora todos ficam sabendo de coisas de gente que nem estão nos nossos contatos, só porque um contato faz um comentário ou "curte" algo de alguém.
Então peço a gentileza de: (1) Aqui mesmo, logo acima, posicione o mouse sobre a minha foto (sem clicar). (2) Espere até aparecer uma janela e posicione o mouse sobre o ícone "Amigos..." (também sem clicar), depois (3) Desça até "Configurações" e aí sim clique. Vai aparecer uma lista: (4) Clique em "Comentários e opções Curtir" desmarcar esta opção. Assim minhas atividades ficarão restritas aos meus amigos e familiares, não se tornarão domínio público. MUITO GRATO! Se quiser copiar e colar no seu mural para assegurar a sua privacidade, esteja à vontade. Como fiz copiando de um amigo. Obrigada a todos!!!
TODOS MEUS AMIGOS QUE ME FIZEREM ESSA GENTILEZA, POR FAVOR ME AVISEM, POIS ESTAREI TMB FAZENDO O MESMO EM SUA PÁGINA. AGRADEÇO DE CORAÇÃO A TODOS!!!!!!!!!!! ;)
Na verdade, a matéria do Fantástico não tem nada a ver com isso. Ela apenas fala do cuidado que temos que ter ao publicar coisas no nosso muro. Esta é uma versão mais antiga da mesma história:
Pessoal, o Facebook mudou: todos os comentários, os cliques sobre “curtir” serão a partir de agora públicos no Google. Gostaria que fizessem um favorzinho: – passem o cursor por cima do meu nome, esperem que a pequena janela se abra, cliquem sobre “assinado” e retirem a subscrição de “comentários e opções curtir”. Se me pedirem, farei o mesmo, e desta maneira os nossos comentários sobre amigos e família não serão tão divulgados! Obrigada e gostaria que me informassem se o fizerem! Copie esta nota em seu status se quiser que o mínimo de suas informações sejam de domínio público.
De onde surgiu este mito?
A ideia que
qualquer pessoa pode ler o que é "curtido" por um amigo no Facebook
provavelmente vem da nova barra lateral da rede social. Nela,
é possível ver a atividade dos seus amigos em tempo real.É verdade que, se um amigo comenta em uma foto sua, os amigos dele poderão ver essa ação na barra lateral. Mas isso só acontece se essas pessoas tiverem permissão para ver: ou porque você postou algo como "público" (aberto a todos), ou porque você permitiu que os “amigos de amigos” vejam as atividades do seu muro.
Por exemplo, imagine que você cria um álbum novo de fotos e marca todo o álbum para que apenas os seus amigos possam ver as fotos. Deste modo, mesmo que seus amigos comentem ou apertem o "curtir", ninguém que não é seu amigo poderá vê-las. Fácil assim.
Para configurar melhor sua privacidade, confira nosso post de como bloquear o mural do Facebook.
A falsa solução sugerida no boato
O rumor aconselha
a desmarcar a opção "Comentários e opções Curtir" da
pessoa que publicou o boato. A ideia é que, quando você comenta ou curte
qualquer coisa no muro do seu amigo, ninguém mais veja esta atividade.
Mas a verdade é
que isso faz exatamente o contrário! Este menu que aparece quando
você passa o mouse no nome da pessoa apenas controla o tipo de atualização que
você quer ver do seu amigo. Ou seja, só serve para você. Ao desmarcar a
opção, você deixará de ver os posts que seu amigo curte ou comenta.
Sejam eles públicos ou não.
Correntes e spam
Este trote termina
do jeito clássico de todas as correntes e falsos boatos que circulam na
internet: pedindo para você publicar o aviso no seu muro para que seus amigos
vejam e “passem adiante”. Tome cuidado com qualquer mensagem ou e-mail que você
receber pedindo para mandar para todos os seus contatos. É melhor confirmar se é
verdade primeiro, para não "pagar mico" depois.
Você conhece outro exemplo de aviso falso que anda circulando pelo
Facebook? Compartilhe nos comentários!
(Originalmente
publicado em 17/09/2012 e atualizado em 23/10/2012)
[Via Softonic ES]
16.9.12
A questão das mudanças climáticas - um olhar diferente
Entrevista com o cientista Luiz Carlos Molion sobre o aquecimento global. Compensa ver as outras 6 partes!
9.9.12
23.8.12
Elis Regina: magistral interpretação
Quando ouço essa música, na voz dessa mulher maravilhosa, sinto como se o tempo pudesse voltar.
21.8.12
Mais um show de bola do Bob Fernandes
Bob Fernandes é um dos melhores jornalistas do Brasil. Já pensava assim quando ele comandava a redação da CartaCapital. Continuo com a mesma opinião hoje, quando ele está a frente do Terra Magazine e faz comentários sobre política no Jornal da Gazeta.
Neste dia 20/08 ele mandou muito bem, mais uma vez! Assistam, vale a pena:
20.8.12
Campanha eleitoral na Internet
Leis
eleitorais garantem liberdade de expressão na internet durante as eleições;
veja regras
Com a
popularização da internet, e também das redes sociais, foi necessário adaptar
as leis eleitorais para tratar de questões diferentes daquelas existentes no
mundo off-line. As mudanças realizadas em 2009 no código eleitoral passaram a
contemplar situações antes inexistentes, como propagandas em blogs. Abaixo,
você confere o que é permitido e o que é proibido na internet durante a
campanha eleitoral – as restrições são muito maiores para os candidatos do que
para os internautas.
Os usuários
não têm de se preocupar com a censura, pois tanto as mensagens contra e a favor
dos candidatos estão liberadas. No entanto, não é permitido que as
manifestações sejam feitas de forma anônima. Neste caso, os autores e possíveis
beneficiados pelas postagens estão sujeitos a multas entre R$ 5.000 e R$ 30
mil.
Já os
políticos que desejam ingressar nos cargos públicos precisam se atentar há uma
série de regras, que seriam suficientes para fazer uma cartilha (isso sem falar
das regras fora da internet). Veja a seguir o que os internautas e candidatos
podem ou não fazer.
INTERNAUTAS
O que é
permitido:
Os usuários
são livres para postar opiniões positivas ou negativas em relação aos
candidatos.
O que é
proibido:
Manifestações
ofensivas feitas de forma anônima. Neste caso, os autores das postagens estão
sujeitos a multas de até R$ 30 mil.
Comentários
ofensivos ou caluniosos. Quando isso acontece, o candidato tem o poder de
solicitar direito de resposta à justiça.
POLÍTICOS
O que é
permitido:
Campanha
eleitoral nos sites dos candidatos, partidos e coligações, desde que os
endereços eletrônicos estejam cadastrados na Justiça Eleitoral.
Utilização de
redes sociais como forma de divulgação durante a campanha eleitoral.
Envio de
e-mails aos usuários, desde que o político ofereça um modo para que os
internautas retirem o endereço da lista de destinatários eletrônicos.
O que é
proibido:
Hospedagem de
informações divulgadas na internet fora do Brasil.
Campanha
eleitoral nas redes antes do dia determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
As propagandas partidárias são permitidas no máximo em até 90 dias antes da
votação.
Propaganda
eleitoral paga de qualquer espécie na internet.
Veiculação de
conteúdo de campanha em sites governamentais.
Publicação de
campanha em sites de instituições privadas, mesmo que a empresa não possua fins
lucrativos.
Receber
doação de endereço eletrônico das empresas de serviço de internet.
Punições
Caso algum
serviço online descumpra as determinações da lei eleitoral, os candidatos,
partidos ou o Ministério Público podem entrar com um pedido no Tribunal
Superior Eleitoral para que a página fique fora do ar durante 24 horas.
Fonte: UOL - Eleições 2012
16.8.12
Cotas para os alunos da escola pública: questão de solidariedade e justiça
Interessante
a capacidade das pessoas mudarem suas opiniões ao sabor dos ventos! Outro dia
mesmo – quando da discussão sobre as cotas étnico-raciais –, muitos
argumentavam que tal medida prejudicaria os brancos pobres.
Agora, quando
o Congresso aprova o projeto que estabelece cotas para egressos da escola
pública, portanto os pobres, nas Universidades e Institutos Federais muitos se
rebelam também contra essa medida.
Na verdade
falta coragem para estas pessoas gritarem bem alto: quero manter meus
privilégios!
Esbravejam em
favor do mérito acadêmico como se isso fosse possível num país tão desigual – com
diferenças abissais nos sistemas educacionais.
Insistem em
dizer que o estabelecimento de cotas vai diminuir a qualidade acadêmica nas
Instituições. Já temos resultados suficientes, tanto na UnB quanto na UERJ para
desmentir tal fanfarronice.
Precisamos
corrigir as distorções existentes e garantir cotas de entrada no ensino
superior é o meio mais rápido e eficiente. Não podemos esperar pela melhoria no
ensino público, isso demanda tempo, portanto seria pedir aos excluídos de hoje
que permanecessem nessa condição por mais algumas décadas.
Claro está
que precisamos aprofundar o debate político sobre o sistema educacional, isso é
uma responsabilidade de toda a sociedade, isso não é impeditivo para garantir
vagas nas boas instituições públicas para os egressos da escola pública.
Todo apoio ao
projeto e tomara que seja rapidamente sancionado pela Presidenta Dilma.
É uma questão
de justiça e solidariedade!
Leia também:
10.8.12
A casa do sol nascente
Essa música embalou parte da minha infância/adolescência. Sempre me emocionou, mesmo sem entender nada do que eles cantavam. A melodia carrega um ar de dramaticidade incrível.
3.8.12
Momento olímpico
Como
de hábito estamos num momento de mobilização desportiva. A mídia oferece
generosos espaços para todos os esportes, as pessoas comentam nas ruas,
escolas, bares, redes sociais etc. e tal sobre todas as modalidades em disputa
na distante Londres.
A
torcida, ensandecida, clama por medalhas, como aquele personagem do desenho
animado que só sabia falar: medalhas, medalhas...
Somos
acostumados aos talentos que brotam, ora numa modalidade, ora noutra. Invejamos
o desempenho de países como EUA, China, Coréia do Sul, dentre outros e não nos
damos conta de como é o processo para que alcancem tal sucesso.
Não
gosto do jeitão dos chineses, lembra-me um pouco o jeito estalinista de criar
campeões. Partilho da visão do Dr. Sócrates, que infelizmente não está mais entre
nós, que afirmava que o esporte deve ser parte integrante da política
educacional e de saúde. Deve ser massificado com campeonatos escolares nos
municípios e estados da federação, culminando com grandes torneios nacionais.
Assim,
dessa enorme quantidade, conseguiríamos apurar os talentos e ganhar em
qualidade. Os centros de treinamento deveriam ser nas escolas e, talvez por
região ou estados, deveriam ser construídos centros de excelência, com
equipamentos, médicos, fisiologistas, laboratórios e tudo o mais que fosse
necessário.
É
necessário reconhecer que o trabalho tem sido mais efetivo e o Brasil tem
realizado alguns avanços. O “bolsa atleta” é um deles, mas é uma gota d’água no
oceano.
O
emaranhado de federações, comandados por cartolas de honestidade duvidosa, suga
boa parte das verbas, sem que elas alcancem de fato os verdadeiros merecedores:
atletas, técnicos e equipe de apoio.
Os
resultados não aparecerão do dia para a noite, preparar um atleta de alto
rendimento demanda tempo e paciência, mas o trabalho deve ser permanente,
inclusive para se garantir a renovação.
O
caso do futebol feminino é emblemático. A falta de apoio dentro do país impede
a renovação. A seleção nacional que acaba de ser eliminada foi a última para
grande parte das jogadoras. E o trabalho de base?
O
judô parece viver um ciclo de excelência. Novos e promissores atletas surgem a
cada ciclo olímpico, talvez fosse um modelo a ser estudado.
O
atletismo também tem presenciado o surgimento de novos atletas, muito
promissores.
Na
ginástica a aposentadoria de uma equipe feminina muito talentosa não aparenta
ter substitutas a altura. Ao contrário da equipe masculina que vê surgir jovens
ranqueados entre os melhores do mundo, embora não tenham conquistado medalhas.
A
natação brasileira também tem evoluído, com nadadores competitivos em todos os torneios
olímpicos, mais o time masculino do que o feminino.
O
atletismo, que começou hoje, parece ter também se renovado, além de alguns
veteranos em boas condições de competir.
Nos
esportes coletivos o basquete masculino ressurgiu das cinzas, embora com os
jogadores, quase todos, atuando nos EUA ou na Europa, fato que pode colocar em
risco a renovação. Infelizmente o feminino não teve a mesma sorte.
O
vôlei paga o preço de uma hegemonia duradoura. Parece que o time masculino se
cansou de ganhar ou chegou ao limite de sua evolução. O feminino oscila muito
emocionalmente, mas parece garantir certo padrão de renovação, com exceção de
substitutas para Fernanda Venturini e Fofão, nossas levantadoras durante
décadas.
O
futebol masculino aparece com chances reais de buscar a medalha de ouro,
inédita, só torcer para que nenhuma zebra aparecer.
O
público precisa ser educado para apreciar e torcer pelos esportes que não sejam
o futebol, basquete e vôlei.
Para
um nadador ficar entre os 10 melhores do mundo numa competição olímpica é um
feito incrível. Conquistar uma medalha de bronze então é um grande honraria. E
o que dizer daquele que fica em quarto lugar por diferença de décimos de
segundo? É um fracassado? Não, principalmente se considerarmos nossa realidade,
tal atleta tem que ser tratado como herói!
Isso
se aplica a todos os demais esportes. Infelizmente a mídia não colabora muito
com esse movimento de educação do telespectador/torcedor. Em dado momento um
ufanismo exagerado, talvez para amealhar maior assistência e agradar mais os
patrocinadores, soa muito distante da realidade do nosso esporte. A esse
ufanismo, sucede um desapontamento com os insucessos daqueles prognósticos
antes realizados. Sem contar a desinformação e os equívocos, principalmente da
TV aberta.
É
uma pena que a totalidade da população não tenha acesso às transmissões da
ESPN. Não que ela seja isenta de erro ou bobagens, mas a qualidade dela é
infinitamente superior às outras emissoras, quer sejam a cabo ou abertas.
Não
sou otimista nem pessimista com relação ao desempenho dos nossos atletas. Creio
que ficaremos no mesmo patamar dos Jogos de Pequim, talvez um pouco abaixo ou
um pouco acima.
O
surgimento de jovens talentos aponta para uma participação melhor nos Jogos do
Rio em 2016.
Mas
precisamos mudar a política de esportes no Brasil. O dinheiro do Estado deve
ser mais bem empregado. Os atletas, técnicos e equipes de apoio devem ser os
grandes protagonistas e não os dirigentes.
4.7.12
É como se fosse 1977 novamente
Era quase final do ano, para ser mais preciso Outubro de
1977. O campeonato paulista era longo, turno, returno, 3ª fase e final em
melhor de três partidas.
O Corinthians deve ter disputado quase 50 jogos.
Desde 1954 não era campeão. Eu nasci em 1962, tinha,
portanto 15 anos e não tinha visto meu time campeão ainda.
Morava no sul de Minas Gerais, na aprazível Varginha.
Naturalmente as maiores torcidas eram do Cruzeiro e do Atlético, mas todos
tinham um segundo ou terceiro time, influencia do futebol nacional. E, claro,
os corintianos existiam em grande quantidade também.
O Timão ganhou a primeira partida e perdeu a segunda. Fomos
para o desempate. No ar aquela esperança religiosa. No time, assim como no que
hoje a noite disputará a última partida da Taça Libertadores, não havia um
craque de destaque absoluto.
Era um grupo de bons jogadores, alguns esforçados, mas todos
com a alma do Corinthians. Garra e muita vibração, num tempo no qual o futebol
não movimentava tantas somas e vestir uma camisa como a alvinegra era uma honra
inenarrável.
Preferi não me juntar ao grupo de amigos. Em casa permaneci
na sala, sozinho e em silêncio.
Meus pais e minhas irmãs dormindo e eu ali, olhos fixos na
TV, numa ansiedade sem tamanho.
Os minutos passavam e o empate parecia ser o resultado mais
óbvio.
Até que aos 37 minutos do segundo tempo, Basílio, o pé de
anjo, acertou um chute indefensável, após um bate e rebate infernal na área da
ponte.
A única reação que me coube no momento foi chorar. Chorava
de maneira convulsiva, sem conseguir parar e, com medo de acordar meus pais,
enfiei-me embaixo do sofá e lá fiquei até o apito final.
Quando o jogo acabou gritei feito louco, acordando os poucos
vizinhos que teimavam em dormir e saí correndo pelas ruas. Em cada rua
encontrava mais loucos gritando, correndo e chorando.
Já na Praça da Fonte encontramos centenas de outros
corintianos, vários carros e passamos a desfilar pela cidade.
Tinha 15 anos! Parei de festejar com o amanhecer e trabalhei
no outro dia com um sentimento de felicidade que nunca tinha experimentado.
Que hoje seja 1977 novamente! Que a garra e a emoção dos
deuses do futebol estejam de bem com a nação alvinegra! Que São Jorge nos
proteja!
E aqui, na voz de Osmar Santos, a tradução da emoção daquele gol!
26.6.12
A foto que doeu na alma
A Ditadura Cívico-Militar que vigorou no nosso país nas décadas de 1960 a 1980 deixou inúmeras marcas.
A primeira:
destruiu a educação pública! Sim e fez com esmero, de maneira a dificultar ao
extremo sua recuperação. Contribuiu ainda para que as pessoas deixassem de ler.
Temos como resultado um exército de analfabetos funcionais.
Só por isso
deveriam ser condenados para sempre e lembrados como vendilhões da pátria!
Mas eles
assassinaram também! E torturaram! Costumo dizer aos meus alunos que este é o
pior dos crimes. Entendo a coisa da seguinte maneira: se eu me armar e resolver
combater o governo de plantão, sei que posso matar e também morrer. Digamos que
há certa legitimidade morrer na ação, no confronto com o inimigo. Mas quando a
pessoa está presa, dominada e encarcerada não pode haver assassinato – é esse
nome – ou mesmo violência física.
O crime é considerado
imprescritível perante os tribunais da ONU. Para ele não cabe perdão, apenas
julgamento, com amplo direito de defesa, e punição quando for o caso. Só isso!
E a Ditadura
matou e torturou. Pessoas desapareceram, temos mães que não tem os corpos dos
filhos e filhas para pranteá-los. Filhos e filhas que mal conheceram seus pais
e mães por que foram assassinados por dementes de farda, a serviço do Estado.
Não podemos
esquecer que os militares tiveram grande contribuição de civis: políticos,
empresários, jornalistas e até empresas, isso mesmo, pessoas jurídicas – Grupo Folha,
Rede Globo, Grupo Estado, isso para mencionar apenas os grupos midiáticos.
Dentre os
políticos alguns nasceram, cresceram e se fizeram na Ditadura. Um dos maiores
símbolos desses canalhas é o Sr. Paulo Salim Maluf.
Quando no
poder aqui em São Paulo, Maluf foi um dos articuladores da Operação
Bandeirantes – OBAN – que matou, torturou, financiou grupos de extermínio, que
premiava os agentes da repressão pelas prisões e mortes efetuadas.
Inúmeros
foram os desmandos nos vários cargos que ele ocupou, sempre protegido pelos
militares de plantão.
Por isso ele
encarnou como poucos a Ditadura Militar, até por não ser militar.
Quando da redemocratização
do país continuou sua caminhada política. Desmandos, acusações de roubo, superfaturamento,
cenas de autoritarismo explícito foram sempre sua marca.
Virou verbo:
malufar, no sentido de aderir a roubalheira. Manteve sempre um eleitorado
cativo na capital e no estado de São Paulo, tal qual o PSDB dos dias de hoje.
Voltei para
São Paulo em 1981. Comecei minha militância política no Partidão, então atuando
no MDB. No início de 1982 me filiei ao PT, permanecendo filiado até 1995.
Participei de todas as campanhas subsequentes, sempre apoiando a coligação
liderada pelo Partido dos Trabalhadores.
Convivi com
pessoas que reputo íntegras, como Florestan Fernandes e Luiza Erundina e
conheci outros que não ouso aproximar minha mão da mais tênue chama. Neste
segundo grupo existem os desonestos, que buscam auferir vantagens para si e
seus apaniguados e existem aqueles que buscam vantagem para o Partido, o chamado
“caixa 2”, praga maior do nosso sistema político.
Há outra turma
que pensa que os fins justificam os meios, quaisquer que sejam esses meios.
Algumas
coligações do governo Lula, feitas em nome da governabilidade, foram engolidas
de maneira muito amarga. O pragmatismo político e a necessidade do apoio do
Congresso justificaram tais coligações. Eram feitas no plano institucional,
partido com partido, com compromissos formais entre eles e – podemos intuir – outros
compromissos inconfessáveis, como acontece com todos na política.
Lula
conseguiu conduzir dois mandatos, com algumas atribulações sérias causadas por
alguns dos aliados e conseguiu – talvez sua maior façanha – eleger sua
sucessora a presidenta Dilma.
No plano
federal os acordos continuam da mesma maneira, apenas a presidenta parece ser
menos tolerante com desgastes e acusações públicas.
Estamos às
portas de uma eleição municipal. São Paulo sempre foi o calcanhar de Aquiles do
PT. Desta vez o presidente Lula ungiu – assim mesmo, como se fosse o sumo
sacerdote – Fernando Haddad, aparentemente o melhor nome do Partido para
concorrer ao cargo de prefeito da maior cidade do país.
As coisas
caminhavam até bem, com exceção da deserção da Marta Suplicy da campanha do
Haddad. Aprovado na convenção do Partido começam as articulações das alianças
políticas. Mais do que plano de governo e afinidade de projeto – se é que algum
Partido o possui – valem os preciosos minutos televisivos. Neste segmento duas
coisas importam: somar tempo ao seu candidato e subtrair do principal opositor.
Nesta
operação o PT tentou reproduzir parte da aliança que se tem no plano nacional.
Com algumas defecções como o PMDB que tem candidato próprio na capital
paulista.
Ao buscar
somar os partidos que apoiam o governo da presidenta Dilma o PP é somado. Na
base de sustentação política da presidenta ele é tido como um dos que dá menos
trabalho e não cria dificuldades para ela, como fazem o PMDB, PDT e outros.
O problema
está na sua principal liderança, praticamente o dono do partido, em São Paulo:
Paulo Salim Maluf. O mesmo que virou verbo, sinônimo de roubalheira, pouco caso
com a população, político que só se preocupa em sair-se bem e o povo, ora o
povo que se exploda, como diria o personagem do humorístico da TV.
Tal
dificuldade poderia ser razoavelmente contornada se tal aliança fosse
institucional, se os partidos se reunissem e selassem tal anomalia lá entre
eles, trocando um ou outro cargo pelos preciosos 1 minuto e 40 segundos do
tempo de TV. Seria de embrulhar o estômago, de dar nojo, causar repugnância,
mas, se essa é a regra do jogo e o objetivo maior é derrotar os tucanos na
capital...
O problema
não parou por aí. O Maluf, aquele que virou verbo, exigiu a presença de Lula e
Haddad em sua casa para um autêntico beija mão à moda antiga.
Fotos nas
primeiras páginas de sites, jornais e revistas!
Discussão
entre a militância petista, escárnio dos antipetistas.
A imagem é
muito forte e carregada de significados. O homem procurado pela Interpol, premiado
com uma citação no hall da corrupção recentemente anunciado pelo Banco Mundial,
apertando a mão do operário-presidente, do líder das greves do ABC no final dos
anos de 1970. Um aperto de mão entre desafetos políticos que nunca imaginaríamos
partilhando um encontro político.
O líder dos
operários do ABC, o operário-presidente, odiado pelas elites nativas, repudiado
pela mídia comercial apertando a mão do articulador da OBAN, do serviçal da
ditadura, do representante maior de todos os males causados por um grupo de
assassinos fardados e financiados por empresários inescrupulosos.
De um lado o
líder que inspirou sonhos de um Brasil mais justo e igualitário, do outro um
procurado pela polícia, acusado de corrupção!
O aperto de
mão foi ruim, mas a foto doeu na alma!
11.6.12
Caminhos para a participação
Caminhos para a participação
Beatriz Reimberg dos Santos Vieira
Todo e qualquer governo
democrático tem o caráter de representação de seu povo e, portanto, deve
prestar contas a este, de modo a tornarem conscientes os cidadãos das ações,
rumos e gastos de seus representantes. É uma lógica um tanto simples, porém
nova. A Lei de Responsabilidade Fiscal é de 2000 e, portanto bastante recente.
É a partir dela que se determina a exigência de equilíbrio das contas do Estado
(Receita e Despesa), assim como a possibilidade de averiguação dos gastos do
Governo por parte da população. Até então não havia meios diretos para uma
transparência governamental ativa.
Contudo, ainda é preciso
entender o que se pode mudar a partir de uma fiscalização direta do Governo, ou
seja, o quanto nós como cidadãos brasileiros podemos entender e modificar a
realidade do nosso país através de um maior interesse e participação, que não
virá de outra forma, se não da própria população – nós. Esses novos meios de
fiscalização e acompanhamento trazidos pela LRF propiciam uma nova forma de nos
relacionarmos com o Estado e suas ações, podendo nos inserir na atuação da
política. Entretanto, não há ainda no Brasil essa cultura de transparência e
fiscalização, e nem mesmo um contato real do cidadão com a sua própria
legislação. O artigo 48º da LRF, parágrafo único, inciso I propõe justamente
que seja incentivada a participação popular e a realização de audiências
públicas com esse fim.
O Brasil é um país que muito
se caracterizou pela irresponsabilidade governamental acerca da gestão fiscal.
E, a fim de mudar essa realidade a criação da Lei Complementar nº 101 (LRF) tenta
objetivar os gastos do governo, além de assumir o compromisso de
responsabilidade fiscal dos governantes, exigindo o uso de instrumentos de transparência
para a população. A lei é quem trás esse conceito de gestão fiscal responsável e
“pressupõe a ação planejada e
transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o
equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados
entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições (...)[i] ”
(§ 1o do art.
1º da Lcp101).
Sendo a Democracia “um
governo do povo”, a população é parte integrante do Governo e deve mover ações
no sentido de Controle e Fiscalização do mesmo, participando de forma ativa
para que haja controle dos gastos de seus próprios tributos e da administração
de seu ambiente. A responsabilidade destes deve ser traçada através de uma
gestão participativa e uma fiscalização orçamentária.
A expansão tecnológica e da
rede digital, junto com o crescente acesso à internet e aos meios de
comunicação, possibilitou e facilitou ainda mais essa fiscalização social, visto
os instrumentos e meios apresentados pela LRF, como (1) os planejamentos
orçamentários – PPA, LDO, LOA[ii] -, (2) os relatórios de
execução (Relatório da Gestão Fiscal e Relatório Resumido da Execução
Orçamentária) e (3) a prestação de contas aos Tribunais de Conta.
O já citado artigo 48º da
LRF prevê justamente essa divulgação eletrônica. E, inclusive, esta liberação
de informações pormenores sobre a execução orçamentária e financeira, quanto à
receita e à despesa (incisos II e III, art. 48º-A) para conhecimento e
acompanhamento da sociedade através de meios eletrônicos de acesso público
devem acontecer em tempo real (inciso II, art. 48º). Ademais, a informação deve
ser de fácil acesso e entendimento, para não haver restrições quanto às pessoas
de diferentes formações e classes sociais. Para isso, são divulgadas também
versões simplificadas dos Relatórios de Execução.
A transparência é fórmula
fundamental a uma gestão responsável e eficaz e, por ser tão recente na
sociedade civil brasileira, esta não possui uma cultura ou mesmo uma educação
política de acompanhamento de sua própria realidade financeira. Talvez, por
ainda não haver sido disponíveis e possíveis tal acesso antes da publicação da
LRF, a população brasileira ainda não se deparou com a significância que o controle
social pode exercer.
A fiscalização dos gastos do
Governo por meios eletrônicos, juntamente com o entendimento
dessa estrutura financeira é fundamental para a geração de uma democracia para
além do voto. A transparência se faz assim, uma via de duas mãos, onde é necessário
que a população esteja participativa e atenta aos seus representantes, e onde é
preciso um empenho por parte do Governo no cumprimento da legislação fiscal e para
a crescente e constante expansão da divulgação de seus atos à população. Um
governo que trabalha por e para seu povo deve ter isso como o mínimo em sua administração.
[i]
A saber: “(...) no que tange a
renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e
outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por
antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar.”
(§ 1o do
art. 1º da Lcp101).
[ii]
PPA (Plano Plurianual) é a síntese de planejamento que um Governo deve
apresentar no seu segundo ano de mandato, com duração de quatro anos. De uma
forma geral e bastante simplificada, apresenta o olhar e os objetivos do Estado
para o período determinado, a partir de programas de governo.
LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) é a síntese das
metas anuais a serem traduzidas em gastos do governo. Virá acompanhado de Anexo
de Metas Fiscais e Anexo de Riscos Fiscais.
LOA (Lei Orçamentária Anual) é síntese orçamentária
anual. Apresenta os gastos a ocorrem em determinado ano.
Todos estão previstos na Constituição Federal de 1988 e
estabelecem o planejamento de um Governo e, assim, o que e como deverá ser
executado em relação às propostas, planos e programas que o Estado faz para
dado período de tempo e isto se relaciona diretamente com os gastos a serem
realizados.
Sites relacionados, a quem se interessar:
Portal da Transparência do Governo Federal: http://www.portaltransparencia.gov.br/
Portal da Transparência do Estado de São Paulo: http://www.transparencia.sp.gov.br/
Portal da Transparência da Prefeitura de São Paulo: http://www.capital.sp.gov.br/portalpmsp/homec.jsp
Lei de Acesso à Informação: http://www.acessoainformacao.gov.br/acessoainformacaogov/
Portal da LRF: http://www.lrf.com.br/
Assinar:
Postagens (Atom)

