23.8.06

Reeleição: pecado capital da democracia

Já comentei em outro texto a necessidade de uma reforma política profunda nesse nosso amado Brasil.
Hoje ouvi uma música do Zé Ramalho - O meu país - que mais parece um manifesto, ideal para este momento de desencanto e desilusão.
Pensando na música e no texto abaixo comecei a imaginar grandes manifestações populares, semelhantes àquelas ocorridas recentemente na Bolívia, pressionando o Congresso e o Poder Executivo para que seja realizada uma profunda e séria reforma política no país.
Entre os itens dessa reforma um seria essencial: o fim do coronelismo!
Tanto faz ser o coronelismo tradicional, dos grotões, como o coronelismo yuppie do PSDB ou o de "esquerda" do PT, todos devem receber um tiro de misericórdia definitivo.
Talvez uma das formas mais eficazes de por fim a essa chaga política seria a proibição da reeleição.
Todo político só poderia ocupar o mesmo cargo eletivo uma única vez, fosse do executivo ou legislativo.
Aí vem aquela pergunta: e se o vereador cumpriu um ótimo mandato?
Perfeito, ele será um excelente candidato a deputado federal!
E se o prefeito fez uma ótima administração em 4 anos?
Ótimo, temos um bom nome para governador, deputado federal ou senador!
E o presidente da república, com um ótimo desempenho nos seus 4 anos de mandato!
Esse viraria uma instituição nacional, respeitado e honrado, ocupando um cargo vitalício numa espécie de "Conselho Supremo da República", órgão consultivo do poder executivo, que atuaria para aconselhar os próximos presidentes, fazendo jus ao salário de "presidente aposentado".
Isso exigiria dos partidos políticos uma permanente renovação dos seus quadros e uma preparação política adequada destes.

Um comentário:

Ramiro E. Gosende Jr. disse...

Bom ponto de vista.