15.4.08

Educação no centro do debate

A publicação do ENEM trouxe o debate sobre educação para o olho do furacão.
As revistas Época (leia um trecho da matéria clicando aqui) e Veja (leia aqui) trouxeram matérias especiais sobre o tema. Sobre elas escreverei depois.
O Estadão de hoje também. A matéria do Estadão está aqui. O blog do Luis Nassif (clique aqui para acessá-lo), no lápis do próprio, apresenta o seguinte comentário:

O Estadão traz matéria sobre os cursos apostilados utilizados pelas redes municipais de ensino em São Paulo. Elogia o material, os resultados, traz alguns dados de municípios bem sucedidos.
Mas passa ao largo das principais críticas ao sistema:
1. A falta de transparência nos processos de aquisição, que faz com que, em muitas prefeituras, acabe se transformando em negociação entre o prefeito e o curso, com os professores sendo deixados de lado.
2. Não menciona que, ao adquirir esses cursos, as prefeituras investem recursos próprios e abrem mão das próprias verbas do MEC.
3. Não menciona que a própria Secretaria de Educação de São Paulo está preparando seu curso apostilado para garantir a uniformidade do ensino e não abrir mão dos livros oferecidos pelo MEC. E pela preocupação com a falta de controle nesse mercado.
Em suma, há um mercado não regulado aí, com ampla margem para negócios pouco ortodoxos, que passou ao largo da argumentação.

Nassif acerta nestas preocupações e a elas podemos adicionar outras tantas, como por exemplo, a aposta, realizada por municípios e agora também pelo estado de São Paulo, na impossibilidade de formar bons professores, centralização de currículos, “vigilância” sobre professores e alunos, mecanização da aprendizagem etc.
A unificação curricular desta forma é antidemocrática, pois não ouve um dos principais interessados: o professor. Também não leva em conta a sociedade, uma vez que ignora as manifestações de especialistas e entidades de classe.
Outro tema da moda é a estúpida idéia de remunerar os professores em razão dos resultados obtidos pelos seus alunos nos exames externos, como se isso fosse o fim último do processo educacional.
Embora a educação tenha sido um dos principais assuntos da mídia nas últimas semanas, isso ocorreu apenas pelo viés economicista, pautando-se por pequenas questões de ordem estatística ou competitiva, deixando de lado a real importância de um processo educacional digno: uma sociedade mais justa e solidária!

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