26.9.10

A liberdade de expressão está ameaçada no país

Isso é fato! Mas, ao contrário do que dizem Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Rede Globo, Revista Veja e toda a turma da grande mídia, as ameaças não tem origem no governo Lula ou nos blogs sujos.
Quem ameaça a liberdade de livre expressão no Brasil é a mídia, por meio de seus grandes conglomerados e do pensamento único conservador, reacionário e preconceituoso.
Embora o atual governo, ao longo de seus dois mandatos, pouco tenha incomodado as estruturas desses poderosos grupos, eles não conseguem perdoar um nordestino, mestiço e operário no palácio que estava reservado somente aos privilegiados, que comandam esse país desde antes de sua existência como tal.
O governo Lula merece críticas, como tudo aquilo que é obra humana. Para aqueles que, como eu, militaram durante muito tempo na construção de um partido popular – o PT –, que venderam muitas estrelas para alimentar núcleos, diretórios e campanhas, tais críticas beiraram o desencanto ao final do primeiro mandato.
No entanto, não podemos negar os avanços significativos para a maioria da população, resultantes das políticas levadas a cabo por este governo.
No combate a miséria, por exemplo, os programas de transferência de renda teem sido bem sucedidos.
A política externa tem se firmado de maneira autônoma com relação às grandes potências, distanciando-se de maneira inequívoca da órbita estadunidense e assumindo um protagonismo mundial jamais visto em nossa história.
Por outro lado as iniciativas quanto à Reforma Agrária foram muito tímidas, da mesma forma que considero a questão educacional um nó que o governo federal apenas arranhou.
Mas jamais a mídia gozou de tanta liberdade.
Em parte pela sua irresponsabilidade, em parte pela conivência dos aparatos que deveriam conter os exageros cometidos pela mesma.
Os órgãos da grande mídia manipulam, mentem, inventam, injuriam e difamam de forma tranqüila e sossegada. Parecem confiar nas falhas do sistema judiciário para agirem impunemente.
Quando são punidos por seus destemperos, tais punições sequer fazem cócegas em seus bolsos. Por isso compensa continuar com as irresponsáveis matérias de cunho político eleitoral ou que servem a interesses de grupos específicos.
Brigam com os fatos dia após dia, sem se importar com as conseqüências. A máquina de denúncia consiste – neste momento de intensa disputa eleitoral – oferecer argumentos, melhor seria dizes munição, a determinados candidatos.
Estes, de caráter duvidoso, escudam-se nas publicações. Aparecem então no horário eleitoral as marretadas: “conforme noticiou a revista tal...”, ou, “deu no jornal tal...”.
Não quero censura prévia, mas sim uma justiça rápida, que ofereça o direito de resposta ao ofendido na mesma proporção da ofensa e que faça pesa no bolso desses grandes grupos a sua irresponsabilidade.
Precisamos, como fazem Reino Unido e EUA, só para simplificar, de pesadas indenizações contra esses imbecis. Suas mentiras e invencionices devem custar muito caro, assim pensarão duas vezes antes de atirar contra a honra de pessoas e instituições, agirão com mais responsabilidade ao informar e tratar a notícia.
Também urge uma grande depuração ética e mudanças profundas nos hábitos desses safados.
Louvo o Estado de S. Paulo, que seguindo o exemplo de CartaCapital, declarou em editorial qual o candidato que apóia. Pena que, ao contrário do que faz a revista dirigida por Mino Carta, continua misturando opinião com notícia, fatos com torcida eleitoral.
E assim caminha a nossa mídia, mais uma vez tenta um golpe contra o processo eleitoral na sua reta final. Em 2006 conseguiu evitar a reeleição de Lula no primeiro turno. Tenta o mesmo recurso agora.
Desta vez, porém temos a blogosfera! Os temidos blogs sujos, dentre os quais humildemente gostaria de ver este incluído, reagem contra a manipulação midiática.
Luiz Carlos Azenha, Luis Nassif, Paulo Henrique Amorim, Maria Frô, Eduardo Guimarães, Cloaca News, NaMaria News, DoLaDoDeLá, O Biscoito Fino e a Massa e mais um grande número de combatentes da liberdade de expressão, colocam sua energia, tempo e inteligência contra as tentativas de manipulação e contra a mentira.
Por isso temos o dever de denunciar esses canalhas!

18.9.10

Repórter de Veja denunciado à Polícia Federal

Essa notícia foi publicada em primeira mão no Blog do Len, alguma coisa aconteceu e ele saiu do ar, corri para copiar do Blog do Saraiva:

Bomba! Onésimo denuncia Policarpo da VEJA em depoimento à Polícia Federal

Notícia quente de fonte mais quente ainda. A coisa está prestes a feder para um jornalista da Veja.
Segundo a fonte, o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza, deu depoimento à Polícia Federal que desdiz a alegação que teria sido convidado a participar de um grupo de inteligência da campanha de Dilma Rousseff. Quando perguntado sobre afirmações anteriores respondeu que “ouviu errado”.
Segundo Onésimo, quem inventou toda a história de grupo de espionagem da campanha de Dilma foi o jornalista Policarpo Junior, da revista Veja. Onésimo acusa o jornalista ainda de estar de posse de documentos que foram roubados no comitê de Dilma, o tornando responsável no mínimo de receptação de produto de furto. Policarpo poderá ser processado segundo o agente da Polícia Federal que informou a nossa fonte.
Onésimo, que depois de aposentado se tornou da membro equipe de espionagem chefiada pelo Marcelo Itagiba que José Serra montou no Ministério da Saúde, revelou que depois brigou com o grupo, porém ainda possui as gravações ilegais que fez a mando do grupo de espionagem montado por Serra. Segundo Onésimo, o grupo investigou a vida de todo mundo, desde adversários até aliados.
O depoimento de Onésimo à Polícia Federal corre em segredo de justiça, portanto não temos link para apontar para o depoimento, mas podemos afirmar que a fonte é quente e depois que vazar essa informação, a PF não vai mais conseguir segurar a informação.
Em breve, muito em breve, essa bomba vai estourar no colo do Serra e do jornalismo criminoso da revista Veja. O jantar entre Policarpo e Onésimo noticiado pelo Conversa Afiada na semana passada era um acerto de contas entre os dois. Policarpo está tremendo na base e querendo saber do teor do depoimento de Onésimo.
Se nós conseguirmos a cópia do documento nós publicamos aqui.

Do Blog do LEN (Coeditor do Terra Brasilis)

4/03/2010

Direto da pena do Latuff!

As diferentes pesquisas eleitorais

O trabalho do Ale Porto, do blog http://www.aleporto.com.br/, é fantástico.
Gráficos de excelente qualidade nos ajudam na leitura e comparação das pesquisas de diferentes institutos, confiram:


Fonte: www.aleporto.com.br

14.9.10

Mercadante para governador

Nestes tempos bicudos ando me perguntando: qual será o feitiço que os tucanos usam no povo paulista?
Sim, não há explicação possível no mundo da razão para que sejam perpetuados no poder do estado mais rico da federação.
Escolha um assunto da gestão pública e encontrará pela frente um grande desastre nestas últimas décadas de administração tucana em São Paulo.
Se houvesse um ou outro setor onde os acertos se sobrepusessem, vá lá, mas não uma única escassa exceção!
A educação segue morro abaixo! No quesito aprendizagem somos um desastre! Os alunos saem da escola fundamental mal sabendo ler e escrever. Os professores são tratados a pão e água, e olhe lá, às vezes falta pão, às vezes falta água.
Além disso, o dr. Paulo Renato, que é o secretário de educação, mas também assessor de grupo educacional multinacional, continua servindo os amigos. É só dar uma olhada no Blog NaMaria News para se ter uma ideia da cafajestada!
Quanto à segurança pública podemos observar que o PCC já foi exterminado umas 4 ou 5 vezes e continua no comando de parte dos presídios e da deliquência. Outro dia só não mataram o comandante da temida ROTA por que não quiseram.
Os pedágios continuam extremamente caros.
Na saúde pública os caras não conseguem nem mesmo gastar as verbas federais com competência, não faz muito tempo que CartaCapital (clique aqui para ler a notícia) que os governos de SP, RS e MG estavam investindo tais verbas no mercado financeiro para garantir o chamado ajuste fiscal.
Lembram-se do Rio Tietê, aquele que o Alckmin havia “despoluído” e que fez uma mega-intervenção para acabar com as enchentes? Então, continua poluído e causando enchentes!
Confesso a vocês que as candidaturas de oposição postas à mesa não me convencem.
Os pequenos partidos não oferecem nenhuma novidade, nem ao menos no campo da formação política. Os de esquerda com um discurso anacrônico, que não atinge o povo de jeito algum. Os de direita asquerosos, servindo apenas como legenda de aluguel ou central religiosa.
Sinto falta de Ciro Gomes. Talvez se ele fosse o candidato ao governo do estado trouxesse o oxigênio que nos falta para derrotar o picolé de chuchu.
Mercadante, apesar do bom papel que sempre cumprir no legislativo, não me empolga!
Não tenho outra opção no campo progressista. Já que resolvi votar novamente neste ano vou fazer o serviço completo: Mercadante para governador!

10.9.10

Batismo de Sangue

Batismo de Sangue é a atração brasileira do Cine Ibermedia, série que reúne obras de países da América Latina, Espanha e Portugal, e que está sendo exibida aos domingos, na TV Brasil. Dirigido pelo mineiro Helvécio Ratton, o filme é baseado em fatos reais e conta a participação de frades dominicanos na luta clandestina contra a ditadura militar, no final dos anos 60.
Na cidade de São Paulo, o convento dos frades dominicanos torna-se uma das mais fortes resistências à ditadura militar vigente no Brasil. Movidos por ideais cristãos, os freis “Tito”, “Betto”, “Oswaldo”, “Fernando” e “Ivo” decidem apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado à época por Carlos Marighella. Eles logo passam a ser vigiados pela polícia e, posteriormente, são presos e torturados. A única exceção é Frei Tito, que, liberto por uma negociação de troca por um embaixador, exila-se na França. Ali, atormentado pelas imagens de seus carrascos, acaba suicidando-se.
Batismo de Sangue recebeu os prêmios de Melhor Diretor e Melhor Fotografia no Festival de Cinema de Brasília, e é uma adaptação do livro homônimo de memórias do religioso e escritor mineiro Frei Betto. O livro venceu o Prêmio Jabuti de melhor livro de memórias em 1982.
Ano 2006. Origem: Brasil. Genêro: Drama. Direção: Helvécio Ratton. Roteiro: Dani Patarra, Helvécio Ratton. Elenco: Caio Blat, Daniel de Oliveira, Léo Quintão, Odilon Esteves, Ângelo Antônio, Cassio Gabus Mendes, Marku Ribas, Marcelia Cartaxo, Murilo Grossi.

Não recomendado para menores de 18 anos

Horário: Domingo, às 23h - 12/9 - TV Brasil

APEOESP divulga fotos dos deputados que votaram contra os professores

7.9.10

A mídia se desespera, os tucanos perdem as plumas e minha caixa de e-mail paga o pato!

Na reta final das eleições a direita faz um esforço danado para derrotar Dilma.
A mídia "porco"rativa bate na tecla da quebra de sigilo 24 horas por dia! Ninguém sabe o que o tal sigilo revelou, mas é um deus nos acuda!
Alguns incautos, normalmente impregnados de preconceito contra o metalúrgico-presidente, entram no jogo.
Os profissionais da blogosfera, denunciados por Nassif, Azenha, Eduardo Guimarães e outros blogueiros que não se prestam ao jogo sujo da manipulação, aprimoram seus ataques.
A última diz respeito a uma foto de Dilma ladeada por um fuzil!
Antes que me mandem mais e-mails idiotas com tal imagem aí vai a resposta.
O Brizola Neto e o Jornalisticamente Falando, dois excelentes blogs, cuidaram de desmontar a farsa.
Tudo está relatado no Vi o Mundo, do Luiz Carlos Azenha. Leia clicando aqui.
Por isso não deixarei sem resposta um único e-mail falso de agora em diante. Querem encher a minha paciência? Aguentem o troco!
E não mudarei meus votos:

Dilma - Presidente
Marta - Senadora
? : 2º Senador
Luiza Erundina - Deputada Federal - 4021 - http://luizaerundina4021.wordpress.com/
Ronaldo Mathias - Deputado Estadual - 43369 - http://www.professorronaldo.com.br/

16 anos de (des)governo tucano em São Paulo e a saúde pública

Os sucessivos governos tucanos em São Paulo tem se destacado pela destruição dos serviços públicos.
Talvez os amigos sociólogos consigam explicar a razão de ainda terem o apoio de grande parte da população deste estado. Eu tenho muitas dificuldades em compreender tal fenômeno.
São Paulo tem piorado seus indicadores sistematicamente ao longo dos últimos anos. Escolha uma área e lá encontrará o estado mais rico da federação em franca decadência.
Chamam-me a atenção a educação e a saúde particularmente.
Vejam que excelente texto sobre o caos da saúde pública em São Paulo, em que pese todo o repasse de verbas federais:

O sucateamento da saúde pública de São Paulo

João Paulo Cechinel Souza (*)

Os mutirões da saúde, proclamados e anunciados por José Serra como sua principal plataforma de trabalho na Saúde, têm na falácia do discurso e na grande mídia seus sustentáculos operacionais. Para os seguidores de teorias inocentes e despudoradas, como se faz parecer o dito presidenciável, os mutirões são a salvação da lavoura em meio a uma grande seca. Traz a resolução dos mais diversos problemas, que cotidianamente enfrentamos no país nessa área, através da contratação de alguns profissionais, que sairiam Brasil afora com essa nobre tarefa.
Numa análise simplista pode parecer plausível. E é – para problemas pontuais, que, diga-se de passagem, são raros na assistência à saúde. Em sua maioria, cirurgias para correção de catarata e problemas de próstata (apenas para citar aqueles referidos por Serra com mais frequencia), necessitam de avaliação pré e pós-operatória imediatas, além, obviamente, do seguimento ambulatorial dos pacientes submetidos a tais intervenções.
Infelizmente, como já escrevemos e evidenciamos em artigo anterior (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16821), o acompanhamento prolongado e qualificado dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) não parece ser a preocupação do ex-governador de São Paulo.
Para se ter uma idéia melhor do que estamos falando, basta trazer aos leitores a avaliação de 350 mil usuários do SUS de São Paulo, efetuada pela própria Secretaria de Estado da Saúde (SES) – e cuja publicação só foi divulgada (tardiamente) após esforços oriundos de várias instituições e entidades vinculadas à Saúde no Estado, além de alguns órgãos de imprensa (http://www.saude.sp.gov.br/content/vuuecrupru.mmp). Resumidamente, a maior parte desses cidadãos relata ausência de vacinas do calendário básico em diversas unidades de saúde da SES, analgesia durante o parto realizada com “panos quentes” e a demora absurda na realização de diversos exames complementares.
No município de São Paulo, o atual prefeito Gilberto Kassab, seguidor e fiel escudeiro de Serra, pauperizou a tal ponto alguns dos hospitais sob tutela da Autarquia Municipal, que há vários meses, por exemplo, não existem colchões em hospitais da Zona Leste da cidade – uma das regiões de concentração das famílias mais carentes economicamente, enquanto a população atendida se aglomera dentro dos pronto-socorros como animais num abatedouro. A estratégia é clara – e antiga: o próprio Serra, junto com FHC, já a utilizou diversas vezes antes, durante sua gestão no Governo Federal, com os hospitais e universidades federais. Primeiramente, precariza-se ao máximo uma das “portas de entrada” da população aos serviços oferecidos pelo Estado (no caso, um pronto-socorro, hospital ou unidade básica de saúde).
Num segundo momento, aproveita-se a divulgação midiática da situação (demora no atendimento ou na realização de exames) e sua reverberação junto à população atingida pelo caso. Apresenta-se, então, a estratégia “milagrosa” – e sofismável, que há quase duas décadas permeia o dia-a-dia do atendimento à saúde no Estado de São Paulo: a entrega dessas instituições às Organizações Sociais (OSs).
Para se ter uma ideia da dimensão do problema, essas mesmas OSs, regulamentadas pela Lei 9637/98 (mas instituídas por Medida Provisória anterior), têm autorização para contratar (com dinheiro público) funcionários e serviços sem a necessidade de se realizar qualquer concurso ou licitação. Parece estranho, não? Mas assim têm funcionado em boa parte das instituições vinculadas à SES de São Paulo e que prestam atendimento por essas latitudes. A forma sui generis de administração de recursos oriundos do erário público encontra na alegação de que são entidades “sem fins lucrativos” a explicação nada plausível e totalmente incompreensível que Serra pretende utilizar de um lado a outro do país – e Geraldo Alckmin terminará de implantar em São Paulo. Os privilégios de alguns poucos diretores e gestores privados e o oferecimento à população, em contrapartida e como regra absoluta, de serviços de baixa complexidade tecnológica (que não realizam transplantes ou sessões de hemodiálise, por exemplo), já foi alvo de questionamento de diversas entidades e do próprio Ministério Público do Estado – que encontraram nessas aberrações administrativas uma forma quase perfeita de ludibriar uma série princípios legais ora vigentes no país, como a lei de licitações e o controle público dos gastos do setor.
Detalhe administrativo. Foi a isto que se resumiu a Saúde Pública paulista e paulistana sob a gerência demotucana. No mais, o ignominioso tratamento dispensado ao setor e a forma displicente de tratar aquele que deveria ser seu público alvo faz com que Serra continue utilizando álcool gel para higienizar suas mãos toda vez que chega perto desses cidadãos – e óleo de peroba no rosto toda vez que vai à televisão dizer que a Saúde foi, é ou será sua prioridade. De concreto, não deve conseguir mais do que o cantores genéricos para suas propagandas...

(*) João Paulo Cechinel Souza é médico especialista em Clínica Médica, residente em Infectologia do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (São Paulo) e colaborador da Carta Maior.

24.8.10

Deste-me tudo o que tinhas

Música de tocar o coração e a alma!
Recebi da amiga, que não vejo há coisa de 30 anos, Bebel, lá de Curitiba.

22.8.10

Serra e Folha: Decadência de um modelo de manipulação midiática


Segue abaixo um dos mais brilhantes textos de análise do papel da Folha de S.Paulo no processo eleitoral que está acontecendo.
Idelber Avelar, pessoa inatacável do ponto de vistas das qualificações acadêmicas alimenta um dos melhores blogs, o renomado O Biscoito Fino e a Massa.

Serra e Folha: Decadência de um modelo de manipulação midiática

Há algumas diferenças entre a campanha presidencial de 2006 e a deste ano, e uma das mais notáveis é a perda de influência dos setores da mídia que apostaram numa compreensão unilateral da informação. Esse (des)entendimento da informação como uma avenida de mão única é parte da explicação do colapso da candidatura de José Serra e do baile sociológico-estatístico sofrido por um de seus suportes, o DataFolha. Eles apostaram no mundo velho.
Desde o princípio, a candidatura de Serra optou por um modelo de relação com a informação: a opção pela compra da boa vontade dos oligopólios de mídia com contratos públicos em São Paulo, a truculência na direção da TV Cultura e a forte tendência autoritária, censora, de ligar para redações pedindo cabeça de jornalista ou de reagir agressivamente a qualquer pergunta indócil, questionadora. Essa tendência se manifestava tão mais claramente justo quando o Sr. Serra e a direita brasileira insistiam que o governo federal “censura” a mídia, como se não soubéssemos o que a imprensa brasileira publica sobre o presidente Lula.
Superestimando o poder dos conglomerados máfio-midiáticos do país, Serra apostou neles as suas fichas e perdeu. Foi mais um de seus muitos erros, numa lista que inclui a sucessão de trapalhadas na escolha de um vice que ele nunca vira, a modorrenta e ególatra espera à qual submeteu a si e seus correligionários antes de se candidatar, a ingênua ideia de que poderia dar xeque-mate em Aécio simplesmente esperando sentado em sua cauda de pavão, o privilégio ao método de bastidores, conchavos e guilhotina em vez do embate de peito aberto na pólis. Não são esses, no entanto, os motivos de sua derrota, como sabe qualquer interessado em política brasileira que não viva em Marte. O motivo básico de sua derrota é só um: o povo quer continuar o governo Lula e quem continua o governo Lula, segundo o próprio, é a Dilma. Assim de simples.
Por isso, é de uma desfaçatez inominável que a Folha faça um editorial de cônjuge traído, chilique de cornudo(a) que se sente abandonado(a) pelo seu candidato, o mesmo que a Folha teimosamente insiste em não endossar em editorial. Lendo a Folha de hoje, não há como não fazer a pergunta: como é possível que ela não soubesse que essa seria a estratégia, que esses “erros” de Serra, afinal de contas, não são simples erros, mas consequências necessárias da própria concepção de política de Serra nos últimos tempos? Descobriram agora que ele é autoritário, não ouve ninguém, adora conchavos e tem tendência ao autismo político? Onde estiveram nos últimos vinte anos em que lhe ofereceram apoio, editorialistas da Folha? Ou vocês não enxergaram antes porque estavam lá nos bastidores dos conchavos também? Que tal agora descobrir que Serra tem uma política de comunicação baseada no unilateralismo, na troca de favores com os oligopólios e com a distorção mentirosamente neutra da informação? Que tal, por exemplo, fazer uma investigação e revelar como é possível que três funcionários ou membros do PSDB sejam "sorteados" para fazer perguntas num debate aí na sua própria cozinha, Folha? Que tal avançar nas descobertas, Folha?
A Folha não pode dizer claramente que os “erros” de Serra não foram “erros”, mas consequência lógica e inevitável de uma concepção de política. Afinal de contas, essa foi a concepção na qual a Folha apostou também, a da fabricação de escândalos, falsificação de documentos, a mentira pura e simples e a blindagem vergonhosa em volta do Sr. Serra (ao ponto de jamais terem publicado, por exemplo, jornalismo real sobre os escabrosos negócios da Educação em São Paulo). Superestimando seu próprio poder, usando um instituto de pesquisa para fazer politicagem e reagindo de forma autista a uma realidade que ainda parecem incapaz de entender, o Grupo Folha é o mais siamês parceiro de derrota de José Serra, o candidato que agora zanza como um zumbi vampiresco pelas madrugadas da internet, desdizendo hoje o que disse ontem.
Que o Grupo Folha tenha a dignidade de fazer a autocrítica dessas escolhas antes do mergulho final na irrelevância.
Idelber Avelar - Revista Fórum

21.8.10

Erundina para deputada federal, Prof. Ronaldo Mathias para estadual!


Já informei que me decidi por Dilma, também deixei claro que o meu voto não tem uma unidade partidária, mesmo por que penso que os partidos deixaram de existir como tal.
Também já escolhi meus candidatos para deputado federal e deputado estadual.
Para a Câmara Federal votarei em Luiza Erundina do PSB (clique aqui para conhecê-la um pouco mais).
Quando Erundina foi eleita tive a honra e o prazer de dedicar parte dos meus dias a sua campanha. Sua gestão me encheu de orgulho. Pena que o PT não deu a ela o apoio devido e os conflitos internos, envolvendo as tendências e a ala majoritária, sufocaram ótimas iniciativas, como os conselhos populares.
Algumas figuras de proa do partido, como Zé Dirceu, foram decisivos para o sufocamento de boas iniciativas dentro da administração municipal.
Do ponto de vista ético ela é inatacável. Podemos enxergar erros políticos, como quando ela passou a integrar o governo Itamar, numa posição secundária e isolou-se dentro do PT.
A sua firmeza na defesa dos princípios de solidariedade e comprometimento com os desfavorecidos e com a democracia me encantam.
Por isso, tem o meu voto.
Para deputado estadual votarei no Professor Ronaldo Mathias do PV, apesar do PV (clique aqui e saiba mais sobre o Prof. Ronaldo).
Ronaldo foi companheiro de labuta no Pueri Domus. Excelente professor, tanto para os alunos quanto para os colegas. É professor da cadeira de Direitos Humanos do Centro Universitário Belas Artes.
Suas propostas giram em torno de questões envolvendo direitos humanos e educação. Bem intencionado, ético e com grande sensibilidade creio que será um excelente representante na Assembléia Legislativa de São Paulo, podendo atuar na educação política da população e fiscalizar o Executivo com eficiência e competência.
Pois bem, depois de algumas ausências eleitorais minha chapa está assim até o momento:
Presidente: Dilma (PT)
Senador (a): ? ?
Deputado Federal: Luiza Erundina (PSB) – nº 4021
Deputado Estadual: Prof. Ronaldo Mathias (PV) – nº 43.369

14.8.10

Meu voto para presidente está decidido: Dilma Roussef!


Mais uma vez a mídia apela! Não entendo! Lula não os incomodou em nada! As concessões continuam sendo renovadas automaticamente, não tocou em nenhum dos seus privilégios e nem sequer  fez cumprir a Constituição, que exige das TVs abertas ações educativas e entretenimento saudável.

Ainda assim lá está a Rede Globo capitaneando as baixarias. Desta vez usou a Revista Época, com uma capa extremamente mesquinha.

Mentirosa? Claro que não, a própria Dilma, toda vez que é perguntada, não cansa de reafirmar o orgulho de ter tido a coragem de pegar em armas para lutar contra a ditadura que, diga-se de passagem, era apoiada e apoiou a Rede Globo.

A matéria não traz novidades. Pelo menos o que está no site da revista, aparenta não apresentar mentiras, mas – e sempre que tratamos do PIG* tem o “mas” – apresenta questões capciosas, como um Box com o título “Dúvidas sobre o passado”.(clique aqui e veja o que está liberado na Internet)

A própria capa da revista é de uma torpeza sem tamanho. A não ser que eu seja uma autêntica besta quadrada, sempre entendi que Dilma não foge deste assunto e nem apresenta arrependimento pelo que fez. Ao contrário, demonstra orgulho de suas ações, das de seus companheiros de luta, inclusive daqueles que tombaram, enquanto os “Marinho”  e suas Organizações Globo lustravam as botas dos generais!

Claro que ela exige que se coloque a questão no contexto. Dilma e todos os demais que participaram da luta armada no Brasil – concordemos ou não com suas ações – merecem nosso mais profundo respeito, pois tiveram a coragem de oferecer a sua vida por uma causa.

A capa da Revista Época ajudou a me decidir nestas eleições. Meu voto para presidente será de Dilma Roussef, a guerrilheira!

4.8.10

Sobre as eleições que se aproximam (IV), ou: Partidos, que partidos?

Sempre me orgulhei de votar num partido. Quando não tinha candidatos aos cargos proporcionais votava na legenda. Isso desde o primeiro voto, em 1982, até 2002.
Nos anos de 2004 e 2008 não votei e em 2006 votei apenas no Lula, conforme mencionei nos textos anteriores sobre o tema.
Pois bem e agora, qual Partido escolher?
Nenhum.
Isso mesmo, eles não existem, como diria o padre caça-fantasmas da TV.
Se entendermos que os partidos políticos representam partes da sociedade e, como tal, apresentam um programa coerente e capaz de mobilizar os setores representados, somos obrigados a constatar que eles não existem mais.
O PT tornou-se um partido com métodos idênticos aos demais partidos tradicionais. Toda a beleza das propostas iniciais foi incluída na categoria de utopias. Existem caciques, às vezes mais até do que índios, clãs familiares etc. e tal.
Embora mais arejado e moderno nas suas propostas, soma-se, em nome da governabilidade, a “coisos” que mais se parecem ETs políticos do que companheiros de caminhada.
O PV atua nitidamente como linha auxiliar da direita moderninha. Tem uma candidata a presidente que nega todo o histórico e razão de ser do partido, com exceção do discurso ambientalista.
PSOL? Pequeno amontoado disforme de esquerda radical. Tenho grande admiração pelo Plínio e pelo Ivan Valente em São Paulo, assim como pelo Chico Alencar no RJ, mas e aquela “freira” das Alagoas, que vivia abraçadinha com Heráclito Fortes?
Do PSTU tenho saudade do grande companheiro de militância no Sindicato dos Bancários de São Paulo, conhecido como Didi Pedalada, ou Dirceu Travesso. Mas o discurso do quanto pior melhor me irrita!
Houve um momento, no início do governo Lula, que cogitei a hipótese de pedir filiação ao PC do B, mas o que dizer de um partido que lança Ademir da Guia para vereador e Netinho de Paula para Senador?
Claro que meu voto tenderá à esquerda, mas como será composto?
Mistério!

31.7.10

O papel do professor frente a mídia empresarial

O trabalho do professor em sala de aula enfrenta um desafio constante: como ser crítico – e alimentar essa criticidade no aluno – sem ser parcial?
Várias vezes me deparei com essa questão e vi colegas recorrendo ao discurso panfletário, confundindo o papel do professor – que não é de fazer cabeça – com o de guru.
Durante alguns anos fui professor de Atualidades de um cursinho pré-vestibular aqui em São Paulo. Os alunos e as alunas eram originários das melhores escolas de ensino médio de São Paulo e também de outros estados do país. Estudiosos – quase todos – enfrentavam o desafio de buscar uma vaga no prestigioso curso de Administração da Fundação Getúlio Vargas.
Também lecionava a mesma disciplina para jovens interessados em ingressar na ESPM – outra instituição de prestigio –, mas na área de comunicação.
Pois bem, a tarefa era selecionar notícias pertinentes a estes exames e trabalhá-las em sala com os alunos e alunas.
Ora, os jovens tinham em casa a Veja, Folha de S. Paulo, Estadão, O Globo e outras publicações do gênero. Eram raros aqueles que conheciam a CartaCapital, Le Monde Diplomatique ou sites com a qualidade do Luis Nassif Online.
Ao mesmo tempo os blogs ainda eram utilizados apenas como diários pessoais, poucas interferências políticas existiam nesse mundo.
Luiz Carlos Azenha, do Vi o mundo ou Paulo Henrique Amorim do Conversa Afiada, davam os primeiros passos nesse mundo virtual.
Cuidei primeiro de mostrar essas fontes desconhecidas e, quando era o caso, identificar sua origem ou posição ideológica, como é o caso do portal Agência Carta Maior, claramente de esquerda.
Levava para a sala de aula o confronto das visões dessas fontes com aquelas que eles estavam acostumados em casa.
Claro que gerou um grande desconforto e, à primeira vista, minha ideia não bem compreendida, pois alguns entenderam que eu queria fazer “a cabeça da moçada”.
Foi por volta de 2005 que comecei a usar o blog com mais freqüência para estes debates, principalmente por ocasião do tal “mensalão do PT”.
Sempre tive o cuidado de franquear a palavra no blog para todos, desde que se identificassem e fossem respeitosos.
A partir desse episódio percebi que devemos oferecer todas as opções de fontes informativas aos alunos. Claro que não precisamos levar até eles aquilo que eles já têm.
Precisamos mostrar o outro lado. Precisamos alimentá-los de informações e conhecimento.
Eles que decidam o que fazer com estas informações e conhecimento, não nos compete direcioná-los.
Por isso penso ser importante divulgarmos matérias como esta que está no Fazendo Média:
Documentos recentemente desclassificados do Departamento de Estado dos Estados Unidos através da Lei de Acesso à Informação (FOIA, por suas siglas em inglês) evidenciam mais de US$ 4 milhões em financiamento a meios e jornalistas venezuelanos durante os últimos anos.
Clique no título acima para ler a matéria na íntegra.
Ou ainda o Blog da Cidadania que nos oferece esta notícia:
Clique no texto para ler a matéria inteira.
São dois exemplos inquestionáveis do poder de informação e de análise dos blogs e sites fora do circuito comercial.
Assim cumprimos nosso papel de professores: abrimos portas e janelas que dificilmente nossos alunos e alunas teriam acesso sem o nosso auxílio.

29.7.10

Sabatina com os candidatos ao governo de SP

O UOL realzou sabatina com os candidatos ao governo de São Paulo melhores posicionados nas pesquisas. O estudante de jornalismo Diego S. Moura acompanhou dois: Mercadante e Alckmin. Vejam suas observações no Blog do Disimo, é só clicar aqui e aqui.