21.1.11

Enem, SiSU, ProUni e outras coisas mais...

Hoje li inúmeras queixas e reclamações sobre o funcionamento do SiSU e do ProUni, tem até ações contra uma ou situação criada pelo MEC quanto a estes dois processos seletivos.
Alguns oportunistas estão esperneando. Querem a cabeça do ministro Haddad numa bandeja!
Os moços e as moças bem nascidos continuam reclamando de ter que dividir a possibilidade de acesso à universidade pública com a plebe ignara.
Esbravejam por que não conseguiram acessar o “sistema” na hora que quiseram, ou tiveram que persistir muito para consegui-lo.
Dos mais de 3 milhões de jovens que prestaram o Enem, pouco mais de 1 milhão se inscreveram no SiSU.
Os jovens pobres – oriundos da escola pública – não o fizeram em massa por que sabem que a concorrência continua desleal ou por não possuírem o conjunto de informações necessárias para fazê-lo.
Ignoram que a maioria das universidades públicas oferece moradia estudantil e bolsas de auxílio aos muito carentes, enfim, coisas que há uns 15 anos eram impensáveis para os garotos e garotas pobres.
Então podemos pensar que a maior parte das vagas das instituições federais disponíveis no SiSU ficará com os de sempre, mas agora eles reclamam pela democratização do acesso!
Há um perigo espreitando atrás dos muros das universidades: ela poderá ser de todos, um dia! Os primeiros e importantes passos estão dados com a afirmação do Enem.
Claro que precisa ser aprimorado!
Evidente que com os recursos disponíveis não deveríamos ter problemas nos sites do MEC!
Mas daí querer desqualificar todo o processo por causa de problemas operacionais vai uma grande distância!
Só mesmo o oportunismo político ou de classe para fazê-lo.

18.12.10

Ciclos que se encerram

Jaime Ernesto acaba de completar 11 anos. Ele é meu filho e tenho muito orgulho disso.
Primeiro explicando o nome. Jaime é uma singela homenagem ao irmão de minha esposa que nos deixou prematuramente, num trágico acidente. Ernesto é uma homenagem ao revolucionário mais coerente que a história conheceu: Ernesto Guevara de La Serna!
Jaiminho acaba de completar o 5º ano do ensino fundamental, na escola Pueri Domus da Rua Verbo Divino. Foi também seu último ano nesta escola, na qual fui professor por mais de quatro anos e que tantas boas recordações deixou.
Nossa alegria foi imensa por tudo que foi proporcionado a ele, tanto no campo do conhecimento quanto no da cidadania, além dos excelentes amigos que aqui deixa.
Não podemos deixar de mencionar suas professoras: Priscila, Márcia, Vera e Vânia, que acompanharam o desenvolvimento escolar do Jaime desde 2007 e também outras pessoas maravilhosas como Mirna, Heloíse, Bia, Bruno, Sílvia, Olga, Cristina e Lela, além de todos os outros trabalhadores do Pueri, que estiveram presentes no dia a dia do Jaiminho nestes anos todos.
Como esquecer Elisa, que foi diretora geral da Unidade, por quem o Jaime nutre especial carinho até hoje, embora ela tenha se afastado da Verbo na metade de 2008.
Foram muitos os momentos felizes e de sentimento de etapas cumpridas. Os trabalhos especiais, o crescimento intelectual e o ajustamento de condutas, grandes vitórias para ele e para nós.
Não esqueceremos das festas juninas, das jornadas esportivas, das preparações das tribunas livres, da Replago e principalmente do estudo do meio em Santos.
Apostamos sempre na educação que alimentasse a autonomia, o respeito ao outro e o hábito de estudar. Encontramos isso nas séries iniciais do Pueri quando fomos muito bem acolhidos pela Fernanda Zocchio, na época diretora e uma das mantenedoras.
Temos a certeza de que o caminho percorrido até aqui, em se tratando da escolarização de nosso filho, foi correto.
Nossa alegria vem misturada com uma dose de tristeza em razão da necessidade de ir embora.
Estamos de partida para outra cidade, aqui bem pertinho e ele para outra escola. Esperamos que sejam anos tão felizes como foram estes no Pueri Domus.

Na Rep Lago, cobertos de lama.


Agora é sério! Ao trabalho grupo!

Da esquerda para a direita: Pedro, Vânia e Jaime.


Da esquerda para a direita: Lela, Jaime, Mirna e Heloíse.


14.12.10

Sobre a emoção de ser professor

Sempre insisto que essa profissão que escolhi é espetacular. Considero-me um profissional da educação. Não sou pai, psicólogo, irmão ou amigo dos meus alunos. Sou professor. E como tal interesso-me pelo que aprendem, não só no tocante à Geografia, mas, sobretudo, aquilo que diz respeito às suas vidas.
Em 2008 trabalhei num projeto interessante, dentro da favela de Paraisópolis. Ali a instituição para a qual eu trabalhava, um colégio renomado, que atende a classe média alta da cidade, recebeu a incumbência de “montar” um curso de Ensino Médio.
Não era um trabalho voluntário, antes pelo contrário, éramos remunerados como no colégio e este, por sua vez, recebia pelo serviço prestado.
A condição para ser aluno era ser morador da favela de Paraisópolis.
O choque inicial foi grande. A quase totalidade dos alunos eram egressos da escola pública, com inúmeras dificuldades.
Também era perceptível que alguns eram brilhantes, apenas ofuscados pelos maus tratos do sistema público.
Os professores redobraram sua dedicação.
No fim daquele ano fui obrigado, por contingências da vida, a me retirar do projeto, mas nunca distanciei meu coração daqueles meninos e meninas.
Ontem recebi uma notícia que me deixou emocionado: três deles superaram a nota de corte da temida FUVEST.
Terminaram o ensino médio, uma vitória, e alguns irão para a Universidade, vitória maior ainda!
Imagino que a maioria deles nem se lembra de mim, mas aquela 1ª Série do Ensino Médio da Crescer Sempre será para sempre inesquecível!
Quero registrar aqui meus parabéns aos colegas que levaram a cabo essa primeira parte da missão.
Também ao mantenedor do projeto, que de maneira silenciosa oferece uma contribuição inestimável para a melhoria de vida destas pessoas.
Principalmente quero parabenizar aqui aqueles meninos e aquelas meninas, que com muita dedicação, sacrifício e abnegação venceram essa etapa da vida acadêmica!
Gostaria que não parassem, que dessem continuidade aos seus estudos e que pudessem oferecer à comunidade oportunidades de melhorar de vida!
Parabéns alunos e alunas da 3ª Série do Ensino Médio da Crescer Sempre de 2010!

Alunos da Crescer Sempre em 2009

9.12.10

Sobre as UPPs e a polícia comunitária

Bem aqui estamos com a postagem de número 1001! Ultrapassar a barreira dos 1.000 é muito bacana, me sinto quase um Pelé!
Feito o registro vamos ao que interessa: excelente a entrevista do Fazendo Média com o deputado estadual do RJ Marcelo Freixo (PSOL)!
Olhar lúcido, de quem conhece do riscado ele nos dá uma grande aula sobre a violência no RJ, o respeito aos moradores das favelas e um alerta vigoroso: só a polícia não basta! O Estado tem que ocupar de fato os morros com saneamento, educação, saúde, lazer, moradia etc.
Vejam um trecho da entrevista:

“Esse é o debate que está em jogo: a quem servirá o projeto das UPPs?”
Por Raquel Júnia /EPSJV-Fiocruz, 09.12.2010
O mandato de Marcelo Freixo, deputado estadual e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, tem acompanhado todo o processo de ocupação do Complexo do Alemão. Referência internacional na discussão sobre violência e direitos humanos, nesta entrevista ele analisa os episódios recentes e propõe um debate que questiona o modelo bélico de segurança pública, mas sem deixar de levar em conta o desejo da população das favelas de se ver livre da violência das armas. Essa população, explica, é vítima do tráfico e da ausência e truculência do Estado.

Para ler o restante da entrevista basta clicar aqui.

29.11.10

O Enem no olho do furacão

As mazelas da educação no Brasil são conhecidas por todos. Elas guardam correspondência com o gigantismo do nosso território e das nossas potencialidades.
O desarranjo é de tal dimensão que aquele que conseguir colocar o sistema educacional nos trilhos passará para a história como herói nacional!
Isso explica a visibilidade que o Enem – Exame Nacional do Ensino Médio – alcançou, para o bem e para o mal.
Infelizmente as duas últimas edições deste exame trouxeram inúmeros dissabores para os estudantes, familiares, educadores e sociedade em geral.
Em 2009 ocorreu o roubo da prova e seu posterior vazamento para a mídia – um ato criminoso ainda não esclarecido. O desgaste foi imenso e os prejuízos – financeiros, pedagógicos e políticos – idem.
Já neste ano, os erros formais ganharam destaque. Cabeçalhos dos gabaritos invertidos, cadernos misturados, numeração das questões fora de ordem, dentre outros problemas, destacaram-se.
A mídia superdimensionou tais problemas e o poder Judiciário intercedeu de maneira estabanada, gerando um clima de intranqüilidade desnecessário por todo o país.
Neste momento, tudo indica que a solução encaminha-se para o bom senso, dando aos alunos e alunas prejudicados o direito de realizarem a prova novamente. Dos 3,3 milhões de candidatos que prestaram a prova, algo próximo de 2.000 deverão refazê-la.
É preciso aproveitar este momento para desencadear uma discussão acerca do Enem que envolva professores e pensadores da Educação. Não se trata, em absoluto, de negar a validade do exame ou querer extingui-lo, como desejam alguns, movidos por puro oportunismo político.
No entanto, não podemos nos negar a refletir sobre ele e buscar o seu aperfeiçoamento.
No nosso contexto – grande dimensão territorial, diversidade cultural e regional, convém perguntar: cabe um exame de caráter nacional? Não seria mais interessante sua regionalização?
E ainda, pode o mesmo instrumento ser usado para vários propósitos de avaliação?
Na forma como está o Enem, ele serve para o ingresso na universidade, assemelhando-se a um imenso vestibular nacional ou certificação do Ensino Médio, substituindo os exames de suplência e ainda para balizar os projetos pedagógicos das escolas.
Os professores precisam ser ouvidos. Cabe ao MEC criar instrumentos para que aqueles que estão na sala de aula, vivenciando o cotidiano da educação, possam manifestar-se.
É necessário explicar como a prova é elaborada, a maneira como é corrigida e deixar claro todos os critérios de avaliação.
Afinal não se pode avaliar os alunos e as alunas sem explicar-lhes o que se quer saber!

Texto publicado na Revista Weekend - nº 57 - 26/11/2010.

25.11.10

Oriente Médio - a gênese das fronteiras

Recomendo a leitura do excelente livro Oriente Médio - a gênese das fronteiras.
Trabalho feito com esmero e muita competência pelo amigo Edílson Adão C. da Silva, fruto de muita pesquisa e reflexão.
No site da editora encontramos a seguinte apresentação:

O livro
A gênese das fronteiras do Oriente Médio remonta ao início do século XX, mais precisamente, ao término da Primeira Guerra Mundial quando, fruto de um processo híbrido entre a dissolução do Império Otomano e da investida imperialista na região, em particular, da Grã-Bretanha e da França, foram se constituindo os primeiros Estados modernos. O livro faz uma rápida retrospectiva desde a constituição do Islã como catalizador da história regional, passando por vários califados, até o último, o sultanato turco, findado pelo movimento “Jovens Turcos” que encaminhou a criação da Turquia moderna. Momento capital à formação dos Estado locais, a “Revolta do Deserto” é narrada a partir da releitura da obra “Os sete pilares da sabedoria”, um depoimento de Thomas Edward Lawrence, personagem polêmica e que esteve envolvida diretamente com os bastidores do traçado das fronteiras no Oriente Médio, quando combateu ao lado de Feissal ibn Ali, da Casa Hachemita.

19.11.10

Por que todo mundo se mete a falar sobre educação?

Tal pergunta sempre me intrigou. Quando temos um problema de saúde pública no país a imprensa ouve o Ministro da Saúde e também médicos. Quando ocorrem os "deslizamentos" de terra no verão eles ouvem o prefeito e alguém da área de Geografia, Geologia ou Engenharia. Sempre buscam os especialistas.
Mas, quando o assunto é educação, até a Miriam Leitão opina!
Sobre isso o cientista Miguel Nicolelis, brilhante como sempre, concedeu uma entrevista para Conceição Lemes, registrada no site Vi o Mundo do jornalista Luiz Carlos Azenha.
Vejam a introdução da matéria:

Nicolelis: Só no Brasil a educação é discutida por comentarista esportivo
por Conceição Lemes
Desde o último final de semana, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Ministério da Educação (MEC) estão sob bombardeio midiático.
Estavam inscritos 4,6 milhões estudantes, e 3,4 milhões submeteram-se às provas. O exame foi aplicado em 1.698 cidades, 11.646 locais e 128.200 salas. Foram impressos 5 milhões de provas para o sábado e outros 5 milhões para o domingo. Ou seja, o total de inscritos mais de 10% de reserva técnica.
No teste do sábado, ocorreram dois erros distintos. Um foi assumido pela gráfica encarregada da impressão. Na montagem, algumas provas do caderno de cor amarela tiveram questões repetidas, ou numeradas incorretamente ou que faltaram. Cálculos preliminares do MEC indicavam que essa falha tivesse afetado cerca de 2 mil alunos. Mas o balanço diário tem demonstrado, até agora, que são bem menos: aproximadamente 200.
O outro erro, de responsabilidade do Inep, foi no cabeçalho do cartão-resposta. Por falta de revisão adequada, inverteram-se os títulos. O de Ciências da Natureza apareceu no lugar de Ciências Humanas e vice-versa. Os fiscais de sala foram orientados a pedir aos alunos que preenchessem o cartão, de acordo com a numeração de cada questão, independentemente do cabeçalho. Inep é o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais, órgão do MEC encarregado de realizar o Enem.
“Nenhum aluno será prejudicado. Aqueles que tiveram problemas poderão fazer a prova em outra data”, tem garantido desde o início o ministro da Educação, Fernando Haddad. “Isso é possível porque o Enem aplica a teoria da resposta ao item (TRI), que permite que exames feitos em ocasiões diferentes tenham o mesmo grau de dificuldade.”
Interesses poderosos, porém, amplificaram ENORMEMENTE os erros para destruir a credibilidade do Enem. Afinal, a nota no exame é um dos componentes utilizados em várias universidades públicas do país para aprovação de candidatos, além de servir de avaliação parabolsa do PRO-UNI.
“Só os donos de cursinhos e aqueles que não querem a democratização do acesso à universidade podem ter algo contra o Enem”, afirma, indignado, ao Viomundo o neurocientista Miguel Nicolelis, professor da Universidade de Duke, nos EUA, e fundador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, no Rio Grande do Norte. “Eu vi a entrevista do ministro Fernando Haddad ao Bom Dia Brasil, TV Globo. Que loucura! Como jornalistas que num dia falam de incêndio, no outro, de escola de samba, no outro, ainda, de esporte, podem se arvorar em discutir um assunto tão delicado como sistema educacional? Pior é que ainda se acham entendedores. Só no Brasil educação é discutida por comentarista esportivo!”
Nicolelis é um dos maiores neurocientistas do mundo. Vive há 20 anos nos Estados Unidos, onde há décadas existe o SAT (standart admissions test), que é muito parecido com o Enem. Tem três filhos. Os três já passaram pelo Enem americano.

Para ler a entrevista na íntegra clique aqui.

10.11.10

O Enem não deve ser cancelado!

Novamente o Enem – Exame Nacional do Ensino Médio – está no meio da confusão!
Ano passado foi o roubo e vazamento da prova, aliás, as investigações sobre o episódio seguem em passo de tartaruga manca.
Desta vez uma série de erros trouxe o exame para as manchetes dos jornais.
Para alguns se trata do 3º turno da campanha presidencial! Mostrar que o governo Lula – usando o Ministério da Educação e o ministro Haddad como exemplo.
Então, vamos por partes.
Os erros são impensáveis para um empreendimento deste tipo. O INEP deveria ser mais zeloso na elaboração do Enem. Os responsáveis pelos erros devem ser exemplarmente punidos e, caso seja a empresa contratada, que pague por isso.
A troca dos cabeçalhos nas provas do primeiro dia é um erro primário e seria facilmente evitado. Pergunta-se: isso inviabilizou a realização da prova? Claro que não! No máximo um pequeno dissabor para os alunos e alunas.
Também apareceram erros na montagem do caderno amarelo. Aproximadamente 30.000 exemplares dos mesmos estavam comprometidos, destes 21.000 foram distribuídos. Isso num total de 10 milhões de provas impressas representa 0,3% de problemas.
Esse erro foi impedimento para que o candidato ou candidata fizesse a prova? Não! Foi dada a eles a possibilidade de trocar o caderno.
Aqui temos um problema maior do que o anterior, pois em razão do tempo pode não ter dado tempo de se fazer a troca. O MEC propõe que estes alunos façam uma nova prova.
A OAB alega que isso fere a universalidade do exame. Claro que ela desconhece o método de construção da prova do Enem. Ele permite que se estabeleça igual parâmetro de dificuldade para provas diferentes.
Foi esse método – desenvolvido a partir da Teoria de Resposta ao Item – que permitiu ao MEC aplicar o Enem 2009 a 160 candidatos que não puderam participar da prova em razão das enchentes no Espírito Santo.
Interessante que naquela ocasião não houve essa grita a respeito da “universalidade” da prova!
Os outros erros encontrados não comprometem ou invalidam o Enem, devemos observá-los com atenção.
Os professores devem ser consultados a respeito das próximas edições e também discutir a metodologia do exame para assim compreendê-lo melhor.
Algumas críticas que surgiram foram tão pesadas e desproporcionais que mais parecem oportunismo, eleitoral, pedagógico ou de “mercado”.

4.11.10

Gato no telhado

A cada dia que passa a vida nos reserva novas e instigantes surpresas. Hoje, por exemplo, descobri que tem um gato preso no forro da minha casa.
O barulho ocorre há dois ou três dias. Minha mulher temia por uma infestação de ratos.
Pelos ruídos que ouvi disse a ela que o rato deveria ser praticamente um Ronaldo Fenômeno, tal o barulho que fazia.
Hoje os sons se intensificaram. Disse então a minha mulher: isso só pode ser um gato!
Profunda conhecedora do idioma dos felinos, minha senhora soltou alguns miados, imediatamente respondido pelo coiso que se encontra no forro.
Constatado o problema, basta abrir um alçapão e adentrar o forro para liberar o gatinho.
Problema número 1: minha circunferência impede o acesso ao alçapão!
Problema número 2: não tem mais ninguém em casa com coragem para chegar ao telhado.
Ligamos então para os bombeiros. Fomos gentil e prontamente atendidos. Pediram que ligássemos para a Prefeitura e nos deram dois números: 151 ou 156.
Ao ligar para o Centro de Controle de Zoonoses, Ana, minha dileta companheira, travou o seguinte diálogo com a atendente:
- Boa noite!
Atendente: Boa noite, a senhora poderia está informando seu nome completo, endereço e um ponto de referência?
Foi prontamente atendida.
Atendente: Qual o problema?
Ana repetiu o relato que fiz acima.
Atendente: Como a senhora sabe que é um gato?
Ana: Por que ele miou.
Atendente: Tem certeza?
Ana: (silêncio)
Atendente: ok senhora, nós vamos estar abrindo um protocolo e num prazo de até 30 dias estaremos buscando o animal em epígrafe!
Ana: Moça, ele está no forro, onde tem a fiação elétrica, está preso, sem comida, como podemos esperar 30 dias?
Atendente: Senhora me desculpe, mas este é o prazo regulamentar.
Ana: E até lá faço o quê?
Atendente: A senhora cuide de acalmar o animal!
O imbecil no gato continua preso no forro! Sei lá até quando...

30.10.10

Dilma 13!

Vou repetir o voto do 1º turno: Dilma!
Como escreveram no twitter outro dia: Dilma não é a candidata dos meus sonhos, mas Serra é o maior dos meus pesadelos!
A edição da revista Istoé que está nas bancas nos apresenta um comparação entre os governos do FHC e do Lula.
Embora reconheça enormes deficiências no atual governo, a comparação é uma goleada de Lula sobre FHC. Então, na minha forma de ver, votar em Dilma é sepultar definitivamente o discurso neoliberal que conduziu o governo FHC e a presença do PSDB e do DEM no cenário político Nacional.
Ao mesmo tempo significa derrotar a direita raivosa, presente nas igrejas, tanto católica quanto evangélica, e em "coisas" como a TFP, Monarquistas e outras anomalias anacrônicas que vimos colocar as manguinhas de fora durante a campanha.
Além dessas forças, votar em Dilma significa derrotar também o PIG - Partido da Imprensa Golpista - ativo como nunca na manipulação e invenções de crises nesta campanha.
Por isso meu voto vai para Dilma! O da minha esposa também.  Meu filho Jaime, com 10 anos, disse que também votaria em Dilma, por que ela é "idealista" e de esquerda e o Serra é um capitalista que só pensa em privatização e lucro.
Bom Dilma para todos!
Abaixo, alguns inforgráficos que copiei da Istoé, edição nº 2138 (clique sobre eles para ampliá-los):

29.10.10

Que raloim que nada!

A onda neoconservadora no discurso do PSDB

Quem refletir um pouco sobre a linha da campanha presidencial do PSDB neste ano de 2010, terá dificuldades em associar esta agremiação direitista a pessoas como Franco Montoro e Mário Covas.
A guinada neoliberal não é nova, mas o discurso conservador, que consegue angariar simpatias naquilo que há de mais atrasado na civilização contemporânea é.
Nunca imaginei ver um partido que se auto-intitulado socialdemocrata lado a lado com a TFP, instituições monarquistas e católicas que sentem saudades da Santa Inquisição.
Outra característica é o machismo!
José Serra usa e abusa do preconceito com Dilma nos enfrentamentos públicos, fala num tom que nunca ousaria usar se do outro lado estivesse um homem.
Quando foi defender o seu vice – o tal Índio da Costa – Serra disse que não via problema em ter amante, desde que a relação fosse discreta.
Somem-se a isso as declarações homofóbicas e temos o quadro que compõem o atual cenário peessedebista.
Alguém se lembra de ter ouvido tantas sandices numa outra campanha eleitoral?
Para coroar a campanha, segundo o UOL – Eleições, José Serra nos brindou com a seguinte fala ontem:
“José Serra com os tucanos Antonio Anastasia e Aécio Neves, em Uberlândia (MG)

“Se você é uma menina bonita, tem que conseguir 15 votos. Pegue a lista de pretendentes e mande um e-mail. Fale que quem votar em mim tem mais chance com você”, pediu o presidenciável tucano, José Serra, diante de simpatizantes em Uberlândia (MG), nesta quinta-feira (28).”

Qual o real significado dessas palavras? O que ele quis dizer com isso?

24.10.10

A armação que pode vir nesta semana final

O Luiz Carlos Azenha, do ótimo Vi o Mundo, nos alerta sobre a possibilidade armações - das mais variadas - que poderão ocorrer nesta reta final da campanha eleitoral.
Leiam:

Alerta de quem é do ramo: a armação que pode vir nos dias finais de campanhapor

Luiz Carlos Azenha

O alerta é de um jornalista experiente, com amplos contatos na comunidade de informações, com arapongas e ex-arapongas.
Não nasce de um evento específico, mas de um encadeamento lógico de fatos: a campanha sórdida e subterrânea na internet, os panfletos apócrifos, as chamadas por robôs e a farsa de Campo Grande, onde o único ferido — realmente ferido — foi um militante petista com um corte no supercílio (que não apareceu no Jornal Nacional).
Vem da repetição de um padrão no telejornal de maior audiência: Dilma, agressiva; Serra, vítima. Um padrão que se manteve na noite deste sábado, quando a Globo omitiu o discurso do governador paulista Alberto Goldman em que ele sugeriu uma comparação entre Lula e Hitler (com menção ao incêndio do Reichstag), omitiu que militantes de PT fizeram um cordão de isolamento para que uma passeata tucana avançasse em Diadema e destacou o uso, por eleitores de Serra, de capacetes para se “proteger” das bolinhas de papel.
O colega, em seu exercício de futurologia, mencionou o Rio de Janeiro como o mais provável palco de uma armação, por dois motivos:

1) é onde fica a Globo;

2) é onde subsiste a arapongagem direitista.

Como lembrei neste espaço, anteriormente, foi assim o golpe midiático perpetrado em 2002, na Venezuela, retratado nos documentários A Revolução Não Será Televisionada e Puente LLaguno.
Parte essencial daquele golpe, que juntou militares insatisfeitos com a oposição em pânico e apoio maciço da mídia, foi a acusação de que militantes chavistas tinham atirado em civis desarmados, quando as 19 mortes registradas num confronto entre militantes das duas partes resultaram de tiros disparados por franco-atiradores e policiais de Caracas leais à oposição. Porém, foram semanas até que tudo ficasse claro para boa parte dos venezuelanos e para a opinião pública internacional.
O Brasil de 2010 não é a Venezuela de 2002, mas não custa ficar alerta.

23.10.10

Estou gravemente ferido!

Verdade!
Um pombo cagou na minha cabeça!
Isso aconteceu na Praça Getúlio Vargas, em Guarulhos, São Paulo.
O UOL e o Jornal Nacional filmaram tudo.
Será que eu consigo uma licença de uns dois dias por concussão cerebral?
O pombo vestia vermelho e só pude ver as primeiras letras de um cartaz que ele segurava: Dil...
Infelizmente a pancada foi muito forte, causou-me tonturas e náuseas, esses sintomas apareceram logo depois que recebi uma ligação no celular.
Vejam o local do crime hediondo:

11.10.10

Pérolas do José Serra

Vejam que singela a entrevista concedida por José Serra ao SPTV em 2006.
Prestem atenção ao pensamento do "jênio" sobre as questões educacionais, elas aparecem a partir dos 5'30", mas o mais brilhante aparece por volta dos 5'50".