5.10.06

O cinismo tucano não tem limite

Alertado pelo amigo Marco Antônio fui dar uma bisbilhotada no blog Conversa Afiada do Paulo Henrique Amorim, leiam um trecho da entrevista do Garotinho concedida ao jornalista:
Anthony Garotinho: Eu queria até deixar um outro ponto claro: eu não ofereci apoio, o apoio me foi pedido. Eu recebi um telefone do deputado Michel Temer, perguntando se eu estava disposto a apoiar no segundo turno Geraldo Alckmin, já que no primeiro turno eu apenas declarei o meu voto para Heloísa Helena, mas não apoiei nem fiz campanha para ninguém. Então ele disse: ‘E se o Geraldo te ligar e pedir o apoio?’. Eu disse, ‘eu atendo’. E foi o que aconteceu. Me ligou, me pediu apoio, marcou comigo em São Paulo e eu fui e apoiei, declarei o meu apoio. Agora, o meu Estado aqui, eu acho a estrutura do PMDB muito forte, Paulo Henrique. Eu creio que nós vamos acrescentar aqui um bom número de votos porque o desempenho dele aqui no Rio de Janeiro foi o pior da região Sudeste. Em toda a região Sudeste, ele teve no Rio de Janeiro um desempenho comparado à região Nordeste. Eu creio agora que com a entrada do nosso grupo político, que é um grupo político forte em todo o Estado, inclusive na região metropolitana, essa tendência, diminuir a diferença de votos no Rio de Janeiro e quem sabe até ganhar. Embora o tempo seja muito curto e a diferença foi muito grande, com uma diferença de mais de um milhão e 700 mil votos a favor do Lula, vamos agora conversar com o eleitor, explicar as razões pela qual o eleitor do Rio não pode votar no Lula. Porque o Lula discriminou o Rio de Janeiro.
Ué, mas o picolé jurou que o apoio veio assim, de graça, disse ainda que apoio apenas se agradece... Como é isso? Quem está mentindo, Alckmin ou Garotinho?

2 comentários:

marconi leal disse...

Curiosamente, a grande imprensa não noticia isso, né, Toni? Que desfaçatez!

Prof Toni disse...

Claro, para eles vale o "apoio a gente não pede, recebe", principalmente se vier para o picolé de chuchu.