26.9.22
22.9.22
chegou a Primavera
A primavera chegou e com ela uma possibilidade razoável de elegermos Lula no primeiro turno.
Junto com ele, teremos que
eleger uma bancada progressista para que consigamos tirar o país desse lamaçal no
qual estamos mergulhados.
Ler o noticiário é um
permanente exercício de sofrimento. Mentiras oficiais, agressões, atentados e
disparates proferidos pelo coisa ruim e seus seguidores é o que mais aparece.
Às vezes me bate um
desalento, mas também uma esperança de dias melhores.
O movimento de artistas e
intelectuais nas redes sociais é emocionante. O apoio a democracia só cresce,
vindo dos mais diferentes endereços.
Ainda falta Ciro Gomes,
mas esse parece ser muito difícil, está tomado de rancor e ódio ao PT e ao
Lula.
19.9.22
Renasce a esperança!
Temos um hino pra eleição
de 02/10!
É como se a esperança
reacendesse um chamamento para a reconstrução da nossa frágil democracia.
É muito bom ouvir vozes
tão lúcidas e ver parte do país irmanado na missão de eleger Lula e uma grande
bancada progressista para a nova legislatura do Congresso.
É preciso desfazer tudo
que esse governo fez e fazer uma grande faxina na sociedade.
Não se pode admitir
preconceitos, de quaisquer tipos.
16.9.22
Solidariedade a Vera Magalhães, mas está faltando a autocrítica
O que aconteceu com a jornalista Vera Magalhães no debate entre os governadores é inadmissível, não podemos aceitar, seja qual for o ângulo de análise.
Devemos prestar toda nossa solidariedade a ela.
Clique aqui
para ver o vídeo do absurdo.
Mas, como mencionou Milly
Lacombe precisamos tentar entender o cenário que tornou tal episódio possível.
Basta clicar aqui para ler o que escreveu a jornalista.
A mídia brasileira precisa
fazer sua autocrítica, algo que ela pede com sofreguidão ao PT, por exemplo.
Talvez precisem se
espelhar no que afirma o youtuber Felipe Neto, que afirmou em vídeo recente que
se enganou quando fazia críticas ácidas ao Lula e ao PT. Ou ao ReinaldoAzevedo, que cunhou o termo “petralha” e percebeu, em tempo, a armadilha da
Lava Jato.
Vera Magalhães não fez
nada disso, continua com sua postura arrogante e teima em não aprender com os
fatos recentes.
Sua louvação a Lava Jato
e sua devoção ao juiz parcial Sérgio Mouro é constrangedora.
A forma como sempre se
referiu a presidenta Dilma, carregada de preconceito e desinformação é de
causar vergonha alheia.
Seria ela uma pessoa
ingênua? Como ocorre com jornalistas que saem da faculdade, sedentos por construir
uma carreira nesse mundo competitivo?
Não é caso. Ela já tem muita
experiência, afinal com quase 50 anos de vida e uma carreira desenvolvida em
grandes veículos de comunicação essa alegação não cabe.
Faltou-lhe inteligência?
Não é possível, uma pessoa que ocupa posições de entrevistadora ao vivo não teria
a longevidade que ela tem como âncora/entrevistadora.
Então o que sobra como alternativa
para justificar as ações dela no passado recente, tão bem delineadas no texto
de Milly Lacombe?
Deixo tal julgamento para
quem desejar fazê-lo.
14.9.22
Eles poderiam estar vivos
13.9.22
10.9.22
Imbrochável!
Veio a redemocratização e
com ela o governo Sarney. Diga o que quiser sobre ele e suas jequices, mas ele
sabia respeitar a liturgia do cargo. Não me ocorre lembrança dele desrespeitar
uma autoridade estrangeira ou falar barbaridades em seus pronunciamentos.
Depois veio o Fernando
Collor, que durante a campanha eleitoral afirmou que tinha “aquilo roxo”. Vergonha
alheia, mas que caiu como uma luva para o eleitorado dele, machista e necessitado
de permanente autoafirmação.
A propósito, presenciei uma discussão num ônibus e o machão briguento afirmou para o cobrador que tinha aquilo roxo. Um
gaiato, no fundo do ônibus gritou: então corta, porque gangrenou!
Com o impeachment do
caçador de marajás, vice-rei de Alagoas, assumiu a presidência da república o
Itamar Franco, que ficou famoso por três coisas: ressuscitar o Fusca, criar o plano Real e ir ao
camarote presidencial no carnaval acompanhado por uma modelo com a perereca
exposta.
Com FHC, Lula e Dilma a sexualidade
dos presidentes parou de ser manchete de jornais, mas voltou com o golpista Temer,
que teve seu tratamento de uretra mostrado em horário nobre e sua virilidade
elogiada por Roberto Jefferson, que afirmou que só num homem viril seria
possível tal doença.
Mas eis que surge o boçal
maior da República. O atual (des)presidente, que sempre cantou suas “virtudes
sexuais” em entrevistas, fossem elas com as galinhas na tenra infância ou como
comedor de gente com dinheiro público, usa o 7 de setembro para afirmar - sem
que ninguém tivesse perguntado -, sua imbrochabilidade!
O desqualificado que ocupa a cadeira da
Presidência da República não se cansa de dar vexames, desde os mais graves, como
a demora na aquisição de vacinas e a compra de107 imóveis, alguns deles em
dinheiro vivo, até esse coro digno da 5ª Série A, dizendo-se imbrochável.
Fico imaginando a dificuldade
da imprensa estrangeira em explicar para o seu público leitor o significado da
expressão e a importância dela nas comemorações dos 200 anos de Independência
do país.
Parece que não há limites
para o fundo do poço!
8.9.22
Qual independência?
O Brasil nunca foi independente, sempre tivemos “donos”, fossem as metrópoles ou as elites locais, associada aos colonizadores.
E, para piorar, nossas
elites nunca tiveram um projeto de nação, sempre preocupadas com a exploração
do povo e contentes com as migalhas que caem da mesa dos colonizadores.
Basta olhar com atenção
para nossa história, que é sempre marcada pelo entreguismo e pela espoliação do
povo.
Foi assim na Independência,
pela qual indenizamos os portugueses, comprando a independência de Portugal e
nos enredando com a Inglaterra, para depois passarmos a esfera de dominação dos
EUA.
Também a Proclamação da
República foi um acerto feito pelas elites, tendo o povo apenas como massa de
manobra
E assim sucessivamente,
com golpes de estado aqui e acolá, com a violência das armas e o servilismo das
Forças Armadas sempre que os avanços do campo popular chamavam a atenção.
Prevaleceu sempre o
atraso da elite agrária sobre o projeto de nação.
Quando conquistamos
alguns avanços eles são contidos por articulações escrotas, foi assim no
governo João Goulart, quando o Brasil foi interrompido pela ditadura cívico militar
de 1964, foi assim com os tímidos avanços dos governos petistas no início deste
século.
Assim vai o Brasil,
padecendo sob o jugo das elites, juntamente com a América Latina, onde hoje prevalecem os golpes patrocinados pela máquina judiciária, travestindo o que sempre fizeram com o poder das armas por uma pretenda legalidade.
É as desculpas se aprimoram. Em 1964 era a ameaça comunista, agora é a ameaça da conquista de direitos por parte da imensa maioria. Antes eram as igrejas, o rádio e os jornais contra o comunismo, agora são as fake news, ou melhor dizendo as mentiras propagadas pelas redes sociais
2.9.22
Sobre educação política
Não me entendam mal, mas, às vezes, sinto saudades das aulas de OSPB. Não a matéria criada pela ditadura, mas aquela que se lecionava nas escolas pública no final dos anos de 1980, especialmente do livro assinado pelo Frei Beto, conforme mencionado no texto abaixo.
Em 2016 publiquei nesse blog o texto abaixo, que trata da necessidade de educação política nas escolas, além dos outros espaços coletivos.
Claro que
hoje teríamos outros espaços para essa educação, mas a ideia continua presente.
Enquanto não
construirmos um sólido conhecimento na área estaremos suscetíveis aos governos
como este que nos apavora e que tantas coisas ruins têm produzido na sociedade.
Educação
política
Vivemos uma crise na nossa sociedade. Penso que essa crise tenha começado aí por volta de 1500.
Agora ela
está totalmente exposta, seja na política de alta rapinagem seja no cotidiano.
Do deputado
safado ao flanelinha que pratica extorsão, passando pelo árbitro de futebol que
arruma os resultados dos jogos em benefício de alguns apostadores.
Não é, portanto,
uma crise política apenas. Às vezes tenho a impressão de que as pessoas que
reclamam, a maioria pelo menos, o fazem por não se beneficiar das maracutaias.
Por outro
lado, percebo uma dificuldade muito grande em imputar as responsabilidades
pertinentes, mesmo por parte daquelas pessoas razoavelmente informadas e com
bom nível de educação formal.
A educação
política acontece, prioritariamente, dentro dos sindicatos, partidos políticos,
ONGs, associações comunitárias, centros acadêmicos etc. e com o próprio
amadurecimento do indivíduo.
É fácil
perceber, no entanto que o individualismo presente no nosso modo de vida afasta
as pessoas dessas instituições participativas.
Entendo que a
ação política, o exercício da cidadania, independe da escolarização, mas, por
outro lado, sinto que a escola poderia contribuir decisivamente com a formação
política dos nossos jovens.
Não no
aspecto partidário, mas no conhecimento da Constituição, por exemplo, assim
como dos demais aspectos legais da defesa do cidadão, do conjunto de deveres e
direitos pertinentes ao exercício da cidadania, além da história dos partidos
políticos, do sindicalismo, do movimento estudantil, enfim das inúmeras
oportunidades que, ao longo da história, fizeram do povo protagonista do seu
próprio destino, sem depender dos heróis, fabricados ou verdadeiros.
Talvez uma
disciplina escolar, calcada nas relações interdisciplinares, que retome o que
havia de bom numa matéria imposta pela ditadura militar, OSPB (Organização
Social e Política Brasileira), que foi brilhantemente reformulada numa coleção
didática escrita por Frei Betto. Teríamos então um grande encontro da História
e da Geografia, mediado pelo Português, com o apoio das outras disciplinas
escolares para, num esforço conjunto, oferecer ao aluno possibilidades de
leitura do mundo que o capacite ao pleno exercício de sua cidadania,
entregando-lhe um arsenal adequado para a leitura da grande mídia sem cair na
armadilha do sensacionalismo barato das notícias frugais.
Temas como
crise política, reforma política, América Latina, ambiente, mídias, saúde
(física, mental, sexual), enfim um amontoado de temas que, repito, em conjunto
com as outras disciplinas escolares, poderia ser abordado de acordo com os
anseios da comunidade escolar e do contexto que lhe diz respeito.
Claro que tal
proposta não pode se distanciar de uma melhoria no sistema educacional, com
melhores salários e capacitação para os profissionais envolvidos na sua
execução.
Texto publicado em 2/09/2016
30.8.22
Ainda sobre o debate de domingo na Band
O Canal Desmascarando fez um apanhado das mentiras contadas pelo coiso no debate da Band.
29.8.22
Debate na Band
Ontem foi dia do primeiro debate entre os candidatos à presidência da república na Rede Bandeirantes, que organizou o evento junto com a TV Cultura, UOL e Folha de S.Paulo.
Não me agrada o formato
desses debates, parecem-me muito engessados, com limite de tempo muito severo,
mas, sinceramente, não sei qual modelo seria mais interessante.
Lembrei-me de outros
debates, como aquele que reuniu políticos brilhantes as vésperas das eleições
de 1989: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Leonel Brizola (PDT), Paulo Maluf
(PDS), Roberto Freire (PCB), Affonso Camargo (PTB), Aureliano Chaves (PFL),
Ronaldo Caiado (PSD), Mário Covas (PSDB) e Guilherme Afif Domingos (PL).
Fernando Collor (PRN) e Ulysses Guimarães (PMDB).
Grandes frasistas, alguns
com as marcas das oligarquias que lhe deram origem, com Brizola e Lula afiadíssimos
e Maluf como o herdeiro da ditadura militar que estava acabando, era mais
interessante do que os de hoje.
Ontem estiveram presentes
os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes
(PDT), Simone Tebet (MDB), Felipe d’Ávila (Novo) e Soraya Thronicke (União
Brasil). Nenhum deles com o brilho dos políticos que estavam presentes em 1989,
inclusive Lula.
Na minha visão Lula jogou
pelo empate, o que pra ele já serve. Como líder nas pesquisas eleitorais
qualquer bate-boca seria desgastante,
A desvantagem nas
pesquisas obrigou o Bolsonaro a partir para o ataque, mas tentando se
resguardar de ataques adversários.
Simone Tebet saiu
ganhadora, mas o que isso significa? Acho que nada. Em razão do adiantado da
hora e do formato engessado do debate o máximo que ela vai conseguir é
firmar-se como "terceira via".
O "professor"
Felipe D'Ávila é um zero à esquerda e continuou com esse papel, já a Soraya Thronicke
fez um treino razoável, preparando-se para futuras empreitadas.
O Ciro Gomes, sobre o
qual se depositava enorme expectativa, se controlou, o que é ruim para o espetáculo
e, assim como o Lula, parecia travado, não brilhou como de costume nos debates
e entrevistas.
Os entrevistadores foram
bem, estranhei o nervosismo do Leão Serva, diretor de jornalismo da Cultura,
parecia que ia ter um trem.
O ponto alto foi Vera
Magalhães. A jornalista que se esmerou em atacar o PT e Lula nos últimos anos,
sendo sempre uma ardorosa defensora de Moro e cia., sofreu um ataque gratuito
do atual presidente. Ela vem sendo chamada de esquerdista nas redes
bolsonaristas e Bolsonaro, irritado com a pergunta sobre vacinas, partiu para o
ataque.
Jornalistas de vários
veículos foram às redes sociais para prestar solidariedade a jornalista.
No mesmo esquema
Bolsonaro também atacou Simone Tebet. Esta lhe respondeu como ele merecia ser
respondido.
Não sou analista político,
mas arriscaria dizer que Bolsonaro foi o que mais perdeu e Simone Tebet a que
se saiu melhor da refrega.
Aguardemos os próximos
capítulos!
Ontem foi dia do primeiro
debate entre os candidatos à presidência da república na Rede Bandeirantes, que
organizou o evento junto com a TV Cultura, UOL e Folha de S.Paulo.
Não me agrada o formato
desses debates, parecem-me muito engessados, com limite de tempo muito severo,
mas, sinceramente, não sei qual modelo seria mais interessante.
Lembrei-me de outros
debates, como aquele que reuniu políticos brilhantes as vésperas das eleições
de 1989: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Leonel Brizola (PDT), Paulo Maluf
(PDS), Roberto Freire (PCB), Affonso Camargo (PTB), Aureliano Chaves (PFL),
Ronaldo Caiado (PSD), Mário Covas (PSDB) e Guilherme Afif Domingos (PL).
Fernando Collor (PRN) e Ulysses Guimarães (PMDB).
Grandes frasistas, alguns
com as marcas das oligarquias que lhe deram origem, com Brizola e Lula afiadíssimos
e Maluf como o herdeiro da ditadura militar que estava acabando, era mais
interessante do que os de hoje.
Ontem estiveram presentes
os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes
(PDT), Simone Tebet (MDB), Felipe d’Ávila (Novo) e Soraya Thronicke (União
Brasil). Nenhum deles com o brilho dos políticos que estavam presentes em 1989,
inclusive Lula.
Na minha visão Lula jogou
pelo empate, o que pra ele já serve. Como líder nas pesquisas eleitorais
qualquer bate-boca seria desgastante,
A desvantagem nas
pesquisas obrigou o Bolsonaro a partir para o ataque, mas tentando se
resguardar de ataques adversários.
Simone Tebet saiu
ganhadora, mas o que isso significa? Acho que nada. Em razão do adiantado da
hora e do formato engessado do debate o máximo que ela vai conseguir é
firmar-se como "terceira via".
O "professor"
Felipe D'Ávila é um zero à esquerda e continuou com esse papel, já a Soraya Thronicke
fez um treino razoável, preparando-se para futuras empreitadas.
O Ciro Gomes, sobre o
qual se depositava enorme expectativa, se controlou, o que é ruim para o espetáculo
e, assim como o Lula, parecia travado, não brilhou como de costume nos debates
e entrevistas.
Os entrevistadores foram
bem, estranhei o nervosismo do Leão Serva, diretor de jornalismo da Cultura,
parecia que ia ter um trem.
O ponto alto foi Vera
Magalhães. A jornalista que se esmerou em atacar o PT e Lula nos últimos anos,
sendo sempre uma ardorosa defensora de Moro e cia., sofreu um ataque gratuito
do atual presidente. Ela vem sendo chamada de esquerdista nas redes
bolsonaristas e Bolsonaro, irritado com a pergunta sobre vacinas, partiu para o
ataque.
Jornalistas de vários
veículos foram às redes sociais para prestar solidariedade a jornalista.
No mesmo esquema
Bolsonaro também atacou Simone Tebet. Esta lhe respondeu como ele merecia ser
respondido.
Não sou analista político,
mas arriscaria dizer que Bolsonaro foi o que mais perdeu e Simone Tebet a que
se saiu melhor da refrega.
Aguardemos os próximos
capítulos!
Ontem foi dia do primeiro debate entre os candidatos à presidência da república na Rede Bandeirantes, que organizou o evento junto com a TV Cultura, UOL e Folha de S.Paulo.
Não me agrada o formato
desses debates, parecem-me muito engessados, com limite de tempo muito severo,
mas, sinceramente, não sei qual modelo seria mais interessante.
Lembrei-me de outros
debates, como aquele que reuniu políticos brilhantes as vésperas das eleições
de 1989: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Leonel Brizola (PDT), Paulo Maluf
(PDS), Roberto Freire (PCB), Affonso Camargo (PTB), Aureliano Chaves (PFL),
Ronaldo Caiado (PSD), Mário Covas (PSDB) e Guilherme Afif Domingos (PL).
Fernando Collor (PRN) e Ulysses Guimarães (PMDB).
Grandes frasistas, alguns
com as marcas das oligarquias que lhe deram origem, com Brizola e Lula afiadíssimos
e Maluf como o herdeiro da ditadura militar que estava acabando, era mais
interessante do que os de hoje.
Ontem estiveram presentes
os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes
(PDT), Simone Tebet (MDB), Felipe d’Ávila (Novo) e Soraya Thronicke (União
Brasil). Nenhum deles com o brilho dos políticos que estavam presentes em 1989,
inclusive Lula.
Na minha visão Lula jogou
pelo empate, o que pra ele já serve. Como líder nas pesquisas eleitorais
qualquer bate-boca seria desgastante,
A desvantagem nas
pesquisas obrigou o Bolsonaro a partir para o ataque, mas tentando se
resguardar de ataques adversários.
Simone Tebet saiu
ganhadora, mas o que isso significa? Acho que nada. Em razão do adiantado da
hora e do formato engessado do debate o máximo que ela vai conseguir é
firmar-se como "terceira via".
O "professor"
Felipe D'Ávila é um zero à esquerda e continuou com esse papel, já a Soraya Thronicke
fez um treino razoável, preparando-se para futuras empreitadas.
O Ciro Gomes, sobre o
qual se depositava enorme expectativa, se controlou, o que é ruim para o espetáculo
e, assim como o Lula, parecia travado, não brilhou como de costume nos debates
e entrevistas.
Os entrevistadores foram
bem, estranhei o nervosismo do Leão Serva, diretor de jornalismo da Cultura,
parecia que ia ter um trem.
O ponto alto foi Vera
Magalhães. A jornalista que se esmerou em atacar o PT e Lula nos últimos anos,
sendo sempre uma ardorosa defensora de Moro e cia., sofreu um ataque gratuito
do atual presidente. Ela vem sendo chamada de esquerdista nas redes
bolsonaristas e Bolsonaro, irritado com a pergunta sobre vacinas, partiu para o
ataque.
Jornalistas de vários
veículos foram às redes sociais para prestar solidariedade a jornalista.
No mesmo esquema
Bolsonaro também atacou Simone Tebet. Esta lhe respondeu como ele merecia ser
respondido.
Não sou analista político,
mas arriscaria dizer que Bolsonaro foi o que mais perdeu e Simone Tebet a que
se saiu melhor da refrega.
Aguardemos os próximos
capítulos!
26.8.22
24.8.22
Prof.ª Juliana
Está na hora de fazer escolhas!
Gostaria de apresentar a
candidatura a deputada estadual da Prof.ª Juliana, vereadora da cidade de Americana,
uma jovem liderança do Partido dos Trabalhadores.
Voz progressista solitária
na Câmara dos Vereadores da cidade tem demonstrado que com trabalho,
persistência e apoio da população é possível melhorar a vida das pessoas.
Ter uma pessoa como a Prof.ª
Juliana na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo significará uma enorme
esperança de melhoria no estado de SP,
com práticas políticas verdadeiras, aquela política que visa apenas o bem estar
da população.
Veja um pouco da sua
trajetória:
19.8.22
O que significa ser político?
Ser político é algo inerente ao próprio ser humano.
Conviver é um ato político, assim como relacionar-se
com outros seres humanos, seja no trabalho ou na vida pessoal.
Vivemos fazendo escolhas, nem sempre as melhores, mas
sempre as possíveis. Às vezes damos com os burros n’água, outras acertamos.
Isso é fruto de decisão política.
Há uma tendência de demonizar a política e os
políticos. Mas isso é um equívoco.
Dentro do nosso sistema de governo, a tal democracia
representativa, todos os políticos são escolhidos por voto direto do povo,
então o erro está, em primeiro lugar, em quem escolhe.
Claro que precisamos aperfeiçoar os critérios de escolha,
mas não há outro caminho no momento que não esse, o da democracia
representativa.
Precisamos primeiro cumprir o que está escrito na
Constituição Federal. A busca incessante da justiça social e da diminuição das
desigualdades devem orientar as ações políticas, mas como explicar isso ao
eleitor?
Em 02 de outubro próximo vamos votar para Presidente
da República, que chefiará o poder Executivo Federal nos próximos quatro anos, os governadores das 27 unidades da federação, também com mandato de 4 anos, um
Senador por unidade da federação com mandato de 8 anos, além de deputados
federais e estaduais, com mandatos de quatro anos.
Você sabe qual a função de cada um desses cargos? Como
são escolhidos? Quanto custa cada um deles para a população?
Vamos tentar responder essas questões nas próximas
postagens,
15.8.22
Voto obrigatório é um desserviço à democracia
Em abril de 2008 publiquei um texto contra o voto obrigatório. O tempo passou, mas continuo com a mesma opinião: voto obrigatório é uma anomalia!
Não é possível
que, em pleno século XXI, as pessoas sejam obrigadas a exercer um direito. Isso
causa, a meu ver, enorme distorção no sistema de representação política.
A
obrigatoriedade do voto é uma anomalia que precisa ser corrigida imediatamente,
deveria ser item prioritário da Reforma Política, aquela prometida faz tempo e
que nunca acontece.
Obrigar o
indivíduo, sob coação, a fazer algo não pode ser encarado como exercício de um
direito.
Tal
obrigatoriedade fragiliza um dos principais elos do exercício político: o
partido!
O partido
político além de disputar o poder, o que é legítimo, deveria também
preocupar-se em educar o cidadão para a política e a representação,
esforçando-se por ser um canal de participação, ao mesmo tempo em que renovaria
suas próprias lideranças.
Considero que
dentre os vários problemas políticos existentes em nossa legislação o voto
obrigatório é o mais escandaloso, seguido de perto do instituto da reeleição.
Como é no mundo:
A reeleição
permite a criação de “donos de cargos representativos”. Isso à direita e à
esquerda, afinal já tem ex-guerrilheiro com 24 anos como deputado federal
“profissional”.
Isso inibe o
surgimento de novas lideranças e a oxigenação da representação parlamentar.
O voto
facultativo obrigaria os partidos políticos a fazerem-se presentes no cotidiano
das pessoas, nas fábricas, escolas, nos bancos etc., pois seria mais importante
convencê-la a participar para depois pedir-lhe o voto.
Com a
obrigatoriedade vemos os partidos jogando suas fichas no “marquetingue”
político em detrimento de ideias e propostas.
Programa de
governo então é coisa que só é produzida depois que ocorre a eleição e olhe lá!
As legendas
de aluguel, que pontificam no horário político obrigatório, tenderiam ao
desaparecimento, pois o teatro político seria transferido para a vida real,
longe das telinhas e das jogadas asquerosas.
Embora várias pesquisas de opinião indiquem a contrariedade da população com relação ao voto obrigatório, as iniciativas legislativas contra ele não têm prosperado.
A CNN fez uma radiografia das abstenções nas últimas eleições presidenciais:
14.8.22
Votou contra os direitos trabalhistas das empregadas domésticas.
Maldade e perversidade, só
assim pra justificar esse tipo de voto.
Pelo raciocínio desse ser desprezível que ocupa a cadeira de presidente da república a escravidão era bem legal, afinal as despesas dos "empregadores" eram bem menores, uma vez que não precisavam pagar 13º, Férias, Licença Maternidade...
Nessas eleições que se aproximam a escolha não é nenhum pouco difícil!
11.8.22
Quem paga a campanha eleitoral do seu candidato?
Você
já se fez essa pergunta?
É
comum esbravejarmos contra o “dinheiro público” para as campanhas eleitorais,
mas você preferiria que as empresas pagassem por elas?
Não
podemos esquecer que quem paga a conta escolhe a refeição, então no modelo antigo,
com o financiamento das empresas privadas, os donos do dinheiro eram também os
donos dos políticos. Assim funcionava até 2014.
Você
já imaginou um grande empresário bancando a eleição de um representante dos
trabalhadores? Não, é claro.
A
turma do dinheiro escolhe os seus iguais ou seus advogados e administradores
para compor o Congresso, Assembleias, Câmara de Vereadores, os ocupantes dos
cargos executivos, raramente essa regra é furada.
Esse
fator é responsável pela anomalia na nossa democracia representativa. Por isso,
a escolha do financiamento público dos partidos por meio do Fundo Partidário e
do Fundo Eleitoral.
É
necessário compreender o que são esses fundos e porque o sistema precisa deles e
no que se diferenciam.
Antes
das explicações temos que reconhecer que o valor destinado aos partidos é
descabido para custear as eleições e descolado da nossa realidade. Também é
claro que muitos espertalhões vivem desse dinheiro, em razão de brechas e
falhas do sistema.
Posto
isso vamos tentar entender o Fundo Partidário.
Ele
foi instituído pela Lei nº 9.096 (Lei dos Partidos Políticos), e é
distribuído anualmente aos partidos políticos, servindo para pagar as despesas correntes
como água, luz, aluguel, passagens aéreas, Internet, advogados, contadores etc.
O
dinheiro vem direto do Orçamento da União (governo federal), multas e
penalidades de natureza eleitoral, além das doações de pessoas físicas
depositadas diretamente nas contas dos partidos (aquelas específicas para o
Fundo).
Os
partidos recebem valores de acordo com a representação parlamentar proporcional,
como está na Lei dos Partidos Políticos e da Emenda Constitucional de 2017, que
diz:
§ 3º Somente terão direito a
recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma
da lei, os partidos políticos que alternativamente:
I - Obtiverem, nas eleições para a
Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos válidos,
distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de
2% (dois por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou
II - Tiverem elegido pelo menos
quinze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço das unidades da
Federação.
Fonte: TSE. Disponível em https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2021/Marco/veja-como-e-distribuido-o-fundo-partidario. Acesso em 10/08/2022.
Esses
valores se somam ao Fundo Eleitoral que, segundo o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) deve assim ser distribuído:
2% igualmente entre todos os
partidos; 35% divididos entre aqueles que tenham pelo menos um representante na
Câmara dos Deputados, na proporção do percentual de votos obtidos na última
eleição geral para a Câmara; 48% divididos entre as siglas na proporção do
número de representantes na Câmara, consideradas as legendas dos titulares; e
15% divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes no
Senado Federal, consideradas as siglas dos titulares.
Os
valores são previstos no Orçamento da União e, além dos critérios acima
descritos, obedecem a outros, como destinação de percentual para as candidaturas
femininas, por exemplo.
Fonte: TSE. Disponível em
https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2020/Outubro/conheca-as-diferencas-entre-fundo-partidario-e-fundo-eleitoral.
Acesso em 10/08/2022.
As
contas dos partidos políticos precisam ser aprovadas, primeiro pelos
integrantes do próprio partido e depois fiscalizadas pelos tribunais eleitorais
estaduais e nacional.
Claro
que a lei não conseguiu contornar alguns problemas sérios:
- ü Legendas de aluguel, que servem de
apoio a outros partidos e usufruem do dinheiro dos fundos públicos, basta ver
que algumas legendas possuem sempre os mesmos candidatos, para todo e qualquer
cargo e só aparecem nas campanhas eleitorais.
- ü Candidaturas fantasmas, como um
caso rumoroso nas últimas eleições de candidaturas femininas que não obtiveram
votação, ou, como aconteceu, a própria candidata não sabia da sua candidatura.
- ü Deputados que negociam a troca de
legenda para obter mais dinheiro para a sua campanha.
E
mais alguns outros. Mas, penso eu, o financiamento público precisa ser
aprimorado e melhorado, mas não podemos renunciar a ele.
Os
partidos e candidatos precisam adequar os valores gastos nas eleições à
realidade brasileira. Claro está que o valor liberado para as eleições desse
ano, considerando o período de crise que vivemos, R$ 4,9 bilhões é absurdo.
Esses
valores foram assim distribuídos:
Com 15,77% para o União Brasil,
maior partido do Brasil, criado em 2021 a partir da fusão do Democratas (DEM)
com o Partido Social Liberal (PSL), terá R$ 782,5 milhões para a campanha eleitoral;
com 10,15% o PT, terá o equivalente a R$ 503,3 milhões; o MDB, com 7,2%, R$
363,2 milhões; PSD tem 7,05%, totalizando R$ 349,9 milhões e o PP, com 6,95%,
receberá R$ 344,7 milhões, seguido pelo PL, com 5,82%, e pelo PSB, com 5,42%.
Fonte: TSE. Disponível em
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/06/20/tse-divulga-divisao-do-fundo-eleitoral-para-2022.
Acesso em 10/08/2022.
O
financiamento público melhorou a qualidade dos nossos eleitos? Ainda não, basta
olharmos os nossos atuais “representantes”, mas esse quadro pode ser melhorado.
É
preciso votar com mais atenção, deixar de ser guiado pelos rostos bonitinhos,
artistas e doidivanas em geral, e escolher alguém que nos represente de verdade,
que olhe para os interesses das pessoas e trabalhe com afinco para resolver nossos
inúmeros problemas.
Para
finalizar, existe um partido político que apregoa com orgulho que não recebe
dinheiro público para financiar suas campanhas. De onde será que vem o dinheiro
desse partido? Será que nasce em árvores? Brota do chão?
10.8.22
Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!
Mensagem da Faculdade de Direito da USP:
Em agosto de 1977, em
meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos Cursos Jurídicos no
País, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no
território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na
qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção
em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a
convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.
A semente plantada rendeu
frutos. O Brasil superou a ditadura militar. A Assembleia Nacional Constituinte
resgatou a legitimidade de nossas instituições, restabelecendo o estado
democrático de direito com a prevalência do respeito aos direitos fundamentais.
Temos os poderes da
República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, todos independentes,
autônomos e com o compromisso de respeitar e zelar pela observância do pacto
maior, a Constituição Federal.
Sob o manto da
Constituição Federal de 1988, prestes a completar seu 34º aniversário, passamos
por eleições livres e periódicas, nas quais o debate político sobre os projetos
para o País sempre foi democrático, cabendo a decisão final à soberania
popular.
A lição de Goffredo está
estampada em nossa Constituição “Todo poder emana do povo, que o exerce por
meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta
Constituição”.
Nossas eleições com o
processo eletrônico de apuração têm servido de exemplo no mundo. Tivemos várias
alternâncias de poder com respeito aos resultados das urnas e transição
republicana de governo. As urnas eletrônicas revelaram-se seguras e confiáveis,
assim como a Justiça Eleitoral.
Nossa democracia cresceu
e amadureceu, mas muito ainda há de ser feito. Vivemos em um País de profundas
desigualdades sociais, com carências em serviços públicos essenciais, como
saúde, educação, habitação e segurança pública. Temos muito a caminhar no
desenvolvimento das nossas potencialidades econômicas de forma sustentável. O
Estado apresenta-se ineficiente diante dos seus inúmeros desafios. Pleitos por
maior respeito e igualdade de condições em matéria de raça, gênero e orientação
sexual ainda estão longe de ser atendidos com a devida plenitude.
Nos próximos dias, em meio a estes desafios, teremos o início da campanha eleitoral para a renovação dos mandatos dos legislativos e executivos estaduais e federais. Neste momento, deveríamos ter o ápice da democracia com a disputa entre os vários projetos políticos visando a convencer o eleitorado da melhor proposta para os rumos do país nos próximos anos.
Ao invés de uma festa
cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade
democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao
resultado das eleições.
Ataques infundados e
desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado
democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São
intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a
incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional.
Assistimos recentemente a
desvarios autoritários que puseram em risco a secular democracia
norte-americana. Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança
do povo na lisura das eleições não tiveram êxito. Aqui, também não terão.
Nossa consciência cívica
é muito maior do que imaginam os adversários da democracia. Sabemos deixar de
lado divergências menores em prol de algo muito maior, a defesa da ordem
democrática.
Imbuídos do espírito
cívico que lastreou a Carta aos Brasileiros de 1977 e reunidos no mesmo
território livre do Largo de São Francisco, independentemente da preferência
eleitoral ou partidária de cada um, clamamos as brasileiras e brasileiros a
ficarem alertas na defesa da democracia e do respeito ao resultado das
eleições.
No Brasil atual não há
mais espaço para retrocessos autoritários. Ditadura e tortura pertencem ao
passado. A solução dos imensos desafios da sociedade brasileira passa
necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições.
Em vigília cívica contra
as tentativas de rupturas, bradamos de forma uníssona:
Estado Democrático de
Direito Sempre!!!!
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