28.6.22

Votar não é passar um cheque em branco

Seguindo a recuperação dos texto antigos, vai um, publicado em 27/09/2008. Mantive os erros originais, só está atualizado quanto à reforma ortográfica. Infelizmente os links se quebraram e não consegui recuperá-los. 

Vou enviar para alguns ex-alunos, que, embora tenham lido uma coisa ou outra aqui no blog, insistem em me chamar de lulista. 

Não sou e nem nunca fui lulista, apenas votei nele em todas as eleiççoes das quais participei (desde 1982) por considerá-lo o representante das melhores propostas para o conjunto da sociedade, mas nunca deixei de criticar os erros do PT e do próprio Lula.

O voto não é uma carta branca, nem uma procuraçao individual, é uma postura coletiva.

O país melhora, mas a passos lentos

Por estes dias o IBGE divulgou a nova edição do PNDA – Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar. Clique aqui para ter acesso a ela na íntegra ou aqui, para vê-la num caderno especial do jornal O Estado de S. Paulo.

Os indicadores apresentam, sem exceção, melhorias. O problema é o ritmo destas melhorias.

Para não receber pauladas dos meus amigos petistas/lulistas, é importante ressaltar que estes mandatos do Lula foram significativos para os mais pobres.

Muitos foram incluídos na situação de consumidores, tiveram acesso a uma maior quantidade de bens de consumo, bem como saneamento básico, saúde e educação.

Até mesmo o combate à corrupção teve relativo sucesso no primeiro mandato, embora o ímpeto tenha refreado neste segundo mandato.

Os acertos continuam sendo feitos pelos “de cima”, como tudo desde Caminha até nossos dias, por isso a sociedade se vê excluída do processo.

Se é verdade que mais crianças estão na escola e que muitos jovens pobres tiveram acesso ao ensino universitário por meio do ProUni, é verdade também que a qualidade da educação é sofrível, com avanços tímidos, sem envolvimento da sociedade.

Algumas instituições que fazem parte do ProUni parecem escolas de suplência, isso graças a proliferação de cursos universitários nos dois desgovernos do FHC, enquanto o ensino básico continua patinando, tanto nos indicadores nacionais quanto internacionais.

A questão da educação passa por uma forte política de Estado, com algo bem próximo de 10% do PIB reservado a ela, como investimentos e não gastos, além de uma forte mobilização popular, com uso de rádio, TV e agressivo “marquetingue”.

Escolarização obrigatória e ensino de período integral! Professores com dedicação exclusiva às suas escolas! Salários e condições de trabalho dignos! Participação intensa de todas as instâncias da sociedade, da família, essencial, ao STF.

Lula e os partidos da base aliada (partidos? Quaquaqua!) não tocaram neste trauma nacional como deveriam, embora reconheça no ministro Fernando Haddad um ótimo técnico/político da área, pena que sempre subordinado aos ditames da política econômica.

A distribuição de renda melhora a olhos vistos.

Desde 1993 experimentamos sucessivas reduções no Índice de Gini (clique aqui se você não sabe o que é isso), indicador da desigualdade de renda.

Esbarramos, contudo, num impedimento que a diminuição da desigualdade se acelere: a Reforma Agrária. Sem profundas mudanças no sistema de acesso à terra e produção agrícola continuaremos patinando eternamente na distribuição da renda.

No primeiro mandato os sinais de que ela – a Reforma Agrária – ocorreria eram inequívocos, a começar pela equipe que coordenava o processo, comandada por Plínio de Arruda Sampaio.

O apoio do MST e capacidade de interlocução do governo com as organizações que lutam pela reforma agrária era sinal de que desta vez seria diferente. Bastou o tempo para desmentir nossas esperanças.

É claro que melhorou o tratamento da Agricultura Familiar, por outro lado não se construiu uma política agrícola para o país, por isso o presidente da República tornou-se refém da “bancada ruralista” em diversas negociações no Congresso Nacional.

Já na reeleição o MST sinalizava que a coisa não andava lá essas coisas nas relações com Lula e a tal base aliada, mas ainda assim manifestou seu apoio.

No presente instante o desencanto é geral. O latifúndio conseguiu tirar do governo pessoas da índole de Marina Silva, derrotada pelo estrategista de Daniel Dantas, o senhor Mangabeira Unger – conhecido como Ministro do “Futuro” –, gestor dos projetos de intervenção na Amazônia

Esses dois pilares são fundamentais para a construção de um país de verdade, sem eles, erguidos e bem fundamentados, não iremos a lugar algum, estaremos condenados aos soluços de crescimento econômico com espasmos de desenvolvimento.

Finalmente tinha a esperança de que a eleição do Lula, faria com que o capitalismo brasileiro se voltasse para o sistema produtivo em detrimento do capital financeiro. Não é o que vemos.

O país é um paraíso para os especuladores, que aqui desembarcam para navegar nos mares tranquilos do ganho fácil e garantido.

Texto de 27/9/08.

A difícil tarefa de ser mulher

 


26.6.22

Aborto: questão importante de saúde pública

 Lula está coberto de razão: discussão sobre aborto diz respeito à saúde pública, não cabe ao Estado legislar sobre as vontades das pessoas, mas precisa de políticas públicas para evitar a morte de mulheres, principalmente as pobres.

Tal política não pode ser guiada por princípios religiosos, mas deve se respeitar as condições biológicas e psicológicas das mulheres e a vontade delas.

Claro que os instrumentos de planejamento familiar devem ser garantidos pelo poder público bem como a educação sexual, que deveria ser abordada nas escolas de todo o país, sem essa idiotice de “ideologia de gênero”.

Às vezes tenho a nítida impressão de que retornamos para o século XIX em razão da truculência do atual governo que abriu mão de questões civilizatórias, como o poder que a mulher deve ter sobre o seu próprio corpo, a aceitação da diversidade quanto à orientação sexual e o combate ao racismo.

O episódio do final da semana com a atriz/celebridade denunciando uma outra atriz, muito jovem, que descobriu a gravidez fruto de um estupro muito tarde e resolveu dar a criança para adoção, foi a cereja do bolo.

Antes tivemos a denúncia por parte do Portal Catarinas e The Intercept mostrando a ação abjeta de uma juíza e uma promotora, tentando convencer uma criança de 11 anos a não abortar e esperar o desfecho da gravidez para doar o bebê. Ainda ousaram sugerir que se ouvisse o “pai”. Desde quanto estuprador é pai?

Parte da nossa população está se especializando em dar palpites na vida dos outros, mas sem assumir os encargos e, na maioria das vezes, num verdadeiro show de hipocrisia.

Precisamos de governos que pensem no povo, na saúde, na educação, na alimentação, na moradia e que lembre sempre que o estado deve ser laico!

 

 

24.6.22

Por que a ideia de regular a mídia não é censura

Hoje retomo o texto de 03/2/15, nele apresentei inúmeros argumentos favoráveis a regulação da mídia, com links explicando, de forma didática que o projeto não era de censura.

Convém lembrar que existem várias regulações da mídia no Brasil, a primeira delas datada de 1823.

A Constituição Federal de 1988 tratou do tema, mas não houve uma regulamentação clara até hoje.

Novamente a grande mídia faz um estardalhaço com a proposta do candidato Lula sobre tal regulação.

O Estadão já soltou a corneta contra a ideia, veja aqui, mostrando todo o seu conservadorismo e mesquinhez.

No texto abaixo você poderá ler vários argumentos favoráveis a esta regulação, mostrando ser esta uma medida civilizatória e desejável.

Embora de 2015 os argumentos são muito atuais.

 

Regulação da mídia, isso é um problema para a democracia?

 

Várias pessoas têm postado nas redes sociais coisas incríveis sobre a ideia de regulação da mídia.

É uma mistura de desinformação, ignorância e petismo fobia que dá medo!

Por outro lado, a comunicação de massa por parte do governo, e seus partidos aliados, é medonha, nada informa e quando o faz, faz de forma capenga.

Por isso indico alguns textos que explicam, de maneira bastante clara, o que vem a ser a tal regulação da mídia, penso que seja muito importante a difusão dessas informações, combatendo assim a visão de que o “PT deseja censurar a imprensa” ou atentar contra a liberdade de expressão.

Vamos começar por um material bastante completo, que está no portal da ANDI - Agência de Notícias dos Direitos da Infância. De forma bastante detalhada e didática, a ANDI conseguiu reunir muitas informações sobre o tema.

É só clicar aqui para obter o material. Além dessa introdução existem mais oito páginas discutindo o assunto (os links encontram-se no final da apresentação do tema).

A BBC Brasil explica, de maneira breve, como funciona tal regulação nos EUA, Reino Unido, Venezuela e Argentina. Basta clicar aqui para acessar a matéria.

Clicando aqui você lê um texto bacana, publicado na Carta Capital, do coletivo Intervozes, tratando do mesmo tema. Note que esse último texto foi publicado em junho do ano passado, antes das eleições, portanto.

Claro que as vozes que discordam dessa regulação têm amplo espaço para manifestarem-se nos órgãos de imprensa, mas, ardilosamente, não mencionam países como EUA e Reino Unido, atendo-se somente, de forma superficial, à Argentina e Venezuela.

23.6.22

Não ter raízes

 Seguindo com as republicações vai um texto publicado em 14/7/06.

 

Às vezes isso é um problema, outras vezes solução!

Fazendo uma viagem no tempo percebi como sou desconectado de um lugar.

Vejam, nasci em Lucélia, uma pequena cidade do interior de São Paulo, muito cedo fui para o mundo, com meus pais. Vivemos aqui em São Paulo entre a metade dos anos 60 e dos anos 70.

Morei na zona norte e depois nos bairros operários do fundão da zona sul.

Pelo meio dos anos 70 mudamo-nos para Varginha, sul das Minas Gerais. Lá vivi minha adolescência e início da idade adulta, cronologicamente falando.

Em 1981 saí de Varginha, retornei para São Paulo.

Nos primeiros anos um grupo de amigos e um amor desvairado me mantiveram amarrado naquela bela cidade do sul das Geraes.

O amor se foi, graças ao grande idiota que sou, os amigos foram tomando rumos diferentes e a própria distância cuidou de nos separar, hoje mantenho contato apenas com um desses amigos lá das montanhas do sul de Minas.

Quando voltei para São Paulo, a ditadura militar já caminhava para o seu ocaso e me dediquei de corpo e alma a militância política.

Partido clandestino, alimentando o sonho da revolução que nunca veio, movimento popular, construção do Partido dos Trabalhadores, movimento sindical...

Respirava política. Até que “os meus amigos” (ao contrário do que disse Cazuza) chegaram ao poder. Cada fatia de poder que eu via os “caras” abocanharem crescia minha decepção e desencanto.

Paralelamente a uma carreira profissional num banco alimentava essa intensidade política.

Veio a crise dos 30. Crise profissional, pessoal, financeira, política... Resolvi virar professor e abandonar todo o resto. Mais um rompimento. Os grandes amigos do tempo do Banco, do Sindicalismo, do Partido, enfim daquele mundo no qual vivia, foram raleando e desaparecendo.

Desde 1993 na sala de aula. Passei por várias escolas e fiz poucos amigos, parece que estou vacinado contra as perdas, por isso não me importo muito em fazer aquisições.

Vínculos mesmo só com uma turma de faculdade. Longas jornadas de truco e cerveja noite à dentro (e a fora), criaram uma amizade que parece ser inquebrantável, embora cada um no seu canto, com seus afazeres, ainda nos reunimos esporadicamente.

Aliás, amanhã tem churrasco, talvez eu até apareça, embora depois da minha internação no INCOR esteja evitando “áreas de risco” (entendam: picanha, cerveja, truco... só!).

Talvez esteja me sentindo velho. Ou a perda de algumas pessoas próximas nos últimos anos tenha me trazido o medo da morte, mas estou com uma vontade irresistível de restabelecer alguns laços, menos com “os amigos” que estão no poder, sentados nas mesas luxuosas do Planalto Central.

22.6.22

Quando a Justiça não é justa

 Nosso país não cansa de surpreender, ou, como falamos no interior, é um eita atrás de eita!

Dessa vez uma criança de 11 anos foi induzida a não abortar por uma juíza de nome Joana Ribeiro Zimmer. Essa senhora deveria cumprir a lei, que autoriza o aborto em casos de estupro e sexo com menor de 14 anos é estupro, ponto final.

Aqui você vai ler excelente matéria do Brasil de Fato sobre o episódio.

Não há prazos para a realização do aborto, não se prevê que o estuprador participe da decisão sobre a interrupção da gravidez!

A criança foi submetida pela juíza e promotora e um interrogatório criminoso! O The Intercept e o Portal Catarinas publicaram o áudio, clique aqui para ouvir.

Na prática juíza e promotora propõem colocar em risco a vida da criança, além dos enormes impactos psicológicos.

Não é o primeiro caso, há uma cruzada fundamentalista contra o aborto, mesmo para os casos autorizados pela lei. Recentemente a ex-ministra Damares, aquela que fala com Jesus na goiabeira, foi suspeita de atitude semelhante, é só clicar aqui para relembrar.

No momento resta-nos engrossar o coro daqueles que querem o afastamento dessa juíza e não sua promoção.

Se concordas com isso é só clicar em https://coletivojuntas.com.br/pelo-afastamento-da-juiza-joana-ribeiro-zimmer/ .

21.6.22

Sobre estupro de crianças

 




Cheguei aos 60, quem diria!

Em 17/03/2012 fiz a postagem que segue abaixo.

Revisitei as metas dos 50 e percebi que fracassei em quase todas elas. Agora o compadre Sérgio dirá: 60 com corpinho de 79!

Dentre as metas estabelecidas falhei feio na saúde, principalmente no controle da diabete, embora tenha perdido alguns quilos, foram insuficientes para controlar a danada.

Mudei de cidade, de emprego e depois me aposentei. Meu filho, que era adolescente na época do texto abaixo está quase terminando a faculdade, morando em Assis. A esposa continua a mesma, para minha alegria!

Tive momentos mais próximos aos amigos queridos, quase todos herdados da Geografia ou da Pedagogia, mas essa merda de pandemia, que nos atormenta desde 2020 fez com que eu me distanciasse novamente.

Fiquei muito desgostoso com a sala de aula, com a chegada do MBL e da Escolasempartido (que nojo!) vivemos um período de inquisição, sem a permissão para a vida inteligente e pensante.

Aos 60 anos estou extremamente triste com o meu país, nem mesmo gosto de chamá-lo de meu em público.

Resta a esperança de dias melhores depois de outubro.

 

Meio século! Jamais pensei em chegar a essa marca e cá estou, mas com corpinho de 49 e meio, como diz compadre Sérgio.

Neste ano estabeleci metas severas para navegar no pós-50.

As primeiras foram atingidas, faltam agora aquelas que tratam da saúde, portanto as mais difíceis.

Perder peso é essencial. Reconheço que perdi uns 500 kg ao longo da vida, mas eles teimam em voltar.

Para isso preciso parar de comer pudim. Uma alternativa seria exterminar a cozinheira de uma das unidades da escola. A mulher tem mãos divinas para os doces! É só lembrar e começo a salivar. Tentarei fazê-lo sem adentrar o mundo do crime.

Outro sacrilégio: afastar-me do pão e da batata, duas iguarias sensacionais, só comparáveis a um pouco de feijão misturado com macarrão, gelados é claro.

A nutricionista que me aguarde, serei um freguês contumaz!

Depois preciso controlar a maldita da diabete, isso sim é um 13º trabalho. Pena que o Hércules não o fez, senão pegaria a receita.

Também preciso ser mais assíduo com os amigos, eles me fazem uma falta danada. Farei um grande esforço para tomar uma cerveja sem álcool, só pelo prazer da companhia deles.

Organizar o escritório é coisa para julho, mas não entro o segundo semestre sem ele organizado e pronto para produzir. Escrever, mesmo essas bobagens com as quais torturo meus dois ou três leitores, higieniza minha alma e renova minhas energias para o cotidiano.

Então o blog receberá minha atenção com disciplina e constância, mas preciso contar uma história muito bonita, da minha família, que vale um livro, nem que seja para o deleite de alguns poucos parentes e amigos.

 

É assim que a gente se renova aos 50: pensando nos próximos 50.

 

Não aos despejos!

 


19.6.22

Viva Colômbia!


 

Beijo

 

Um dos objetivos da minha volta é recuperar textos que me emocionaram.

Vou começar por um, publicado em 18/01/2005, que me marcou muito.

Beijo 

Não o beijo apaixonado, anúncio e preâmbulo da paixão. 

Trata-se do beijo entre homens.

A partir da minha adolescência comecei a frequentar a casa dos meus avós maternos em Bauru, interior de São Paulo, e a tomar contato com uma quantidade de primos, primas, tios e tias.

Tornou-se comum reunirmos boa parte de nossa enorme família nos aniversários do meu avô, em junho. Assim fizemos até ele completar 90. Alguns meses depois ele faleceu.

Também era comum fazermos uma festa na passagem do ano, na casa do tio Juvenal (já citado por aqui em outro texto). Era o momento de reunirmos os primos, amigos e demais parentes.

A festa atravessava a madrugada e, por vezes, tinha sequência num alentado almoço no primeiro dia do ano, sempre com muita cerveja e alegria. Seu "Juva" sentia um imenso prazer em ver aquela reunião, por mais trabalho que aquilo proporcionasse.

Várias vezes, quando me despedia dele, sentia vontade de aplicar-lhe um sonoro beijo nas bochechas, mas a distância respeitosa, as reticências que possuímos com relação a determinadas manifestações (isso não é coisa pra macho!), sempre tolheram essa vontade.

Faz alguns anos ele caiu doente. Cada vez que nos encontrávamos ele estava mais debilitado, mas muito alegre por estar vivo. O carinho que sentia por ele só aumentava. A maneira altiva como enfrentou a doença foi admirável.

Ano passado, por esta época, recebemos a notícia que ele piorara bastante. Eu e minha irmã caçula, Sonia, resolvemos fazer uma rápida viagem até Bauru. Nos preparamos para não demonstrar fraqueza perante os primos e fomos esperando pelo pior.

Quando chegamos ao hospital ele estava surpreendentemente melhor. Consciente, embora com muitas dores. A doença já lhe colocava uma série de limitações.

Conversamos um pouco para não cansá-lo e prometemos vê-lo no outro dia, um sábado, na casa de uma de suas filhas, para onde ele iria ao sair do hospital. Assim fizemos.

Ao nos despedirmos, ele me fez um pedido: - Antonio Carlos, posso lhe dar um beijo? Como foi difícil não chorar. Ele me beijou com muito carinho, eu retribuí com outro beijo e um abraço caloroso.

Alguns dias depois, em 23/1, ele nos deixou, descansou para sempre. Hoje penso por que não o abracei mais, o beijei mais, para que ele pudesse perceber todo o carinho que eu tinha por ele.

Estive em Bauru neste final de semana. Fui recebido pela minha tia e pelos meus primos com muito carinho, com muita alegria e tristeza. Ao despedir-me beijei cada um dos meus primos. Assim farei de agora em diante com as pessoas que amo: não vou mais economizar beijos e abraços.

Texto publicado em 18/01/2005.


18.6.22

Vou votar no Lula

O quadro eleitoral que se avizinha é muito preocupante. Necessitamos derrotar as hostes bolsonaristas e, para isso, necessitamos de carregar nos votos em candidatos progressistas.

A minha primeira escolha é óbvia: Lula para presidente! Ao mesmo tempo muito preocupado com os cargos proporcionais, que, a meu ver, sempre é negligenciado pelas forças políticas, uma vez que temos a cultura do “salvador da pátria”.

A tendência é escolher candidatos do PT, PC do B e PSOL, mas, ao contrário de todas as eleições anteriores, não tenho muitas ideias para as candidaturas proporcionais. Tenho algumas simpatias.

Para candidatos a Câmara dos Deputados penso com carinho no Carlos Zarattini do PT, para Assembleia Legislativa vejo com simpatia o Djalma Nery do PSOL, sem esquecer do Guilherme Boulos do PSOL para Deputado Federal, também tem a Leci Brandão do PC do B e a professora Juliana, vereadora em Americana, uma promissora liderança do PT.

O afastamento da militância partidária cobra o seu preço, no meu caso é a falta de um projeto bacana.

Quem quiser apresentar candidaturas do campo progressista sinta-se à vontade para usar esse espaço!

Tentando voltar

 Olá amigos e amigas!

Faz tempo que não apareço por aqui. 

Voltei, mais uma vez, por recomendação médica. É como se fosse uma atividade terapêutica, pequenos desabafos e angústias que têm me consumido nestes últimos anos.

Além de ser um momento eleitoral, propício para levar cacetadas dos reacionários e dos fascistas de plantão.

Nessa volta não tenho preocupação com audiência, preocupa-me apenas a retomada das reflexões que publiquei ao longo dos anos.

23.11.20

Covas mentiu sobre estabilidade da pandemia em São Paulo: mortes por covid-19 crescem há três semanas

O governo do PSDB mentiu sobre a situação da pandemia em São Paulo em troca de mais alguns votos na eleição do último dia 15.

Não há nenhuma novidade nisso, uma vez que tem um efeito hipnótico sobre o eleitor paulistano, com raras exceções.

Veja o que diz a Rede Brasil Atual:

" Ao contrário do discurso de “estabilidade” do prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), há aumento no número de mortes por covid-19 em São Paulo, há três semanas. Na variação de sete dias, comparação entre as mortes ocorridas em uma semana com a semana anterior, a cidade registrou um crescimento de 24,5% nos óbitos nesse período, segundo o Boletim Diário Covid-19, publicado pela Secretaria Municipal da Saúde. Foram 122 mortes na última semana (11 a 17/11), 110 na semana anterior (4 a 10/11), 106 na semana de 28 de outubro a 4 de novembro e 98 entre os dias 21 e 27 de outubro."

Leia a íntegra da matéria clicando aqui.

8.11.20

Declaração de voto

Boulos/Erundina

https://virasp.com.br/home

Desde 1982 voto no Partido dos Trabalhadores. Nas duas últimas eleições para o Congresso abri exceções, votando em Luiza Erundina para a Câmara Federal e no Daniel Cara para o Senado.

Torci muito, assim como em 2018, para que os candidatos progressistas unissem suas forças para que pudéssemos derrotar o fascismo e o retrocesso pelo qual nossa sociedade, também parte importante do mundo, vêm passando.

Como não houve essa frente revolvi votar em Guilherme Boulos, pela sua significância nesse importante movimento social de luta por moradias e na Erundina, por tudo que ela representa para as lutas sociais.

Ao contrário de todas as eleições anteriores ainda não me decidi pelo voto para vereador, apenas estabeleci critérios: mulher, de esquerda, preta e periférica.

Amigos e amigas me mandaram as sugestões que seguem e todas me parecem muito boas, tendo uma leve preferência pelo Quilombo Periférico e pela Ana Mielke.

Quem quiser usar as dicas para se inspirar, fique à vontade. Quem quiser indicar mais pessoas, dentro dos critérios estabelecidos, é só deixar a dica nos comentários.

Vamos derrotar o fascismo em São Paulo! Tarefa hercúlea e bastante complexa, mas não é impossível.

Por fim gostaria de ver a renúncia das candidaturas do PT e do PC do B nessa reta final em favor do Boulos, mas...

Dicas vereadoras

Carmen Silva – PT – 13.300

https://www.movimentosemtetodocentro.com.br/carmen

Tamires Sampaio – PT – 13011

https://www.tamiressampaio.com.br/

Ana Mielke – PSOL – 50075

https://anamielke.com.br/

Elaine – do Quilombo Periférico – PSOL – 50020

https://quilomboperiferico.com.br/

Jussara – Juntas Mulheres sem teto – PSOL – 50400

https://www.youtube.com/watch?v=q00LxAipswM&feature=emb_title

Silvia da Bancada Feminista – PSOL – 50900

https://bancadafeministapsol.com.br/manifesto_solo/

 

Até o dia 15 resolvo esse voto!

27.3.20

Isolamento vertical: o que é isso?


Amigos amigas, muitos defendem esse tipo de isolamento, mas onde ele foi testado deu errado. No caso brasileiro ainda temos que considerar: o tamanho do território, o contingente populacional, a disponibilidade de testes para COVID 19...
Clique aqui para ter acesso a um artigo muito bom na BBC Brasil.

A economia ou vida


Tal dicotomia é verdadeira?
É assim que querem que acreditemos, seja a nossa elite escravocrata ou os milicianos fundamentalistas que ocupam cargos no aparelho de Estado.
O neoliberalismo prova, de forma inconteste, seu fracasso. Olhar para o sistema produtivo esquecendo-se da importância da vida e dos seres humanos deveria ser considerado crime contra a humanidade.
O Estado encolheu de tal forma que não consegue dar conta do básico: saneamento, saúde pública, vacinação etc. quanto mais de um caso de tal gravidade como essa pandemia.
Vivemos uma guerra, não de uns contra os outros, mas da humanidade contra a barbárie. Quem vai pagar essa conta? Como em todas as guerras a fatura será cobrada dos mais pobres, dos desamparados socialmente.
O presidente da república, assim mesmo, com letras minúsculas, seguido por seus asseclas assentados nos governos estaduais e municipais, atentam contra vida, desrespeitam os idosos e os pobres. São canalhas e criminosos!
“Nunca antes na história desse país” uma autoridade falou tanto merda quanto esse ser que ocupa o “trono”, apoiado pelos milicos e escudado em seus filhos, tão calhordas quanto.

23.3.20

É preciso salvar a economia salvando as pessoas


É hora de ação!
Precisamos salvar vidas e com urgência!
Quero ver o partido ou liderança política com coragem para defender, nesse momento. As seguintes propostas:
- Imposto sobre as grandes fortunas
- Suspensão das contas de consumo por 3 meses
- Suspensão de pagamentos dos juros da dívida pública por 90 dias
- Destinação das verbas do fundo partidário para o Ministério da Saúde
- Corte de 50% dos vencimentos dos políticos de todos os níveis de governo, destinando esse valor para o Ministério da Saúde
- Transformação dos grandes espaços disponíveis nas cidades em abrigo de emergência (clubes, escolas, templos religiosos etc.)
- Salário emergencial aos trabalhadores informais
- Retomada de todos os programas sociais abandonados nos últimos anos (Minha casa minha vida, bolsa família, Mais médicos)

Cabe ao governo soluções criativas para evitar a morte e a miséria de milhões de brasileiros e brasileiras, quem tem mais  e que sempre ganhou com a desigualdade que pague mais pela crise.
O partido que assumir bandeiras como essas terá meu voto e, creio eu, da maioria dos cidadãos e cidadãs desse país!
É tempo de lutar pela vida e não de abraçar a morte!


22.10.19

O óleo nas praias do Nordeste e o fogo na mata


O atual governo, em diversos pronunciamentos, autorizou a ampliação dos crimes ambientais no país.
Quando ele ataca os órgãos fiscalizadores, chamando-os de “indústria de multas”, quando ele trata o movimento ambiental com desprezo e desdém, ele autoriza a ampliação da ação criminosa do grande capital.
Há, inclusive, cumplicidade dos governos estaduais, alinhados com esse pensamento tosco, que nega apoio aos fiscais (clique aqui e veja o que aconteceu no Pará).
No primeiro semestre saltou aos olhos do mundo as queimadas na Amazônia. Com menor destaque, mas com a mesma gravidade, o Pantanal e o Cerrado também foram atingidos. Normalmente áreas de cultivo de pastagens e monoculturas.
Agora a Chapada Diamantina também está ardendo em chamas (veja matéria aqui).
Mais recentemente, a coisa de dois meses, veio o óleo nas praias do Nordeste, com um ensurdecedor silêncio da mídia sobre o tema nos primeiros dias.
O governo fascista acusou, sem provas ou indícios, a Venezuela e permaneceu inerte, sem nenhuma ação de contenção ou limpeza.
Com o tempo o logotipo da poderosa Shell apareceu nos barris encontrados e o desastre atingiu todo o litoral nordestino, atingindo sua economia e a vida marinha.
Não se sabe ainda a origem do óleo, mas o que  chama a atenção é a inércia e imbecilidade reinante na área do Meio Ambiente do governo federal, que tem como Ministro um condenado por crimes ambientais. Clicando aqui você lê matéria abrangente sobre oq eu o governo deveria ter feito e não fez.
Possuímos tecnologia e expertise suficientes para mitigar tais danos. Poderíamos ainda solicitar ajuda de outros países para o fornecimento de imagens de satélites, fundamentais para montar estratégia de defesa e ainda localizar a origem da ação criminosa.
Mas só ouvimos e lemos bobagens e mentiras do governo federal, o que não nos surpreende, pois a mentira e o diversionismo, além da ignorância e do desprezo pela ciência e pela técnica, está no DNA desse grupo que no poder.
Aqui Yara Schaeffer Novelli, doutora e professora sênior da Universidade de São Paulo (USP), oferece esclarecimentos, além da alimentar nossa indignação, sobre esse recente crime na costa brasileira, em excelente matéria para o blog Vi o Mundo.
Não é preciso “torcer contra”, mas sim torcer para que ainda tenhamos um país se esse governo for até 2022.

15.10.19

Mais um dia do professor


Hoje comemoramos mais um dia dos professores e, como presente, recebemos a notícia da aprovação do projeto “Escola sem Partido” pelos vereadores de Belo Horizonte (clique aqui e leia a matéria sobre a aprovação).
Também soubemos que 66% dos professores e professoras já precisaram se afastar da sala de aula por problemas de saúde (clique aqui e saiba mais).
Ao mesmo tempo as cruéis reformas trabalhista e da previdência social impactam nossa carreira de modo assustador, embora atinja também todos os trabalhadores, sobretudo os mais pobres.
A ignorância é motivo de orgulho para muitos cidadãos e cidadãs, que “aprendem” no grupo de WhatsApp da família e no Youtube.
O preconceito, de todos os tipos, são expressos em praça pública por autoridades e pessoas comuns como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Em 1993 assumi minhas primeiras turmas de ensino fundamental, médio e de magistério. Já tinha passado por várias experiências profissionais e abracei o magistério já com 30 anos.
As aulas eram um sopro de renovação constante. Os problemas eram imensos, os desafios também, mas a alegria de estar com os adolescentes no dia a dia era muito renovador em inspirados. Também divertido.
A sociedade mudou rapidamente. A sala de aula também. Fui me adaptando e, como nos ensinou o mestre Paulo Freire, fui aprendendo. Às vezes com os os jovens, outras vezes com os colegas e outras ainda por mim mesmo.
Aprendi muito com meus alunos e minhas alunas. Nesse percurso me tornei uma pessoa melhor graças a convivência com esses jovens. Tenho recordações que guardarei para sempre.
Sinto que nos últimos anos e principalmente com o crescimento das redes sociais tudo ficou mais difícil.
De 2014 para cá a deterioração do ambiente escolar foi muito rápido, assim como da sociedade.
Os grupos de whatsapp viraram armas de propagação de fakenews. Na escola pública, destruída paulatinamente pelos governos que se sucedem aumentaram os casos de violência.
Nas escolas privadas a pressão do mercado fez com que o trabalho fora da sala de aula aumentasse bastante, principalmente por conta dos recursos de EAD e das novidades pedagógicas. Nem bem aprendemos a novidade de janeiro e já temos outra em fevereiro.
Enquanto isso nos acusam de doutrinadores, manipuladores e agentes do mal.
Tenho a sorte de, nesse final de carreira, estar numa escola na qual a relação com a grande maioria dos alunos é carinhosa e afetuosa.
Mas reconheço que está difícil...

12.1.19

O golpe já dava sinais de vida em 2007


Considero o momento pelo qual passamos hoje no Brasil como sendo fruto de um golpe de Estado, com origens ainda no primeiro mandato do presidente Lula.
Não como aqueles dos anos de 1950/1960, com os brucutus nas ruas, tanques e mandatos cassados, mas de outro tipo, com apoio da mídia e financiado pelo país hegemônico na América Latina.
Quando as ditaduras destas bandas definharam, nos anos de 1980, as forças democráticas ganharam fôlego e obtiveram sucesso nas urnas, a ponto de, no início dos anos 2000 ocuparem a cadeira presidencial de vários países da América do Sul.
Parecia que a hegemonia dos EUA nesse pedaço do seu eterno quintal estava ameaçada.
Rapidamente a máquina da geopolítica dos EUA se reinventou.
A meu ver o ensaio foi o Mensalão, processo amplamente manipulado pela Mídia e dominado pelo Judiciário. Lula escapou por pouco, mas o estrago na estrutura do PT foi imenso, sem que se conseguisse sequer arranhar o modus operandi do sistema político que permitiu ao país chegar aquele estado de coisas.
O primeiro caso de sucesso apoiou-se numa estrutura do sistema vigente, que fez de Lugo, no Paraguai, sua primeira vítima, num processo de impeachment em tempo recorde. (clique aqui para saber mais)
O impeachment da presidenta Dilma foi a coroação do processo (clique aqui para ler uma excelente análise do impeachment). Teve sua faceta institucional midiática, mas foi alimentado pelas redes sociais e, obviamente, contando com generoso patrocínio de “ONGs” estadunidenses. 
As grandes manifestações de 2013, que não eram só por conta dos R$ 0,20 do aumento da passagem dos coletivos, mas sim “contra tudo isso que está aí” foi o ponta pé inicial.
Não conseguiu impedir a reeleição da presidenta, mas foi fator determinante em tudo que se seguiu até o seu impedimento em 2016.
Fatos semelhantes, com pequenas variações, ocorreram na Argentina e no Equador.
Em 2007 publiquei nesse blog um texto sobre o tema:
“As críticas que devem ser feitas ao governo Lula
São inúmeras as críticas que devem ser dirigidas ao atual governo.
Fisiologismo continua sinônimo de governabilidade.
Os praticantes da “democracia de resultados”, aquela que fornece cargos e acesso as negociatas com o dinheiro público, apossaram-se de boa parte da máquina pública.
O executivo mostra-se indeciso para enfrentar o poder da mídia golpista, dos monopólios e do sistema financeiro.
A distribuição da renda e melhoria do acesso aos bens públicos, como educação e saúde, são de uma timidez brutal ante as necessidades do país.
Ainda assim devemos tomar cuidado ao tecer essas críticas, pois corremos o risco de engrossar o caldo da direita raivosa.
Tenho consciência de equívocos cometidos pelo governo e pelo principal partido da base aliada, o PT, mas não consigo perder o temor do GOLPE!
Para ler o texto completo, acompanhado de uma análise de Marco Aurélio Weissheimer da Agência Carta Maior, é só clicar aqui.

8.1.19

Uma breve análise do período petista

Os governos Lula e Dilma trouxeram inúmeros benefícios ao povo brasileiro, mas pouco alteraram as causas estruturais da desigualdade social no Brasil.
Os rentistas continuaram nadando de braçada, não houve reforma agrária, portanto a concentração fundiária continuou nos mesmos patamares.
O ganho real do salário mínimo foi modesto, a diminuição da pobreza e da pobreza extrema, fato mais notável dos governos petistas, se deu por meio do Bolsa Família, por exemplo.
No campo educacional houve significativa expansão do ensino universitário federal e do acesso das camadas mais pobres da população por meio de inovações como o incremento do FIES, a criação do PROUNI e o ENEM como instrumento de ingresso, principalmente nas instituições federais.
O Nexo Jornal elaborou uma série de gráficos com indicadores do período. Reparem como a partir da reeleição de Dilma a coisa desanda. Clique aqui para ler.
Convém lembrar do papel do candidato derrotado, que não só torceu contra (leia aqui e aqui), mas desdobrou-se para impedir as ações de governo no Congresso e as tais pautas bombas (aqui e aqui) do Cunha e asseclas.
Claro que faltou habilidade política para Dilma contornar tudo isso e pesou sobremaneira a estratégia do PT de colocar-se sempre na defensiva, desde o período do Mensalão.

12.1.17

Mais uma crise?



  






     A expressão "crise" faz parte do meu vocabulária desde a infância.
     Foram tantas, às vezes umas emendadas as outras, mas sempre quem mais sofreu, em todas elas, foram os pobres e mais humildes.

     Temos um Estado que não acolhe os desafortunados e privilegia os mais bem aquinhoados pelo capital.
     A elite é perversa e entreguista, a classe média é ignorante – e se orgulha disso – e os pobres são prisioneiros de uma mídia manipuladora e hipócrita.
     O país está se dissolvendo, as empresas mais competitivas, com exceção do sistema financeiro, vão sendo, vagarosamente, transferidas para o capital estrangeiro.
     Essa orquestração, que visa nos devolver o status de quintal dos EUA – mas não aquele quintal onde plantamos árvores frutíferas e nos divertimos, mas sim naquele onde se lançam os dejetos –, começou com a ascensão dos BRICS.
     No campo social os direitos dos trabalhadores e o tímido avanço das últimas décadas são solapados cotidianamente.
     A mídia vai tolhendo a boiada rumo ao matadouro de forma cínica e cretina.
     Assim somos levados a acreditar que somos os culpados pela crise atual. Diminuem o orçamento na saúde, na educação, na assistência social… Mas, ao mesmo tempo perdoam os sonegadores, sejam do agronegócio ou das grandes empresas.
     O (des)governo golpista lança balões de ensaio a todo momento, mas vai atuando de maneira concentrada nos setores escolhidos pelo capital financeiro.
     A primeira ação se dá contra o sistema previdenciário.    Mentem descaradamente e as opiniões contrárias não encontram expressão na mídia hegemônica.
     Leiam o texto que se segue e divulguem em todas as suas redes sociais.
Em tese de doutorado, pesquisadora denuncia a farsa da crise da Previdência Social no Brasil forjada pelo governo com apoio da imprensa

5.11.15

Ciro Gomes pra presidente! (podem bater à vontade!)

           Amigos e amigas, segue um pequeno desabafo/reflexão via Facebook.
Semana particularmente cansativa muitas provas, para elaborar e corrigir, muito trânsito, muito barulho insuportável nessa cidade que me atemoriza a cada minuto.
O pior de tudo é aguentar as inúmeras sandices, quer sejam as reais, quer sejam as virtuais. São tantos néscios se manifestando como se intelectuais fossem que faz transbordar a paciência, mesmo de um capadócio.
Preconceitos no varejo e no atacado! Haja...
Machistas, sexistas, racistas e outros tantos imbecis perderam a modéstia, se expõem como se isso fosse bacana. Sem contar os "humoristas", que só fazem rir os idiotas.
Na política a coisa tá feia!
Às vezes fico em dúvida se os erros cometidos por Dilma e sua trupe são fruto de incompetência política/administrativa ou se é isso mesmo, ou seja, se fazem essas coisas escrotas de forma pensada e acabada.
Claro que esses erros não destroem os inúmeros acertos.
Hoje ouvi, com alegria, algumas alunas de terceiro ano afoitas para partirem para uma universidade federal fora de São Paulo, não por imaginarem que seria mais fácil obter uma vaga, mas por desejo de encontrar-se com esse outro Brasil, interiorano, sertanejo e latino-americano.
Minha intuição diz que meu candidato hoje seria o Ciro Gomes.
Estou esperando as bordoadas dos amigos e amigas. Sei que vou apanhar tanto de petistas quanto dos amigos e amigas da EE (extrema esquerda).
Mas penso que Ciro reuniria forças para enfrentar essa manada conservadora. Faria de tudo para não apagar o legado construído pelos governos petistas no NE, além de trazer alguns elementos desenvolvimentistas, principalmente se sua ideia de atacar os privilégios do sistema financeiro for pra valer!
O discurso de Ciro me lembra um pouco do Brizola, que tanta falta faz nesse cenário de omissos e covardes, que se calam ante a mídia de esgoto e só fazem querer figurar nas páginas amarelas da Veja (que mentira!)!
Boa noite gente bacana e querida (excluídos os racistas, machistas, homofóbicos e outros boçais de categoria assemelhada)!

14.10.15

“Assédio ideológico”, mais uma canalhice dos conservadores

Dentre as inúmeras novidades com as quais os conservadores nos brindam diariamente – no pior Congresso eleito após a redemocratização – uma passa de todos os limites: o patrulhamento da ação dos professores, com a figura do assédio ideológico.
Leiam o excelente artigo do Walter Takamoto pubicado na revista Caros Amigos em 13/10/15.

O grande irmão e a escola pública
Aos poucos o Grande Irmão projeta seus olhos e garras sobre as escolas públicas, seus professores, alunos e pais.
Não mais bastam ter o controle sobre as cartilhas, livros, avaliações, sucatear as escolas públicas, impor ao magistério salário indigno e jornada extenuante.
É preciso controlar o que se ensina e como se ensina. É preciso garantir que todos lá estejam para serem controlados e punidos caso não cumpram com o que deseja o Grande Irmão.
Não, não se trata de enredo de filme ou texto ficcional. É o que tramam os parlamentares no Congresso.
O deputado do PSDB do Rio Grande do Norte, Rogério Marinho, apresentou o projeto lei 1411/2015 que prevê a prisão de 4 a 16 meses, além de multa, para o professor que praticar “assédio ideológico” em sala de aula. E a punição ao professor poderá ser ampliada em 50% se em decorrência do assédio o aluno for reprovado, receber nota baixa ou apresentar prejuízo em sua vida acadêmica. Alguns poderão considerar que esse projeto é um caso isolado, uma iniciativa de um parlamentar irresponsável, como tantos outros que se elegeram por força de igrejas, clientelismo ou recursos financeiros abundantes.
Só que não.

Leia o artigo na íntegra clicando aqui.

18.9.15

Terremoto no Chile - infográfico da Folha de São Paulo

Sobre o terremoto no Chile

Encontre o erro sobre o terremoto no Chile.#geografia #Globo #Chile

Posted by Geografia Depressão on Quinta, 17 de setembro de 2015