31.1.07
O prefeito e piada fora de hora
Clique aqui para ver o vídeo e aqui para ler a justificativa do prefeito sobre a piada de péssimo gosto.
28.1.07
As principais revistas semanais
Portanto retomo a breve apresentação das revistas semanais, começando por aquela que não noticiou uma das maiores tragédias de São Paulo: o desabamento da obra na Linha Amarela do Metrô.

A revista Veja continua surpreendente!
Nesta semana a capa é para os políticos brasileiros. O texto é construído com base numa pesquisa encomendada pela asquerosa ao Ibope.
Lá pelas tantas, sobre os 7 pecados capitais dos políticos, afirma o seguinte:
“Razões – Eles não prestam contas à sociedade. Gastam dinheiro público como se fosse deles. Como expiar – A Câmara já expõe na internet os gastos com as despesas dos gabinetes. O Senado ainda não. Cada centavo despendido precisa ser justificado em uma página aberta na internet.”
E as eleições, o que são? Aliás, faltou esta pergunta aos pesquisados: se os políticos que estão em Brasília são todos desonestos, quem os colocou lá? Caberia então perguntar ao entrevistado: o senhor ou a senhora tem por hábito votar em ladrões?
Clique aqui e leia a matéria.
Claro que, como sempre, tem uma matéria para falar mal do Hugo Chávez e algumas desancando o governo Lula.
A Istoé desta semana concentra-se na menopausa. Menos mal, a Veja da semana passada tratou do “melhor amigo do homem”.
Interessante na matéria é o conjunto de mulheres entrevistadas: médica, publicitária, atriz... Dona de casa e empregada doméstica não aparecem, qual a razão? Será que elas não passam pela menopausa?
Clique aqui para o texto na íntegra.
Apresenta ainda uma matéria com acusações contra o senador Cícero Lucena (PSDB-PB). Leia a matéria clicando aqui.

A Época apresenta como matéria de capa um guia para cuidar bem das finanças pessoais em 2007. Clique aqui para ler a introdução da matéria (o complemento é só para assinantes).
Interessante a matéria De portas fechadas (clique no título para ler). Retrata, nas entrelinhas, a briga interna do PSDB, envolvendo José Serra e Geraldo Alckmin.
A CartaCapital mostra o seu ímpeto investigativo na capa. A análise e a investigação dão o tom da revista, e aí está o seu maior diferencial. A matéria de capa, infelizmente não disponível no site, Brasileiros a serviço de Bush, apresenta uma denúncia sobre a presença de um mercenário italiano, com o patrocínio de algumas “autoridades” brasileiras recrutando e treinando mercenários no Brasil.
Imperdível a leitura de A Semana (clique no título para ler as matérias) retratando a opinião da Carta Capital sobre os principais assuntos do momento.
Também compensa uma olhada nas Colunas (clique no título para ter acesso aos textos).
Boa leitura!
26.1.07
Dos amigos sivuqueiros
“O COPOM afronta as urnas
O que está em jogo é a legitimidade das decisões do Estado brasileiro. Um punhado de técnicos, repito, mantidos com recursos da população, tem o direito de afrontar a vontade nacional majoritariamente expressa nas urnas em 2006? Tem o direito de insistir no programa ortodoxo derrotado pelo voto popular, que optou pela retomada do crescimento?
Com a palavra sociedade brasileira e suas lideranças.
Os técnicos do Copom talvez não tenham sido informados, mas o Brasil ganhou uma nova carteira de identidade com o anúncio do Programa de Aceleração de Crescimento, o PAC.”
Clique aqui para ler todo o texto.
No Blog do Kayser o PAC está em evidência:

No Contrapauta o Alceu Nader destaca o México:
“Um fato inédito que está ocorrendo atualmente no México, já amplamente noticiado no exterior, não chamou a atenção dos grandes jornais brasileiros, embora devesse. Os mexicanos estão sendo atacados pela etanoinflação, uma modalidade nova de carestia que encarece alimentos, por causa do redirecionamento de produtos agrícolas para a produção de biocombustível. Os preços dos tacos, tortillas e tamoles e uma infinidade de outros patos típicos triplicaram nos últimos meses por causa da escassez de milho nos moinhos e supermercados.”
Clique aqui para ler o texto na íntegra.
O Diário Gauche coloca o dedo na ferida da crise financeira do RS – e por extensão de várias outras unidades da federação – , sonegação e anistia desenfreada para quem deve muito é claro!
Para quem quer rir de verdade sugiro uma leitura do Marconi Leal, o último texto trata de uma entrevista de emprego:
“- Então, seu Josimar, pelo que leio aqui na sua ficha o senhor quer a vaga de Alocador de Artefatos Argilosos e Simétricos em Sítios de Construção, não é isso?
- É pedreiro, né? Sim, senhora, quero, sim. Muitcho.
- Vejo aqui que o senhor não tem curso de Arquitetura nem Engenharia. Mas tem alguma especialização?
- Tenho, sim, senhora. Sou inspecialista em colocar um tijolo em riba do outro e depois passar cimento.”
Clique aqui e leia a obra completa!
25.1.07
O golpe de 2002 na Venezuela
A cobertura da mídia brasileira foi pífia, com exceção de Carta Capital, Caros Amigos, Brasil de Fato e alguns blogs, profissionais e amadores.
Agora o blog do jornalista Luis Carlos Azenha apresenta as provas da manipulação descarada que a mídia venezuelana fez nos momentos que precederam o golpe, bem como o seu papel decisivo no próprio golpe.
É realmente de dar raiva a indigência da grande mídia nativa. Ecoam o pensamento fascista do Arnaldo Jabor com relação ao presidente Hugo Chávez e desprezam, por completo, os fatos.
Olhando dessa maneira o blog do Luis Carlos Azenha é uma grande aula de bom jornalismo:
“Vou manter esta matéria permanentemente na capa do site.
Até que um número suficientemente grande de leitores possa ter acesso às provas de um crime.
Um crime jornalístico.
No dia que culminou com a destituição de Hugo Chávez, em abril de 2002, havia duas manifestações em Caracas.
Uma pró e outra contra o presidente.
Os manifestantes que pediam a renúncia de Chávez marcharam de uma praça em direção ao Palácio Miraflores.
Houve tiroteio e mortes.
Até hoje ninguém sabe exatamente quem matou quem.
Não vou dar opinião sobre o episódio.
Não é preciso.
É só observar.
As emissoras não contavam com a volta de Chávez ao poder.
Não contavam com a existência de um arquivo.”
Show! Clique aqui e veja o texto completo.
23.1.07
PAC, o que é o PAC?
A mídia nativa ainda está em campanha. Na Folha e no Estadão tem um monte de opiniões sobre o PAC, embora ninguém saiba direito o que é. Nossos jornalistas e comentaristas, com raras exceções, analisam supostas intenções.
Abaixo segue um texto destas exceções, Luis Nassif:
PAC: o detalhe que revela
Coluna Econômica – 23/01/2007
Anunciado oficialmente ontem pelo presidente Luiz Ignácio Lula da Silva, o Plano de Aceleração do Desenvolvimento (PAC) provavelmente não representará muito investimento adicional em 2007. Além disso, dada a quantidade de informações, projetos e propostas que levanta, levará bom tempo até ser plenamente deglutido.
Interessa saber seu significado político. Na prática, marca o final de um período que começou na gestão Marcílio Marques Moreira, tornou-se agudo nas gestões Pedro Malan e Antonio Palocci, caracterizado pelo acompanhamento exclusivo do superávit primário (sem computar juros e serviço da dívida), prioridade absoluta para o pagamento da dívida, e total sacrifício do gasto público em geral. O Estado abria mão de qualquer veleidade de fazer política econômica autônoma.
Para ler o resto da matéria clique aqui.
Doações jornalísticas
“E por falar em doações, consulta ao site do TSE revela que a empresa Folha da Manhã doou R$ 42.354,30 para a campanha de Paulo Renato Costa Souza (PSDB), em 27/10/2006:”
Clique aqui para ler o texto na íntegra.
21.1.07
SIVUCA X PUM
É uma nova mídia que as grandes empresas ainda não têm controle, embora já desenhem suas garras sobre ela, vide os blogs profissionais dos jornais e revistas, sem contar o de maior audiência do jornalista Ricardo Noblat.
Pois bem, o jornalista Luis Carlos Azenha, jornalista da Rede Globo e editor do blog Vi o Mundo, criou o SIVUCA – SISTEMA DE MUVUCA NA INTERNET – com o manifesto que segue:
“Defendemos: liberdade na internet, pluralismo de opiniões e espaço para publicação de assuntos que não interessam à grande mídia, ou seja, tudo aquilo que possa ferir os interesses da plutocracia.”
De acordo com a atualização mais recente já são 32 os sivuqueiros e o objetivo é ter pelo menos um blogueiro de cada estado da federação. A idéia é que um link o outro e assim sucessivamente.
Vamos listar aqui a galera que já está sivucada:
Alma Sebosa – Natal/RN – http://www.alma-sebosa.blogspot.com/
Animot – Porto Alegre/RS - http://animot.blogspot.com/
Blog da Glória – Leopoldina/MG – http://gloria.reis.blog.uol.com.br/
Blog do Fábio Amato – S. J. dos Campos/SP – http://fabioamato.blogspot.com/
Blog do Júlio Garcia – Canoas/RS – http://jc-garcia.zip.net/
Blog do Kayser – Porto Alegre/RS – http://blogdokayser.blogspot.com/
Bodega Cultural – Aracati/CE – http://www.bodegacultural.blogspot.com/
Brisa do Sul – São Leopoldo/RS – http://brisa-do-sul.blogspot.com/
Carteiro do Poeta – RS – http://carteirodopoeta.zip.net/
Contrapauta – São Paulo/SP – http://blog.contrapauta.com.br/
Dialógico – Porto Alegre/RS – http://dialogico.blogspot.com/
Diário de um liso – Natal/RN – http://www.diariodeumliso.blogspot.com/
Diário Gauche – RS – http://diariogauche.zip.net/
Entrelinhas – Rio de Janeiro/RJ – http://terra-entrelinhas.blogspot.com/
Fazer e acontecer – http://fazereacontecer.zip.net/
Individualismo – EUA – http://www.osintensos.blogspot.com/
Jean Scharlau – Rio Grande do Sul – http://www.jeanscharlau.blogspot.com/
Jornal Recomeço – Leopoldina/MG – http://jrecomeco.blog.uol.com.br/
Marconi Leal – São Paulo/SP – http://marconileal.zip.net/
Meu São Benedito – http://www.meusaobenedito.blogspot.com/
Mostra a tua cara – Fortaleza/CE – http://www.mostratuacara.blogspot.com/
Notícias de Parnaíba – Parnaíba/PI – http://ribamararagao.blogspot.com/
O Incrível Exército Blogoleone – RS – http://blogoleone.blogspot.com/
Palestina do Espetáculo Triunfante – http://palestinadoespetaculo.zip.net/
Pequena Mídia – http://pequenamidia.blogspot.com/
Radiocom – Pelotas/RS – http://www.radiocom.org.br/
Reação Cultural – EUA - http://reacaocultural.blogspot.com/
RS Urgente – do Marco Aurélio Weissheimer – RS – http://rsurgente.zip.net/
Soco na Costela – Camboriú/SC – http://soconacostela.blogspot.com/
Tio Dino e seus Sobrinhos – http://tiodino.blogspot.com/
Vozes do Sul – http://vozesdosul.blogspot.com/
http://br.geocities.com/hfmlacerda/softwarelivre/sivuca.html
A rede está em expansão, leiam, repassem, indiquem e, se for o caso, a aderência é bem vinda, vamos lutar contra o PUM (pensamento único da mídia)!
20.1.07
O choque de gestão tucano-pefelista
Parece-me que é um acerto de caixa apenas.
Outro dia li no blog do Luis Nassif muitos elogios ao homem que executou o tal choque nas Minas Gerais, Antônio Anastásia, hoje vice-governador. Clique aqui para ver entrevista dele na Folha de S.Paulo (só para assinantes).
Parece que o caixa do governo de Minas Gerais, sob o comando do Aécio Neves, está em situação de equilíbrio embora o Sindifisco-MG não concorde com isso (clique aqui para ler a matéria do Sindifisco-MG com críticas ao tal choque).
Aí vem a chuva e vemos a desgraceira correr solta! Dirão meus amigos tucanos: que culpa tem o governador pela chuvarada torrencial?
Na verdade nenhuma. Mas sobre as conseqüências dela para o povo mineiro tem muita. Quando esses mágicos “chocadores” diminuem o Estado economizam nos gastos públicos, principalmente naqueles de caráter social, de atendimento aos mais humildes, justamente por que estes não dispõem de lobistas e menos ainda de uma imprensa simpática e servil, pronta a fazer lobby a qualquer momento.
As vezes optam pela mais pura e simples irresponsabilidade, social e política, como é o caso do governador de Alagoas que suspendeu o aumento e contingenciou o pagamento dos servidores públicos (clique aqui para ler a versão do governador e aqui para ler outra versão).
No Rio Grande do Sul dona Yeda Crusis começa a fazer das suas (clique aqui para ler no blog da Brisa do Sul). Primeiro tentou aumentar impostos (ué, mas não é o partido dela que grita e esperneia contra a carga tributária?), não teve apoio nem mesmo dos seus aliados, agora mandou a tesoura em tudo, esperemos para ver no que vai dar.
Em São Paulo o governador José Serra chegou atirando no seu antecessor, que pasmem, era o candidato à presidente da república do partido do próprio Serra (clique aqui para ler texto tratando do tema).
Sendo assim penso que todos morrerão sem que saber o que é o tal “choque de gestão” do PSDB.
19.1.07
Vestibular da UNICAMP decepciona
É voz corrente entre os professores que este é um dos melhores exames do país, que tenta avaliar os alunos egressos do Ensino Médio pelo que sabem, sem preocupar-se com pegadinhas e decorebas presentes nos exames convencionais.
Neste ano a UNICAMP decepcionou. De maneira geral pelo escasso tempo de provas. Ao invés das questões desdobradas em dois itens, como sempre fez, a banca examinadora pediu três itens, tratando-se cada um deles de uma questão.
Na prova de Geografia, minha área, a decepção se deu em particular pelo nível das questões, apresentando temas ausentes dos programas de ensino médio, decorebas e pegadinha.
Os professores dos cursinhos foram unânimes em criticar o tempo reservado para as provas.
Vejam o comentário dos professores do Cursinho da Poli sobre a prova de Geografia:
“A prova de Geografia da Unicamp, como sempre, apresentou-se em alto nível. Temas atuais e uma ótima distribuição temática, perpassando pelas várias vertentes geográficas.
Contudo, queremos registrar uma forte ressalva; a prova peca pela excessiva dificuldade. Isto se torna claro, se considerarmos o escasso tempo que o vestibulando possui.
Das doze questões apresentadas, simplesmente, todas apresentavam três itens (a, b e c), totalizando, na realidade, 36 e não 12 questões.
Ora, se considerarmos que o aluno tem 4 horas para a resolução e somarmos o fato de que ele deve resolver mais doze questões de Física *(nesta prova 7 questões apresentaram três itens), torna-se praticamente impossível ele contemplar as 24 questões.
Em nossa avaliação, a Unicamp errou na dose.” (Clique aqui para ler todos os comentários dos professores do Cursinho da Poli)
No meu entendimento a crítica é suave.
Questões ótimas, excluído o tempo reservado à resolução, conviveram lado a lado com questões medíocres, como a que tratava do relevo da Austrália, ou ainda outra que pedia ao aluno para diferenciar rochas sedimentares das magmáticas.
*comentário de minha autoria
17.1.07
SABESP doou R$ 500 mil para o iFHC
Dinheiro público alimentado a inciativa privada-partidária.
Como a imprensa chamará isso? Anualão?
Estatal doou R$ 500 mil a instituto de FHC
O Instituto Fernando Henrique Cardoso, ONG criada pelo ex-presidente tucano com a ajuda de grandes empresários, foi contemplado no ano passado com uma doação de R$ 500 mil de uma empresa estatal do governo paulista, que no período 2003-2006 foi comandado por Geraldo Alckmin (PSDB) e Cláudio Lembo (PFL).
O dinheiro saiu da Sabesp - então presidida por outro tucano, Dalmo Nogueira Filho - e foi direcionado para um projeto de conservação e digitalização do acervo do instituto, conhecido pela sigla iFHC.
Leia a matéria na íntegra clicando aqui.
15.1.07
ABRIU-SE UMA CRATERA NA "TEOLOGIA DA PRIVATZAÇÃO"
Máximas e Mínimas 89
. Fernando Henrique Cardoso, o Farol de Alexandria, aquele que lançava luzes sobre a Antiguidade, foi o patrono da privatização.
. FHC entrará para a História ao lado de Salinas de Gortari (México), Carlos Menem (Argentina) e Alberto Fujimori (Peru), notáveis estadistas que, impulsionados pelos “Chicago Boys” de Pinochet e os bancos da globalização, privatizaram o que puderam.
. Salinas, Menem e Fujimori enfrentaram alguns problemas na Justiça, por causa da privatização, mas, aqui, não se chegou a tal ponto. (Daniel Dantas faz parte da lista dos brasileiros notáveis, segundo a revista IstoÉ).
. No plano estadual, a privatização atingiu o ápice na gestão de Geraldo Alckmin.
. Mário Covas o incumbiu, como vice-governador, de fazer as privatizações. Como Governador, Alckmin alterou as regras do jogo e fez um contrato para a Linha 4 do metrô que deu no que deu.
. Um contrato do tipo “turn key”. Dadas as especificações, fixados os prazos e os preços, o problema é de quem constrói.
. O Governador José Serra começa a tirar o corpo fora e dizer que a culpa é das construtoras (clique aqui). O vice-governador Alberto Goldman também (clique aqui).
. O sistema “turn key” é o Prêmio Nobel da privatização. Muito melhor do que o do Patriarca de García Márquez, que queria privatizar a água do oceano para pagar as dívidas.
. A cratera da Linha 4 abre uma cratera na “teologia da privatização” dos tucanos.
. José Serra vai engolir esse sapo e jogar a bola no campo das empreiteiras?
. José Serra vai dizer que a culpa é de Geraldo Alckmin?
. Afinal, na campanha presidencial, Alckmin tirou o corpo fora e não defendeu as privatizações.
. E FHC – vai continuar a defender seu legado “privatizante” para os moradores da rua Capri?
. Ou José Serra vai denunciar o contrato da Linha 4 – como anunciou que ia fazer com os contratos assinados por Covas/Alckmin?
. Serra tem como substituir ou refazer os contratos de financiamento para a Linha 4, que Alckmin assinou com bancos internacionais?
. Se fizer, vai depender das PPPs do Governo Federal.
. Isso interessa aos tucanos de São Paulo?
. Serra tem como voltar ao tipo de contrato anterior – em que os engenheiros do Metrô controlavam a obra?
. Caiu uma bomba do Riocentro* no colo dos tucanos de São Paulo: qual é a privatização da teologia dos tucanos?
* Clique aqui para saber mais sobre o episódio do Riocentro.
13.1.07
Existe racismo no Brasil?
A novela começa com o depoimento de Gilmara, imagino que seja empregada do repórter. Vejam:
Gilmara vai ao shopping e tem que provar que é a mãe de seu próprio filho.
http://www.youtube.com/watch?v=DpM4dqJbSF8
O blog do repórter é “Vi o mundo”.
Recomendo que assinem a “novela”, parece ser interessante!
Acidente na ampliação do Metrô
Transtorno e medo.
A Marginal do Rio Pinheiros foi interditada. Uma perua de lotação foi engolida pela cratera aberta, assim como caminhões e outros veículos que estavam na borda da entrada da obra.
Os operários que trabalhavam no túnel tiveram tempo de escapar, pois perceberam a proximidade da tragédia.
Clique aqui e veja matéria da Folha on-line.
Clique aqui e veja matéria do Estadão.
Esse acidente deve abrir uma possibilidade reflexão sobre o uso das técnicas e abordagens tecnológicas.
Qualquer geógrafo com razoável formação compreende o risco de uma obra dessa envergadura às margens de um rio.
Quem conhece um pouco da história de São Paulo sabe que aquele Rio Pinheiros que ali está não é o Rio Pinheiros, embora seja o Pinheiros (como diria Fernando Pessoa). É um canal artificial, obra da Light and Power (antiga concessionária de energia – final do séc. XIX até década de 70 do séc. XX) e também da especulação imobiliária na região.
Somente este dado já confere grande instabilidade ao terreno.
(Caso deseje uma leitura mais densa sobre esse tema clique aqui.)
Outro dado é a dimensão da obra! Ora, não podemos creditar à engenharia e a tecnologia um caráter de infalibilidade e de superação pura e simples da natureza. Tais considerações potencializam o risco, principalmente em tempos de “reengenharia”, ou seja, economia a qualquer custo!
Um representante dos construtores reconhece parte do problema em declaração ao jornal O Estado de S. Paulo:
“SÃO PAULO - O representante do Consórcio Linha Amarela, responsável pelas obras da linha 4 do Metrô de São Paulo, afirmou nesta sexta-feira que ocorreu uma falha geológica na parede em escavação, rompendo o anel de contenção do poço, que lentamente afundou. “A obra está em área de várzea de rio, geologicamente instável”, disse Mauro Bastos.”
Leia a matéria completa clicando aqui.
Então se o problema já era conhecido por que os cuidados não foram redobrados? Ou a própria linha desviada para uma área mais estável?
Não podemos desconsiderar a estação das chuvas. Um dado que agrava o acidente.
Nesse momento nossa torcida é para que o custo, não o dos economistas, mas aquele medido em vidas humanas, seja o mínimo possível, embora saibamos que o mínimo possível será bastante dolorido para muitas pessoas.
11.1.07
Clóvis Rossi: seria um caso para a psiquiatria?
Uma no cravo e outra na ferradura ao tratar das declarações do presidente Venezuelano, por ocasião de sua posse, principalmente no tocante ao socialismo e a nacionalização de alguns setores da economia.
No final do artigo voltou à velha forma: ataque direto ao governo Lula.
Escrevi ao painel do leitor e tive minha carta publicada apenas no setor on-line.
Para dirimir dúvidas reproduzo abaixo o texto do citado senhor e a seguir minha humilde intervenção.
Clóvis Rossi
Quem late morde
SÃO PAULO - Ao apresentar estudo sobre a Venezuela para o Council on Foreign Relations, há pouco, o jornalista Richard Lapper, editor de América Latina do "Financial Times", definia o presidente Hugo Chávez como quem, até então, latia, mas não mordia.
Alusão, como é óbvio, ao fato de que a retórica incendiária e até revolucionária de Chávez não era acompanhada de uma administração igualmente revolucionária.
Agora, Chávez morde. Não, a mordida não está dada pelo tal "socialismo do século 21", embora seja essa expressão a que causará mais faniquitos nos setores hoje ideologicamente dominantes.
Não me assusta por dois motivos:
1 - Não sei do que se trata, mas, se é do século 21, deve ser diferente do fracasso que foi o do século 20 (o único socialismo real conhecido);
2 - O capitalismo adotado na Venezuela no século 20 foi também um baita fracasso, tanto social como econômico e ético. Só por isso surgiu um Chávez e, por extensão, o "socialismo do século 21".
A mordida grave, portanto, não está dada, acho, por estatizar ou não a energia e a telefonia. O grave é morder a democracia.
Neste capítulo, as mordidas são várias. A saber: a não-renovação da concessão a um canal de TV (que foi, sim, golpista, mas é algo que, na democracia, se resolve ou na Justiça ou no controle remoto à mão de cada espectador); a nomeação para vice-presidente de um funcionário da Justiça Eleitoral logo depois de uma eleição em que, como todas, houve queixas e dúvidas sobre a legalidade e/ou legitimidade de certos atos, ainda que a vitória de Chávez tenha sido incontestável; o projeto de reeleição eterna, que está mais para Stroessner/Somoza do que para "socialismo do século 21".
O governo Lula, que engoliu todos os "latidos" de Chávez, vai engolir também as "mordidas"?
(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1001200703.htm)
Minha pequena contribuição:
"O sr. Clóvis Rossi continua sua cruzada anti-Lula de maneira patética ('Quem late morde'). Com o intuito de comentar as declarações do presidente Hugo Chávez por ocasião de sua posse, termina perguntando: 'O governo Lula, que engoliu todos os 'latidos' de Chávez, vai engolir também as 'mordidas'? Quais mordidas? Será que espera que o presidente Lula use tropas para invadir a Venezuela e impor a 'liberdade e democracia' de acordo com o pensamento médio-medíocre vigente em grande parte das redações tupiniquins?"
ANTONIO CARLOS DA SILVA (São Paulo, SP)
(http://www1.folha.uol.com.br/folha/paineldoleitor/ult3751u240.shtml)
Educação: política de Estado
O orçamento sofrerá redução de 50%, logo os pontos de atendimento também. Não quero discutir a qualidade do programa, nem sua eficácia, mas sim a facilidade com que se criam programas para a “salvação da pátria” da escola pública e, com a mesma facilidade, se acaba com eles. Basta trocar de governo, no caso de São Paulo saiu um do PSDB e entrou outro... do PSDB e as mudanças já começam a ser feitas.
O argumento central é que verbas estavam sendo desperdiçadas. Ora, que tal responsabilizar os maus gastadores do dinheiro público por tal desperdício?
De acordo com os novos gênios que aportaram na Secretária da Educação e no Palácio dos Bandeirantes (sede do governo) o remédio para os problemas vividos pela educação é simples: mais um professor por sala nas primeiras séries do ensino fundamental.
Não é uma maravilha? Ao invés de reduzir o número de alunos por sala, medida salutar para melhoria na qualidade da aula, vamos aumentar o número de professores por sala!
Penso que esta solução é inédita no Planeta, quem sabe até mesmo no Universo ainda desconhecido.
Em contrapartida, o professor Mário Sérgio Cortella afirma que a primeira medida para uma educação de qualidade e universalizada seria a elevação dos gastos, passando a um patamar de 10% do PIB. Vejam, ele não diz “10% da receitas do Estado”, diz do PIB!
O seu modo de pensar está expresso de forma brilhante e clara na revista Carta na Escola (Edição nº. 12, Dezembro de 2006), uma publicação apoiada nas matérias da Revista Carta Capital, dedicada aos alunos professores do Ensino Médio.
No site de relacionamentos Orkut, uma comunidade discute a limitação do número de alunos por sala, 25 alunos por sala, como sendo uma medida essencial para a qualidade do trabalho docente e discente.
A aprovação do FUNDEB pode trazer um respiro ao setor, mas precisamos de mais do que isso.
Precisamos de uma política de Estado para a educação, que não esteja sujeita aos humores dos políticos que assumem os governos de tempos em tempos, mas uma política que seja encampada por significativa parcela da sociedade!
9.1.07
Cicarelli x YouTube
Até as paredes dos tribunais sabem que essa decisão é difícil de ser implementada, só mesmo a China para obter relativo sucesso nessa empreitada.
Tentando ser didático: uma modelo e um playboy trepam em público, numa belíssima praia espanhola, um camarada que lá estava com uma câmera na mão filma tudo e divulga na Internet.
Sentindo-se lesada a modelo brasileira recorre ao judiciário, não contra o camarada que filmou o ato em si, mas contra os sites que deram guarida ao, digamos, filme.
Interessante que não foi a dita cuja procurar a matriz das empresas (EUA, por exemplo), ou em busca de todos aqueles que tenham publicado o “filme”. Não! Ela foi apenas para cima (no sentido figurado) dos sites mais famosos e somente no Brasil! O IG e o Globo.com cuidaram de retirar o vídeo de imediato, mas o YouTube tira num dia e ele é postado no outro novamente.
Vejam a matéria da BBCBrasil sobre o tema clicando aqui.
Na edição digital do El País (Espanha) aparece a seguinte nota:
Sigue coleando el caso de Cicarelli contra YouTube. La semana pasada informábamos de que una juez brasileña había ordenado al popular -e internacional- sitio de vídeos que retirase todas las copias de una secuencia que mostraba a Daniela Cicarelli -modelo y ex de Ronaldo- haciendo el amor con su novio, un tal Renato Malzoni a plena luz del día en una playa española (sin que se mostrasen, por cierto, excesivamente preocupados por las decenas de personas presentes en el lugar). Poco parece haber importado al órgano judicial el hecho de que ese mismo vídeo se hubiese visto, desde hace ya meses, en cadenas de televisión de todo el mundo. Junto al mandato a la empresa, la juez emitió una orden a las telecos brasileñas para que bloqueasen el acceso a YouTube mientras ésta no retire los videos. Y las operadoras comenzaron a hacerlo ayer lunes (Telefónica entre ellas). ¿Muerto el perro, se acabó la rabia? Pues claro que no. Porque mientras los internautas sigan queriendo ver la escena, miles de sitios la replicarán al margen de YouTube? y multiplicando el efecto que Cicarelli quiere combatir.
(http://www.elpais.com/articulo/internet/Cicarelli/marca/paso/telecos/brasilenas/elpeputec/20070109elpepunet_2/Tes)
Interessante nossa justiça!
As figuras vão à praia, trepam em público, alguém filma e mostra o filme. Isso é crime.
Agora chamar um preto/pobre de suposto bandido em horário nobre, pode! Mesmo que o suposto não tenha sido condenado ainda. Ou classificar um funcionário público de corrupto também pode, mesmo que o tal não tenha sido julgado e nada tenha sido provado contra ele.
Fosse o gerente do YouTube resolveria o problema: vídeo da suposta trepada...
Se o moço que fez o filme tivesse ganhando rios de dinheiro com essa obra-prima do pornô pobre até entenderia, mas o vídeo aparece de graça para quem desejar vê-lo.
Fosse eu o juiz do caso mandaria que o casal escolhesse lugar apropriado para manter a sua privacidade intacta e que fosse se catar! A justiça brasileira tem coisa mais séria com o que se preocupar, inclusive explicar a razão da rapidez e agilidade em determinados casos e a lerdeza com relação a outros.
8.1.07
Serra chega e diz a que veio
No Estadão e na Folha loas foram gritadas por todos os cantos.
Quem pegou o espírito da coisa, de forma contundente foi o jornalista Paulo Henrique Amorim. Produziu textos ótimos:
ELEIÇÃO 2010. SERRA MATA ALCKMIN. E AÉCIO?
Alckmin é corrupto? É inepto?
POR QUE “FAROL DE ALEXANDRIA”?
Já o ótimo site do jornalista Franklin Martins está fazendo um acompanhamento detalhado dos primeiros movimentos do segundo mandato de Lula.
Um dos textos mais primorosos trata da posse dos governadores e dos tais cortes de despesas anunciados pela grande maioria dos novos mandatários estaduais (clique aqui para lê-lo).
Embora a imprensa tenha soltado fogos com tais anúncios precisamos olhar com muito cuidado tais cortes. Onde eles ocorrerão? Suspeito que as áreas sociais serão as mais atingidas.
Continuo pensando, cá com meus botões, que o problema é a qualidade desses gastos, o tanto que se perde com burocracias inúteis e os desvios de verbas propiciados por uma máquina administrativa antiquada.
Voltei!
Aproveitei essas semanas para algumas reflexões pessoais e para me distanciar dos jornais, TV e trabalho de forma geral.
Esses dias foram dedicados à recuperação da saúde, jogar truco e descansar.
A partir de hoje voltarei a torturá-los com os meus escritos.
27.12.06
Pequenas férias
vou descansar um pouco fora de São Paulo.
Cuidarei da minha recuperação, volto dia 3/1/07.
Entrem com o pé direito, pulem as 7 ondas, batam três vezes na madeira, não passem por baixo da escada...
Façam aquilo que lhes faz feliz!
Até já!
26.12.06
Rodrigo Vianna: ainda existem JORNALISTAS no Brasil
Vejam trechos:
“Quando cheguei à TV Globo, em 1995, eu tinha mais cabelo, mais esperança, e também mais ilusões. Perdi boa parte do primeiro e das últimas. A esperança diminuiu, mas sobrevive. Esperança de fazer jornalismo que sirva pra transformar - ainda que de forma modesta e pontual. Infelizmente, está difícil continuar cumprindo esse compromisso aqui na Globo. Por isso, estou indo embora.
(...)
Também não vi (antes do primeiro turno) reportagens mostrando quem era Abel Pereira, quem era Barjas Negri, e quais eram as conexões deles com PSDB. Mas vi várias matérias ressaltando os personagens petistas do escândalo. E, vejam: ninguém na Redação queria poupar os petistas (eu cobri durante meses o caso Santo André; eram matérias desfavoráveis a Lula e ao PT, nunca achei que não devêssemos fazer; seria o fim da picada...).
(...)
O que pedíamos era isonomia. Durante duas semanas, às vésperas do primeiro turno, a Globo de São Paulo designou dois repórteres para acompanhar o caso dossiê: um em São Paulo, outro em Cuiabá. Mas, nada de Piracicaba, nada de Barjas!
Quando, no JN, chamavam Gedimar e Valdebran de "petistas" e, ao mesmo tempo, falavam de Abel Pereira como empresário ligado a um ex-ministro do "governo anterior", acharam que ninguém ia achar estranho?”
Para lê-la na íntegra clique aqui.
Quantos terão a coragem que esse moço teve, de cair atirando?
Nobres deputados
Eles resolveram presentear-se com um ligeiro aumento de vencimentos: 91%!
Temos alguns instrumentos estranhos para nossos políticos, um deles, vergonhoso, é o da aposentaria.
A Folha de S.Paulo publica que o ex-deputado Roberto Jefferson, cassado ano passado, aposentou-se com a bagatela de R$ 8.883, após 14 anos de contribuição. Engraçado, a Constituição não diz que todo cidadão é igual perante a lei? Conheço um monte de aposentados com rendimentos de R$ 400, isso depois de 35, ou mais, de contribuição.
Leiam mais sobre esse assunto clicando aqui.
E a tal verba indenizatória? Exagero da vergonha parlamentar!
Para acompanhar o que seu deputado faz com essa verba clique aqui. Resumo da ópera: uma verba de R$ 12.500,00 reais mensais que os nobres deputados fazem uso, bastando apresentar os recibos para serem reembolsados.
Infelizmente as despesas são agrupadas, como por exemplo, combustíveis, aluguéis, divulgação de atividade parlamentar, etc.
Pesquisei alguns deputados: Vicentinho (PT-SP), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Rodrigo Maia (PFL-RJ), Fernando Gabeira (PV-RJ) e Miro Teixeira (PDT-RJ).
Rodrigo Maia aparece nos últimos meses usando a verba com alguma parcimônia, enquanto Miro Teixeira não faz uso da mesma, mas os outros, torram sem dó nem ideologia.
Claro está que os deputados entraram em evidência em razão da sua desfaçatez e da reação da opinião pública, mas não podemos esquecer do judiciário, com medidas arbitrárias, violando o teto dos salários do funcionalismo.
18.12.06
Licença Saúde
Volto assim que puder sentar novamente!
13.12.06
O Natal é um saco
Povo, esse papo de natal enche o saco!Festa brega, repleta de hipocrisia e "xaropadas".A começar pelo famoso amigo secreto na empresa. Melhor seria se chamado de "inimigo declarado".
Clique em Reação Cultural para ler o restante do texto!
11.12.06
Que vá para o inferno
A ditadura de Pinochet, uma dentre tantas outras fomentada pelos EUA nos anos 60/70 do século passado, foi uma das mais cruéis da América Latina, disputando palmo a palmo com a Argentina em termos de violência e demência.
Estes bandidos, EUA incluso como comandante-mor, não se contentaram em matar seus compatriotas, mas criaram uma verdadeira “Internacional do Terror”, conhecida como Operação Condor (clique aqui para ler sobre tal operação).
Pinochet destruiu o Chile democrático e com uma das melhores distribuições da renda da AL até o período de Salvador Allende.
O país caminha para uma concentração de renda que se parece com a do Brasil, os estudantes estão nas ruas reivindicando melhorias no sistema de ensino, que já foi motivo de orgulho para os chilenos e a previdência social pública foi destruída. Implementou toda a receita neoliberal, abrindo as portas do Consenso de Washington (clique aqui para ler sobre o tema) para a América Latina.
Passados 17 anos da retirada do verme Pinochet do poder as políticas macroeconômicas ainda se parecem, embora com um foco mais direcionado para as questões sociais.
Que vá para o inferno este traidor miserável e ladrão descarado!
9.12.06
Os limites da criatividade de Veja
Com um texto que parece ter saído das gavetas do Pentágono, ainda do período da Guerra Fria, execra um e outro.
Chamou-me atenção a falta de criatividade da revista. Sua chamada principal: “Um Fidel com petróleo”.
A revista alemã Der Spiegel trouxe a seguinte manchete: “Um Che Guevara com petróleo”, numa matéria de 20/07/06, traduzida na página “Uol – Mídia Global”.
Isso é só semelhança ou falta de criatividade mesmo?
Quem ainda suporta esse tipo de leitura, clique aqui.
Sobre a morte de um ditador-presidente
Abaixo apresento trecho desta matéria.
Estou aqui imaginando a Veja, Folha de S.Paulo, Jornal Nacional e os demais co-irmãos do jornalismo pátrio:
- Senador Arthur Virgílio pede CPI para apurar morte de ex-presidente e responsabiliza o presidente Lula pelo fato
- PT envolvido na morte de Castello Branco
- ACM faz pronunciamento na tribuna do Senado: Lula sabia de tudo
- PF apura suposta ligação telefônica entre dirigentes do PT e da esquadrilha da fumaça
- Tasso Jereissati vai ao STF contra o PT e pede esclarecimentos sobre a morte de ex-presidente
- Exclusivo: Veja obtém fita de vídeo que mostra como o PT pagou mensalão para a Esquadrilha da Fumaça nos últimos anos
A segunda morte de Castello Branco
Documento secreto obtido por ISTOÉ coloca sob suspeita investigações sobre desastre
aéreo que matou o presidente. Promotor defende reabertura do caso. Foi atentado?
Por Alan Rodrigues
A colisão aérea que matou um presidente da República e mudou o rumo da história política do País vai sair das sombras dos arquivos para ser reaberta à luz do dia, quase 40 anos depois. ISTOÉ teve acesso com exclusividade ao relatório secreto feito pelos oficiais do regime militar (1964-1984) sobre a queda do avião em que viajava o marechal Humberto de Alencar Castello Branco. Produzido pelo Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, datado de 21 de novembro de 1967, o documento de dez páginas jamais viera a público. Suas apurações repletas de falhas e conclusões superficiais fizeram com que o procurador da República Alessander Wilson Cabral Sales, do Ceará, entrasse com uma ação civil contra a União para obter informações mais detalhadas sobre o caso. “O Ministério Público não acredita que um acidente que vitimou um presidente da República tenha sido analisado de forma tão superficial”, diz ele. As falhas na apuração do acidente permitem a interpretação de que o que houve foi, de fato, a tentativa de acobertar um atentado – e não o de elucidar um acidente.
Para ler a reportagem completa clique aqui.
5.12.06
Justificando a ausência
Estou em recesso até o final da semana.
Compromissos inadiáveis como fechamento de notas, aplicação de recuperações e exames fazem-me deixar de lado, por uns dias apenas, as atividades do blog.
Segunda-feira retorno com todo o gás... que sobrar!
1.12.06
Aprovada a reforma agrária na Bolívia
No último dia 29/11 o presidente Evo Morales sancionou a Lei de Recondução Comunitária da Reforma Agrária, aprovada após intensos debates no Senado – a oposição tem maioria nesta casa – embora já aprovada pela Câmara.
A pressão dos povos indígenas sobre o Senado foi fundamental para reverter o voto de três senadores oposicionistas.
A lei é ousada e pode, num curto período de tempo, modificar a estrutura agrária boliviana, privilegiando as comunidades tradicionais. A promessa é entregar 20% das terras cultiváveis da Bolívia aos indígenas e camponeses pobres até o ano de 2010.Para ler mais sobre esse tema clique aqui.
30.11.06
Notícias da Folha de São Paulo
Bancos lideram doações a Lula
Isso na capa, já nas páginas internas:
Setor bancário deu maior doação à campanha de Lula
As pessoas que passaram de carro ou de ônibus nas proximidades de uma banca de jornal souberam então que os bancos deram uma grana preta à campanha de Lula.
Quem comprou o jornal e leu além das manchetes soube também:
Após lucro recorde, bancos doam R$ 10,5 mi a petista, mesmo valor que para Alckmin
A manchete de capa mais lógica seria:
Bancos lideram doações a Lula e Alckmin: R$ 10,5 mi para cada
Que tal?
Depois ainda vem o Alberto Dines, do Observatório de Imprensa, falar que tem gente enxergando uma conspiração da mídia onde só há informação...
Diversidade e Tolerância Raciais
A revista Caros Amigos deste mês entrevista a ministra da Promoção de Políticas da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro. Brilhante!
Entrevista densa, temas tratados com profundidade, uma verdadeira aula sobre a questão racial no Brasil.
Ela relata avanços e percalços neste primeiro mandato do presidente Lula, abordando de forma clara as ações afirmativas, dentre elas a questão das cotas nas universidades.
para ler o restante do texto clique: Reação Cultural.
Choveu (muito!) em São Paulo
Choveu em São Paulo como fazia tempo não chovia!
Mês de novembro com chuvas exageradas.
Nesta madrugada a chuva castigou novamente, com uma intensidade anormal.
Na saída para o trabalho mais de 19 pontos de alagamento pela cidade, intransitáveis.
Rádio ligado, procurei por alternativas, uma vez que a principal via do meu bairro estava totalmente parada em razão de um grande alagamento no CEAGESP, distante alguns quilômetros, mas essencial para chegar à Marginal do Tietê e à Paulista.
Depois de 40 minutos de espera para rodar 100 metros (isso mesmo!), consegui um retorno.
Na busca de outro caminho comecei a observar a insanidade dos “com carro”! Travessia de canteiros, fechamento de cruzamentos, uso das calçadas como ruas, buzinadas e impropérios dos mais variados calibres.
Na ansiedade de resolver o seu problema pessoal, no meio de um mar de carros e seres humanos, a insanidade da metrópole faz tudo piorar.
A dinâmica da cidade também é maluca.
As pessoas se comunicam pelos celulares indicando aos amigos os melhores trajetos. De repente o que era o melhor trajeto vira o pior possível e aquele que estava bloqueado pelos agentes do trânsito são liberados.
Por falar neles, os agentes de trânsito, com todo o caos reinante lá estavam os ditos cujos com os blocos (ou palms) em punho, multando os desavisados que ultrapassavam o horário de rodízio. Neste caso o rodízio nada tem a ver com aqueles restaurantes onde nos locupletamos de carnes, mas sim uma limitação à circulação de automóveis, de acordo com o final da placa, nos chamados horários de pico (das 7 às 10 e das 17 às 20 horas).
O trajeto que cumpro em 20 minutos, meia hora no máximo, consumiu uma hora e quarenta minutos!
Isso de carro, imaginem para a maioria da população que depende do precário sistema de ônibus da cidade!
Computador para todos

Foto: New York Times - 30/11/06.
Como sempre, no aparecimento de novidades deste tipo, surgem os que defendem radicalmente a idéia e aqueles que também radicalmente a contestam.
Nem tanto ao mar nem tanto a terra, como diriam os velhos sábios.
É claro que como projeto de inclusão digital o projeto é válido para os países pobres, principalmente se estimular o uso de softwares livres e estimular o manuseio dessas novas tecnologias, como a Internet.
Para aqueles que conhecem a informática educacional sabem que é um ótimo instrumento na melhoria do aprendizado.
Por outro lado o laptop não pode ser encarado como a panacéia da inclusão digital. Por si só nenhum equipamento ou tecnologia resolverá os imensos problemas da nossa educação sem antes debruçar-se sobre problemas bem menos espetaculares: estruturas curriculares, condições de trabalho do professor, salários, laboratórios, limite de alunos por turma etc.
Quando discussões como estas tomam os jornais lembro-me de uma palestra que dei em 1998, em São Miguel Paulista, bairro da periferia de São Paulo, para professores que trabalhavam com educação de jovens e adultos.
Apresentei a eles, com muito entusiasmo, o trabalho que fazíamos no NEA-USP (Núcleo de Educação de Adultos da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo). Transparências, fichas coloridas, revistas para apoio e pesquisa etc.
Lá pelas tantas um mocinha levanta a mão no fundo da sala e pergunta:
- Professor, seria possível adaptar esse projeto para a minha escola? Lá nós não temos ainda retroprojetor, nem máquina copiadora, na verdade não temos nem mesmo giz...
25.11.06
Vestibular
Deixo aqui registrado o desejo de sucesso para os meus alunos e os demais jovens empenhados nessa missão de chegar à Universidade.
Infelizmente, dentre outras inúmeras distorções existentes no nosso país, o vestibular é um momento onde se expressam as desigualdades que afligem nossa juventude.
A maior parte das vagas das universidades públicas será atribuída aos estudantes que freqüentaram as escolas particulares, as mais caras, óbvio!
Os jovens egressos das escolas públicas têm poucas chances, melhoradas nestes tempos pela inserção das propostas de cotas (raciais ou sociais), mas longe da meritocracia propalada por parte da elite.
Tal seleção baseada no mérito só seria possível se a escolarização básica fosse democrática, no acesso e na qualidade, coisa que está longe de acontecer.
Existe racismo no Brasil?
Verdade que recebi também uma postagem anônima, enorme, com muitos questionamentos, típicos da pequena-burguesia brasileira, com a consciência formada nas páginas da Revista Veja. Gostaria de responder, pena que não sei para quem responder, uma vez que a postagem abriga-se nas sombras do anonimato.
Claro que ainda existem sopros de esperança na nossa mídia e a Carta Capital não me decepcionou, trouxe na edição da semana passada interessante matéria: A cor faz a indiferença. Felizmente on-line, então é só clicar no título e refletir um pouco.
Não deixe de observar com atenção o mapa e as tabelas que compõem a reportagem (clique aqui).
Eu continuo afirmando, como faço em sala de aula, que existe sim racismo no Brasil. O pior tipo de racismo, pois está escamoteado, protegido por um manto de hipocrisia e faz-de-conta.
Em parte alimentado pelo mito da “democracia racial” e a partir de então por todos os mecanismos sociais de opressão e segregação postos a funcionar em nossa sociedade.
Por não bater na nossa cara cotidianamente fica mais difícil vê-lo aqui no Brasil do que na África do Sul, EUA ou Europa, mas ele está em toda parte.
22.11.06
Vote no seu parlamentar preferido
Reproduzido do blog da Brisa do Sul:
O site Congresso em Foco está com as eleições abertas para a escolha dos parlamentares do ano. Serão escolhidos 25 deputados e 15 senadores para receber o "Prêmio Congresso em Foco".
O que eu não gostei é que já houve uma pré-seleção, ao menos é o que se deduz, pois não estão relacionados todos os parlamentares do Congresso.
Mesmo assim, para não dar o gostinho para os que eu não gosto, achei melhor votar. Não vou revelar para quem votei a fim de não infuir na escolha de vocês.
Para votar nos seus preferidos clique aqui.
Divulgando o que é bom
Franklin Martins
Coluna do iG
A oposição deixou claro ontem no Congresso que está inteiramente perdida. Na Câmara, foi derrotada ao propor a elevação do índice de reajuste das aposentadorias de 5,01% para 16,67%, medida que, se levada à prática, produziria um rombo nas contas públicas de R$ 8 bilhões. No Senado, comemorou em meio a gargalhadas a aprovação do projeto de Efraim Morais (PFL-PB), determinando o pagamento de benefício natalino no “Bolsa Família”. A novidade representa um custo adicional de R$ 700 milhões para o programa.
Para ler mais, clique no link...
Luis Nassif
INSS, gestão e planilha
Coluna Econômica – 22/11/2006 +
As metas do “choque de gestão” do INSS, apresentado na semana passada ao presidente Lula, não foram calculadas de acordo com o padrão Gimabiagi de mensuração do prazer solitário – aquele que é forjado entre ele e sua planilha.
No ano passado – conforme já informei aqui – o Ministério da Previdência iniciou um programa de qualidade no INSS. O programa, comandado pelo Ministro da Previdência Social Nelson Machado, trabalhou inicialmente com recursos próprios do órgão. Secretário Executivo do Ministério. Carlos Eduardo Gabas me escreve explicando que foram utilizadas ferramentas que sempre estiveram disponíveis na casa, mas nunca antes haviam sido utilizadas. “Não existe mágica, nem milagre, é apenas ‘arroz com feijão’ bem preparado”, explica ele. Servidor concursado desde 1985, Gabas diz nunca ter participado antes de um trabalho desse porte, apesar de ser um trabalho óbvio.
Para ler mais, clique no link... não deixe de abrir a aba “Minhas Músicas”.
Luiz Carlos Azenha
Rupert Murdoch ajudou George W. Bush a tomar de assalto a mídia americana, depois da eleição do republicano em 2000.
O barão da mídia australiano, maior publisher em língua inglesa do mundo, fez isso usando suas emissoras de tevê americanas, principalmente a Fox News Network, concorrente da CNN.
Fez isso abrindo espaço para uma campanha de intimidação contra jornalistas que não concordavam com a política externa de Bush, especialmente depois dos ataques de 11 de setembro de 2001.
Para ler mais, clique no link...
A eleição acabou! E agora?
Mas a pauta da vida política continua por aí, cadê a bendita imprensa para colocá-la nas manchetes?
Afinal temos a questão do orçamento, nos planos federal, estadual e municipal, coisa essencial para todos os cidadãos e ninguém esmiúça, não aparece um Infográfico, daqueles que a Folha e a Veja adoram, detalhando de maneira didática o que os governos pretendem fazer com nosso rico dinheirinho e como, ou se, podemos fiscalizar isso.
Aqui em São Paulo, como deve ser de resto nos outros estados, o candidato vencedor debruça-se sobre a montagem da sua equipe de governo e a imprensa divulga apenas o nome dos secretários, como se fosse lista de resultado de concurso público, nem uma linha sobre sua conduta política, ética etc.
O governo Lula esforça-se para montar o governo de coalizão.
Enquanto isso a grande mídia preocupa-se com as intrigas partidárias e palacianas, nada de cobrar um programa mínimo, pois havendo a tal coalizão deverão nos explicar o porquê dela, quais os pontos de aproximação entre o programa do candidato Lula e o programa do PMDB (duvido alguém encontrar isso), ou pelo menos construir um.
Como sempre o colunista Jânio de Freitas está no rol das exceções, publicou na Folha de São Paulo de hoje (só para assinantes) interessante análise sobre o processo de escolha do novo ministério, conduzido pessoalmente pelo presidente Lula.
E a patacoada do 13º salário para o “Bolsa Família”? Sim prezados e prezadas, o PFL e o PSDB conseguiram tal proeza no Senado! Onde está a coerência desta oposição, que classificou o programa do governo de “bolsa esmola”, “assistencialismo barato”, dentre outros adjetivos e agora resolve conceder abono natalino?
Vamos esperar o final de semana para vermos a indignação da revista Veja com tal descalabro com as contas pública.
18.11.06
Bolivia. Diario de lucha.

Ótimo site, indicação de Brisa do Sul:
http://www.diariochebolivia.cubasi.cu/
Belo registro do período de luta na Bolívia.
Diários, fotos, mapas etc.
Material muito rico, organizado pelo Centro de Estudos Che Guevara.
20 de Novembro - Dia da Consciência Negra
Um dia reservado para a reflexão da nossa sociedade sobre o prejuízo que causamos aos negros com a escravidão e com o racismo, acobertado pelo mito da “democracia racial”.
Na revista Caros Amigos deste mês a ministra chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, concede brilhante entrevista tratando da questão racial no Brasil.

(Clique aqui para ler um trecho disponível no site).
Ainda na Caros Amigos, mas no menu “Só no site” temos um excelente artigo, Zumbi e o feriado (clique no título para ler a matéria), uma verdadeira aula de história, principalmente para aqueles que pensam a nossa nação formada por europeus apenas ou predominantemente.
14.11.06
Diogo Mainardi, o pitbull da Veja
O texto abaixo foi publicado neste mês na revista eletrônica Nova-e.
Diogo Mainardi, o pitbull da Veja
Altamiro Borges
O presidente interino do PT e ex-coordenador da campanha presidencial de Lula, Marco Aurélio Garcia, deu a resposta que estava entalada na garganta de muitos brasileiros. Na semana passada, o “colunista” Diogo Mainardi, o pitbull da revista Veja, solicitou por e-mail uma entrevista exclusiva com o dirigente petista. “Eu gostaria de entrevistá-lo por cerca de quatro minutos para um podcast da Veja. O assunto é a imprensa. Eu me comprometo a não cortar a entrevista. Ela será apresentada integralmente”, apelou.
A resposta de Marco Aurélio foi direta: “Sr. Diogo Mainardi, há alguns anos – da data não me lembro – o senhor dedicou-me uma coluna com fortes críticas. Minha resposta não foi publicada pela Veja, mas sim, a sua resposta à minha resposta, que, aliás, foi republicada em um de seus livros. Desde então decidi não falar com a sua revista. Seu sintomático compromisso em não cortar minhas declarações não é confiável. Meu infinito apreço pela liberdade de imprensa não vai ao ponto de conceder-lhe uma entrevista”.
Reacionário e preconceituoso convicto
Há tempos que as estripulias deste badalado jornalista da mídia hegemônica mereciam este tipo de reação. Expressão do que há de mais reacionário e preconceituoso na imprensa brasileira, este direitista convicto colecionou inúmeros adversários desde que deixou de escrever banalidades sobre cultura e passou a tratar de temas políticos na sua coluna semanal da revista Veja, na qual escreve desde 1999. Seus cinco livros – um deles sugestivamente batizado de “Contra o Brasil” – e dois filmes nunca tiveram maior repercussão, mas os seus comentários rancorosos na mídia excitaram a direita nativa. Mais recentemente, ele também substituiu outro renomado elitista, Arnaldo Jabor, no programa Manhattan Connection, da Rede Globo.
Para ler o texto na íntegra, clique aqui.
Emoções que não têm preço II
O espaço é encantador e os trabalhos que eles fazem com as crianças são maravilhosos.
Eles estudam um grande artista por semestre e finalizam o trabalho com releituras das suas principais obras, feitas pelos alunos.
Abaixo Jaiminho como “Moisés”, de Michelangelo.
Ensino religioso na rede pública
Declara Ricardo Henriques, secretário da Secad (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade): "Queremos aproveitar o ambiente rico da educação para tentar fazer com que as várias visões de mundo conversem. O ensino religioso, a partir de uma visão ecumênica, tem a potencialidade de discutir a tolerância e o pluralismo".
Ora, para discutir tolerância e pluralismo o Estado não precisa meter-se na vida religiosa do indivíduo, isso é papel da família e do seu grupo social, bastaria estimular tal debate nas disciplinas de história, geografia, filosofia, língua portuguesa, ou ainda retomar a idéia de transversalidade do tema, abordando-o ao longo dos anos de escolarização em projetos com tais finalidades.
O ensino religioso na escola pública subverte o princípio laico do Estado. O que fazer com os ateus? Como garantir representatividade para todos os credos? Esse papel é da escola?
Claro está que a escola vem assumindo vários papéis que, em outros momentos, pertenciam à família, por exemplo, mas tais funções não estabelecem conflitos nem com a família e muito menos com o aparato constitucional do Estado.
A meu ver tal não acontece com o ensino religioso na escola pública. Ele contraria a Constituição Federal (artigo VI, Dos Direitos e Garantias Fundamentais – CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS).
12.11.06
"Desculpem a nossa falha"
Leia, clicando aqui, as declarações de Ehud Olmert.
Os disparos de foguetes israelenses sobre as residências em Beit Hanoun, ao norte da Faixa de Gaza mataram 26 palestinos, a maioria mulheres e crianças enquanto dormiam.
O Qatar propôs uma resolução de condenação a este ato terrorista no Conselho de Segurança da ONU, mas os EUA vetaram a resolução.
Embora a aprovação tenha obtido dez votos – Argentina, China, Congo França, Gana, Grécia, Peru, Rússia, Qatar e Tanzânia – o veto dos EUA bastou para invalidar a resolução.
Registrem-se ainda as quatro abstenções de Reino Unido, Dinamarca, Japão e Eslováquia.
Claro que os países árabes deverão reagir a tal situação.
8.11.06
Esquerda e direita
Publicado na Folha de São Paulo de 14 de setembro de 1999
Não concordo com a afirmação, hoje muito comum, de que não mais existem esquerda e direita. Acho até que quem diz isso normalmente é de direita.
Talvez eu pense assim porque mantenho, ainda hoje, uma visão religiosa do mundo e do homem, visão que, muito moço, alguns mestres me ajudaram a encontrar. Entre eles, talvez os mais importantes tenham sido Dostoiévski e aquela grande mulher que foi santa Teresa de Ávila.
Como conseqüência, também minha visão política tem substrato religioso. Olhando para o futuro, acredito que enquanto houver um desvalido, enquanto perdurar a injustiça com os infortunados de qualquer natureza, teremos que pensar e repensar a história em termos de esquerda e direita.
Temos também que olhar para trás e constatar que Herodes e Pilatos eram de direita, enquanto o Cristo e são João Batista eram de esquerda. Judas inicialmente era da esquerda. Traiu e passou para o outro lado: o de Barrabás, aquele criminoso que, com apoio da direita e do povo por ela enganado, na primeira grande "assembléia geral" da história moderna, ganhou contra o Cristo uma eleição decisiva.
De esquerda eram também os apóstolos que estabeleceram a primeira comunidade cristã, em bases muito parecidas com as do pré-socialismo organizado em Canudos por Antônio Conselheiro. Para demonstrar isso, basta comparar o texto de são Lucas, nos "Atos dos Apóstolos", com o de Euclydes da Cunha em "Os Sertões". Escreve o primeiro: "Ninguém considerava exclusivamente seu o que possuía, mas tudo entre eles era comum. Não havia entre eles necessitado algum. Os que possuíam terras e casas, vendiam-nas, traziam os valores das vendas e os depunham aos pés dos apóstolos. Distribuía-se, então, a cada um, segundo a sua necessidade". Afirma o segundo, sobre o pré-socialismo dos seguidores de Antônio Conselheiro: "A propriedade tornou-se-lhes uma forma exagerada do coletivismo tribal dos beduínos: apropriação pessoal apenas de objetos móveis e das casas, comunidade absoluta da terra, das pastagens, dos rebanhos e dos escassos produtos das culturas, cujos donos recebiam exígua quota parte, revertendo o resto para a companhia" (isto é, para a comunidade).
Concluo recordando que, no Brasil atual, outra maneira fácil de manter clara a distinção é a seguinte: quem é de esquerda, luta para manter a soberania nacional e é socialista; quem é de direita, é entreguista e capitalista. Quem, na sua visão do social, coloca a ênfase na justiça, é de esquerda. Quem a coloca na eficácia e no lucro, é de direita.
Imprensa: o que ela aprendeu com a Escola Base?
Corria o ano de 1994, o mês era março e de repente, aparece um prato excepcional para a mídia paulistana: seis pessoas envolvidas no abuso sexual de crianças, alunas da Escola Base, localizada no Bairro da Aclimação, na capital.
Tudo com respaldo da polícia, principalmente de um delegado louco pelos 15 minutos de fama, além de depoimentos de pais de alunos.
Posteriormente descobriu-se que tudo não passou de um engano da parte da mãe de um aluno e das autoridades policiais. Mas aí as vidas dessas pessoas estavam destruídas: escola depredada, professora sem emprego etc.
Recorreram à Justiça.
Vejam as informações retiradas do site Consultor Jurídico:
“Não se sustenta a tese da defesa de que, durante o episódio da Escola Base, a imprensa se limitou a divulgar uma simples e mera notícia. Na verdade, no caso em julgamento, os jornais se excederam, extrapolando o noticiário e, por isso mesmo, devem responder pelos atos praticados.
Esse foi o entendimento da 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que, na manhã desta quinta-feira (4/8), condenou a empresa S/A O Estado de São Paulo – que edita os jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde – a pagar indenização, por danos morais, no valor de R$ 250 mil a cada uma das três pessoas envolvidas no caso da Escola Base. Cabe recurso.”
“Esta é a segunda derrota da mídia no caso da Escola Base. No último dia 19, a 10ª Câmara de Direito Privado do TJ condenou a Editora Três – proprietária da revista Isto É – a pagar indenização, por danos morais, no valor de R$ 200 mil a cada um dos donos da Escola Base. A decisão foi tomada, por maioria de votos. Votaram os desembargadores Octávio Helene, Testa Marchi e Paulo Dimas Mascaretti.
Em seu voto, o relator do recurso, Octávio Helene, entendeu que nas reportagens publicadas pela revista não havia culpa grave, que os autores, posteriormente, reconheceram o erro, mas que isso não poderia excluir os danos causados às pessoas injustamente acusadas.”
4/8/05.
“O jornal Folha de S. Paulo foi condenado pela 6ª Câmara de Direito Privado do TJ paulista a pagar indenização por danos morais de R$ 750 mil aos ex-donos e ao motorista da escola. Na ocasião, os desembargadores Sebastião Carlos Garcia (relator), Isabela Gama de Magalhães (revisora) e Magno Araújo (3º juiz) reformaram sentença de primeira instância e reduziram o valor a ser pago a cada uma das vítimas de R$ 450 mil para R$ 250 mil.”
14/09/05.
Caso queiram mais detalhes sobre esse episódio leiam aqui.
Não sei se temos notícias mais atualizadas sobre os processos, fica um exemplo de como age a mídia e de como se faz necessária uma legislação eficaz contra os desmandos e os linchamentos morais efetuados por uma imprensa acostumada a adulação e bajulação por parte daqueles que buscam os holofotes.
Nestas eleições para presidente vimos casos semelhantes. Acusações sem provas, repercussão de depoimentos fabricados, bem a calhar para os interesses deste ou daquele partido e depois tudo se esquece, como se nada tivesse acontecido.
Temos que dar um paradeiro nisso.
Primeiro, quebrando os monopólios de comunicação, enfraquecendo o seu poder e depois alterando a legislação de forma eficaz.
7.11.06
Emoções que não têm preço
Não contive as lágrimas, foi um presente lindo.
A promessa que ele me faz no bilhete, vejam vocês mesmos, lança nossa imaginação num sonho sem fim. Temos até que pará-la para não correr o risco querer nossos sonhos como sonho dele.
Horário de verão: é mesmo necessário?
Como isso é chato, desorganiza toda a minha vida. Estou me sentindo como se não dormisse durante dias. O cansaço é permanente, assim como a irritação e o humor semelhante ao de um tucano no dia 30/10.
Não consegui entender direito ainda a vantagem disso tudo. Os números sobre a economia com energia são sempre divergentes. Não dá pra entender se a economia é real ou acontece apenas no horário de pico, desafogando o sistema.
Penso que seria necessário quantificar também o aumento dos gastos com saúde e a queda de produtividade, comparando-os com a economia de energia elétrica para descobrir se realmente ele é vantajoso.
Talvez essa coisa com o horário de verão seja apenas ranhetice ou por razões profissionais, afinal nesta época do ano os professores do ensino básico estão chamando “urubu de meu loro”.
Para quem conhecer o histórico dessa maldição é só clicar aqui.
5.11.06
Emir Sader: uma condenação injusta e sem sentido
O professor Emir Sader merece nossa solidariedade. Tive a honra de colocar a minha assinatura no Manifesto, ela recebeu o número 1587, espero que todos os poucos leitores deste blog também o façam.
Manifesto em solidariedade a Emir Sader
Da Redação – Carta Maior
A sentença do juiz Rodrigo César Muller Valente, da 22ª Vara Criminal de São Paulo, que condena o professor Emir Sader por injúria no processo movido pelo senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), é um despropósito: transforma o agressor em vítima e o defensor dos agredidos em réu.
O senador moveu processo judicial por injúria, calúnia e difamação em virtude de artigo publicado (clique no link para ler o texto na íntegra) no site Carta Maior , no qual Emir Sader reagiu às declarações em que Bornhausen se referiu ao PT como uma "raça que deve ficar extinta por 30 anos". Na sua sentença, o juiz condena o sociólogo "à pena de um ano de detenção, em regime inicial aberto, substituída (...) por pena restritiva de direitos, consistente em prestação de serviços à comunidade ou entidade pública, pelo mesmo prazo de um ano, em jornadas semanais não inferiores a oito horas, a ser individualizada em posterior fase de execução". O juiz ainda determina: “(...) considerando que o querelante valeu-se da condição de professor de universidade pública deste Estado para praticar o crime, como expressamente faz constar no texto publicado, inequivocamente violou dever para com a Administração Pública, motivo pelo qual aplico como efeito secundário da sentença a perda do cargo ou função pública e determino a comunicação ao respectivo órgão público em que estiver lotado e condenado, ao trânsito em julgado”.
Numa total inversão de valores, o que se quer com uma condenação como essa é impedir o direito de livre-expressão, numa ação que visa intimidar e criminalizar o pensamento crítico. É também uma ameaça à autonomia universitária que assegura que essa instituição é um espaço público de livre pensamento. Ao impor a pena de prisão e a perda do emprego conquistado por concurso público, é um recado a todos os que não se silenciam diante das injustiças.
Nós, abaixo-assinados, manifestamos nosso mais veemente repúdio.
(Os que desejarem assinar o manifesto podem fazê-lo através do endereço www.petitiononline.com/emir/petition.html)
O papel do professor na educação
Ele está no Aprendiz e trata de falta de preparo do professor para lidar com dois temas muito importantes: sexualidade e cidadania.
A pedagoga Tânia Zagury autora do trabalho que deu origem à matéria, não culpa o professor pelo despreparo, mas toca em pontos fundamentais da estrutura escolar para detectar o problema.
Não é possível a quantidade de “novidades”, “modismos”, invenções burocráticas e novas funções atribuídas aos professores no seu cotidiano.
Somos profissionais da educação e como tal devemos ser respeitados, não podem, escola, estado e sociedade, exigir que nós sejamos também doadores de nosso tempo e nossas vidas para o processo educacional.
Nunca é demais lembrar que a escola é um local e um tempo específico do processo educacional e que a sociedade e a família também participam do processo, com maior presença temporal e física.
Professores não estão preparados para tratar de cidadania
Alan Meguerditchian
Mais da metade dos professores - 59% - não se sente apta a trabalhar com educação sexual em suas turmas. E 53% avaliam que também não têm condições de falar sobre drogas com seus alunos. Os dados, apresentados pela pedagoga Tânia Zagury no 1º Encontro Internacional Pátio-ISME de Educação para a Cidadania, realizado na cidade de São Paulo, foram obtidos junto a dois mil professores dos ensinos fundamental e médio de todo o Brasil.
Diante desta realidade, Zagury avalia que é complicado cobrar de um professor resultados, se a maioria nem domina assuntos que surgiram em uma discussão em sala de aula. "Como exigir competências se não damos condições aos professores?", questiona.
Para a pedagoga, o despreparo dos educadores é resultado de um processo histórico que envolve diversos aspectos da sociedade. "Família e direção cobrando resultados, são dois dos elementos. Mas o principal é o professor ficar refém de um sistema educacional que muda sucessivamente, que delega mais tarefas do que ele tem tempo de fazer", explica.
Para Zagury, um dos exemplos da interferência maléfica das políticas educacionais é a progressão continuada. Na mesma pesquisa, a estudiosa identificou que 66% dos professores concordam que o método só poderia ser aplicado se o aluno tivesse alguma garantia de um ensino de qualidade. "Implantaram o sistema sem pedir a opinião daqueles que estão na frente de batalha. Assim, o professor enxerga-se apenas como executor de decisões de políticas partidárias", disse.
Mesmo assim, a pedagoga é otimista e acredita na ação dos professores como peça fundamental para a mudança. "Perguntados sobre a motivação para tratar de sexo e drogas, 67% e 76%, respectivamente, disseram que estavam com vontade de abordar os temas".
Sem discordar da difícil situação encontrada pelos professores, a diretora da Escola Brasileira de Professores (Ebrap), Guiomar de Mello, colocou que cidadania não se ensina diretamente e que basta os educadores exercerem sua função para que os estudantes formem-se como cidadãos. "Se o conhecimento do currículo for aproveitado pelos alunos como algo significativo para as suas ações no mundo, o professor já estará fazendo a sua parte", diz.
A partir dessa idéia, Mello coloca que a biologia pode influenciar os jovens nas decisões sobre os seus corpos, a história pode influenciar nos ideais políticos, assim por diante. "Com os conhecimentos contextualizados, os nossos alunos poderão agir mais ativamente e conscientemente na sociedade. O que é o esperado de um cidadão", acredita.
Fonte: http://aprendiz.uol.com.br/content.view.action?uuid=a4e09cea0af4701000f102d3f9e67716





