29.2.24

Refletir sobre o passado para construir um futuro melhor




Não podemos aceitar que fato como esse da imagem se repita. Para além da imagem foi uma vida que se foi, vitimada por assassinos fardados em nome do Estado.

Por isso Lula errou feio ao dizer, numa entrevista para a Rede TV, que não quer remoer o passado, ao falar sobre os mortos e desaparecidos na ditadura cívico-militar.

Não se trata de remoer nada, mas sim entender o passado e como foi possível permitir tal violência por parte do Estado e, em seguida, com a redemocratização, por quais razões esses crimes não foram devidamente punidos.

Quando olhamos para nossos vizinhos, que tiveram experiências tão, ou mais dolorosas como a nossa, conseguimos ver punições exemplares, como foi feito no Chile, Argentina e Uruguai, por exemplo.

Por que não fizemos o mesmo? Os militares brasileiros “controlaram” o processo de redemocratização, chegando ao absurdo de anistiar a si próprios, até mesmo com relação a crimes praticados após a promulgação da Lei da Anistia.

Não podemos anistiar crimes de sangue, sob pena de vê-los repetidos em outros momentos. Os agentes do Estado, sejam soldados ou generais, devem ser severamente punidos.

A coalizaomemoria.org.br publicou uma nota sobre a declaração do Lula na Rede TV, citada a seguir, copiada da página do iclnoticiais.com.br:

“Entendemos que a fala do presidente é equivocada, e gostaríamos de convidar o governo e a sociedade civil a refletir sobre a questão. Queremos começar destacando que falar sobre os 60 anos do golpe de Estado não se trata de remoer o passado. Pelo contrário, trata-se de colocar em debate o que queremos para o futuro do Brasil”, informa a Coalizão que reúne mais de 100 coletivos e entidades de todo o país, entre elas o Instituto Vladimir Herzog.

“Localizar os desaparecidos deve ser parte de uma agenda mais ampla, que passa inclusive por uma discussão sobre o quanto inúmeros setores da sociedade foram atingidos pela ditadura e até hoje nem foram reconhecidos como vítimas do regime. Indígenas, camponeses, moradores de favelas e periferias, a população negra, os LGBTQIA+, os trabalhadores”, aponta a Coalizão.

Não podemos compactuar ou aceitar pacificamente as declarações do presidente da República. Dentre os muitos acertos de Lula devemos registrar esse episódio lamentável!

Muito provavelmente se os envolvidos no golpe de 1964, militares ou não, tivessem sido exemplarmente punidos, o 8/01/23 não teria acontecido.

 

28.2.24

Isenção de impostos para igrejas não é correto

Hoje, o jornalista Chico Alves, publicou no iclnoticias.com.br um artigo tratando do avanço da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que amplia os benefícios fiscais para os templos de todas as religiões:

“A Proposta de Emenda Constitucional que amplia a imunidade tributária de entidades religiosas e templos de qualquer religião foi aprovada na comissão especial por unanimidade, em votação simbólica. Agora, será avaliada em plenário.”

Clique aqui para ler a matéria completa.

Templo de Salomão – fonte: Universal.org

Ao mesmo tempo aparecem na imprensa notícias sobre as fortunas dos líderes dessas igrejas, compostos na sua maioria, por pessoas pobres. Leia aqui e aqui matérias mostrando a riqueza de alguns pastores.

Isso só mostra que a exploração da fé rende muito dinheiro para alguns pilantras.

Não cabe ao Estado se meter nas religiões, mas cabe ao Estado cobrar os impostos devidos, já que é uma atividade lucrativa, aliás isso é Bíblico, “daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

As isenções de impostos precisam ser associadas ao desenvolvimento do país ou setores mais sensíveis da economia. Seria fundamental isentar mais faixas salariais, fazendo assim com que o consumo aumente.

Além disso, os deputados e senadores cobram o equilíbrio fiscal, palavras bacanas para cortar gastos sociais. Cálculos de especialistas apontam que, se a proposta for aprovada, vai significar uma renúncia fiscal de R$ 1 bilhão!

A ampliação da imunidade tributária para as igrejas auxilia as pessoas ricas em detrimento dos pobres. Por outro lado, é necessário aumentar a fiscalização da Receita Federal sobre esses pastores milionários.


27.2.24

Política, mentiras e armações diversas

Ontem conversei com uma querida amiga que se nega a falar sobre política. Ela teve uma experiência pessoal que a deixou muito magoada por isso quer distância desse tema. No fim da conversa ela disse que não “há verdades” nos políticos.

Gostaria de partir disso: não existem verdades absolutas, mas sim visões das "verdades".

 

Imagem da Terra Plana


Imagem de <a href="https://br.freepik.com/vetores-gratis/planeta-bonito-do-planeta_1103753.htm#query=terra%20plana&position=26&from_view=keyword&track=ais&uuid=5a0c1010-e906-4ea2-b42e-9ebaf6e1368b">Freepik</a>


Imagem de um "político honesto"


semelhante à imagem da Terra Plana - Fonte: Poder360





Quando estudante, aprendi que as verdades podem ser fabricadas. Mesmo diante de imagens, ela, a verdade, pode ser mudada. No caso de uma reportagem filmada a narrativa – palavra da moda – pode ser alterada pela simples posição da câmera. Podemos afirmar que a fotografia revela uma verdade diferente a depender do ângulo revelado.

Mas não podemos brigar com o fato em si. Ele existe, mas a interpretação, ou leitura desse fato, depende da visão de mundo de cada um, seja jornalista, acadêmico ou um cidadão comum como eu.

Na minha maneira de pensar os políticos, gestores e agentes públicos têm o dever de não mentir. Quando o fizerem devem ser severamente punidos, com a perda do cargo e, principalmente, dos vencimentos.

Hoje temos uma lista enorme de mentirosos provados. Ex-presidentes da República, militares de alta patente, Governadores de estados, juízes, desembargadores, senadores, deputados etc. As mentiras dessas pessoas normalmente resultam em crimes ou acobertamento deles.

Na questão que envolve crimes de políticos existe uma arma terminal: o voto! Mas a mentira é consagrada nas urnas, como vemos hoje no caso de deputados e senadores, que compõem a maioria do Congresso Nacional, que se defendem com novas mentiras, hoje chamadas de fake News.

Tal punição exigiria uma educação política acurada, que poderia ser adquirida nas aulas de Língua Portuguesa, História, Geografia, Sociologia, Matemática e demais disciplinas que compõem o currículo escolar. Um razoável conhecimento de Biologia evitaria o negacionismo envolvendo vacinas, por exemplo. Conhecimentos de Matemática, combinado com História e Geografia, evitaria o surgimento dos terraplanistas.

Muitas vezes bastaria uma boa interpretação de texto para escapar da burrice.

Isso tudo para dizer que existem políticos honestos e decentes, ao longo da minha vida conheci alguns. Todos seres humanos, portanto sujeito a erros, que, a depender da gravidade dos erros, devem ser excluídos da vida pública.

26.2.24

Av Paulista: show de horrores no dia de ontem

Ontem a Av. Paulista apresentou um show de horrores!

As bandeiras do Brasil e de Israel assumiram o protagonismo do Carnagado (ou Micagado) deixando a bandeira dos EUA relegada a segundo plano.

A coerência não é o forte dos bolsonaristas e menos ainda a inteligência.

Nas redes sociais os vídeos se destacaram, com muita confusão, tanto teórica quanto teológica.

Abaixo uma pequena amostra.

Via Twitter

Nesse vídeo vê-se o uso de um hino da esquerda embalando o delírio bolsonarista. As pessoas não entenderam a letra da canção, ou a realidade e a história do país. É um baixo nível de cognição que impressiona.

Via Twitter

 Esse outdoor serviu para os bolsonaristas posarem para fotos. Nele estão o Bibi Netanyahu  e o Bolsonaro. O termo em hebraico diz "GENOCIDAS".

 

Via Twittir

Também são especialistas em mentir, aqui e em além mar. nesse caso o português em questão diz que foi intimidade pela PF no aeroporto, mas na verdade, ele tentou entrar para trabalhar no Brasil, a serviço do "Chega" usando visto de turista.


Via Twitter - Joaquim de Carvaçho - @joaquimmonstrao

Mas o ponto alto da festa foi esse vídeo! Vejam vocês mesmos.


Depois o Tarcísio de /freitas, esse carioca que não conhece São Paulo, mas foi escolhido pela maioria da população desse estado para governá-lo. Parecia missa de corpo presente, com direito a cancelamento de CPF.

Também tivemos o discurso do “pastor” Malafaia. Parecia Bolsonaro no 7 de setembro de 2021! Muita ferocidade, ameaças ao STF, ao Alexandre de Moraes e às urnas eletrônicas. Parece-me que ele quer ser preso para assim se cacifar como candidato a presidente da República em 2026.

O ponto alto foi o discurso de Bolsonaro. Não pela qualidade, mas pela sinceridade, ou um verdadeiro “sincericídio,” ao confessar as armações prévias do golpe. O que ele se negou ao falar no depoimento do Polícia Federal ele afirmou ao vivo, para 200.000 pessoas presentes.

Ele assumiu a história da minuta golpista e as conspirações. Veja com seus próprios olhos e ouça com seus próprios ouvidos:


Via Twitter - Reinaldo Azevedo @reinaldoazevedo

 

 

25.2.24

Cenas da mica gado da Av. Paulista

 Essas pessoas perderam a noção completamente!

Se apropriam de hum hino da esquerda, contra a ditadura e que embalou nossas lutas e sonhos por muito tempo e acham que entenderam a mensagem.

A falta de capacidade de interpretação de texto não me surpreende.

Aqueles que lá estão são cúmplices do que há de pior nesse país.


Fonte: William Delucca - @delucca via X

23.2.24

Mica gado

Bolsonaro convocou seus adeptos para irem à Av. Paulista no próximo domingo dia 25/02. Segundo ele próprio, conforme vídeo que circula nas redes sociais, esse evento tem por objetivo fazer sua defesa.

Podemos chamá-la ainda de “eu me amo, não posso mais viver sem mim e nem ser preso”.

Insistiu ainda, nessa mesma convocação, que os seus seguidores não façam protestos contra esse ou aquele poder instituído, por medo de ser preso caso tenha tal manifestação.

É uma convocação de uma grande micareta pró-golpe, caso a PF queira, basta cercar a área ocupada pelo gado bolsonarista e baixar as grades. Penso que seja complicado para os bolsonaristas deixarem de protestar contra o STF, as urnas eletrônicas ou a “globo comunista”. O nível médio de compreensão de texto desse povo é muito baixo, fazem da ignorância seu motivo de viver e se orgulham dela.

O que esperar de um pessoal que rezava para pneu, chamava ET com lanterna de celulares e se pendurava em para-brisas de caminhão?

Bolsonaristas cantam hino nacional e oram para pneu - Fonte: O Tempo - 03/11/22

No UOL de hoje os bolsonaristas falam em guerra civil (clique aqui para ler)

Esse grupo de pessoas, liderados por uma pessoa que nunca produziu nada de útil na vida, não acredita no jogo democrático e não acredita em nada que escape da sua (pouca) capacidade de interpretar o mundo.

Imagino que tal evento, também batizado de carnagado (via @deluccawilliam) será um sucesso de público, não por ser justa, mas por centrar fogo no estado mais bolsonarista e com apoio integral do seu governador.

Resta saber quem vai financiar essa micareta golpista. Os financiadores dos anos anteriores estão recolhidos e nem todos estão disponíveis para bancar essa jogada arriscada.

O que vai acontecer depois disso? Nada. A PF continuará investigando, o STF continuará julgando e as eleições continuarão usando as urnas eletrônicas. Já Bolsonaro e o bolsonarismo também continuarão dando o ar da graça, precisaremos de muito mais esforços para tentar trazer o país de volta a padrões mínimos de civilização.


22.2.24

Lula falou de improviso?

A mídia comercial nativa fez um estardalhaço com relação a fala de Lula na Etiópia, quando criticou duramente o regime sionista de Israel

A defesa do povo palestino é necessária e urgente. Estão sendo dizimados de forma covarde e violenta, aproximadamente 30.000 mortes, sendo um terço delas crianças.

Some-se a isso a posse e o domínio do território, tanto a Faixa de Gaza como a Cisjordânia, com a justificativa de combater o Hamas9 que cometeu o atentado terrorista no último mês de outubro.

A intenção do governo de plantão em Israel parece ser confinar o povo Palestino num espaço que facilite a sua aniquilação.

O mundo não pode se calar ante tal situação, por isso Lula foi duro ao abordar a questão numa entrevista coletiva.

Disse que a ação de Israel se assemelhava aquela realizada por Hitler, quanto se dispôs a eliminar o povo judeu. E, de fato, se assemelha.

Em nenhum momento Lula usou a expressão “holocausto”, mas as autoridades do regime sionista insistem nessa mentira.

Num primeiro momento a imprensa nativa, com a Globo News, Folha, Estadão, O Globo e demais congêneres, partiram pra cima do presidente, fazendo eco a lenga-lenga do governo de Israel, propagando mentiras e exageros.

Até mesmo setores progressistas entenderam que Lula deveria pedir desculpas. Penso que não seja o caso e a diplomacia brasileira acertou, a meu juízo, em ter sido tão enfática na defesa da fala do presidente Lula.

Por outro lado, apareceram aqueles que disseram que a intervenção foi desastrada e partiu da cabeça do presidente, mas sem citar de onde vem essa informação.

Apenas a jornalista Heloísa Vilela afirmou que não houve improviso; clique aqui para ler a matéria dela.

Fonte: iclnoticias.com.br - 20/2/24

Essa ladainha parece ser eterna e disfarça um preconceito contra um líder extremamente expressivo, que não é escolarizado o suficiente para agradar a elite.

Lula é forjado na luta sindical e tem como característica os discursos inflamados e as falas relativamente espontâneas, isso não quer dizer que vive falando o que lhe vem à cabeça e muito menos que ele não ouve os seus ministros e conselheiros.

Lula é um cara intenso, sensível e intuitivo. Erra? Claro, afinal é apenas um ser humano com inteligência privilegiada. Mas me parece que sempre que alguns discordam do que ele fala acusam-nos de improviso, quando acerta elogiam seus assessores e conselheiros.

Lula está no seu terceiro mandato e muitos ainda não engolem que um retirante nordestino ocupe o cargo de Presidente da República Federativa do Brasil.

20.2.24

O Gueto de Gaza

A entrevista de Lula, com palavras duras contra os crimes do estado de Israel, está gerando uma onda forte de debates na mídia, com posições favoráveis – a mídia hegemônica à frente – e contrárias – capitaneadas pela mídia alternativa.

A mídia empresarial brasileira preferiu criar um factoide com base na comparação da tragédia palestina com o Holocausto. Isso parece ser um consenso na grande mídia, mas, ao procurar o vídeo original não encontrei essa palavra nas falas de Lula. Não existe a menção ao termo HOLOCAUSTO. Lula fez uma analogia entre o que Israel faz hoje na Faixa de Gaza com a perseguição e morte de judeus feita pelo regime nazista.

E qual é o problema em se fazer analogias? Nenhum. É um recurso de retórica, muitas vezes excessivamente didático, para facilitar a compreensão de um determinado fenômeno. Nisso Lula foi perfeito.

A rede de TV CNN foi mais correta na chamada, analisando criticamente o conflito, embora tenha chamado de guerra o evento que na verdade é muito desigual. Tal rede comporta-se, quase sempre, como porta-voz do Estado sionista, mas dessa vez foi mais ou menos correta. De um lado um exército bem armado e treinado e de outro um grupo de terroristas, à margem de um estado organizado. 

Reparem que a matéria fala da importância da fala de Lula comparada à Irlanda, que disse mais ou menos a mesma coisa poucos dias antes e ninguém falou nada.

Ontem um médico francês, que estava em Gaza apoiando ações dos médicos palestinos, voltou para França falando poucas e boas contra Israel. (clique aqui para ler no UOL.

Lula não contou nenhuma novidade. Somente para a nossa mídia empresarial causou choque.

Caso queira ler sobre o “outro lado”, trate de procurar na mídia alternativa como o iclnotícias.com.br (aqui uma matéria interessante).

Por outro lado. muitos jornalistas seguem com a ladainha do risco da “fala de improviso”, fato que comprometeria o discurso do presidente do Brasil. Mas quem disse que a fala foi de improviso?

Não vejo equívocos naquilo que Lula falou. Ele foi certeiro e o estramento está na mídia brasileira, que só dá ouvidos às entidades sionistas e não ouve os palestinos, por exemplo.

Há um grande desvirtuamento do centro do verdadeiro debate: os assassinatos cometidos pelo sionismo no Gueto de Gaza (só para explicar: uma analogia com o Gueto de Varsóvia).

A mídia, inclusive aquela que defende Israel, fala em mais de 25.000 mortos, dentre os quais 45% de crianças.

Teriam essas 25.000 pessoas participado do sequestro de israelenses em nome do Hamas? E essas crianças, seriam jovens terroristas?

Após o ataque do Hamas os palestinos foram confinados em Gaza e, segundo os israelenses, deveriam rumar para o Sul, pois o Norte seria atacado para “combater” o Hamas.

A população se concentrou no Sul, próximo à fronteira com o Egito e então Israel passou a bombardear o Sul, onde a população palestina havia se concentrado.

Está armado o Gueto de Gaza, agora ficou mais fácil para Israel exterminar o povo palestino, já que estão concentrados numa pequena faixa de terra. Somente a comunidade internacional poderá evitar tal massacre.

Desde o início dos ataques israelenses foram bombardeados hospitais, escolas, templos religiosos, ou seja, tudo que as convenções que organizam as guerras e tentam dar tintas de civilização aos conflitos foram solenemente ignorados pelo exército sionista.

O portal Opera Mundi apresenta uma matéria (é só clicar aqui que para ler) repercutindo as denúncias de violência sexual e outros abusos cometidos contra mulheres e meninas palestinas na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

Os crimes cometidos por Israel se amontoam. Esse drama não é novo e data do início do século XX quando o sionismo começou a patrocinar a imigração de judeus para a Palestina. O que era convivência pacífica tornou-se conflituosa com a ação aramada de grupos armados.

Talvez a solução dos dois estados seja aplicável?

O que não podemos aceitar, de forma alguma, é que Israel continue a desrespeitar sistematicamente as deliberações da ONU, escudados por seu principal defensor – os EUA – e muito menos o extermínio de um povo.


15.2.24

Precisamos defender a política e os bons políticos

 Há uma necessidade de se afirmar a política como necessária e fundamental para a vida em sociedade.

Afinal o diálogo e a convivência entre os diferentes precisam ser mediados e a melhor maneira de fazê-lo é por meio da política. Ela é essencial para essa mediação.

A mídia – de maneira pensada – tem levado, nas últimas décadas, a uma criminalização da política e dos políticos de maneira geral.

Um dos desafios para o campo progressista é fazer a defesa da política com meio civilizado para a convivência e o embate de ideias, mas os políticos não ajudam!

Veja o exemplo do carnaval. Comecemos pelo caso mais escabroso, que foi o patrocínio da escola de samba do RJ que fez uma ode a Maceió e aos políticos que ajudaram na liberação do dinheiro para a agremiação.

Segundo o jornal o Globo a Beija-flor, que teve Arthur Lira no desfile, recebeu R$ 8 milhões da prefeitura de Maceió.

Clique aqui para ler o que o Congresso em Foco noticiou sobre o tema.


Lira curtiu o desfile da Beija-Flor ao lado do prefeito de Maceió, JHC, à esquerda, que liberou o financiamento de R$ 8 milhões para a escola homenagear a cidade. Foto: redes sociais - Fonte: Congresso em Foco - 12/2/23.

Esses milhões que bombaram nos cofres da Beija-flor parecem não ter dado muita sorte para a agremiação e menos ainda para o deputado Arthur Lira (PP-AL). Parece que pegou mal, tanto na mídia quanto na população.

Quem pagou a ida ao Sambódromo do RJ do Lira e comitiva? Isso está contemplado nos R$ 8 milhões liberados?

Mas não foi só isso. Sabemos que a semana que marca o fim do carnaval é mais curta, pois o período útil se inicia na Quarta-Feira de Cinzas ou, no máximo, na quinta-feira, mas o que fizeram os excelentíssimos parlamentares? Resolveram emendar a semana descansando.

Qual a razão desse descanso extemporâneo? Os deputados e senadores serão descontados desses dias de gazeta?

Falta transparência e prestação das contas públicas. Os cidadãos e cidadãs precisam saber de todas essas informações, além daquelas das Assembleias Legislativas e Câmaras dos Vereadores.

Os políticos, militares e demais funcionários públicos, precisam esmerar-se nos bons exemplos e condenar os exemplos ruins, a começar pelo cumprimento das leis e normas da sociedade.

9.2.24

Estrutura do PL foi usada para preparar o golpe

O que aconteceu em 8/01/2023 (gran finale) foi gestado desde 2018 e plenamente ensaiado desde 2013, na esteira das “primaveras” promovidas por ONGs estadunidenses, que resultou no golpe contra Dilma (1° ato).

Bolsonaro, com firme parceria das FFAA, tentou romper a democracia, jovem e insegura, com o golpismo de sempre, como o de 1964 e os anteriores.

Se em 1964 a mídia, principalmente os jornalões, como o Estadão e o Globo, e as emissoras de rádio tiveram um papel fundamental no golpe militar, dessa vez esse papel coube ao WhatsApp e outras redes sociais e, ao invés das entidades empresariais o PL – Partido Liberal – jogou pesado na tentativa golpista.

O mais grave é que o PL, assim como os demais partidos com representação no Congresso, conta com dinheiro público, oriundo do Fundo Partidário, que nesse ano será uma bolada de  R$ 4,9 bilhões (Fonte: Agência Câmara de Notícias).


Fonte: icl.com.br - 08/02/24

Desse total o PL abocanhará um total de R$ 863 milhões (Fonte: O Estado de SP).

O dinheiro para compor o Fundo Eleitoral vem do Orçamento, portanto é dinheiro público. O que fazer com esse partido, que usa dinheiro público para bancar parte do sistema golpista, que, felizmente, não deu certo?

Ontem (08/02) o presidente do PL foi preso, embora houvesse contra ele apenas um mandato de busca e apreensão, o que já é grave, e encontram uma arma irregular e uma pepita de outro de procedência não identificada, portanto, de origem criminosa.

Por isso ele foi preso em flagrante. No caso da posse de arma de fogo irregular cabe fiança, mas no caso da pepita sem origem legal. não.

A mansão que o PL usa em Brasília foi apelidada de “QG do golpe”. Clique aqui para ler matéria do UOL sobre o envolvimento do PL.

Para a sorte dos democratas esses caras foram muito incompetentes. Lascaram o Brasil com grana para os taxistas, caminhoneiros etc. e não conseguiram eleger o mito.

O STF e a PF estão fazendo um trabalho excepcional, espero, sinceramente, que não acabe em pizza, ou pelo menos que essa pizza seja servida na Papuda.

7.2.24

Morrer em São Paulo está pela hora da morte

Faz quase um ano que os cemitérios de São Paulo foram privatizados (sistema de concessão). Nesse curto período morrer na capital do estado mais rico da federação ficou 11 vezes mais caro, segundo matéria do Brasil de Fato.


Jornal Brasil de Fato - 05/02/24 - Michael Dantas/AFP

Morrer tá custando entre R$ 3.250 a R$ 4.613,25, contra R$ 289,35 anterior a concessão. Importante ressaltar que os valores podem variar de acordo com a concessionária.

Existe também a possibilidade de atendimento à população de baixa renda, mas, no caso da capital paulista, isso depende da inscrição no CadÚnico. Esse sistema é federal, mas a responsabilidade pela inscrição é da Prefeitura, tarefa hercúlea em São Paulo.

Os serviços não melhoraram como o prometido. Os cemitérios estão com zeladoria prejudicada, faltam funcionários (que surpresa!)

Precisamos ouvir as pessoas do “privatiza que funciona melhor e o serviço fica mais barato”.

Exemplos desses descalabros não faltam, seja no transporte público, nas telecomunicações ou no saneamento básico.

Sempre que se fala sobre isso é lembrado do caso da telefonia. É verdade que o fornecimento de linhas telefônicas foi agilizado, mas os serviços melhores, propagandeada pelos privatistas, não aconteceu, além da vantagem da concorrência, que, na verdade, não existe.

E a distribuição de energia elétrica? A ENEL ,aqui em São Paulo, é muito ruim, e qual alternativa caso você não queira ser atendido pela ENEL? Voltar à idade da pedra.

Os serviços essenciais privatizados, sejam federais, estaduais ou municipais não funcionam! Eles devem permanecer sob controle do Estado e não dando lucros para empresas privadas.

2.2.24

As Forças Armadas precisam voltar ao seu papel constitucioal

 As Formas Armadas precisam voltar ao seu papel institucional e se recolher aos quartéis, deixando a política para os civis.

E mais do que isso: voltar para os quartéis e abandonar os gabinetes.

É preciso da um basta à sucessão de escândalos que tem abalado as instituições militares no último período.

Seria uma excelente ideia se os militares protegessem as fronteiras, evitando o tráfico de drogas e de armas e defender a integridade do território nacional, por exemplo.

Um militar deve servir ao Estado e não a um líder ou partido político, sendo necessário obedecer a autoridade eleita como tal. Hoje o Presidente Lula é o Comandante Supremo das Forças Armadas, assim diz a Constituição Federal de 1988.

Por isso é inconcebível que os militares, envolvidos na proteção ao Povo Ianomami, se recusem a cumprir a missão dada pelo presidente da República.

Não cedem equipamentos, aeronaves, barcos e pessoal! Isso é um crime, tanto no aspecto moral e legal.

O genocídio, em que pese a ação do governo federal, continua em curso.


Fonte: politize.com.br

Clicando aqui você lê excelente matéria sobre esse genocídio.

O país pagará um preço elevado por essa ação no exterior.  

É necessário que o governo ouça, de forma atenta, as mais variadas lideranças indígenas, além da Ministra Sônia Guajajara, para detectar quais são, de fato, os problemas vivenciados pelos povos originários e dar a eles a devida atenção.

De nada adianta um grande esforço, sem que haja planejamento e estrutura, em todos os segmentos, nos quais os povos originários sofrem, tais como saúde e alimentação, principalmente.

Para que isso aconteça e os esforços do governo sejam bem-sucedidas, é necessário que toda a máquina do governo trabalhe em conjunto, sob a coordenação da Ministra Sônia e haja um combate intenso e sem tréguas ao garimpo ilegal nas terras indígenas.

É urgente que as Forças Armadas se submetam a autoridade legítima, conferida pelas urnas, do Presidente Lula.

30.1.24

Carluxo e a ABIN Paralela

 

Ontem, 29/01/24, foi um dia que fez a mídia, tanto a corporativa quanto a progressista, pegar fogo logo cedo com a notícia da Polícia Federal batendo à porta da família Bolsonaro, tendo como alvo o vereador do RJ Carlos Bolsonaro.

Fonte: ICL Notícias - 30/01/24

Como em qualquer cobertura ao vivo e no calor dos acontecimentos, muitos erros foram cometidos, mas nenhum deles comprometeu a cobertura dos veículos.

O ponta pé inicial foi dado pelo GloboNews, com a excelente âncora Daniela Lima. Eu sempre acompanho o ICL Notícias e eles repercutiram imediatamente a GN, com a vantagem de ter em seu time a excelente Gabriela Dal Piva.

Ao longo do dia foi sendo descortinado um escândalo digno dos melhores filmes de espionagem.

Mas como explicar uma pescaria às 5 horas da manhã numa segunda-feira? Logo essas pessoas que não são de pegar no pesado, ainda mais logo cedo. 

Como já havia anunciado publicamente, quando ainda era presidente, o Bolsonaro montou uma ABIN particular, que foi rebatizada a partir de ontem de ABIN Paralela.

Qual a função dessa ABIN? Espionar a oposição ou os desafetos da família Bolsonaro.

A mensagem destacada nas publicações de ontem tratava do monitoramento da delegada  da PF. Ela conduzia um inquérito que tinha por finalidade investigar as condutas do presidente e dos seus três filhos.

Clique aqui para ler a matéria do Correio Braziliense.

Mas hoje o jornalista Luis Nassif chamou a atenção para um detalhe importante: por que Angra dos Reis?

Ele apontou várias conexões políticas, envolvendo o jogo, legalização de cassinos, tráfico de drogas e armas etc. O jornalismo investigativo poderia se debruçar sobre esse tema.

Mas, para além das elocubrações, temos casos bem concretos: rachadinha na Câmara do RJ, rachadinhas da famílicia, Gabinete do ódio, caso Marielle e agora a ABIN Paralela.

É muito crime se acumulando na conta desses caras!


29.1.24

Luciano Huck e o jatinho subsidiado

 

Uma notícia de 2019 voltou a cena. Ela conta que o apresentador de TV, o milionário Luciano Huck, comprou um jatinho para sua empresa, financiado pelo BNDES com juros subsidiados.

Confira a notícia aqui na Revista Exame.

O negócio parece ser juridicamente perfeito, sem vícios ou privilégios. Então por que voltar ao assunto?

Em razão do apresentador ter desferido um ataque no “X” contra as empresas estatais, acusando-as de serem responsáveis pelo nosso baixo crescimento e produtividade.


Se ele pensa dessa maneira não seria mais lógico financiar o jatinho para sua empresa no Itaú ou no Bradesco? E com juros de mercado, obviamente.

Mas ele é o retrato pronto e acabado da elite nativa. As benesses do Estado devem estar ao seu dispor e para a patuleia basta pão e água, se não tiver que comam brioches.

Essa é a elite do atraso, como diz Jessé de Souza, e este em particular, ensaia vez por outra, candidatar-se a presidência da República.

O agronegócio sempre vem na mesma batida. Já viram algum expoente do agro reclamando da dinheirama subsidiada do plano safra? Não.

São contra a intervenção do Estado, mas basta um contratempo qualquer, que diminua seus lucros, para exigir, e conseguir, a participação do Estado malvado no seu prejuízo.

Assim também com os demais setores. Quando estão nadando em dinheiro, superexplorando seus trabalhadores, querem distância do Estado, mas quando têm prejuízos, exigem a partilha.

São esses mesmos, com raras exceções, que atacam as políticas públicas voltadas aos mais pobres e desfavorecidos, que endeusam a meritocracia dos herdeiros.

 

28.1.24

Fuzis para todos (os policiais)

 


Fonte: ICL Notícias - 27/01/24.

Qual a razão para um PM ter até 5 fuzis de uso pessoal?

 Nesta semana o exército publicou portaria que autoriza que um PM tenha até 5 fuzis para uso pessoal. Além deles também os bombeiros militares, servidores da Abin e do GSI da Presidência também receberam a absurda autorização.

Fico imaginando, do ponto de vista da racionalidade, a justificativa para tal estupidez. Será o desejo de distribuir mais armas para o crime organizado? Abastecer as milícias? Ou apenas confrontar a política do governo federal de restringir a circulação de armas no país?

Parece se desenhar mais um cabo de guerra entre setores das FFAA e o governo legitimamente eleito.

É necessário colocar ordem na casa e na caserna. Os militares devem se ater ao seu papel: cuidar das fronteiras! Vigiá-las, impedir a entrada de armas ilegais e drogas ilícitas. Precisamos que os militares obedeçam às autoridades eleitas, afinal elas que foram eleitas para isso: comandar o país!

Clique aqui para ler matéria do Metrópoles sobre o tema.

26.1.24

Arapongaem da ABIN: 30.000 cidadãos e cidadãs espionados ilegalemnte

Mais uma vez Bolsonaro mostra o que todo mundo já sabia: as instituições do Estado foram colocadas ao seu bel prazer! Desta vez foi a ABIN – Agência Brasileira de Inteligência – com um agravante muito sério, os dados foram compartilhados com um país estrangeiro!

A excelente jornalista Juliana Dal Piva nos mostra no ICL Notícias (clique aqui para ler a matéria) como agia a arapongagem comandada por Alexandre Ramagem, até onde se sabe.

Fonte: ICL Notícias - 26/01/24

Aproximadamente 30.000 pessoas foram espionadas pelo sistema clandestino, com o uso de funcionários públicos desviados de suas funções para servir, sabe-se lá a quem. Dentre eles estão políticos, promotores, juízes, jornalistas, além de cidadãs e cidadãos que discordavam do governo do inominável.

O ex delegado da PF ainda guardava, como se fosse seu, equipamentos da ABIN!

É urgente que o governo Lula promova alterações significativas no Gabinete de Segurança Institucional e no sistema de informação, tirando das mãos dos militares e colocando-os sob controle civil.

A maneira como foi conduzida a ABIN e demais órgãos da arapongagem, sempre comandados por militares, propiciou a tentativa de golpe do dia 8/01, que por muito pouco não obteve sucesso.

Também é preciso responsabilizar os militares tresloucados que se envolveram nessa tentativa de golpe, dando nome aos bois, ou ao gado, de forma inequívoca.

24.1.24

Mentira tem perna curta

A fake News da Revista Oeste, ecoada aqui no LinkedIn por parte de alguns adeptos da extrema direita, não durou uma semana.

A Arquidiocese de SP anunciou o arquivamento da denúncia contra o Pe. Júlio Lancellotti por total ausência de provas. Ousaria dizer que, para além das provas, faltou também coerência!

Mais uma vez a revista mentiu e mais uma vez os idiotas de sempre repercutiram a mentira.

A decisão da Arquidiocese só acompanha a decisão do Ministério Público, que em 2020, de forma idêntica, arquivou o processo.

Espero que agora o MP exija as provas de quem acusa, inclusive dos “dois peritos”, que entre uma atividade golpista e outra, arrumaram tempo para “periciar” o tal vídeo.

Também se faz necessário medida contra o vereador autor da denúncia. Afinal não pode uma autoridade compactuar, divulgar e ampliar mentiras.

O trabalho do Pe. Júlio só merece elogios. Eu, que sou ateu convicto, faço contribuições mensais para a sua obra, além de divulgar os pedidos de ajuda feitos por ele.

Até quando as pessoas vão levar adiante essa crença na cretinice e na mentira?

Levaremos tempo até encontrar a cura para o bolsonarismo que infectou muitas pessoas no nosso país.

Fonte: ICL Notícias


22.1.24

Qual a PM que mais mata?

Uma competição tenebrosa está em curso no nosso país. Qual a PM campeã de assassinatos?

E mata principalmente os pobres, pretos, índios e aqueles que não podem se defender.

O caso da BA é emblemático, com 14 anos de governos petistas não conseguiram gestar uma política de segurança pública que, ao mesmo tempo, ofereça garantias aos cidadãos e cidadãs e respeite as leis e os direitos humanos.

Assim como a de SP, chegam atirando para matar, quando se trata de pessoas periféricas ou movimentos sociais, mas são de uma delicadeza impressionante quando o problema ocorre em uma região nobre ou envolve interesses de poderosos.

Lembro-me que em 2011 eu estava dando aula num curso preparatório para ingresso na Academia do Barro Branco, lugar de formação de oficiais da PM de SP, e o governo da época (Geraldo Alkimin – PSDB) introduziu as disciplinas de Sociologia e Filosofia na prova, visando ampliar a visão dos futuros oficiais sobre Direitos Humanos.

Poderia ser uma diretriz para a formação de oficiais da PM em todo o Brasil, bem como conteúdos semelhantes para os policiais, assim como a obrigatoriedade de câmeras corporais.

Tais ações não são contrárias à PM, mas sim protegem os bons policiais e reforçam suas ações.

Com esses recursos as cenas lamentáveis de PMs do PR torturando suspeitos não seriam mais vistas. Clique aqui e veja o vídeo desse crime.

Mas o que mais me chocou nesse final de semana foi saber do ataque de ruralistas baianos ao povo Pataxó Hã-hã-hãe com apoio da PM da Bahia com o olhar complacente da PM da BA.

O jornal Brasil de Fato fez uma boa matéria sobre o tema. Clique aqui para ler o texto.

Isso sem falar na PM do RJ, que mais parece um grupo de matadores profissionais. Tenho certeza de que tem gente boa, homens e mulheres, nessas instituições, mas elas estão tão viciadas que sempre vem a minha mente a frase do “Capitão Nascimento: a PM do RJ tem que acabar!” do filme Tropa de Elite.

Na verdade, a polícia brasileira precisa começar de novo e ser colocada a serviço da população e não da proteção ao patrimônio de quem já tem muito.

19.1.24

Escravidão continuada

O Brasil foi construído como nação assentado na escravidão.

Embora legalmente terminada em 1888, muitos ainda hoje acreditam nessa instituição, baseados na existência de seres humanos superiores e inferiores.

A escravidão, de fato, nunca foi abolida, basta vermos as denúncias de trabalhos análogos à escravidão, sem contar as dependências de empregada, a negativa de se pagar direitos trabalhistas às empregadas domésticas e a chaga de trocar trabalho por comida e pouso.

Nossos corações e mentes continuam escravistas. Muitos trabalhadores, apesar de essenciais ao funcionamento da sociedade, tornam-se invisíveis, como aqueles e aquelas que trabalham na faxina, na entrega por aplicativos e, de forma geral, aqueles que não ostentam o título de “doutor” na placa de identificação.

No meio rural esses casos de escravidão moderna ganham notoriedade, seja pela dificuldade em fiscalizar, seja pelo poder que os ruralistas têm.

Os casos aparecem nas fazendas dos mais diversos cultivos, abrangendo, inclusive, o agronegócio.

O Estado precisa ser reaparelhado para dar conta de executar as leis, fazendo com que sejam cumpridas.

Por outro lado, urge fazer a reforma agrária e incentivar a agricultura familiar. Também são meios para atingir o bem maior: dignidade para as pessoas do campo!



16.1.24

A praga da desigualdade: um fenômeno mundial

A OXFAM publicou um relatório nessa semana sobre a desigualdade no mundo. É aterrador!

O ICL Notícias publicou amplas análises com base no relatório, caso queira ler a excelente entrevista feita pelo Chico Alves é só clicar aqui.

Ao longo da pandemia os homens mais ricos do planeta ficaram mais ricos ainda, o mesmo acontece no Brasil. Enquanto os mais pobres tornaram-se mais pobres ainda, quer seja pela precarização do trabalho quer seja pela “crise do capitalismo” que teve a pandemia como causa maior.


Fonte: ICL Notícias

Segundo Kátia Maia, diretora da OXFAM Brasil, a grande concentração monopolista é a maior causa dessa crescente desigualdade.

O capitalismo sendo ceifador dele mesmo. Dizem por aí que quanto mais eficiente for a empresa mais ela terá sucesso e, no caso, tende a eliminar a concorrência, ou seja, aniquila uma suposta vantagem do capitalismo impondo o monopólio do setor.

As grandes farmacêuticas são exemplos prontos e acabados disso, assim como as empresas de tecnologia.

Segundo ela afirma é a primeira vez em 25 anos que a desigualdade cresce entre os países do norte e do sul, bem como internamente dentro das nações.

O triunfo do neoliberalismo não deixará pedra sobre pedra. Sugiro a leitura do livro O Horror Econômico, que traça um resumo assustador do neoliberalismo, é emblemático para que possamos compreender esse fenômeno.


https://editoraunesp.com.br/catalogo/8571391475,o-horror-economico

É como se dissessem: quem não produz é melhor que morra para não atrapalhar.

Isso serve para o Sul global ou para os enjeitados dentro de cada nação, pobres em geral ou grupos vulneráveis.

É necessário que o Estado assuma o seu papel, tanto na regulação da economia, quanto das regras sociais como um todo, o contrário disso nos levará a barbárie.