14.9.10

Mercadante para governador

Nestes tempos bicudos ando me perguntando: qual será o feitiço que os tucanos usam no povo paulista?
Sim, não há explicação possível no mundo da razão para que sejam perpetuados no poder do estado mais rico da federação.
Escolha um assunto da gestão pública e encontrará pela frente um grande desastre nestas últimas décadas de administração tucana em São Paulo.
Se houvesse um ou outro setor onde os acertos se sobrepusessem, vá lá, mas não uma única escassa exceção!
A educação segue morro abaixo! No quesito aprendizagem somos um desastre! Os alunos saem da escola fundamental mal sabendo ler e escrever. Os professores são tratados a pão e água, e olhe lá, às vezes falta pão, às vezes falta água.
Além disso, o dr. Paulo Renato, que é o secretário de educação, mas também assessor de grupo educacional multinacional, continua servindo os amigos. É só dar uma olhada no Blog NaMaria News para se ter uma ideia da cafajestada!
Quanto à segurança pública podemos observar que o PCC já foi exterminado umas 4 ou 5 vezes e continua no comando de parte dos presídios e da deliquência. Outro dia só não mataram o comandante da temida ROTA por que não quiseram.
Os pedágios continuam extremamente caros.
Na saúde pública os caras não conseguem nem mesmo gastar as verbas federais com competência, não faz muito tempo que CartaCapital (clique aqui para ler a notícia) que os governos de SP, RS e MG estavam investindo tais verbas no mercado financeiro para garantir o chamado ajuste fiscal.
Lembram-se do Rio Tietê, aquele que o Alckmin havia “despoluído” e que fez uma mega-intervenção para acabar com as enchentes? Então, continua poluído e causando enchentes!
Confesso a vocês que as candidaturas de oposição postas à mesa não me convencem.
Os pequenos partidos não oferecem nenhuma novidade, nem ao menos no campo da formação política. Os de esquerda com um discurso anacrônico, que não atinge o povo de jeito algum. Os de direita asquerosos, servindo apenas como legenda de aluguel ou central religiosa.
Sinto falta de Ciro Gomes. Talvez se ele fosse o candidato ao governo do estado trouxesse o oxigênio que nos falta para derrotar o picolé de chuchu.
Mercadante, apesar do bom papel que sempre cumprir no legislativo, não me empolga!
Não tenho outra opção no campo progressista. Já que resolvi votar novamente neste ano vou fazer o serviço completo: Mercadante para governador!

10.9.10

Batismo de Sangue

Batismo de Sangue é a atração brasileira do Cine Ibermedia, série que reúne obras de países da América Latina, Espanha e Portugal, e que está sendo exibida aos domingos, na TV Brasil. Dirigido pelo mineiro Helvécio Ratton, o filme é baseado em fatos reais e conta a participação de frades dominicanos na luta clandestina contra a ditadura militar, no final dos anos 60.
Na cidade de São Paulo, o convento dos frades dominicanos torna-se uma das mais fortes resistências à ditadura militar vigente no Brasil. Movidos por ideais cristãos, os freis “Tito”, “Betto”, “Oswaldo”, “Fernando” e “Ivo” decidem apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado à época por Carlos Marighella. Eles logo passam a ser vigiados pela polícia e, posteriormente, são presos e torturados. A única exceção é Frei Tito, que, liberto por uma negociação de troca por um embaixador, exila-se na França. Ali, atormentado pelas imagens de seus carrascos, acaba suicidando-se.
Batismo de Sangue recebeu os prêmios de Melhor Diretor e Melhor Fotografia no Festival de Cinema de Brasília, e é uma adaptação do livro homônimo de memórias do religioso e escritor mineiro Frei Betto. O livro venceu o Prêmio Jabuti de melhor livro de memórias em 1982.
Ano 2006. Origem: Brasil. Genêro: Drama. Direção: Helvécio Ratton. Roteiro: Dani Patarra, Helvécio Ratton. Elenco: Caio Blat, Daniel de Oliveira, Léo Quintão, Odilon Esteves, Ângelo Antônio, Cassio Gabus Mendes, Marku Ribas, Marcelia Cartaxo, Murilo Grossi.

Não recomendado para menores de 18 anos

Horário: Domingo, às 23h - 12/9 - TV Brasil

APEOESP divulga fotos dos deputados que votaram contra os professores

7.9.10

A mídia se desespera, os tucanos perdem as plumas e minha caixa de e-mail paga o pato!

Na reta final das eleições a direita faz um esforço danado para derrotar Dilma.
A mídia "porco"rativa bate na tecla da quebra de sigilo 24 horas por dia! Ninguém sabe o que o tal sigilo revelou, mas é um deus nos acuda!
Alguns incautos, normalmente impregnados de preconceito contra o metalúrgico-presidente, entram no jogo.
Os profissionais da blogosfera, denunciados por Nassif, Azenha, Eduardo Guimarães e outros blogueiros que não se prestam ao jogo sujo da manipulação, aprimoram seus ataques.
A última diz respeito a uma foto de Dilma ladeada por um fuzil!
Antes que me mandem mais e-mails idiotas com tal imagem aí vai a resposta.
O Brizola Neto e o Jornalisticamente Falando, dois excelentes blogs, cuidaram de desmontar a farsa.
Tudo está relatado no Vi o Mundo, do Luiz Carlos Azenha. Leia clicando aqui.
Por isso não deixarei sem resposta um único e-mail falso de agora em diante. Querem encher a minha paciência? Aguentem o troco!
E não mudarei meus votos:

Dilma - Presidente
Marta - Senadora
? : 2º Senador
Luiza Erundina - Deputada Federal - 4021 - http://luizaerundina4021.wordpress.com/
Ronaldo Mathias - Deputado Estadual - 43369 - http://www.professorronaldo.com.br/

16 anos de (des)governo tucano em São Paulo e a saúde pública

Os sucessivos governos tucanos em São Paulo tem se destacado pela destruição dos serviços públicos.
Talvez os amigos sociólogos consigam explicar a razão de ainda terem o apoio de grande parte da população deste estado. Eu tenho muitas dificuldades em compreender tal fenômeno.
São Paulo tem piorado seus indicadores sistematicamente ao longo dos últimos anos. Escolha uma área e lá encontrará o estado mais rico da federação em franca decadência.
Chamam-me a atenção a educação e a saúde particularmente.
Vejam que excelente texto sobre o caos da saúde pública em São Paulo, em que pese todo o repasse de verbas federais:

O sucateamento da saúde pública de São Paulo

João Paulo Cechinel Souza (*)

Os mutirões da saúde, proclamados e anunciados por José Serra como sua principal plataforma de trabalho na Saúde, têm na falácia do discurso e na grande mídia seus sustentáculos operacionais. Para os seguidores de teorias inocentes e despudoradas, como se faz parecer o dito presidenciável, os mutirões são a salvação da lavoura em meio a uma grande seca. Traz a resolução dos mais diversos problemas, que cotidianamente enfrentamos no país nessa área, através da contratação de alguns profissionais, que sairiam Brasil afora com essa nobre tarefa.
Numa análise simplista pode parecer plausível. E é – para problemas pontuais, que, diga-se de passagem, são raros na assistência à saúde. Em sua maioria, cirurgias para correção de catarata e problemas de próstata (apenas para citar aqueles referidos por Serra com mais frequencia), necessitam de avaliação pré e pós-operatória imediatas, além, obviamente, do seguimento ambulatorial dos pacientes submetidos a tais intervenções.
Infelizmente, como já escrevemos e evidenciamos em artigo anterior (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16821), o acompanhamento prolongado e qualificado dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) não parece ser a preocupação do ex-governador de São Paulo.
Para se ter uma idéia melhor do que estamos falando, basta trazer aos leitores a avaliação de 350 mil usuários do SUS de São Paulo, efetuada pela própria Secretaria de Estado da Saúde (SES) – e cuja publicação só foi divulgada (tardiamente) após esforços oriundos de várias instituições e entidades vinculadas à Saúde no Estado, além de alguns órgãos de imprensa (http://www.saude.sp.gov.br/content/vuuecrupru.mmp). Resumidamente, a maior parte desses cidadãos relata ausência de vacinas do calendário básico em diversas unidades de saúde da SES, analgesia durante o parto realizada com “panos quentes” e a demora absurda na realização de diversos exames complementares.
No município de São Paulo, o atual prefeito Gilberto Kassab, seguidor e fiel escudeiro de Serra, pauperizou a tal ponto alguns dos hospitais sob tutela da Autarquia Municipal, que há vários meses, por exemplo, não existem colchões em hospitais da Zona Leste da cidade – uma das regiões de concentração das famílias mais carentes economicamente, enquanto a população atendida se aglomera dentro dos pronto-socorros como animais num abatedouro. A estratégia é clara – e antiga: o próprio Serra, junto com FHC, já a utilizou diversas vezes antes, durante sua gestão no Governo Federal, com os hospitais e universidades federais. Primeiramente, precariza-se ao máximo uma das “portas de entrada” da população aos serviços oferecidos pelo Estado (no caso, um pronto-socorro, hospital ou unidade básica de saúde).
Num segundo momento, aproveita-se a divulgação midiática da situação (demora no atendimento ou na realização de exames) e sua reverberação junto à população atingida pelo caso. Apresenta-se, então, a estratégia “milagrosa” – e sofismável, que há quase duas décadas permeia o dia-a-dia do atendimento à saúde no Estado de São Paulo: a entrega dessas instituições às Organizações Sociais (OSs).
Para se ter uma ideia da dimensão do problema, essas mesmas OSs, regulamentadas pela Lei 9637/98 (mas instituídas por Medida Provisória anterior), têm autorização para contratar (com dinheiro público) funcionários e serviços sem a necessidade de se realizar qualquer concurso ou licitação. Parece estranho, não? Mas assim têm funcionado em boa parte das instituições vinculadas à SES de São Paulo e que prestam atendimento por essas latitudes. A forma sui generis de administração de recursos oriundos do erário público encontra na alegação de que são entidades “sem fins lucrativos” a explicação nada plausível e totalmente incompreensível que Serra pretende utilizar de um lado a outro do país – e Geraldo Alckmin terminará de implantar em São Paulo. Os privilégios de alguns poucos diretores e gestores privados e o oferecimento à população, em contrapartida e como regra absoluta, de serviços de baixa complexidade tecnológica (que não realizam transplantes ou sessões de hemodiálise, por exemplo), já foi alvo de questionamento de diversas entidades e do próprio Ministério Público do Estado – que encontraram nessas aberrações administrativas uma forma quase perfeita de ludibriar uma série princípios legais ora vigentes no país, como a lei de licitações e o controle público dos gastos do setor.
Detalhe administrativo. Foi a isto que se resumiu a Saúde Pública paulista e paulistana sob a gerência demotucana. No mais, o ignominioso tratamento dispensado ao setor e a forma displicente de tratar aquele que deveria ser seu público alvo faz com que Serra continue utilizando álcool gel para higienizar suas mãos toda vez que chega perto desses cidadãos – e óleo de peroba no rosto toda vez que vai à televisão dizer que a Saúde foi, é ou será sua prioridade. De concreto, não deve conseguir mais do que o cantores genéricos para suas propagandas...

(*) João Paulo Cechinel Souza é médico especialista em Clínica Médica, residente em Infectologia do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (São Paulo) e colaborador da Carta Maior.

24.8.10

Deste-me tudo o que tinhas

Música de tocar o coração e a alma!
Recebi da amiga, que não vejo há coisa de 30 anos, Bebel, lá de Curitiba.

22.8.10

Serra e Folha: Decadência de um modelo de manipulação midiática


Segue abaixo um dos mais brilhantes textos de análise do papel da Folha de S.Paulo no processo eleitoral que está acontecendo.
Idelber Avelar, pessoa inatacável do ponto de vistas das qualificações acadêmicas alimenta um dos melhores blogs, o renomado O Biscoito Fino e a Massa.

Serra e Folha: Decadência de um modelo de manipulação midiática

Há algumas diferenças entre a campanha presidencial de 2006 e a deste ano, e uma das mais notáveis é a perda de influência dos setores da mídia que apostaram numa compreensão unilateral da informação. Esse (des)entendimento da informação como uma avenida de mão única é parte da explicação do colapso da candidatura de José Serra e do baile sociológico-estatístico sofrido por um de seus suportes, o DataFolha. Eles apostaram no mundo velho.
Desde o princípio, a candidatura de Serra optou por um modelo de relação com a informação: a opção pela compra da boa vontade dos oligopólios de mídia com contratos públicos em São Paulo, a truculência na direção da TV Cultura e a forte tendência autoritária, censora, de ligar para redações pedindo cabeça de jornalista ou de reagir agressivamente a qualquer pergunta indócil, questionadora. Essa tendência se manifestava tão mais claramente justo quando o Sr. Serra e a direita brasileira insistiam que o governo federal “censura” a mídia, como se não soubéssemos o que a imprensa brasileira publica sobre o presidente Lula.
Superestimando o poder dos conglomerados máfio-midiáticos do país, Serra apostou neles as suas fichas e perdeu. Foi mais um de seus muitos erros, numa lista que inclui a sucessão de trapalhadas na escolha de um vice que ele nunca vira, a modorrenta e ególatra espera à qual submeteu a si e seus correligionários antes de se candidatar, a ingênua ideia de que poderia dar xeque-mate em Aécio simplesmente esperando sentado em sua cauda de pavão, o privilégio ao método de bastidores, conchavos e guilhotina em vez do embate de peito aberto na pólis. Não são esses, no entanto, os motivos de sua derrota, como sabe qualquer interessado em política brasileira que não viva em Marte. O motivo básico de sua derrota é só um: o povo quer continuar o governo Lula e quem continua o governo Lula, segundo o próprio, é a Dilma. Assim de simples.
Por isso, é de uma desfaçatez inominável que a Folha faça um editorial de cônjuge traído, chilique de cornudo(a) que se sente abandonado(a) pelo seu candidato, o mesmo que a Folha teimosamente insiste em não endossar em editorial. Lendo a Folha de hoje, não há como não fazer a pergunta: como é possível que ela não soubesse que essa seria a estratégia, que esses “erros” de Serra, afinal de contas, não são simples erros, mas consequências necessárias da própria concepção de política de Serra nos últimos tempos? Descobriram agora que ele é autoritário, não ouve ninguém, adora conchavos e tem tendência ao autismo político? Onde estiveram nos últimos vinte anos em que lhe ofereceram apoio, editorialistas da Folha? Ou vocês não enxergaram antes porque estavam lá nos bastidores dos conchavos também? Que tal agora descobrir que Serra tem uma política de comunicação baseada no unilateralismo, na troca de favores com os oligopólios e com a distorção mentirosamente neutra da informação? Que tal, por exemplo, fazer uma investigação e revelar como é possível que três funcionários ou membros do PSDB sejam "sorteados" para fazer perguntas num debate aí na sua própria cozinha, Folha? Que tal avançar nas descobertas, Folha?
A Folha não pode dizer claramente que os “erros” de Serra não foram “erros”, mas consequência lógica e inevitável de uma concepção de política. Afinal de contas, essa foi a concepção na qual a Folha apostou também, a da fabricação de escândalos, falsificação de documentos, a mentira pura e simples e a blindagem vergonhosa em volta do Sr. Serra (ao ponto de jamais terem publicado, por exemplo, jornalismo real sobre os escabrosos negócios da Educação em São Paulo). Superestimando seu próprio poder, usando um instituto de pesquisa para fazer politicagem e reagindo de forma autista a uma realidade que ainda parecem incapaz de entender, o Grupo Folha é o mais siamês parceiro de derrota de José Serra, o candidato que agora zanza como um zumbi vampiresco pelas madrugadas da internet, desdizendo hoje o que disse ontem.
Que o Grupo Folha tenha a dignidade de fazer a autocrítica dessas escolhas antes do mergulho final na irrelevância.
Idelber Avelar - Revista Fórum

21.8.10

Erundina para deputada federal, Prof. Ronaldo Mathias para estadual!


Já informei que me decidi por Dilma, também deixei claro que o meu voto não tem uma unidade partidária, mesmo por que penso que os partidos deixaram de existir como tal.
Também já escolhi meus candidatos para deputado federal e deputado estadual.
Para a Câmara Federal votarei em Luiza Erundina do PSB (clique aqui para conhecê-la um pouco mais).
Quando Erundina foi eleita tive a honra e o prazer de dedicar parte dos meus dias a sua campanha. Sua gestão me encheu de orgulho. Pena que o PT não deu a ela o apoio devido e os conflitos internos, envolvendo as tendências e a ala majoritária, sufocaram ótimas iniciativas, como os conselhos populares.
Algumas figuras de proa do partido, como Zé Dirceu, foram decisivos para o sufocamento de boas iniciativas dentro da administração municipal.
Do ponto de vista ético ela é inatacável. Podemos enxergar erros políticos, como quando ela passou a integrar o governo Itamar, numa posição secundária e isolou-se dentro do PT.
A sua firmeza na defesa dos princípios de solidariedade e comprometimento com os desfavorecidos e com a democracia me encantam.
Por isso, tem o meu voto.
Para deputado estadual votarei no Professor Ronaldo Mathias do PV, apesar do PV (clique aqui e saiba mais sobre o Prof. Ronaldo).
Ronaldo foi companheiro de labuta no Pueri Domus. Excelente professor, tanto para os alunos quanto para os colegas. É professor da cadeira de Direitos Humanos do Centro Universitário Belas Artes.
Suas propostas giram em torno de questões envolvendo direitos humanos e educação. Bem intencionado, ético e com grande sensibilidade creio que será um excelente representante na Assembléia Legislativa de São Paulo, podendo atuar na educação política da população e fiscalizar o Executivo com eficiência e competência.
Pois bem, depois de algumas ausências eleitorais minha chapa está assim até o momento:
Presidente: Dilma (PT)
Senador (a): ? ?
Deputado Federal: Luiza Erundina (PSB) – nº 4021
Deputado Estadual: Prof. Ronaldo Mathias (PV) – nº 43.369

14.8.10

Meu voto para presidente está decidido: Dilma Roussef!


Mais uma vez a mídia apela! Não entendo! Lula não os incomodou em nada! As concessões continuam sendo renovadas automaticamente, não tocou em nenhum dos seus privilégios e nem sequer  fez cumprir a Constituição, que exige das TVs abertas ações educativas e entretenimento saudável.

Ainda assim lá está a Rede Globo capitaneando as baixarias. Desta vez usou a Revista Época, com uma capa extremamente mesquinha.

Mentirosa? Claro que não, a própria Dilma, toda vez que é perguntada, não cansa de reafirmar o orgulho de ter tido a coragem de pegar em armas para lutar contra a ditadura que, diga-se de passagem, era apoiada e apoiou a Rede Globo.

A matéria não traz novidades. Pelo menos o que está no site da revista, aparenta não apresentar mentiras, mas – e sempre que tratamos do PIG* tem o “mas” – apresenta questões capciosas, como um Box com o título “Dúvidas sobre o passado”.(clique aqui e veja o que está liberado na Internet)

A própria capa da revista é de uma torpeza sem tamanho. A não ser que eu seja uma autêntica besta quadrada, sempre entendi que Dilma não foge deste assunto e nem apresenta arrependimento pelo que fez. Ao contrário, demonstra orgulho de suas ações, das de seus companheiros de luta, inclusive daqueles que tombaram, enquanto os “Marinho”  e suas Organizações Globo lustravam as botas dos generais!

Claro que ela exige que se coloque a questão no contexto. Dilma e todos os demais que participaram da luta armada no Brasil – concordemos ou não com suas ações – merecem nosso mais profundo respeito, pois tiveram a coragem de oferecer a sua vida por uma causa.

A capa da Revista Época ajudou a me decidir nestas eleições. Meu voto para presidente será de Dilma Roussef, a guerrilheira!

4.8.10

Sobre as eleições que se aproximam (IV), ou: Partidos, que partidos?

Sempre me orgulhei de votar num partido. Quando não tinha candidatos aos cargos proporcionais votava na legenda. Isso desde o primeiro voto, em 1982, até 2002.
Nos anos de 2004 e 2008 não votei e em 2006 votei apenas no Lula, conforme mencionei nos textos anteriores sobre o tema.
Pois bem e agora, qual Partido escolher?
Nenhum.
Isso mesmo, eles não existem, como diria o padre caça-fantasmas da TV.
Se entendermos que os partidos políticos representam partes da sociedade e, como tal, apresentam um programa coerente e capaz de mobilizar os setores representados, somos obrigados a constatar que eles não existem mais.
O PT tornou-se um partido com métodos idênticos aos demais partidos tradicionais. Toda a beleza das propostas iniciais foi incluída na categoria de utopias. Existem caciques, às vezes mais até do que índios, clãs familiares etc. e tal.
Embora mais arejado e moderno nas suas propostas, soma-se, em nome da governabilidade, a “coisos” que mais se parecem ETs políticos do que companheiros de caminhada.
O PV atua nitidamente como linha auxiliar da direita moderninha. Tem uma candidata a presidente que nega todo o histórico e razão de ser do partido, com exceção do discurso ambientalista.
PSOL? Pequeno amontoado disforme de esquerda radical. Tenho grande admiração pelo Plínio e pelo Ivan Valente em São Paulo, assim como pelo Chico Alencar no RJ, mas e aquela “freira” das Alagoas, que vivia abraçadinha com Heráclito Fortes?
Do PSTU tenho saudade do grande companheiro de militância no Sindicato dos Bancários de São Paulo, conhecido como Didi Pedalada, ou Dirceu Travesso. Mas o discurso do quanto pior melhor me irrita!
Houve um momento, no início do governo Lula, que cogitei a hipótese de pedir filiação ao PC do B, mas o que dizer de um partido que lança Ademir da Guia para vereador e Netinho de Paula para Senador?
Claro que meu voto tenderá à esquerda, mas como será composto?
Mistério!

31.7.10

O papel do professor frente a mídia empresarial

O trabalho do professor em sala de aula enfrenta um desafio constante: como ser crítico – e alimentar essa criticidade no aluno – sem ser parcial?
Várias vezes me deparei com essa questão e vi colegas recorrendo ao discurso panfletário, confundindo o papel do professor – que não é de fazer cabeça – com o de guru.
Durante alguns anos fui professor de Atualidades de um cursinho pré-vestibular aqui em São Paulo. Os alunos e as alunas eram originários das melhores escolas de ensino médio de São Paulo e também de outros estados do país. Estudiosos – quase todos – enfrentavam o desafio de buscar uma vaga no prestigioso curso de Administração da Fundação Getúlio Vargas.
Também lecionava a mesma disciplina para jovens interessados em ingressar na ESPM – outra instituição de prestigio –, mas na área de comunicação.
Pois bem, a tarefa era selecionar notícias pertinentes a estes exames e trabalhá-las em sala com os alunos e alunas.
Ora, os jovens tinham em casa a Veja, Folha de S. Paulo, Estadão, O Globo e outras publicações do gênero. Eram raros aqueles que conheciam a CartaCapital, Le Monde Diplomatique ou sites com a qualidade do Luis Nassif Online.
Ao mesmo tempo os blogs ainda eram utilizados apenas como diários pessoais, poucas interferências políticas existiam nesse mundo.
Luiz Carlos Azenha, do Vi o mundo ou Paulo Henrique Amorim do Conversa Afiada, davam os primeiros passos nesse mundo virtual.
Cuidei primeiro de mostrar essas fontes desconhecidas e, quando era o caso, identificar sua origem ou posição ideológica, como é o caso do portal Agência Carta Maior, claramente de esquerda.
Levava para a sala de aula o confronto das visões dessas fontes com aquelas que eles estavam acostumados em casa.
Claro que gerou um grande desconforto e, à primeira vista, minha ideia não bem compreendida, pois alguns entenderam que eu queria fazer “a cabeça da moçada”.
Foi por volta de 2005 que comecei a usar o blog com mais freqüência para estes debates, principalmente por ocasião do tal “mensalão do PT”.
Sempre tive o cuidado de franquear a palavra no blog para todos, desde que se identificassem e fossem respeitosos.
A partir desse episódio percebi que devemos oferecer todas as opções de fontes informativas aos alunos. Claro que não precisamos levar até eles aquilo que eles já têm.
Precisamos mostrar o outro lado. Precisamos alimentá-los de informações e conhecimento.
Eles que decidam o que fazer com estas informações e conhecimento, não nos compete direcioná-los.
Por isso penso ser importante divulgarmos matérias como esta que está no Fazendo Média:
Documentos recentemente desclassificados do Departamento de Estado dos Estados Unidos através da Lei de Acesso à Informação (FOIA, por suas siglas em inglês) evidenciam mais de US$ 4 milhões em financiamento a meios e jornalistas venezuelanos durante os últimos anos.
Clique no título acima para ler a matéria na íntegra.
Ou ainda o Blog da Cidadania que nos oferece esta notícia:
Clique no texto para ler a matéria inteira.
São dois exemplos inquestionáveis do poder de informação e de análise dos blogs e sites fora do circuito comercial.
Assim cumprimos nosso papel de professores: abrimos portas e janelas que dificilmente nossos alunos e alunas teriam acesso sem o nosso auxílio.

29.7.10

Sabatina com os candidatos ao governo de SP

O UOL realzou sabatina com os candidatos ao governo de São Paulo melhores posicionados nas pesquisas. O estudante de jornalismo Diego S. Moura acompanhou dois: Mercadante e Alckmin. Vejam suas observações no Blog do Disimo, é só clicar aqui e aqui.

28.7.10

Os resultados do ENEM

Entra ano, sai ano e a ansiedade provocada pelos resultados do ENEM coloca meio mundo com os nervos à flor da pele.
A divulgação dos resultados transforma-se em elaboração de rankings que servem tanto a escola privada quanto a escola pública.
Foram vários comentários no Twitter, por exemplo, dando conta que os melhores resultados das escolas públicas estavam entre as federais, ou seja, por essa linha de raciocínio, o governo federal seria mais eficiente na gestão da educação do que os governos estaduais e municipais.
Erro grosseiro, pois nas escolas federais existe uma disputadíssima concorrência pelas vagas disponíveis. Só entram os melhores alunos, portanto, capacitá-los para o ENEM ou para outros exames externos, torna-se tarefa bem mais tranquila do que no restante da rede pública.
As escolas privadas também lançam mão de concurso de entrada, principalmente aquelas que aparecem nos primeiros lugares, quando não praticam uma seleção pré-exame.
Tal seleção pode ser escancarada, embora dentro das regras propostas pelo MEC, como a criação de uma escola, com o mesmo nome fantasia da “matriz”, onde só entram os melhores alunos. Mas pode ser também disfarçada, como, por exemplo, marcar uma prova de recuperação para o mesmo dia do exame do ENEM.
A publicação dos dados do ENEM tem um mérito: trazer a educação para o centro das discussões!
Mídia, empresários, ONGs, Educadores, o pessoal do bar da esquina, enfim, todos discutem, com mais ou menos propriedade, as mazelas da educação no país.
Surgem também exemplos de boas práticas pedagógicas em vários cantos do país.
Mas a receita para o sucesso no ENEM não é nenhum segredo: professores bem pagos e motivados, estrutura acadêmica de forte apoio ao aluno, valorização do conhecimento, leitura, produção de texto, acesso aos bens culturais etc.
Do lado das escolas privadas não existe mágica possível, é só investir e criar o ambiente que citei no parágrafo acima, já na escola pública dependemos das políticas governamentais e de um papel mais ativo da sociedade, principalmente da presença forte e marcante das famílias dentro do universo escolar.
Um grave problema que vejo neste exame é não termos um currículo nacional mínimo. Dessa maneira o aluno não sabe o que será avaliado, afinal é impossível um exame nacional abranger as diferenças regionais de um país do tamanho do nosso.
O debate está aí, nas manchetes e inúmeros artigos da mídia. Será que vai produzir avanços? Ou voltaremos a ele na publicação dos resultados do próximo ENEM?

23.7.10

Apesar de progresso, Brasil permanece um dos mais desiguais do mundo, diz ONU

Apesar dos progressos sociais registrados no início da década passada, o Brasil continua entre os países mais desiguais do mundo, segundo atesta um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que será divulgado nesta sexta-feira.
O índice de Gini - medição do grau de desigualdade a partir da renda per capita - para o Brasil ficou em torno de 0,56 por volta de 2006 – quanto mais próximo de um, maior a desigualdade.
Isto apesar de o país ter elevado consideravelmente o seu índice de desenvolvimento humano – de 0,71 em 1990 para 0,81 em 2007 – e ter entrado no grupo dos países com alto índice neste quesito.
O cálculo do indicador de desigualdade varia de acordo com o autor e as fontes e a base de dados utilizados, mas em geral o Brasil só fica em melhor posição do que o Haiti e a Bolívia na América Latina – o continente mais desigual do planeta, segundo o PNUD.
No mundo, a base de dados do PNUD mostra que o país é o décimo no ranking da desigualdade.
Mas os dados levam em conta apenas 126 dos 195 países membros da ONU, e em alguns casos, especialmente na África subsaariana, a comparação é prejudicada por uma defasagem de quase 20 anos de diferença.
Na seleção de países mencionada no relatório do PNUD, os piores indicadores pela medição de Gini são Bolívia, Camarões e Madagascar (0,6) e Haiti, África do Sul e Tailândia (0,59). O Equador aparece empatado com o Brasil com um indicador de 0,56.
Colômbia, Jamaica, Paraguai e Honduras se alternam na mesma faixa do Brasil segundo as diferentes medições.

Desigualdade e mobilidade
O relatório foca no problema da desigualdade na América Latina, o continente mais desigual do mundo, segundo o PNUD. Dos 15 países onde a diferença entre ricos e pobres é maior, dez são latino-americanos.
Em média, os índices Gini para a região são 18% mais altos que os da África Subsaariana, 36% mais altos que os dos países do leste asiático e 65% mais altos que os dos países ricos.
O documento traça uma relação entre a desigualdade e baixa mobilidade social, caracterizada pelo círculo de aprisionamento social definido pela situação familiar de cada indivíduo.
No Brasil e no Peru, por exemplo, o nível de renda dos pais influencia a faixa de renda dos filhos em 58% e 60%, respectivamente.
No Chile esse nível de pré-determinação é mais baixo, 52% - semelhante ao da Inglaterra (50%).
Já nos países nórdicos, assim como no Canadá, a influência da situação familiar sobre os indivíduos é de 19%.
Alemanha, França e Estados Unidos (32%, 41% e 47%, respectivamente) se incluem a meio do caminho.
No campo educacional, os níveis de educação dos pais influenciam o dos filhos em 55% no Brasil e em 53% na Argentina. No Paraguai essa correlação é de 37%, com Uruguai e Panamá registrando 41%.
A influência da educação dos pais no sucesso educacional dos filhos é pelo menos duas vezes maior na América Latina que nos EUA, onde a correlação é 21%.
"Estudos realizados em países com altos níveis de renda mostram que a mobilidade educacional e o acesso à educação superior foram os elementos mais importantes na determinação da mobilidade socioeconômica entre gerações", afirma o relatório.
Para o PNUD, a saída para resolver o problema da desigualdade na América Latina passa por melhorar o acesso das populações aos serviços básicos – inclusive o acesso à educação superior de qualidade.
O relatório diz que programas sociais como o Bolsa Família, Bolsa Escola e iniciativas semelhantes na Colômbia, Equador, Honduras, México e Nicarágua representaram "um importante esforço para melhorar a incidência do gasto social" na América Latina, sem que isso tenha significado uma deterioração fiscal das contas públicas.
"No que diz respeito à distribuição (de renda), as políticas orientadas para o combate à pobreza e à proteção da população vulnerável promoveram, na prática, uma incidência mais progressiva do gasto social, que por sua vez resultou em uma melhor distribuição da renda."

Fonte: BBCBrasil

20.7.10

Documentário reconstrói o crash da Bolsa de 1929 com imagens raras

Al Capone, Ku Klux Klan, Cotton Club, todos símbolos históricos de um período misto de ascensão e queda financeira dos EUA, ressurgem no filme 1929: O ano da quebra da Bolsa de Nova Iorque. Vai ao ar nesta quarta (21/7), às 22h, na TV Cultura
Há 81 anos, o mundo financeiro desmoronou diante da quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque. Cerca de US$ 20 bilhões viraram pó, nove mil bancos fecharam as portas, investidores endinheirados faliram, ruas e vielas se amontoaram de sem-teto. Até uma onda de suicídios encobriu a capital econômica do planeta.
Para relembrar esse momento, a TV Cultura resgata o panorama da vida norte-americana antes e depois da crise no documentário 1929: O ano da quebra da Bolsa de Nova Iorque. Vai ao ar nesta quarta (21/7), às 22h, na faixa Cultura Mundo.
O destaque do vídeo é o número incontável de imagens de arquivo usadas para reconstruir diversos períodos históricos que entremearam o crash da Bolsa. Elas recuperam, em frames, o fordismo, Al Capone, a vida agitada do Cotton Club, antigo reduto do jazz, o momento áureo do cinema mudo de Charles Chaplin e o do sonoro, debutado por Al Johnson, a Ku Klux Klan, entre outros símbolos históricos.
O documentário é tão rico no quesito pesquisa que até resgata um pronunciamento do então presidente americano Franklin Delano Roosevelt, responsável por insuflar de esperança a população do seu país ainda atormentada pela grande depressão de 1929.
1929: O ano da quebra da Bolsa de Nova Iorque é da produtora britânica HTI e distribuído aqui, no Brasil, pela Synapse.

18.7.10

CPMI conclui que não foi desviado recurso público para ocupações de terra

Letra Viva MST

Depois de oito meses de boicote à CPMI contra a Reforma Agrária, os parlamentares dos setores conservadores liderados por Kátia Abreu (DEM-TO) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS) declararam ser necessária a continuidade das investigações das entidades sociais que atuam em assentamentos.
Nesse período, as entidades da Reforma Agrária e os ministérios do governo federal participaram de audiências públicas na comissão, prestaram todos os esclarecimentos e demonstraram a importância dos convênios para a execução de políticas públicas no meio rural.
Mesmo sem participar da maioria das sessões, os ruralistas insistem que a comissão está prorrogada por mais seis meses. Kátia Abreu, por exemplo, não participou de nenhuma sessão, embora tenha sido a maior defensora da sua instalação.
O relatório final do deputado Jilmar Tatto (PT-SP) aponta a improcedência das denúncias contra o MST e as entidades de apoio à Reforma Agrária. Enquanto a comissão funcionava plenamente, com dezenas de audiências, os ruralistas estavam ausentes. Dinheiro público foi gasto em uma CPMI criada como dispositivo de criminalização dos movimentos sociais e contra avanços na Reforma Agrária.
Para forçar a sobrevida dessa CPMI, os representantes do latifúndio apelaram e criaram um imbróglio jurídico, depois de levantarem assinaturas para prorrogação. Em comissões parlamentares mistas de inquérito, onde participam deputados e senadores, as decisões devem ser tomadas em sessões do Congresso Nacional. Como não conseguiram, Kátia Abreu e Onyx Lorenzoni lançaram mão de uma manobra não prevista no regimento e argumentam que basta o Senado fazer a leitura do requerimento.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) questiona o método usado para prorrogar a comissão e recorreu à Comissão Constituição e Justiça do Senado. Depois, o deputado José Genoíno (PT/SP) fez o mesmo questionamento na Câmara, que resolveu encaminhar a decisão para o presidente do Congresso.
De dezembro a julho, foram feitos todos os esclarecimentos ao Congresso Nacional em relação às denúncias, com base em jornais e revistas contra a Reforma Agrária. Nesse período, as entidades sociais provaram que os objetos dos convênios foram cumpridos, o trabalho realizado melhora a qualidade de vida dos trabalhadores rurais e não houve desvio de recursos públicos, de acordo com o relatório final da CPMI (clique aqui e leia o relatório final).
De acordo com o plano de trabalho, assegurado pelo regimento do Congresso Nacional, a CPMI acaba em 17 de julho. O relatório final foi apresentado, mas não foi votado porque os ruralistas impediram. Se eles conseguirem atropelar o regimento do Congresso Nacional, senadores e deputados serão coniventes com a criação de um fato político, que será utilizado pelos setores conservadores nas eleições contra a Reforma Agrária e os movimentos sociais.
Por isso, denunciamos a utilização dessa CPMI pelos ruralistas para barrar qualquer avanço da Reforma Agrária, fazer a criminalização dos movimentos sociais, ocupar espaços na mídia e montar um palanque para a campanha eleitoral.

Fonte: MST

16.7.10

Articulação apresenta lista países que mais respeitam os direitos das mulheres

Natasha Pitts * - Adital

Desde o dia 13, cerca de 200 mulheres latino-americanas e caribenhas estão reunidas em Brasília, capital federal do Brasil, para participar da XI Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe (Cepal). O evento, que segue até amanhã (16), teve em sua programação a apresentação do ISOQuito.
A cada três anos, a Cepal realiza uma Conferência Regional da Mulher a fim de avaliar a situação da garantia de direitos da população feminina na América Latina e Caribe e definir novas propostas que devem ser colocadas ao Governo de cada país. Ao final do evento, é construído um documento com os compromissos assumidos pelos governos dos países participantes para garantir os direitos das mulheres em sua totalidade.
A última Conferência, realizada em 2007, no Equador, resultou no ‘Consenso de Quito’. O documento, entre outros compromissos, concorda em adotar medidas de ação positiva para garantir a plena participação das mulheres nos cargos públicos e representação política, em formular programas integrais de educação pública não sexista, promover o respeito aos direitos humanos integrais das mulheres indocumentadas, esforçar-se para firmar, ratificar e difundir a Convenção para a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher e seu Protocolo Facultativo, entre outras decisões.
Apesar da disposição demonstrada pelos governantes e seus representantes durante a X Conferência, muitos países não cumpriram com o que foi acordado. No intuito de identificar quais nações efetivamente avançaram na garantia dos direitos integrais das mulheres, a Articulação Feminista Marcosul realizou o ISOQuito, um levantamento que mediu os avanços nos compromissos firmados em 2007.
"O ISOQuito é uma ironia, pois é um mecanismo que faz um ranking dos países da América Latina e do Caribe que estão mais perto e dos que estão mais longe dos compromissos firmados durante a Conferência da Mulher no Equador", esclareceu Luci Garrido, representante da articulação Feminista Marcosul.
De acordo com Luci, uma equipe técnica analisou dados qualitativos e quantitativos cedidos pelos próprios países e dados oficiais do Observatório Regional de Paridade de Gênero da Cepal para detectar quais nações mais se aproximaram da execução dos seus compromissos.
Neste ranking, a Argentina ficou no topo, e foi nomeado o país latino-americano que mais respeita os direitos das mulheres. Costa Rica, Chile, Uruguai, Panamá e México também ficaram em posições elevadas por cumprirem parte das promessas. Já o Brasil ficou em penúltimo lugar por não haver avançado nas dimensões básicas fundamentais para a garantia do exercício dos direitos das mulheres. O país só ficou abaixo da Guatemala.
Índice de bem-estar das mulheres, índice de paridade econômica e índice de paridade na tomada de decisões foram os aspectos que guiaram a avaliação e a construção do ranking. Nestes três eixos, o Brasil se encontra em pior situação no que diz respeito à autonomia política feminina, o que quer dizer que a desigualdade nas tomadas de decisões continua sem grandes avanços.
"Esperamos que o ISOQuito tenha servido para chamar a atenção e para que os governos da América Latina e Caribe concretizem suas promessas e as traduzam em mudanças e não apenas em palavras. Esperamos ainda que ao construir o Consenso de Brasília possamos segui mais adiante de Quito", encerrou Luci.

Fonte: Adital

12.7.10

Sobre as eleições que se aproximam (Parte III)

No texto que tratava da Parte II escrevi sobre as eleições de 1989. Um marco na vida dos jovens e adultos daquele tempo, principalmente daqueles que ainda sonhavam com o socialismo, mas também daqueles que apenas esperavam um Brasil melhor, mais justo e com oportunidades iguais para todos.
Depois de 89, o PT começou uma guinada rumo ao pragmatismo, buscando ocupar cargos no executivo, mais até do que no Legislativo.
Lembro-me que um grande grupo de companheiros considerava que ocupar os cargos no Legislativo seria mais importante, considerando este um espaço de educação e propaganda política. Nossa visão foi derrotada seguidamente nas disputas internas. Até mesmo o espaço destas disputas sofreu restrições, até chegar a proibição, fato que culminou com a expulsão das “tendências” que não aceitaram a submissão à burocracia partidária.
Neste tempo ganha força no Partido a figura do Zé Dirceu. Senti que era a hora de buscar outros caminhos.
Em 1992 deixei de ser bancário e abandonei a militância sindical. Alguns anos depois a partidária.
Embora afastado do Partido, participei das campanhas de 1994 e 1998. Sempre votei nos candidatos do PT aos cargos executivos e para aqueles do Legislativo votava apenas na legenda.
Já não me movia a esperança, mas sim a escolha do menos pior.
Nas eleições de 2002 o quadro ficou muito confuso, por causa da profusão de alianças. Forças conservadoras se aliavam à candidatura petista. Veio então a Carta ao Povo Brasileiro (clique aqui se desejar lê-la).
Também circulou a notícia que parte da cúpula petista havia se reunido com os Marinho, buscando, pelo menos, uma posição equidistante da Rede Globo com relação à eleição que viria. Parece que tais reuniões funcionaram.
Aí caiu a ficha! A expressão socialismo foi eliminada do programa de governo. As lideranças petistas curvavam-se ao deus mercado e, com a tal carta, tranqüilizava as oligarquias, tanto a agrária quanto a urbana, de que todas as mudanças viriam para que nada mudasse.
Ainda assim a escolha que tínhamos: Lula ou Serra. A candidatura Lula tinha um fiador importante na minha forma de ver as coisas: o MST!
Votei em Lula e na legenda para o Legislativo.
Passei a pensar, a partir daí, na importância da liberdade de votar. O PT começou a atuar como os outros partidos convencionais. Todas as apostas estavam colocadas no horário eleitoral e no marketing. Não mais se pensava em educar para a política ou renovar as lideranças.
Prova disso são os políticos profissionais – que o PT nasceu criticando – que a legenda formou. Temos indivíduos com mais de 25 anos dentro do parlamento!
Por isso a importância do voto livre! Não podemos conviver com o voto obrigatório se quisermos chamar nosso país de democracia. Onde já se viu o cidadão ser obrigado a exercer um direito?
O voto livre faria com que os partidos políticos buscassem nos convencer que votar é importante. Isso não seria possível apenas com o horário eleitoral! Os partidos precisariam atuar cotidianamente, construir programas, vincularem-se aquela parte da sociedade a qual representam.
Em 2004 e 2008, nas eleições municipais simplesmente não votei. Também justifiquei, só deixei de comparecer à Seção Eleitoral.

10.7.10

Código Florestal: alterações não servem para o Brasil

Raul Silva Telles do Valle*

Em 6 de julho foi aprovado, por uma comissão especial da Câmara dos Deputados, um projeto que altera o Código Florestal brasileiro em seus pontos principais. Embora ainda tenha que ser aprovado no plenário da casa e passar pelo Senado para se transformar em lei, preocupa o fato de que tenha contado com o apoio da maioria expressiva dos deputados da comissão, mesmo sabendo que era dominada por ruralistas.
O projeto parte do princípio que a conservação de florestas é um ônus ao produtor e à produção agropecuária e que, como tal, deve ser afastado, pois o país precisa se “desenvolver”. Nesse sentido, permite que governos estaduais criem programas de “regularização ambiental” por meio dos quais os proprietários estariam desobrigados de recuperar áreas ilegalmente desmatadas, como exige a legislação atual. Basta que se reconheça que a ocupação está “consolidada”, ou seja, foi feita até julho de 2008. Uma vez regularizadas as ocupações, deixam de estar ilegais.
Mas como as leis da natureza não podem ser modificadas por caprichos humanos ou interesses corporativos, elas continuarão sendo imprudentes. Assim, por exemplo, as plantações de cana e as vilas residenciais situadas às margens do rio Mundaú, em Alagoas, vão continuar sendo alagadas nas fortes chuvas. Sem um mínimo de cobertura florestal na paisagem, as águas continuarão escorrendo rapidamente às calhas dos rios, que, cada vez mais assoreados, terão menos capacidade de abrigar a água que recebem sem transbordar e, uma vez transbordando, levam tudo o que encontrarem pela frente.
A lei atual proíbe a ocupação de áreas de risco e ainda exige que em todos os lugares exista um mínimo de vegetação nativa. Se tivesse sido cumprida, seguramente seriam muito menores os estragos ocorridos em Alagoas, em Angra dos Reis, no Vale do Itajaí, no Jardim Pantanal e em todos os outros lugares que entram e saem rapidamente dos noticiários quando começam as temporadas de chuva.
Grande parte dos produtores rurais do país está irregular com relação à legislação florestal, ou seja, não respeitaram a preservação das áreas determinadas pela legislação. Isso significa que há um grande número de pessoas que estão, nesse momento, prestando um “desserviço ambiental” à sociedade, assoreando rios, matando nascentes, derrubando encostas, extinguindo a biodiversidade. Muitos não fazem porque querem, mas porque foram levados a essa situação por uma longa sequência de equívocos e omissões do Poder Público e da sociedade como um todo. Todos queremos que essas pessoas deixem de estar na ilegalidade, ou seja, que por um lado estejam de acordo com as determinações do Código Florestal e que, por outro, e como consequência, protejam os recursos naturais vitais ao bem estar da sociedade e delas.
O deputado Aldo Rebelo, insuflado pelos ruralistas, não se preocupou em criar meios para que os proprietários hoje irregulares possam cumprir a lei protegendo os bens ambientais que ela visa tutelar. Se tivesse tido essa preocupação, teria proposto novas formas para apoiá-los a recuperar as áreas irregularmente desmatadas, ou seja, colocaria sobre a mesa instrumentos para fazer a lei “pegar” e, assim, o país proteger seus recursos naturais.
Adotou, no entanto, o caminho mais fácil, embora enganoso. Simplesmente enfraqueceu a lei para que, mesmo praticando um mau uso da terra, qualquer proprietário possa estar de acordo com ela e, portanto, formalmente regularizado. Assim, caso venha a se tornar lei, as enchentes, os rios secos, as áreas desertificadas, as florestas desmatadas passarão a ser “legais”. Você acha isso legal?

*Advogado e coordenador adjunto do Programa de Política e Direito do Instituto Socioambiental.


Publicado em 9/7/2010.

9.7.10

Nuvens negras sobre o Irã

Que o Irã não tem uma política agressiva nem pretende avançar para a bomba nuclear, até o Pentágono reconhece em um relatório ao Congresso dos EUA de abril passado. No entanto, isso não impede os EUA de ameaçarem o país com uma invasão devastadora, recorrendo até ao armamento nuclear.

Por Noam Chomsky (08 de julho de 2010 - 15h00)

A grave ameaça do Irã é a mais séria crise da política externa que enfrenta a Administração Obama. O Congresso acaba de endurecer as sanções contra aquele país, com penas mais pesadas às companhias estrangeiras que ali negociarem. A Administração expandiu a capacidade ofensiva dos EUA na ilha africana Diego Garcia, reclamada pelo Reino Unido, que expulsou a população a fim de que os EUA pudessem construir uma grande base para atacar o Médio Oriente e a Ásia Central.
A Marinha estadunidense informou que tinha enviado para a ilha equipamento para apoiar os submarinos dotados de mísseis Tomahawk, com capacidade para transportar ogivas nucleares. De acordo com o relatório de carga da Marinha, apanhado pelo Sunday Herald, de Glasgow, o equipamento militar inclui 387 destruidores de bunkers para fazerem explodir estruturas subterrâneas reforçadas. "Estão ativando a engrenagem para destruir o Irã", disse a esse jornal o diretor do Centro de Estudos Internacionais e Diplomáticos da Universidade de Londres, Dan Plesch. "Os bombardeiros e os mísseis de longo alcance dos EUA estão preparados para destruir 10.000 objetivos no Irã em poucas horas". A imprensa árabe informa que uma frota estadunidense (com um navio israelense) passou recentemente o canal do Suez a caminho do Golfo Pérsico, com a missão de fazer "aplicar as sanções contra o Irã e supervisionar os barcos que entram e saem desse país". Alguns meios de comunicação britânicos e israelenses informam que a Arábia Saudita está a providenciar um corredor aéreo para um eventual bombardeamento israelense ao Irã (o que os sauditas negam).
No seu regresso de uma visita ao Afeganistão para tranquilizar os seus aliados da OTAN depois da demissão do general Stanley McChrystal, o almirante Michael Mullen, responsável máximo da Junta de chefes de Estado-Maior, visitou Israel para se encontrar com o chefe de Estado-maior das Forças de Defesa israelenses, Gabi Ashkenazi, e continuar um diálogo estratégico anual. A reunião centrou-se na "preparação de Israel e dos Estados Unidos perante a possibilidade de um Irã com capacidade nuclear", de acordo com o Haaretz, que, além disso, informou que Mullen tinha enfatizado: "Procuro sempre ver os desafios numa perspectiva israelense".
Alguns analistas descrevem a ameaça iraniana em termos apocalípticos. "Os EUA deverão enfrentar o Irã ou entregar o Oriente Médio" adverte Amitai Etzioni. Se o programa nuclear se concretiza, disse, a Turquia, a Arábia Saudita e outros Estados "mover-se-ão" em direcção á nova "superpotência" iraniana. Numa retórica menos acalorada, isso significa que poderia dar forma a uma aliança regional independente dos EUA.
No jornal do Exército estadunidense Military Review, Etzioni pressiona os EUA para um ataque não só contra as instalações nucleares do Irã, mas também contra os seus ativos militares não nucleares, incluindo infra-estruturas – isto é, sociedade civil. "Este tipo de ação militar é semelhante às sanções: provocar danos com o objetivo de mudar posturas, ainda que por meios mais poderosos", escreve.
Uma análise autorizada sobre a ameaça iraniana é dada pelo relatório do departamento de Defesa dos EUA apresentado ao Congresso em abril passado. Os gastos militares do país são "relativamente baixos em comparação com o resto da região" sustenta o documento. A doutrina militar do Irã é estritamente "defensiva (…) concebida para atrasar uma invasão e forçar uma solução diplomática das hostilidades". O relatório diz ainda que "o programa nuclear do Irã e a sua vontade de manter aberta a possibilidade de desenvolver armas nucleares (são) uma parte central da sua estratégia de dissuasão".
Para Washington, a capacidade dissuasória do Irã é um exercício ilegítimo de soberania que interfere nos desígnios globais dos EUA. Concretamente, se ameaça o controlo estadunidense dos recursos energéticos do Oriente Médio. Mas a ameaça do Irã vai mais além da dissuasão. Teerã também está procurando expandir a sua influência na região, o que é visto como um fator de "desestabilização", presumivelmente em contraste com a "estabilizadora" invasão e ocupação militar estadunidense dos vizinhos do Irã. Para além desses crimes – prossegue o relatório do Pentágono –, o Irã está apoiando o terrorismo com o seu apoio ao Hezbollah e ao Hamas, as maiores forças políticas do Líbano e da Palestina (se é que as eleições contam).
O modelo de democracia no mundo muçulmano, apesar dos seus sérios defeitos, é a Turquia, que tem eleições relativamente livres. A Administração Obama indignou-se quando a Turquia se aliou ao Brasil na procura de um compromisso com o Irã para que restringisse o seu enriquecimento de urânio. Os EUA minaram rapidamente o acordo promovendo uma resolução do Conselho de Segurança da ONU com novas sanções contra o Irã, tão carentes de sentido que a China logo as apoiou alegremente, assumindo que, quando muito, impediriam os interesses ocidentais de concorrer com a China nos recursos do Irã. E sem qualquer surpresa, a Turquia (tal como o Brasil) votou contra a iniciativa dos EUA. O outro membro do Conselho de Segurança da região, o Líbano, absteve-se.
Estas atuações provocaram ainda maior consternação em Washington. Philip Gordon, o diplomata mais prestigiado da Administração Obama em assuntos europeus, advertiu a Turquia que as suas ações não são compreendidas nos EUA e que deveria "demonstrar o seu compromisso de parceiro do Ocidente", segundo informou a Associated Press. Uma admoestação rara a um aliado crucial da OTAN. A classe política também assim pensa. Steven A. Cook, um perito do Conselho de Relações Exteriores, defende que a pergunta crítica é: "Como manter os turcos dentro dos carris?" - ou seja, como bons democratas obedecerem às ordens.
Não há indícios de que outros países da região sejam mais favoráveis às sanções promovidas pelos EUA que às posições da Turquia. O Paquistão e o Irã, reunidos em Ancara, assinaram recentemente um acordo para um novo gasoduto. O mais preocupante para os EUA é que o gasoduto possa estender-se à Índia. O tratado de 2008 entre os EUA e a Índia, apoiando os seus programas nucleares, pretende evitar que este país se una ao gasoduto, de acordo com Moeed Yusuf, um assessor em assuntos subasiáticos do Instituto da Paz dos EUA.
A Índia e o Paquistão são dois dos três países que recusaram assinar o Tratado de Não Proliferação (TNP). Israel é o terceiro. Todos eles desenvolveram armamentos nucleares com o apoio dos EUA, e continuam a fazê-lo.
Ninguém de bom senso quer que o Irã, ou qualquer outro país, desenvolva armas nucleares. Uma maneira óbvia de mitigar ou eliminar esta ameaça consiste no estabelecimento de uma zona livre de armas nucleares no Médio oriente. Este tema foi levantado (uma vez mais) na conferência do TNP nas Nações Unidas no início de março passado. O Egito, como presidente do Movimento dos Não Alinhados – constituído por 118 países – propôs que a conferência apoiasse um plano de início das negociações em 2011 propôs um Oriente Médio livre de armas nucleares, como foi acordado pelos países ocidentais, incluídos os EUA, na conferência do TNP de 1995. Formalmente, Washington ainda está de acordo, mas insiste que Israel fique isento – e não há qualquer elemento que permita dizer que as deliberações do pacto se apliquem aos EUA.
Em vez de dar passos efetivos para a redução da escaldante ameaça de proliferação de armas nucleares no Irã ou em qualquer outra parte, os EUA movimentam-se no sentido do seu controle das vitais regiões produtoras de petróleo do Médio Oriente, de forma violenta, se não puder ser de outra maneira.

* Noam Chomsky é professor de linguística do MIT (Massachusetts Institute of Technology).
Este texto foi publicado no diário espanhol Público e pode ser consultado em http://blogs.publico.es/noam-chomsky/10/nubes-de-tormenta-sobre-iran/
Tradução de José Paulo Gascão para http://odiario.info/
Fonte: http://www.revistaforum.com.br/noticias/2010/07/08/nuvens_negras_sobre_o_ira/

8.7.10

Algumas leituras e algum desânimo

Estava fazendo algumas leituras via Twitter e me deparei com algumas atrocidades.
A primeira delas é uma charge do humorista Nani. Ele compara Dilma a uma prostituta. Não vou reproduzir isso aqui. De extremo mau gosto, preconceituosa e machista a tal charge encontrou guarida no Blog do Josias de Souza, jornalista da Folha de São Paulo.
Depois encontrei um “Manifesto São Paulo Para os Paulistas”. Nunca vi tanta ignorância concentrada num único texto! Erros histórico-geográficos do tamanho do Everest! Querem ler com seus próprios olhos? Então é só clicar aqui.
E o caso Bruno? A TV e os jornais estavam sedentos por uma nova Isabela Nardoni, principalmente depois da eliminação do Brasil na Copa da África do Sul.
Tenho certeza de que vários jornalistas se feriram ontem, na chegada do goleiro do Flamengo à delegacia. Sem contar as expressões tresloucadas dos mesmos. Tanto esforço para fazer aquelas perguntas bárbaras, elucidativas: “Bruno, como você está se sentindo agora?”.
É de ficar enojado!
Mas, felizmente, ainda existe vida inteligente na mídia, até mesmo na grande mídia.
A ESPN Brasil deu um show com um especial “Vozes da África”, reapresentando em bloco as matérias feitas durante a Copa que terminará domingo.
Cantores e cantoras, músicos, gente anônima, hábitos e cultura, tudo com muita sensibilidade, com humor fino e elegante. É de encher os olhos.
Agora, na fila das leituras do feriado a Revista Fórum, Le Monde Diplomatique e os blogs que tanto aprecio, vejam-nos listados aí ao lado.
Aos habitantes de São Paulo um bom feriado!

6.7.10

Retomando as mal traçadas

Cá estou novamente!
Agora tentando impor uma constância a tarefa de escrever para importuná-los.
Nos últimos meses estive bastante ocupado com o trabalho e com o trânsito.
Agora estou ocupado somente com o trabalho: procurando um!
O Brasil está fora da Copa e acompanhei tudo pela ESPN, a meu ver a melhor emissora de esportes, somando sempre às competições muito de informação e cultura. Os comentaristas conseguem equilibrar-se muito bem no binômio informação – muita – e torcida sempre discreta.
Hoje a campanha eleitoral começou oficialmente. Meu primeiro compromisso será concluir minhas lembranças eleitorais. Farei isso ainda nesta semana.
Continuo defendendo o voto livre e considerando o voto obrigatório uma aberração, mas algumas questões conjunturais farão com que eu participe mais ativamente da campanha deste ano.
Amanhã – quarta-feira – vou palestrar pela manhã para uma turminha do SENAC. Falar sobre escolhas profissionais, ENEM, PROUNI etc. O período da tarde está reservado para o jogo Alemanha x Espanha. Torço para que o Mick Jagger não apareça no estádio e, se aparecer, que prefira a Espanha, assim poderemos assistir a final entre Holanda e Alemanha.
É isso, até amanhã!