27.5.24

Os crimes nossos de cada dia

As leis brasileiras são boas, quase sempre, mas, ao se prender em detalhes deixa o cobertor curto. Isso se aplica aos casos mais simples e outros mais complexos.

No caso dos crimes de trânsito a aplicação da gravidade (ou não) depende da classe social do criminoso e da vítima, representado tipo e modelo de carro do criminoso. Tal fato reflete-se na cobertura da mídia, como no caso recente onde um  “Porsche” virou o assassino de um motorista de aplicativo, como se o carro tivesse vontade própria e resolvesse dirigir a 150 km por hora numa via limitada a 50 km por hora.

Outros crimes tendem a ser desprezados, como os crimes eleitorais e ambientais, para ficar em apenas dois exemplos.

Então se tolera o abuso do poder econômico numa eleição, rebaixando-o a um crime menor e sem importância, fato que fere frontalmente o processo democrático, dando privilégios aqueles que tem mais recursos em detrimento daqueles que não possuem tais recursos.

Da mesma forma os crimes ambientais são tratados, quase sempre com base em questões econômicas, afirmando que a proteção ambiental prejudica as atividades econômicas, tais como a pecuária extensiva ou as monoculturas exportadoras.

Em todos esses casos as consequências são danosas para as pessoas e para a sociedade.

16.5.24

Rio Grande do Sul: quem é responsável? (Parte III)

"A natureza não deve ser nossa inimiga. Cabe, portanto, reestabelecer uma relação harmônica, visando o bem-estar da população e um meio geográfico adequado. No nosso país urge, igualmente, reduzir as desigualdades econômicas, pois os mais pobres são geralmente os mais afetados pela crise ambiental.”

Geografia: uma possibilidade de saída para a crise que enfrentamos

Esse trecho da carta aberta da comunidade de professores do Departamento de Geografia da UFRGS sobre a calamidade climática de maio de 2024, publicada em 10/05/2024, pode ser considerado um guia para orientar os políticos do Rio Grande do Sul e do Brasil, desde que passem a confiar na ciência e levem a sério a construção de um projeto de nação que abarque todos os brasileiros e os que aqui vivem.

Também ressalta a importância de resolvermos a crise ambiental, de forma urgente.

Precisamos atentar que tal crise climática é fruto de uma sociedade de consumo sem limites e da consequente busca incessante do lucro.

Fonte: Mídia Ninja - Crise Climática ocasiona maior enchente do Rio Grande do Sul • 14/05/2024 • Porto Alegre (RS)


Precisamos de regramentos econômicos que , primordialmente, se preocupem com a vida humana, por isso a necessidade de não apoiar, como se faz hoje, o agronegócio, mas sim a agroecologia.

Mas como fazer isso com um Congresso como esse que elegemos? Como fazer isso num governo de coalisão, no qual o dito Congresso se apropriou do Orçamento da União. E pior: como retirar da administração pública pessoas tão ruins e pessimamente preparadas?

No episódio que ocorre no Rio Grande do Sul, mas não só, há um show de horrores. Vereador propondo retirar a cobertura vegetal, alegando que o peso das árvores faz com que haja queda de barreiras, prefeito que não aparece na cena da catástrofe, governador que elabora mensagem para barrar a solidariedade do país para com o seu povo...

Esse, pelo menos, pediu desculpas pelas bobagens proferidas.


O jornal Congresso em foco fez uma matéria elencando 28 medidas que tramitam no Congresso prejudiciais ao ambiente, dentre elas uma “reforma” no Código Florestal e o auto licenciamento ambiental. O que já é ruim vai piorar muito!


Podemos dizer, sem medo de errar, que dentro do capitalismo não resolveremos essa crise e as outras que virão.

 

 

15.5.24

Rio Grande do Sul: quem é responsável? (Parte II)

Então está claro que temos responsáveis, por despreparo ou por ideologia, de prefeitos e governador do Estado, além, obviamente, do sistema.

Vamos colocar exemplos, que foram estampados na mídia, de questões que combinam o neoliberalismo com questões do cotidiano da população.

O primeiro exemplo vem de Eldorado do Sul, onde o prefeito Ernani Gonçalves(PDT) terraplanou um terreno de Área de Proteção Ambiental (APA), às margens do rio Jacuí, obra realizada por uma empresa da família do prefeito.


Fonte: ICL Notícias – 15/05/24

Um crime que cometido nesse local contribui imensamente para a enchente no município e em toda a região. Não é culpa exclusiva, mas ofereceu contribuição decisiva para o conjunto da obra.

Outro exemplo gritante é o de Porto Alegre.

De acordo com o jornal Sul 21 os “ex-diretores do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), do extinto Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) e da recém-privatizada Corsan  em conjunto com outros especialistas na área, assinam um manifesto em que sugerem uma série de medidas a serem adotadas para reforçar o Sistema de Proteção Contra Inundações de Porto Alegre e facilitar o processo de vazão da atual inundação que atinge a cidade. Na abertura do manifesto, os signatários defendem que o atual sistema é “robusto, eficiente e fácil de operar e manter”, mas que não está operando adequadamente pela falta de manutenção.”

Podemos deduzir que o sistema não funcionou por obsolescência e por descaso da administração municipal.


Porto Alegre inundada pelas águas do Guaíba. Foto: Isabelle Rieger/Sul21 – 14/05/24

Já no que diz respeito ao governo do Estado vimos ontem (14) um pronunciamento confuso do governador, afirmando que as doações, de certa forma, atrapalham o comércio local.

Reparem, a população do Rio Grande do Sul depende das doações que chegam do país e até do exterior, para sobreviver. São toneladas de alimentos, roupas, água, cobertores etc. e o governador faz esse tipo de alerta. O que será que ele espera que aconteça a partir daí?

A mensagem parece clara: não doem mais nada, comprem do comércio local, mesmo que ele esteja destruído e embaixo d’água.


“X” – 14/05/24.

14.5.24

Rio Grande do Sul: quem é responsável? (Parte I)

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d0/Bacias-hidrograficas.jpg/950px-Bacias-hidrograficas.jpg?20180910014339

Neste momento o mais importante é a solidariedade e o socorro às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

No entanto, não podemos e não devemos partidarizar as discussões, mas isso não significa não politizar tais questões. A discussão política e, particularmente, de políticas públicas envolvendo as questões ambientais e de prevenção aos desastres é fundamental.

É muito difícil hierarquizar os problemas envolvidos, por isso escolhi, em primeiro lugar, os responsáveis diretos pelo socorro em primeira mão: os prefeitos e prefeitas.

Atuam na ponta, em contato direto com a comunidade e respondem por elementos fundamentais, como podemos observar pelo caso de Porto Alegre, com as comportas de contenção do Guaíba enferrujadas e sem manutenção adequada.

Some-se a isso a incapacidade de lidar com o fenômeno apresentado, até por não ser esse primeiro episódio de enchentes monumentais, não faz um ano que aconteceu algo muito semelhante.

Ficando ainda com o caso de Porto Alegre vimos um show de incapacidade técnica, liderança e despreparo do prefeito.

Isso se repetiu, em maior ou menor grau, em todos os municípios afetados pelas enchentes.

Depois temos o governo estadual, que cuidou de mutilar as leis ambientais do Estado, advogando em prol do agronegócio e da especulação imobiliária, que, sedentos de lucros, ignoraram a ciência completamente.

Outra característica desse governo foi o total desprezo aos movimentos sociais, dentre eles os ambientalistas.

Nesse campo temos que responsabilizar também o legislativo estadual, que, com as honrosas exceções dos partidos de esquerda, cuidaram de apoiar o governador e buscar apoio aos grandes latifundiários das suas bases eleitorais, financiadores de suas campanhas.

Falta ainda a fatia que cabe ao Congresso Nacional, com destaque para a direita e extrema-direita, que sempre coloca à frente os interesses da economia em detrimento dos seres humanos.

Nesse sentido temos assistido a deputados e senadores mais preocupados em lacrar na Internet do que em aprovar leis que beneficiem a população.

Na ponta disso tudo temos os eleitores, que se deixaram levar pelas fakenews e caíram na conversa do estado mínimo, criando no seu imaginário que tudo que é público é ruim e o setor privado tudo resolve.

6.5.24

A mídia e a 3ª via

Faz tempo que a mídia nativa vem buscando uma “3ª Via” na tentativa de derrubar Lula e um projeto de centro-esquerda para o país.

Esse esforço da mídia e o equívoco da pouca atenção estratégica às eleições legislativas vem forçando uma composição cada vez mais a direita por parte do PT e do seu candidato.

Para refrescar a memória, tivemos Collor de Mello – o caçador de marajás –, depois Lula derrotou José Serra, dando início a um período de polarização entre PT e PSDB, marcando uma derrota ímpar da mídia hegemônica que se dividiu.


Na reeleição de 2006 houve maior equilíbrio por parte da mídia, pois o Lula não se mostrou tão feio assim no primeiro mandato, embora cercado pelo escândalo do chamado mensalão, ainda assim a eleição foi decidida no segundo turno, com Lula obtendo pouco mais de 60% dos votos no segundo turno derrotando o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin.

Quando Lula indicou Dilma para sua sucessão a mídia resolveu se mexer e escolheu José Serra como a melhor opção para o Brasil. Foi ungido como a melhor alternativa para o Brasil pós Lula. Não deu certo. Dilma venceu com 55% dos votos válidos.



Para a sucessão de Dilma a mídia resolveu mudar de assunto, mas não muito e buscou uma alternativa dentro do PSDB mesmo, o herdeiro de Trancredo Neves foi o escolhido e o nomde de Aécio Neves passa a fazer parte do cenário nacional.

Também não deu certo. Dilma venceu com 51,5% dos votos e Aécio deu voz a necessidade de impossibilitar um novo governo do PT. Acabou aí a convivência civilizada da polarização até então existente.


Apoiado por um Congresso horrível, que só perde para o atual, Eduardo Cunha começou com as pautas bombas, inviabilizando de fato o governo, levando ao impeachment da presidenta.

Veio o Temer, seguido por Bolsonaro e, depois de 2022, Lula voltou. Novamente num governo de frente ampla, tendo que recorrer ao fisiologismo do Congresso, com o agravamento da conquista de parte importante do Orçamento da União por parte dos senhores deputados e senadores.

Todos esses momentos apresentaram um dado em comum: o pavor das elites conservadoras ao Lula e a busca, às vezes desesperadas, por uma alternativa democrática de direita!

Embora ainda faltem mais de 2 anos para a próxima eleição presidencial a cena se repete: a direita busca um representante “confiável”, perfumado e que saiba usar talheres à mesa.

O nome da vez é o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas. O governador que não sabe andar pela capital de São Paulo, que nunca morou em São Paulo e que foi escolhido pelo povo paulista como seu governador.

Bolsonarista moderado, como a mídia quer vende-lo, não existe! Se é bolsonarista, por definição, não pode ser moderado.

Será que a imprensa corporativa vai cometer esse equívoco novamente?

2.5.24

Professora agredida por corrigir aluna

Ontem (23/04) a mídia estampou a seguinte notícia:

“Aluna diz que Moraes acabou com leis, professora corrige e é ameaçada

Professora recebeu atestado médico para ficar afastada das atividades por um mês, e família da estudante pediu transferência da aluna

Alan Rios

24/04/2024 11:47, atualizado 24/04/2024 13:17

Uma professora de escola pública do Distrito Federal foi ameaçada após corrigir uma aluna que escreveu em uma redação que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia acabado com as leis no país. A mãe da estudante disse que não aceitaria que a filha fosse “doutrinada” e que “esfregaria o celular na cara” da educadora para mostrar que a docente estava errada.”

A noticia acima se encontra no portal Metrópoles.

Vejam, a aluna registra num documento escolar uma informação incorreta, é corrigida, de forma muito assertiva pela professora, liga para mãe reclamando da professora e esta é ameaçada de agressão física pela genitora.

Vamos por partes. Por que isso acontece? Por que um bando de moleques mimados e incultos foram empoderados no distante ano de 2013, no auge da prática que ficou conhecida como antipolítica, que se manifestou “contra tudo isso que está aí”, embora ninguém soubesse precisar o que fosse isso.

Esses moleques imberbes e birrentos atendiam por diversos nome, tais como MBL e Vem pra rua, para ficarmos em dois exemplos que tantos prejuízos trouxeram à nossa vida política.

Parece-me que o excesso de tolerância com os MBLs e afins começa a apresentar a conta. A insegurança dos professores, obrigados a prática da autocensura e vivendo sob risco de eterna perseguição, está gerando mais doença, nessa categoria profissional que já se encontra no limite da saúde mental.

Deveriam ser proibidos? Não. Deveriam ter fóruns de manifestação, limitados as suas qualificações (?) para que pudessem intervir, só isso. Poderiam participar dos Conselhos de Escola, por exemplo, fazendo ali as disputas políticas no âmbito da unidade escolar, desde que limitados às suas funções e capacidades específicas.

 

22.4.24

Voltando depois da gripe

Olá, pessoas amigas e amigos!

Estive ausente por conta de uma gripe histórica, nunca sofri tanto com ela, como integro o grupo de 60+ creio ter me livrado de uma hospitalização graças às vacinas!

Mas vamos ao que interessa.

Há uma preocupação entre os progressistas sobre a fragilidade da comunicação do governo federal. Esse diagnóstico é mais ou menos generalizado, com raras exceções.

A dificuldade está no prognóstico. O que fazer para consertar tal questão?

Temos pessoas muito boas na área, como é o caso do youtuber Felipe Neto. Que tal uma assessoria dele para a formação de comunicadores para estimular os progressistas na disputa das narrativas?

Lembro-me, com saudades, do Instituto Cajamar, que instrumentalizava a juventude petista, lá no século passado, com elementos de política, sociologia etc. Munidos desses conhecimentos teóricos íamos para as práticas, militando nos movimentos populares e sindicatos. A receita poderia ser repetida, talvez com assessoria do Felipe Neto e André Janones, embora esse último tenha queimado o filma recentemente.

É fato que as forças progressistas precisam melhorar sua comunicação nas redes sociais, assim como é fato que precisam melhorar o relacionamento com os evangélicos, que hoje formam um contingente muito grande nesse país que sempre se arvorou em ser um grande país católico.

Na verdade, temos duas urgências: melhorar a comunicação do governo nas redes sociais e a interlocução com os evangélicos.

Aguardo sugestões de como fazer isso.

5.4.24

Aventuras e desventuras tecnológicas

 

Quando ainda lecionava era um entusiasta das inovações tecnológicas. Isso desde o final do século passado.

Usava aplicativos em sala de aula com alguma maestria, auxiliava meus “parças” de trabalho em algumas aventuras por esse maravilhoso mundo tecnológico.

Fonte: Ensino – Guia de Educação. Disponível em https://canaldoensino.com.br/blog/305-aplicativos-educacionais-para-utilizar-em-sala-de-aula. Acesso em 02/04/24.

Existiam limitações, não tínhamos a quantidade de aplicativos que temos hoje e as escolas pouco investiam em tecnologia.

Certa vez ouvi de um colega, após ajudá-la a encontrar uma informação para a aula de Biologia, que ele só encontrava lixo no mundo virtual. Era o tempo dos inúmeros mecanismos de busca, o Google não havia monopolizado esse segmento ainda.

Era o tempo do Orkut, das listas de e-mails e dos blogs. Estimulei o uso das comunidades do Orkut para dicas de estudo e trocas acadêmicas entre os alunos.


Na primeira década do século XXI dei início a esse blog, em plena ebulição do “mensalão. Tinha por hábito comentar as capas das principais revistas semanais.

Costumava reproduzir matérias de autores que considerava interessantes e trabalhava bastante com hiperlinks, era o momento que pensávamos em um ambiente de colaborações, não havia competição entre os blogs e a maioria dos conteúdos estava aberto.

Era um bom espaço de discussão, tanto para meus alunos como para pessoas progressistas, embora eu tenha recebido muitas críticas, principalmente pela defesa da causa palestina e do governo Lula.

Usei Orkut, blog, lousa digital, gravação de aulas e demais traquitanas digitais em diferentes épocas.

Em 2010 tem início a Primavera Àrabe, que eclodiu na Tunísia e rapidamente se espalhou, primeiro nos países árabes do norte da África e depois atingiu o Oriente Médio.

O movimento foi difundido por meio do uso do celular e das chamadas redes sociais e rapidamente o Orkut, Twitter, MSN, Blogger etc., foram tomados pelas cenas que representavam o descontentamento da população com o nível de vida, corrupção e outros desmandos naqueles países.

O papel das redes sociais foi fundamental no processo, mobilizando as pessoas e fazendo pressão sobre as autoridades.

Eu não conseguia compreender direito o alcance daquilo tudo e, tempos depois conseguimos ver o resultado daquelas revoltas

Mas, de fato, ficou marcado em minha memória o ano de 2013 e o tal “Não são só 20 centavos”. Não era mesmo.

O Brasil foi sacudido por protestos, que começaram pequenos e foram crescendo e tomando conta do país.

A direita, espertamente, se apropriou da bandeira inicial e depois começou a protestar contra “tudo isso que está aí”.

No início eram tratados pela mídia como pequenos grupos de baderneiros, mas, de repente essa mesma mídia se colocou ao lado dos  manifestantes.

Nesse contesto aparecem inúmeros movimentos, como o MBL e O vem pra rua, que mobilizam inúmeras pessoas, visando o afastamento da presidenta Dilma e, ao mesmo tempo, tem início uma perseguição aos professores, chamados de “doutrinadores e esquerdistas”.

A presidenta Dilma sofreu impeachment e os “movimentos” elegeram deputados e vereadores, para combater os “doutrinadores”.

Nas redes sociais cresceram perfis de extrema-direita, como o Brasil Paralelo e a Revista Oeste, especialistas em espalhar fake news.                    

Esse processo avança para as campanhas contra vacinas, a ciência, e as artes.

Tais movimentos elegeram Jair Bolsonaro, claro, com o apoio da mídia, que depois se arrependeu e da maioria da população.

Foram quatro anos de inferno promovido pela extrema-direita e com muita mentira e boçalidade, mas conseguiram eleger vários expoentes do negacionismo e com poucos neurônios como o Bolsonaro.

Resta esperar que a justiça cumpra o seu papel e coloque esses bandidos na cadeia o mais rápido possível,

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    

27.3.24

Eu não tenho orgulho das forças armadas do Brasil

 

Manifestação estudantil contra a Ditadura Militar. Domínio público / Acervo Arquivo Nacional

Hoje o presidente Lula disse que o povo brasileiro tem carinho pela Aeronáutica, Exército e Marinha.

Presidente, o senhor teve meu voto, mas me inclua fora desse carinho todo.

As Forças Armadas brasileiras me envergonham. São tantos golpes, tanta intromissão na vida civil e em assuntos que não lhe dizer respeito que só me causa repulsa.

Cadê a autocrítica em relação ao golpe de 1964? Cadê as punições aos militares de alta patente envolvidos na tentativa de golpe de 08/01/2023?

Nos causam vergonha apenas.

Quantas mães morreram sem ter seus filhos para prantear? Quantas mães, esposas, filhos e filhas ainda esperam a volta dos seus entes queridos?

A impunidade desses bandidos de farda deu origem a essa polícia violenta, que mata primeiro e depois forja as investigações para concluir, quase como regra, que a culpa é da vítima.

Então me perdoe presidente Lula, mas enquanto persistir a impunidade as Forças Armadas do Brasil não terão meu respeito e sinto muito pelo seu pronunciamento de hoje (27/03/2023).

21.3.24

Lembrar para que nunca mais aconteça




 O R7 publicou uma notícia que me deixou abismado: alunos das séries finais do Ensino Fundamental II integram grupo de apologia ao nazismo! Alunos de uma escola muito tradicional, acompanhados de estudantes de outras instituições.

Clique aqui para ler a notícia na íntegra.

Esse é o preço do esquecimento Presidente Lula! Alunos de 11 a 14 anos defendendo a barbárie.

Só isso já justificaria a lembrança do 01/04/1964 e de todos os males causados ao país, principalmente ao povo pobre da nossa nação!

O caráter pedagógico dessa lembrança é fundamental. 

Tudo bem que o presidente Lula não queira se indispor com a caserna, mas não pode ser impeditivo para manifestações do PT, MST, MTST e demais integrantes da sociedade civil.

Também seria muito importante a reativação da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, de acordo com a Lei nº 9.140, de 04 de dezembro de 1995, deixando-a na responsabilidade do Ministério dos Direitos Humanos, na pessoa do ministro Sílvio Almeida, conforme prevê o próprio governo (https://www.gov.br/participamaisbrasil/cemdp).

Não é necessário fazer alarde, simplesmente coloca a comissão para funcionar e a estrutura que já está pronta começa a funionar, chamando as Secretarias de Direitos Humanos dos estados e municípios para participar, construindo memoriais, museus e exposições.

Mas é muito importante lembrar para que nunca mais se repita! E quase aconteceu novamente no dia 08/01/2023.

Precisamos estar atentos e não deixar as atrocidades realizadas pelos facínoras de 1964 cair no esquecimento ou tornarem-se banais. Foram criminosos, crimes que a nossa constituição classifica como de lesa-humanidade, imprescritíveis!

Suprimiram partidos políticos, só autorizando o funcionamento de dois, prenderam e sumiram com parlamentares, mataram jornalistas, operários, camponeses, indígenas e todos aqueles que ousavam dizer não aos desmandos das “autoridades”.

Dentre os males trazidos pela ditadura está a censura. Nossos artistas tiveram suas obras censuradas.

A seguir fac-símile da brilhante obra Cálice de Chico Buarque e Gilberto Gil:

Isso é só uma pequena amostra do que os militares foram capazes.

Não podemos permitir que isso aconteça de novo!






19.3.24

A ditadura não acabou

Agência Câmara d Notícias
 

Houve uma ditadura no Brasil implantada pelo golpe militar de 1964. Um grande conluio envolvendo as Forças Amadas, empresários e figuras do mundo político e jurídico, todos alinhados com os EUA no contexto da Guerra Fria, inclusive com possível apoio armado dos estadunidenses em caso de confronto com as forças progressistas.

Durante 21 anos convivemos com militares se alternando no poder, por meio de eleições indiretas, com o apoio do STF e de parcela importante de políticos e empresários.

Os desmandos foram imensos. Corrupção generalizada, prisões arbitrárias, além de punições a funcionários públicos civis e a militares legalistas (sim, eles existiram um dia). Censura nas artes e na imprensa, perseguição implacável aos artistas.

O mais chocante foram os assassinatos, não nos confrontos armados, mas na tortura, além dos desaparecimentos dos opositores.

Existem famílias que não sabem o destino dos corpos dos seus entes queridos e não puderam chorar suas perdas.

Em 8/1/23 alguns saudosistas desses tempos sombrios tentaram repetir um golpe de estado. Felizmente se deram mal, mas se não houver punições exemplares, tanto para os civis e militares envolvidos na tentativa de golpe de 8/1/23, como para aqueles que torturaram e mataram na ditadura de 1964 estaremos sempre correndo o risco de que tudo se repita.

A Lei de Anistia (28/8/79) foi resultado da mobilização de parte da sociedade, mas, apesar de ter permitido o retorno dos exilados e a liberação dos presos políticos, possibilitou também a impunidade dos torturadores.

Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o próprio texto da Constituição Federal diz que a tortura é crime de lesa-humanidade e imprescritível, por isso fez um questionamento ao Supremo Tribunal Federal.

Em que pese os esforços da ex-presidenta Dilma Rousseff ao instaurar a Comissão Nacional da Verdade, que funcionou entre 2012 e 2014, as recomendações do seu relatório final, com uma lista com 377 nomes de pessoas que violaram os direitos humanos durante a ditadura, recomendando a responsabilização criminal, civil e administrativa de 196 pessoas dessa lista que ainda estão vivos, não obteve resultados concretos.

A comissão também recomendou em seu relatório final a revisão do trecho da Lei da Anistia que estende o benefício para agentes da ditadura.


Fonte: Pesquisadores alertam que Lei da Anistia ainda é um problema atual - Reportagem – Karla Alessandra – 30/8/21 - Agência Câmara de Notícias

18.3.24

62

Meus pais e eu (estou sentado, minha mãe é só baixinha mesmo)

Aqui estou para falar um pouco sobre mim mesmo. Mas não é para contar histórias, é apenas para dizer que dia 16 último completei 62 anos de idade.

Não pensei que alcançaria essa idade, por razões várias, nem mesmo imaginava que seria possível viver tanto.

Por ocasião do aniversário fiquei de alma lavada e enxaguada, como diria o velho Odorico Paraguaçu (azar de quem não o conheceu).

Almocei com meus pais, esposa, irmãs e sobrinhos, muita risada como de costume. Faltou o filhão, mas ele veio um dia antes para dar um beijo e um abraço.

Depois, nas redes sociais e por telefonemas (moda antiga) os parabéns dos amigos mais próximos e, para completar, via redes sociais, os cumprimentos recebidos de ex-alunos, ex-alunas e de ex-colegas de trabalho.

Fiquei feliz por ter sido lembrado por alunos e alunas queridas da primeira escola na qual lecionei, ainda no século passado, particularmente por ser lembrado por pessoas da primeira turma de ensino fundamental e de ensino médio que pude acompanhar por toda aquela fase.

Muitos alunos de cursinho, o que é natural, dada a proximidade das relações estabelecidas.

Uma coisa me chamou a atenção. Não recebi nenhum tipo de cumprimentos dos alunos e alunas da última escola na qual lecionei, embora tenha desenvolvido uma boa relação com alunos e alunas dessa instituição.

Mas foi nela que tive os maiores enfrentamentos, desde 2016/2017, com a turminha do MBL e do Escola sem Partido. Para ser justo eles eram minoritários, mas eram barulhentos. E vejam que coincidência, deles não recebi nenhum abraço ou felicitações.

Nesses 62 anos tive muitas falhas e errei bastante, mas sempre de cabeça erguida por conta das escolhas políticas, das causas que abracei e do profissionalismo no trato com a docência.

Lembro-me dos amigos da adolescência, quando nos sentávamos na praça da igreja, lá em Varginha, e falávamos como seria o distante ano 2000, os carros voariam, as pessoas não se prenderiam aos lugares etc. e tal.

A gente sonhava e imaginava um mundo sem guerras, sem fome, sem doenças, uma vez que a ciência daria conta de tudo.

Às vezes sinto vontade de ter uma conversinha com aquele moleque de 15 anos, que achava que era fácil mudar o mundo. Até parece.

E aqui estamos, 62 anos depois e sinto que o mundo ao meu redor está pior, passamos poucas e boas, vivemos uma ditadura terrível, cercado por outras piores e temos que tolerar um bando de imbecis, com elevado déficit cognitivo, pedindo a volta da ditadura!

 Vimos as guerras do Vietnã e da África, dentre outras, com tantas atrocidades e a gente pensava que nunca mais veríamos nada igual e hoje temos a Faixa de Gaza.

Gasta-se uma fortuna em armas e destruição, enqanto milhões padecem de fome.

É, acho que teremos que deixar para as próximas gerações dar um jeito nesse trem aqui.

14.3.24

Karl Marx

 


Cadê o ministério do governo Lula?

O tempo vai passando, já vai para mais de um ano da posse do Governo Lula e parte significativa da população não tem em mente os nomes dos ministros e ministras.

Enquanto Flávio Dino estava no Ministério da Justiça ele era destaque da comunicação dos atos de governo, até porque os bolsominions do Congresso insistiam em chamá-lo com frequência para depor e, por consequência, passaram vergonha.

Mas era secundado, com destaque, por Sílvio Almeida, Nísia Trindade, Sônia Guajajara, Aniele Franco dentre outras, às vezes no Congresso, às vezes na mídia.

A saída de Flávio Dino para o STF parece ter emudecido o Ministério. E temos ali pessoas brilhantes, capazes de enfrentar a inteligência (?) de Nikolas Ferreira, Zé Trovão, Carol de Toni e congêneres.

O que acontece? Qual a razão desse silêncio homérico de um Ministério com pessoas tão capazes?

Claro que temos alguns ministros que melhor seria que não estivessem por lá. Algumas perdas, como Ana Moser, são irreparáveis, mas ainda assim temos valorosos colaboradores e valorosas colaboradoras no governo, por que os deixar à margem da comunicação do governo?

Às vezes o excesso de holofotes sobre Lula não contribuí para a imagem dele, seria melhor deixar as grandes decisões, ou aquelas que causam grandes impactos sobre a população por conta dele e as decisões cotidianas nas mãos dos outros integrantes do governo.

Lula precisa agilizar a sua “brigada” de boas notícias, seria bom termos nomes como o Felipe Neto neste lugar, ou mesmo André Janones, que sabem o idioma das redes sociais, mesmo que fossem para distribuir boas notícias para a militância e está repercutir nas redes.

Há uma nítida dificuldade de se lidar com esses instrumentos modernos de comunicação, como o X, Instagram e TikTok, por exemplo. Não consigo imaginar o Lula, ou o ministro Padilha, fazendo as dancinhas típicas do TikTok, mas é necessário disputar e ocupar esses espaços virtuais.

  

13.3.24

01 de abril de 1964

 No mês de março algumas pessoas e instituições comemorarão o golpe de 1964, que instituiu uma ditadura militar, com forte apoio do empresariado nacional, com raras exceções.

Leonardo Silva de Recife, Pernambuco, Brasil , CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

Prefiro lembrar a data, com muita raiva, de 01 de abril, quando, de fato, os tanques foram às ruas e deram início a um longo período de terror, que matou e “desapareceu” muitos brasileiros e brasileiras valorosos.

Infelizmente o governo Lula opta por ignorar a data, assim como está ignorando os mortos e desaparecidos políticos em nome de uma pacificação, que mais se assemelha e uma rendição aos milicos.

Ao contrário de países vizinhos, que passaram por ditaduras semelhantes, não punimos os militares e os civis que mataram e desapareceram com pessoas, deixando muitas famílias com a dor da perda e de não poder plantear seus mortos

Lançar luzes sobre esse passado recente é fundamental para que ele não se repita e seria muito pedagógico para construção do nosso futuro.

Penso que a tentativa de golpe de 8/1/23 e toda a movimentação da extrema direita, com protagonismo de alguns oficiais das Forças Armadas, tem uma relação óbvia com a impunidade do que aconteceu a partir de 1964.

Esse acerto de contas é muito necessário, tanto o acerto com o 8/1//23, quanto o acerto de contas com a ditadura cívico-militar de 1964. Sem isso nunca teremos um país de verdade.

Não entendo que as Forças Armadas sejam pacificadas deixando esses indivíduos, que cometeram crimes, livres, leves e soltos.

Precisam ser punidos de acordo com os regulamentos das Forças Armadas e de acordo com a justiça criminal também. Na sua maioria esses oficiais são pessoas perversas, que tem um senso muito próprio de democracia e verdade.

A partir de 1964 deram início a uma guerra interna, contra comunistas que, segundo eles, estariam prontos para tomar o país. Em nome dessa guerra torturaram, mataram, despareceram com operários, estudantes, políticos e pessoas anônimas.

Forjaram fugas, atropelamentos e suicídios. A impunidade faz parecer que os agentes do Estado que possuem armas possuem também o poder sobre a vida e a morte das pessoas não armadas.

Enquanto não houver julgamentos e reparações históricas, principalmente a localização dos corpos daqueles que foram assassinados, não haverá paz.

Precisamos seguir o exemplo da Argentina, Chile e Uruguai, nossos vizinhos que viveram ditaduras semelhantes e mostrar para os jovens do que eles foram capazes.

Assim terminaremos de vez com a escola sem partido e deixaremos os adeptos das ditaduras sem coragem de colocar a cara a mostra.

8.3.24

Dia 8 de março, dia de lembrar e lutar

Hoje é dia de comemorar o Dia Internacional das Mulheres, mas, por favor, sem chocolates e flores. É dia de lutar e lembrar aquelas que tombaram vítimas do feminicídio, que sofrem violência doméstica e que ganham menos do que os homens para fazer a mesma coisa que eles.

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Artigo_Lei_Maria_da_Penha_(8695976633).jpg][img]undefined[/img][/url Superior Tribunal de Justiça STJ do Brasil, CC POR 2.0, via Wikimedia Commons

Infelizmente não há muito o que comemorar. Faltam mulheres no governo e algumas que permaneceram perderam poder no jogo da política do “é dando que se recebe”, mas no caso do atual governo não está recebendo.

Governos progressistas têm enfrentado o problema há décadas, mas o machismo estrutural e os valores patriarcais que organizam nossa sociedade são muito fortes e acabam prevalecendo.

Havia, durante um bom tempo, a esperança de que as novas gerações superassem esses valores, mas hoje essa esperança está se esvaindo, principalmente quando vemos o nosso Congresso, majoritariamente machista, conservador e extremamente retrógrados, com deputados jovens e eleitos por jovens!

O que fazer? Há um esforço descomunal por parte dos educadores para reverter esse quadro, mas, muitas vezes, são impedidos pelas famílias, que os qualificam como doutrinadores, propagadores da ideologia de gênero (seja lá o que for isso), esquerdistas, feministas etc.

Aliás, hoje recebi pelo WhatsApp uma publicação repudiando um “Congresso Antifeminista” em Santa Catarina, evento agendado para hoje – 08/03/2024 – dentro da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Não tenho palavras para expressar minha indignação.

Vamos averiguar alguns indicadores que mostram a necessidade de leis que garantam a vida das mulheres e, ao mesmo tempo, a necessidade do feminismo.

Esse gráfico foi produzido pelo Senado Federal

Fonte: Agência Senado

Esse outro gráfico foi resultado de uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em 2022.

Fonte: Dados revelam crescimento alarmante de todos os tipos de violência contra a mulher. Infográfico: Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2022)

Já essa tabela retirei do Vermelho.org (jornal do PC do B) e mostra uma série histórica que facilita a comparação do quadro de violência.

Ou seja, essa pequena amostra indica a necessidade de políticas permanentes de defesa da vida das mulheres e de estímulos a sua emancipação social, política e financeira. O que mostramos ontem com relação a execução do orçamento do Ministério das Mulheres vai no sentido contrário dessas necessidades.

Recomendo acompanhar a entrevista com Maria da Penha, que dá nome a Lei, no ICL.


Veja a divulgação completa do evento e a página de inscrição no evento clicando AQUI.














7.3.24

Notícias ruins para quem fez o "L"

Hoje a mídia não apresenta boas notícias para quem, como eu, fez o L nas últimas eleições.

Claro que a situação melhorou como um todo, nossa democracia tem se fortalecido e p Brasil retomou o ligar que lhe cabe no cenário internacional, em que pese Israel nos qualificar como um “anão diplomático”.

Mas voltemos à mídia.

O governo, de maneira surpreendente, não está fazendo nenhum esforço para a cassação das concessões públicas da Jovem Pan, chamada carinhosamente de Jovem Klan, dados os pendores fascistas desta emissora.

Claro que a cassação é função do poder judiciário, em última instância, mas a Secretária de Comunicação e a Advocacia Geral da União têm papel importante nessa questão.

A citada emissora mentiu descaradamente, distribuiu fake news a torto e a direito, tem muitos dos seus “jornalistas” processados e foragidos.

A retirada das concessões das emissoras da Jovem Pan teria importante papel pedagógico para a mídia comercial nativa. Difícil entender a razão de não o fazer.

Outra notícia preocupante, apontado pelo ICL Notícias na reportagem de Igor Mello e Karla Gamba (clique aqui para ler a matéria completa), dá conta que o Ministério das Mulheres executou apenas 18,5% do orçamento destinado para a pasta em 2023. O ministério tinha disponível um total de R$ 149 milhões, mas gastou efetivamente apenas R$ 27,5 milhões.

Mas a coisa não para por aí. Um programa essencial para a proteção das mulheres é a Casa da Mulher Brasileira, centro de acolhimento e apoio às mulheres vítimas da violência, não gastou um real dos R$ 18 milhões destinados no Orçamento para implementação de novas unidades.

Dados consultados pelos repórteres no Portal da Transparência, com a palavra o Ministério das Mulheres, a Secretaria da Comunicação e o governo federal.

Por fim, mas não menos importante, as análises da pesquisa que avaliou o governo Lula nos dias 25, 26 e 27/02 , indicando um avanço nas opiniões sobre o governo.

O jornalista Leandro Demori chamou a atenção para a data da pesquisa, coincidindo com a manifestação do Bolsonaro na Av. Paulista, que repercutiu intensamente na mídia e juntou uma multidão na avenida. Estimativas feitas pela USP dão conta de aproximadamente 185.000 pessoas.

Outros analistas chamaram a atenção para a participação dos evangélicos nessa avaliação negativa.

Também a pesquisa apontou uma percepção de piora da economia e da inflação, embora a realidade não confirme isso, mas, me parece, que muitas igrejas e pastores evangélicos disseram isso nos cultos do último mês, sem contar o papel das redes sociais, particularmente o WhatsApp e Telegram.

Espero que as notícias ruins sobre as ações do governo parem por aí e que tenhamos um 8 de março marcante, com medidas importantes para a proteção das mulheres e avanços significativos no papel da mulher do nosso país.

4.3.24

Uso de charges

Sempre gostei dessa linguagem, tanto de charges quanto de quadrinhos. Como professor usava e abusava das charges, tanto nas aulas quanto nas avaliações. Depois de aposentado resolvi usá-las nas redes sociais. O meu Instagram (@proftoni62) é um grande disseminador de charges, sempre citando as fontes, é obvio.

Talvez isso seja resultado da minha falta de talento para as artes. Sou péssimo no desenho e tenho muita tristeza por nunca ter aprendido a tocar um instrumento musical.

Essa charge que destaquei faz uma referência à literatura, o livro O Menino do Pijama Listrado – cujo filme me fez chorar muito –, associado ao drama do genocídio vivido hoje pelo povo palestino na Faixa de Gaza e na Palestina de forma mais ampla.

Clique aqui para ler um pequena síntese do livro.

A maioria dos chargistas têm uma capacidade de síntese impressionante, o @cartunistadascavernas (Gilmar), @arocartum (Renato Aroeira), @miguelpaiva (Miguel Paiva), Carlos Latuff dentre outros,

Recomendo seguir todos.


2.3.24

É urgente taxar os super ricos

Além de taxar os super ricos no Brasil é necessário taxá-los no mundo!

Os paraísos fiscais precisam ser vigiados por todos e pensar que essa grana vai auxiliar na resolução dos grandes problemas dos países pobres: fome, habitação, educação, ambiente combate à pobreza etc. 

Abaixo segue vídeo do ICL, com a fala do André Roncaglia, professor de economia da Unifesp e doutor em economia do desenvolvimento pela FEA-USP.

Esse debate segue interditado no Brasil por conta do receio da classe média, que tem medo de perder o seu jipe Renegade, ou ver seu Rolex paraguaio ser confiscado.

Não se trata disso. A explicação do professor André Roncaglia é muito boa e mostra quem seria o alvo de tal taxação.

A proposta de Fernando Haddad é excelente. Seria fácil de ser executada? Seria facilmente aprovada?

Embora a discussão seja econômica, a decisão sobre ela é POLÍTICA! Por isso a importância de discutir e aprender sobre política.